Citações #15 — La sposa giovane

Hoje trarei a vocês apenas mais 2 citações do livro La Sposa giovane, escrito por Alessandro Baricco e publicado pela editora Universale Economica Feltrinelli em 2016. Como trata-se de um livro em italiano, vou aproveitar para colocar também o original aqui, ao final do post.

“A infelicidade rouba tempo ao prazer, e no prazer se constrói a prosperidade” (p.27).

É muito doido como, de repente, as coisas passam a fazer sentido, não é mesmo? Pensem nas pessoas que vocês conhecem e que, pelos rumos da vida, dedicam-se a uma atividade que não é aquela que elas queriam. Imagine essa mesma pessoa trabalhando no que gosta. Ela poderia até receber menos, mas estaria muito mais feliz. Muito mais satisfeita consigo mesma. E teria muito mais força para realizar tantas outras coisas em sua vida.

Essa citação aí de cima, para mim, tem muito a ver com saúde mental. E com sentir. O que nos leva à segunda citação de hoje:

“- Sentir é muito pouco, minha querida.

– Mas às vezes é tudo, senhor” (p.142)

Essa é uma passagem que, na história, tem mais a ver com a questão da intuição. Mas podemos ampliar para os sentimentos como um todo. Viver vazio de sentimento não é viver, assim como arrastar-se em uma vida infeliz.

E pensando nisso tudo, eu gostaria de dizer mais uma coisa também: lute ao lado daqueles que você ama. Ajude-os a realizar os seus sonhos, independentemente do tamanho deles. Essa é a melhor maneira de ver cada um prosperar e viver em paz. E é apenas isso que queremos para quem nos faz bem, não?

Para encerrar, como prometido, as citações originais:

“L’infelicità ruba tempo alla gioia, e nella gioia si costruisce prosperità” (p.27)

“- Sentire è un po’ poco, cara.

– Ma alle volte è tutto, signore” (p.142)

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L’isola della paura & La piccola strega

Para o post de hoje, algo um pouco diferente: resolvi trazer duas resenhas em uma única postagem, pois são resenhas de livros infantis que li em italiano. Como seriam duas resenhas curtinhas, achei mais fácil já trazer tudo de uma vez. Preparados?

Livro 1

Título: L'isola della paura
Autor: Claudio Madia
Editora: Feltrinelli Kids
Páginas: 129
Ano: 2004 (2º edição)

Caio é um jovem italiano que vive com seus pais e seus irmãos: Anna (a irmã mais velha), Giò (o irmão mais novo), Leo e Clara. Juntos, eles viajam nas férias de verão, cada ano para um lugar diferente; sempre para uma localidade tranquila.

O destino da vez, onde se passa boa parte da história, é uma pequena ilha. Ali, Caio e seus irmãos, principalmente Clara e Giò, vivem grandes aventuras com as crianças locais. Trata-se de uma história narrada da forma que só uma criança poderia contar: cheia de aventuras, felicidades diante das menores coisas, descobertas únicas.

“Todas as férias do mundo, de todas as crianças do mundo terminam assim: de repente”

L’isola della paura (p.105)

E quando as férias terminam o que acontece? As crianças voltam para a escola… Mas a história não termina por aqui! Antes de voltar às aulas propriamente ditas, Caio encontra seus melhores amigos e eles passam horas e horas contando tudo o que viveram durante o mês que passaram longe um do outro.

“Cresci mais nessas férias que em todo o resto do ano”

L’isola della paura (p.118)

Mas preciso confessar que as partes que mais gostei nesse livro foram justamente aquelas em que Caio fala sobre a sua relação com o universo escolar:

“O professor Conrado costuma dizer que a inteligência não se mede com as notas, nem com os testes de inteligência”

L’isola della paura (p.99)

 

Livro 2

Título: La piccola strega
Original: Die Kleine Hexe
Autor: Otfried Preussler
Editora: Nord-sud edizioni
Páginas: 123
Ano: 2007 (3º edição)
Tradução: Clara Bianchi
Título em português: A pequena bruxa

Essa história começa como os contos de fada – com “era uma vez” – mas conta a história de uma “jovem” bruxa de 127 anos. Tal bruxa, que não recebe nenhum nome específico ao longo da história, mora em meio a um bosque, com seu corvo Abraxas.

O que a pequena bruxa mais queria era poder participar da festa de Valpurga, mas era considerada nova demais para isso. Ainda assim, foi às escondidas e acabou sendo descoberta por outra bruxa ranzinza.

Ficou decidido, por um conselho superior, que a protagonista poderia voltar no ano seguinte, se provasse ter aprendido todas as magias. Assim sendo, a pequena bruxa dedicou-se todo o ano aos estudos. E, por incentivo de seu corvo, aplicou suas magias para o bem.

Ao final de um ano, a bruxinha já sabia tudo, mas… Bem, ela era uma bruxa e deveria aplicar suas magias para o mal e não para o bem. Ao invés de tornar-se uma boa bruxa, ela tornou-se uma bruxa boa! E isso não foi nem um pouco bem recebido pelo conselho superior.

Eu gostei muito desse livro, pois ele me lembrou as histórias de Roald Dahl (que inclusive tem um livro chamado “As bruxas” também) e porque senti que há várias “pequenas lições” ao longo da história, com frases como esta que utilizo para encerrar essa resenha dupla:

“Quem quer obter bons resultados não deve ser preguiçoso”

La piccola strega (p.6)