Comunicação não violenta — Marshall B. Rosenberg

Título: Comunicação não violenta — técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais 
Original: Nonviolent communication: a language of life
Autor: Marshall B. Rosenberg
Editora: Ágora
Páginas: 280
Ano: 2021 (5º edição)
Tradução: Mário Vilela

Sinopse

Em um mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, buscamos ansiosamente soluções para melhorar nossa relação com os outros. Nesse sentido, a boa comunicação é uma das armas mais eficazes. Grande parte dos problemas entre casais, pais e filhos, empregados e empregadores, vizinhos, políticos e governantes pode ser amenizada e frequentemente evitada apenas com… palavras. Porém, saber ouvir o que de fato está sendo dito pelo outro e expressar o que de fato queremos dizer, embora pareça tarefa simples, é das mais difíceis. Nesta obra, best-seller no Brasil e no mundo, Marshall Rosenberg explica de maneira revolucionária os valores e princípios da comunicação não violenta, que se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. Usando sua experiência como psicólogo clínico e criador do método da CNV, ele ensina o leitor a: • entregar-se de coração aos relacionamentos e se libertar dos condicionamentos e dos efeitos de experiências passadas; • identificar e expressar sentimentos; • expressar a raiva de forma não violenta; • transformar padrões negativos de pensamento; • resolver seus conflitos com os outros de forma pacífica; • criar relacionamentos interpessoais baseados em respeito mútuo, compaixão e cooperação. Nesta nova edição, que conta com um capítulo inédito sobre mediação e solução de conflitos e prefácio de Deepak Chopra, Marshall Rosenberg consolida seu trabalho, reconhecido mundialmente, e compartilha com os leitores ensinamentos testados e comprovados na prática.

Resenha

Não sei muito bem como falar desta obra que foi, sem dúvidas, uma das leituras mais marcantes do ano que passou e que trata das palavras que usamos e da forma como nos comunicamos.

“Usamos a linguagem de maneiras diversas para nos iludirmos com a crença de que nossos sentimentos resultam do que os outros fazem”

Trata-se de um daqueles livros que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida, o que ajudaria, em grande medida, nas relações humanas.

“A CNV baseia-se em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. Ela não tem nada de novo: tudo que compõe a CNV já era conhecido havia séculos”

O subtítulo em inglês, sem dúvidas, ajuda a mostrar o que estou tentando dizer: “uma linguagem da vida”. 

“A CNV ajuda a nos ligarmos aos outros e a nós mesmos, permitindo o florescimento da compaixão natural”

Apesar de se tratar de um livro “técnico”, Marshall Rosenberg consegue usar uma linguagem simples, fácil de compreender, além de dar diversos exemplos práticos.

“Mostramos que estamos pedindo, e não exigindo, pela maneira como reagimos aos outros quando não nos atendem”

Ainda assim, a CNV não é algo nem um pouco fácil de se aplicar na vida real, porque, na verdade, vai muito além da língua: mexe com nossa forma de pensar e de agir

“A comunicação é alienante quando atrapalha a conscientização de que cada um de nós é responsável pelos próprios pensamentos, sentimentos e atos”

Este é um daqueles livros que nos deixam querendo ir além, seja relendo-o de tempos em tempos, seja buscando outras obras que possam continuar nos guiando no caminho para uma comunicação mais clara e saudável (até porque, como eu disse, na teoria a CNV é linda, mas sua aplicação não é nada simples). 

“É uma lição de humildade no exercício do poder, para aqueles que acreditam que, por sermos pais, professores ou diretores, é nossa tarefa mudar as outras pessoas e fazê-las se comportar”

A forma como a obra é organizada também é interessante: para além da linguagem acessível, há pequenos resumos espalhados pelas páginas, que facilitam a compreensão e a retomada dos pontos mais importantes de cada capítulo.

“Se não valorizarmos nossas necessidades, é provável que os outros também não as valorizem”

O livro conta, ainda, com um importante e necessário dicionário de emoções, ótimo para a aplicabilidade da CNV.

“Infelizmente, a maioria nunca foi ensinada a pensar partindo de necessidades”

E aí: você já havia escutado sobre a Comunicação não Violenta? O que acha desse assunto?

Se quiser comentar algo, aqui é o lugar: