L’isola della paura & La piccola strega

Para o post de hoje, algo um pouco diferente: resolvi trazer duas resenhas em uma única postagem, pois são resenhas de livros infantis que li em italiano. Como seriam duas resenhas curtinhas, achei mais fácil já trazer tudo de uma vez. Preparados?

Livro 1

Título: L'isola della paura
Autor: Claudio Madia
Editora: Feltrinelli Kids
Páginas: 129
Ano: 2004 (2º edição)

Caio é um jovem italiano que vive com seus pais e seus irmãos: Anna (a irmã mais velha), Giò (o irmão mais novo), Leo e Clara. Juntos, eles viajam nas férias de verão, cada ano para um lugar diferente; sempre para uma localidade tranquila.

O destino da vez, onde se passa boa parte da história, é uma pequena ilha. Ali, Caio e seus irmãos, principalmente Clara e Giò, vivem grandes aventuras com as crianças locais. Trata-se de uma história narrada da forma que só uma criança poderia contar: cheia de aventuras, felicidades diante das menores coisas, descobertas únicas.

“Todas as férias do mundo, de todas as crianças do mundo terminam assim: de repente”

L’isola della paura (p.105)

E quando as férias terminam o que acontece? As crianças voltam para a escola… Mas a história não termina por aqui! Antes de voltar às aulas propriamente ditas, Caio encontra seus melhores amigos e eles passam horas e horas contando tudo o que viveram durante o mês que passaram longe um do outro.

“Cresci mais nessas férias que em todo o resto do ano”

L’isola della paura (p.118)

Mas preciso confessar que as partes que mais gostei nesse livro foram justamente aquelas em que Caio fala sobre a sua relação com o universo escolar:

“O professor Conrado costuma dizer que a inteligência não se mede com as notas, nem com os testes de inteligência”

L’isola della paura (p.99)

 

Livro 2

Título: La piccola strega
Original: Die Kleine Hexe
Autor: Otfried Preussler
Editora: Nord-sud edizioni
Páginas: 123
Ano: 2007 (3º edição)
Tradução: Clara Bianchi
Título em português: A pequena bruxa

Essa história começa como os contos de fada – com “era uma vez” – mas conta a história de uma “jovem” bruxa de 127 anos. Tal bruxa, que não recebe nenhum nome específico ao longo da história, mora em meio a um bosque, com seu corvo Abraxas.

O que a pequena bruxa mais queria era poder participar da festa de Valpurga, mas era considerada nova demais para isso. Ainda assim, foi às escondidas e acabou sendo descoberta por outra bruxa ranzinza.

Ficou decidido, por um conselho superior, que a protagonista poderia voltar no ano seguinte, se provasse ter aprendido todas as magias. Assim sendo, a pequena bruxa dedicou-se todo o ano aos estudos. E, por incentivo de seu corvo, aplicou suas magias para o bem.

Ao final de um ano, a bruxinha já sabia tudo, mas… Bem, ela era uma bruxa e deveria aplicar suas magias para o mal e não para o bem. Ao invés de tornar-se uma boa bruxa, ela tornou-se uma bruxa boa! E isso não foi nem um pouco bem recebido pelo conselho superior.

Eu gostei muito desse livro, pois ele me lembrou as histórias de Roald Dahl (que inclusive tem um livro chamado “As bruxas” também) e porque senti que há várias “pequenas lições” ao longo da história, com frases como esta que utilizo para encerrar essa resenha dupla:

“Quem quer obter bons resultados não deve ser preguiçoso”

La piccola strega (p.6)