Boas práticas para todos nós

Apesar de gostar de produzir conteúdos aqui e de divulgá-los em outras redes sociais, buscando sempre chegar a mais pessoas, estou bem longe de ser (e me considerar) uma influencer. Mas tem algumas coisas que acho que são importantes dizer e repetir (no meu caso, repetir, tantas pessoas já disseram antes e tantas outras insistem em ignorar).

São algumas coisas sobre as quais penso muito e busco sempre melhorar (afinal, ninguém é perfeito e estamos aqui para aprender também). Não trarei regras, mas aspectos que podem tornar a convivência e a troca na internet (e até na vida) melhores.

Interação

Muito se fala sobre crescimento na internet (e na vida), mas poucas pessoas parecem realmente levar a sério a questão da interação. Lembrando que divulgar e apoiar o trabalho de pessoas, mesmo aquelas que atuam na mesma área que você, não gera concorrência, mas admiração (super clichê essa frase, mas é verdade, viu?).

Para ser sincera, não sou a melhor e mais indicada pessoa para falar sobre interação. Sou extremamente fechada e tímida e tenho sempre medo de estar incomodando, além de, por vezes, ter uma enorme preguiça de redes sociais. Mas quando estou com ânimo, tento passar nos perfis que gosto, comento, curto, compartilho algumas coisas.

Quando falo de interação, contudo, não estou me referindo apenas à nossa em outros perfis, mas também à forma como recebemos e respondemos aqueles que vêm nos visitar. Você já pensou nisso?

Acho que mais que interação, este tópico também poderia ser sobre reciprocidade. Tratar o outro como gostaria que te tratassem, ainda que nem sempre o que é bom para nós seja bom para o outro, mas acho que deu para entender o espírito da coisa, não?

Acessibilidade

Confesso que esse foi o tópico pelo qual eu mais queria escrever este post. Acessibilidade é um tema que ainda temos muito a aprender e melhorar. E com certeza estou me incluindo nessa! Por exemplo, o que tem de acessibilidade para deficientes visuais em meu blog? Nada! E reconheço essa falha. Tenho vontade de gravar em áudio meus posts, para deixar como alternativa, mas esse é um plano que ainda não saiu do papel…

Mas tem uma coisa que acredito que seja mais básica ainda e que tem pessoas que insistem em não fazer: legendar vídeos. Digo, legendar vídeos para o Youtube, por exemplo, eu sei que é mais trabalhoso, o vídeo todo, aliás, é mais trabalhoso. Mas qual é a sua desculpa para não legendar um story, que tem 15 segundos de duração?

O ponto é: não somos educados a pensar no que podemos fazer pelo outro. E somos ainda menos educados a enxergar que podemos sim ajudar o outro sem colocá-lo em um lugar de vítima.

Avaliação

Se você produz conteúdo na internet, existe algo muito importante que você precisa fazer: falar! Mas calma, não estou dizendo para você gravar vídeos, eu mesma quase não faço isso.

Quando eu digo que você precisa falar, estou te dizendo para compartilhar sua experiência sobre qualquer coisa que você tenha gostado. Foi num lugar bacana, que te marcou? Fale sobre ele, da forma que preferir (através de uma foto, de um story, de um texto). Comprou algo que te surpreendeu? Fale. Gostou de um atendimento? Compartilhe. Teve uma experiência importante? Fale também, ela pode ajudar outras pessoas.

Mais do que falar para as pessoas que te acompanham, porém, existe outra coisa que pode ajudar — e muito — as pessoas por trás daquele lugar, serviço, produto: sua avaliação.

Hoje em dia é possível — e importante — avaliar quase tudo. A maioria dos aplicativos é baseado nisso. E também tem a opção, às vezes, no Google, de avaliar um local, por exemplo. É uma coisa que, em tese, para nós, consumidores, é pequena e que não leva nem dois minutos. Mas para quem recebe aquela avaliação, faz muita diferença. Só que aqui, chegamos ao último ponto…

Lembre-se: somos todos humanos

Infelizmente, nossa vida não é feita apenas de bons momentos e boas experiências, faz parte. Mas isso não nos dá o direito de ofender gratuitamente ninguém. Mais um clichê de extrema importância aqui: palavras podem ferir. E muito.

Críticas construtivas costumam ser bem-vindas. Porém, temos de tomar cuidado e perceber se estamos realmente oferecendo algo que pode mostrar o que não agradou e como poderia ser melhor ou se estamos apenas reclamando e, pior ainda, difamando o outro.

Claro que aqui estou falando “em defesa” de pessoas que agem de boa fé e com boas intenções. Más experiências por conta de golpes e afins devem sim ser compartilhadas expressando a gravidade da situação e alertando os demais (o que não significa que sair xingando seja a melhor opção…).

Agora me conta aqui: o que você considera essencial para uma boa e saudável convivência nessas redes que inundam nossas vidas?

Já dizia Elie Wiesel…

Talvez você não saiba quem é a pessoa do título deste post — eu mesma não sabia/não lembrava assim, só pelo nome — mas é provável que em algum momento você já tenha lido/ouvido essa frase:

“The opposite of love is not hate, it’s indifference”

(O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença).

Na verdade, a frase acima é apenas parte de um trecho maior. E essa frase, em questão, foi originalmente dita por Wilhelm Stekel, mas usada por diversos autores, como o próprio Elie Wiesel. Contudo, hoje eu estou aqui mais para falar sobre a minha relação com essa frase e, ao final, algo que descobri ao pesquisar sobre ela.

A primeira vez que li isso, escrito em inglês mesmo, foi no início do meu treinamento para ser professora de inglês, meu primeiro emprego. Lembro-me bem que, apesar de nunca ter experimentado aquilo, a frase chamou minha atenção a ponto de eu copiá-la em meu caderno (que, aliás, tenho até hoje).

Apesar de ter adorado a frase, ela me parecia aleatoriamente colocada ali. Parecia mais um sinal que qualquer outra coisa. Porém, o coordenador logo explicou que a indiferença também é perigosa no ensino. E sim, com certeza é!

Queria eu estar vindo falar sobre como a indiferença é perigosa para o ensino. E, apesar de eu ser professora, infelizmente eu vim, como disse mais acima, falar da minha relação com essa frase e isso não tem nada a ver com o ensino, mas com o amor mesmo.

Quando entrei em contato com ela pela primeira vez, nunca havia sentido na pele — ao menos não de maneira tão concreta — o poder da indiferença. Mas hoje eu posso dizer que ela é realmente pior que o ódio. Eu pensei nisso em meu primeiro relacionamento, muitas vezes, aliás (mais do que eu gostaria/deveria, talvez). Eu pensei nisso nesses últimos dias (felizmente, com menos intensidade, não que isso ajude muito).

E como — ou por que — a indiferença é pior que ódio? Bom, o que nós esperamos de alguém que declaradamente nos odeia? Com certeza nada de bom! Mas a indiferença não costuma vir de uma pessoa que declaradamente nos odeia. Ela vem de pessoas que amamos e que queremos que nos ame igualmente ou o mais próximo disso que for possível. A sensação de vazio que nos persegue quando percebemos que já não é de interesse — ou talvez nunca tenha sido — da outra pessoa compartilhar das nossas pequenas alegrias, é assombroso.

Ao menos essa frase, por mais triste que seja, me trouxa coisas boas. Da primeira vez, a sensação de sentir o peso dessas palavras, mas sem realmente conhecer o significado delas — e te garanto, essa sensação era boa, o que já não é mais. Agora, a descoberta que ela me trouxe e que está relacionada a quem optei por creditar a frase no título deste texto.

Lá no comecinho eu falei que, na verdade, estou trazendo aqui uma frase dita por Wilhelm Stekel, mas usada por diversos autores (inclusive brasileiros, como Érico Veríssimo e Martha Medeiros). Dentre esses autores, temos Elie Wiesel. E quem era ele?

Escritor, sobrevivente do holocausto e prêmio Nobel da Paz (em 1986). Uma de suas obras foi “A noite“, que encontra-se em minha lista de desejos há tempos.

Entender melhor um dos contextos nos quais essa frase aparece — bem o holocausto, assunto sobre o qual pesquiso e leio sempre que posso, justamente pelo medo dos caminhos aos quais a indiferença pode nos levar — fez-me pensar num turbilhão de outras coisas (como se a minha mente já não estivesse a mil, mas enfim).

Eu ia falar sobre como, depois disso, minhas dores — apesar de ainda estarem doendo demais — pareceram pequenas. Mas como ainda dói, só peço que tomem cuidado. Não se deixem engolir pela indiferença, mesmo quando já não se nutre mais um sentimento como antes. Peça licença e afaste-se, não deixe que o outro sofra por aquilo que você já não pode mais fazer por ele.

E cuide dos que estão e sempre estiveram com você.

Fevereiro é mês de festa!

Já começo esse texto fazendo uma confissão: não sou fã de carnaval. Adoro o feriado (apesar de não saber mais o que é feriado), mas não gosto nem um pouco da bagunça, das aglomerações, do barulho e dos excessos. Esse ano, ao menos, as aglomerações não existirão (ou não deveriam existir). Mas também não haverá o feriado. Ou haverá? Já nem sei mais!

De qualquer forma, quando digo que fevereiro é mês de festa, não estou me referindo ao carnaval (não para mim), mas a outras duas comemorações: meu aniversário (que já passou) e o que importa aqui, o aniversário deste blog!

Foi exatamente em 12 de fevereiro de 2018 que retomei esse universo, como vocês podem ler, com mais detalhes, na aba sobre. Hoje, portanto, completo exatos 3 anos por aqui. E vou confessar a vocês: parece muito mais!

Nos últimos três anos, escrevi quase que continuamente para este espaço. Comecei com apenas uma postagem por semana, mas logo fui aumentando o ritmo e há um bom tempo venho tentando manter três textos semanais (sendo que, quase sempre, ao menos um deles é uma resenha). E ainda ouso dizer que não sou escritora. Haja coisa para escrever!

Neste período, também, muita coisa mudou, claro. Eu mesma, estou sempre mudando. Mas estou muito feliz com os frutos que este espaço me traz, com tanto carinho que recebo vindo das pessoas que me acompanham aqui. E acho que não importa quanto tempo passe, eu sempre vou me surpreender com algum comentário relativo ao blog. Principalmente de pessoas conhecidas e/ou daquelas que silenciosamente acompanham tudo (ou quase tudo) que posto por aqui.

Meu antigo blog sobreviveu a pouco mais que esses três anos. Espero que este, por sua vez, exista por muito mais tempo. Ainda estou cheia de ideias de coisas que quero compartilhar com vocês.

Mas também gostaria de pedir um favorzinho a você que está lendo este texto: o que você gosta de ver por aqui? Você gosta das resenhas? De quotes literários? Das traduções? Ou textos sobre músicas? Gosta do material de italiano que estou começando a trazer? Ou prefere meu texto mais livres? Gosta de ver TAG’s? Indicações? Conhecer o universo literário? Enfim, me conte um pouco nos comentários, vamos trocar ideais!

Ah, e claro, por último, mas não menos importante: muito obrigada por estar aqui! Muito obrigada por me animar a seguir em frente com esse querido projeto! Palavras não são suficientes para dizer o que sinto, mas o mínimo que posso dizer é o meu mais sincero obrigada.

As pessoas ainda leem blogs?

Em um mundo com tantas opções de entretenimento (filmes, séries, jogos, podcasts, redes sociais…) é muito comum ouvir a seguinte pergunta quando as pessoas sabem que tenho um blog: “tá, mas as pessoas ainda leem blogs?”.

Eu compreendo essa pergunta. Ainda mais se pensarmos no contexto brasileiro (no qual — dizem — as pessoas não leem). E também se pensarmos que eu escrevo majoritariamente sobre… Livros!

Em primeiro lugar, porém, gostaria de contestar uma informação: não é verdade que o brasileiro não lê. Não absolutamente, ao menos. O brasileiro não lê livros (sendo bem generalista, claro), mas lê posts nas redes sociais, lê notícias… E ouso dizer: lê blogs.

Eu poderia trazer dados estatísticos sobre o assunto, poderia falar sobre como blogs são uma aposta de marketing de diversas empresas. Mas a verdade é que, hoje, eu gostaria de compartilhar a minha experiência com esse universo.

Se eu considerar as estatísticas do meu blog, não posso dizer que as pessoas não leem blogs. Como você pode ver abaixo, de 2018 para cá, houve um aumento considerável no número de visualizações (e visitantes) nesta página.

E, veja bem, como eu disse acima, este é um blog que fala majoritariamente sobre livros, um assunto que realmente pode não interessar a muitas pessoas. Mas isso não significa que elas não leem blogs, porque é possível encontrar páginas sobre os mais diversos temas.

Eu poderia considerar, porém, que esse número de visitas não significa que as pessoas leem o meu blog. Elas poderiam, não sei, ter caído sem querer nessa página? Ter dado uma olhadinha e pronto?

Sim, com certeza!

Mas há outro dado que me anima bastante: os comentários.

E esse dado me anima porque já tive outro blog antes desse e os comentários eram bem mais raros que aqui. Talvez eu realmente estivesse falando sozinha ali, mas hoje vejo que não estou. Cada novo comentário me traz a certeza de que ao menos uma pessoa leu o que eu escrevi. E se uma pessoa leu, então não estou sozinha nessa.

(E um parênteses necessário: algumas pessoas falam diretamente comigo sobre o Blog. Digo, não deixam um comentário aqui, mas deixam um comentário no meu whatsapp ou numa conversa cara a cara, por exemplo).

Eu costumo ouvir essa pergunta que trouxe à tona hoje, também, por conta do instagram do Blog, um canal que criei para tentar divulgar este espaço, mas jamais para substituí-lo. Até porque, convenhamos, o instagram nos limita bastante no quesito texto, visto que ele é uma rede social de fotos. São propósitos bem diferentes, ainda que as pessoas estejam tentando usar o instagram de outras formas, quase como blogs em alguns casos.

No instagram, o que ouço é algo do tipo: “vale mesmo à pena não colocar o conteúdo todo aqui e convidar a pessoa a visitar o blog? Alguém visita?”.

Vou ser sincera: pouquíssimas pessoas. Mas já são mais que zero pessoas, não?

A verdade é que blogs (ao menos os como este, criados por hobby) não deveriam ser sobre números ou sobre o fato de pessoas visitá-los ou não, mas sim um espaço de livre criação e compartilhamento de gostos e coisas que nos fazem bem.

E se você lê este blog (ou está lendo este artigo), eu agradeço imensamente! É muito gratificante saber que há pessoas que se interessam pelo que me interesso e que estão dispostas a trocar ideias sobre o assunto.

Toda história tem dois lados

Este é um tema sobre o qual estou querendo falar há um tempo. E, apesar da palavra “história” ali no título, eu sabia que poderia parecer, inicialmente, que este texto nada tinha a ver com os assuntos do blog. Mas quanto mais eu refletia sobre ele, mais eu pensava em uma grande conexão literária que me servirá muito bem de exemplo ao que quero falar.

Em nossa literatura temos o grande dilema: Capitu traiu ou não Bentinho?

Há pessoas que dizem que sim e há pessoas que dizem que não, mas sendo a história totalmente narrada em primeira pessoa por Bentinho, fica difícil afirmar qualquer coisa, uma vez que conhecemos apenas o lado dele na história.

Pode parecer bobo reafirmar isso que, antes de mim, tantos estudiosos já disseram, mas a verdade é que há uma força muito grande nesta imagem com relação ao que escrevo aqui. E tem mais, isso tudo conecta-se com outra coisa que foi muito discutida ao longo desse 2020: a cultura do cancelamento.

Há muitas críticas (coerentes) a este comportamento que tem se intensificado e vejo que, em diversos casos, realmente falta um mínimo conhecimento sobre o outro lado da história. Afinal, como eu disse no título, toda história tem dois lados (o que não significa que nunca há um lado errado, claro).

Eu mesma já, infelizmente, ouvi gente falando “mas eu conheço fulano, se ele está dizendo isso, eu acredito, não me importa o que o outro lado tem a dizer”. E é com discursos assim que pessoas são “canceladas” até mesmo por coisas que não fizeram ou que não são bem como os outros estão dizendo.

Reforço: não estou dizendo que as pessoas não erram, que não ocorrem coisas absurdas neste planeta. Com certeza há muita coisa ruim e muito crime que precisa ser julgado. Mas, em tese, um juiz de verdade deve analisar todos os fatos tanto de um quanto de outro lado.

Ouvimos falar sobre “cultura do cancelamento” e pensamos que isso nunca vai acontecer conosco, mas, de uma forma ou de outra, estamos sempre sujeitos a mentiras ditas sobre nós, sobre o nosso trabalho, sobre nossas vidas.

A vontade de escrever sobre tudo isso surgiu, em mim, quando vi de perto que as pessoas são capazes de fazer qualquer coisa para estar “por cima”, para se dar bem. Criam-se fatos inexistentes, manipulam-se palavras. E, por vezes, você não tem como se defender porque, para isso, precisaria dizer verdades (o que, muitas vezes significa mostrar que o outro lado não é o que parece ser também) que é melhor guardar para dizer diante da justiça, a única que deveria realmente julgar fatos.

O problema é que nem sempre as pessoas têm a oportunidade de provar que não fizeram nada daquilo sobre as quais são acusadas. Aqui, refiro-me até a situações mais “simples” que aquelas de grandes casos midiáticos. Refiro-me a situações mais “cotidianas”, entre pessoas que se conhecem e estão em um mesmo (pequeno) círculo social.

É muito triste perceber que, infelizmente, em casos assim, a pessoa que inventa fatos acaba realmente se dando bem. Não sei até quando, porque talvez uma hora as máscaras venham a cair. A gente acaba torcendo por isso. Mas, e se a máscara nunca cair?

Não temos como afirmar com 100% de certeza se Capitu traiu ou não Bentinho, pois, em realidade, nunca ouvimos um “a” que tenha vindo diretamente dela. Então também não acredite em outras histórias que tenham vindo de apenas um lado, principalmente se isso calunia ou diminui a parte que você não conhece ou não deu espaço para se explicar.

Eu sou escritora?

A verdade é que este é um assunto sobre o qual penso bastante. Muitas pessoas diriam (e dizem) que sim, sou escritora. Eu, por outro lado, tenho dificuldade em concordar com elas. Mas por quê?

Tive a sorte e o privilégio de crescer em uma família de leitores e acredito que já comentei muitas vezes sobre isso aqui no Blog. Não sei qual foi o primeiro livro que li ou que livro despertou minha paixão pela leitura, só sei que, desde que me entendo por gente, sou apaixonada pelas palavras e estou sempre lendo um livro atrás do outro.

Isso significa que, desde pequena, sou fascinada pelo universo literário. Sempre achei o máximo a capacidade de completos desconhecidos me apresentarem novos mundos e novas possibilidades. Conhecer um um autor (pessoalmente, digo) era algo bem raro e surreal para mim. Então eu sempre vi essas pessoas como seres realmente fantásticos, de outro mundo, inalcançáveis, mas capazes de fazer maravilhas com as palavras.

(Ao mesmo tempo, esse pensamento não faz sentido algum, pois tenho familiares que também publicaram livros, que trabalham com livros… Enfim, a ingenuidade faz isso conosco).

Hoje em dia (ao menos antes dessa pandemia), eu vou a eventos literários e vejo com meus próprios olhos que escritores são seres de carne e osso como eu; ou então eu troco ideias, através das redes sociais e do blog, com autores que me pedem para ler seus livros e divulgá-los. São gente como a gente. E, ainda assim, não consigo me colocar no mesmo nível que eles. Não consigo me ver como escritora.

Mas, Tati, por que você deveria se considerar uma escritora?

Caso você ainda não saiba, tenho alguns contos publicados. Mas sim, por enquanto, é “só” isso. De qualquer forma, contarei um pouco mais sobre cada um deles.

Em 2016, quando eu ainda tinha meu outro Blog (que deletei pouco tempo depois), fiquei sabendo sobre uma seleção de contos natalinos, para uma antologia da Editora Illuminare.

Naquela época, eu não sabia muito bem como funcionavam essas antologias, nem a importância que elas podem ter para autores iniciantes. Ainda assim, como o natal era uma época especial para mim, resolvi escrever sobre o tema e, sem grandes pretensões, enviei meu conto. Eu só queria poder colocar no papel como eram as minhas festas natalinas, pois sei que minha família comemorava de maneira muito especial. E ver esse edital foi o empurrãozinho que eu precisava para isso.

Acontece que… meu conto foi selecionado! Eu sequer havia comentado com pessoas próximas que tinha enviando um conto para uma seleção. E só joguei a informação “no mundo” quando meus exemplares chegaram aqui em casa, porque até então eu não poderia acreditar numa coisa dessas.

Lembro-me, inclusive, que haveria um evento de lançamento da antologia, no Rio de Janeiro, e eu e meus pais até cogitamos participar. Acabou não dando certo, mas às vezes me pergunto como teria sido isso. Talvez as coisas fossem diferentes se eu tivesse ido a esse evento…

De qualquer forma, passava a existir a minha primeira publicação de verdade: o conto “Devaneios de um caloroso natal” na antologia “Natal em verso e prosa“, da Editora Illuminare.

Depois disso, só fui mergulhar novamente neste mundo mais recentemente. Desde o final do ano passado, para ser mais exata, com um edital para uma antologia sobre romance clichê. Quer algo mais a minha cara?

Li a proposta e logo senti um comichão para colocar em palavras uma ideia que foi nascendo, aos poucos, dentro de mim. Foi assim que, em dezembro de 2019, consegui ser selecionada para a antologia “Um clichê para recordar“, da Editora Cervus, com o conto “Pegue a minha mão (e a minha vida inteira)” [alguém aí sacou a referência desse título?].

Por uma série de motivos (como atrasos na publicação, falta de informação, erros), acabei não divulgando essa antologia, que só veio a ser efetivamente publicada em outubro deste ano. Mas ela finalmente existe!

Um pouco depois de ser selecionada para a antologia da Cervus, fui convidada a organizar a antologia “Um amor para chamar de meu“, da Editora Lettre. Mas, além de organizar, eu teria de escrever um conto também… E foi aí que publiquei “A língua do amor”, um dos meus contos mais queridos (por mim, digo). O ebook desta antologia foi publicado em março de 2020 e a versão física saiu em julho deste mesmo ano.

Por fim, ainda em 2020, publiquei o conto “A vida em ondas”, na antologia de halloween da Editora Lettre. “Gostosuras ou travessuras” foi publicada em outubro e pode ser lida gratuitamente!

Sim, eu tenho quatro contos publicados e, mesmo assim, não me considero escritora. Mas não, eu não acho que quem escreve apenas contos seja menos escritor que alguém que publicou um livro solo. Apenas tenho dificuldades em me ver neste papel.

Ainda assim, agradeço aos que discordam de mim e, mais ainda, aos que me apoiam em minhas loucuras literárias. Quem sabe um dia eu mesma mude essa visão que tenho? Mas me resta uma dúvida: o que é essencial para que você considere uma pessoa uma escritora?

Quem sou eu para criticar?

Este Blog nasceu como um espaço para compartilhar resenhas e incentivar a leitura. Porém, na minha opinião, incentivar a leitura não é somente falar sobre livros, mas também encorajar os autores — principalmente os nacionais — a continuar escrevendo. Afinal, sem as histórias deles, o que leríamos?

Sabendo disso, vocês devem imaginar como é difícil escrever uma boa resenha, não é mesmo? Apresentar um livro de maneira atrativa, sem dar spoilers, destacando os pontos altos da obra e ainda dando a minha opinião. Sim, é realmente algo trabalhoso e um processo que se inicia já na leitura do livro, outra coisa que demanda certo tempo.

E o que tudo isso tem a ver com o título deste post? Bem, eu não gosto de 100% dos livros que eu leio o que, claro, é algo normal, principalmente se vocês levarem em consideração que eu leio um livro atrás do outro e não costumo ter preconceitos ao iniciar uma leitura (não sou daquelas pessoas que só lê um gênero ou que não gosta de narrativas em primeira ou terceira pessoa e assim por diante).

Mas, como alguém que tem consumido muita literatura nacional e, mais ainda, muita literatura nacional contemporânea, a cada dia eu reconheço mais e mais o peso que minhas palavras podem ter. E não, eu não me considero uma influencer de verdade, mas só da resenha chegar ao autor do livro (o que não é difícil, pois muitas vezes conseguimos até mesmo marcá-los no twitter ou no instagram), já há um peso enorme colocado sobre ela.

Ah, mas então, se você não gostou do livro, é só não falar sobre ele. Sim, essa certamente é uma opção! Cogitada inclusivo nos casos em que eu fechei parceria para ler determinado livro (nesses casos eu sinto uma cobrança ainda maior de falar sobre o livro, afinal, confiaram em mim para apresentar aquela obra a outras pessoas). Mas muitas vezes eu penso também que o que eu não gostei pode se tornar o livro preferido de outra pessoa, afinal, cada um de nós tem o seu gosto!

Porém, às vezes eu realmente me sinto numa saia justa: mesmo gostando de falar sobre livros nacionais contemporâneos, há muita coisa ruim por aí. E por ruim eu quero dizer, por exemplo, que simplesmente faltou uma revisão ou então que o desenvolvimento da história realmente deixou a desejar.

E bem, eu tenho um compromisso com as pessoas que leem este blog também, não? Afinal, se eu ficar indicando livros “ruins”, vocês deixarão de se interessar por aquilo que apresento aqui, não?

Neste ponto da discussão, portanto, levanto a bandeira da crítica construtiva, ou seja, eu posso ser sincera em minha resenha, dizer que não gostei, mas apontar exatamente o que não gostei, o que poderia mudar. E de novo, claro, entramos em um campo muito complicado. Mesmo este tipo de crítica talvez seja melhor feita em um diálogo direto com o autor do que em uma resenha, não?

Mas aí eu volto à pergunta do título: quem sou eu para criticar?

É engraçado, pois eu realmente sempre me fiz/faço essa pergunta. Mesmo hoje, tendo contato com tantos escritores, para mim estes são pessoas de outro mundo, pessoas que se dedicam, que se doam para as páginas dos livros que escrevem. E aí me vem a mente esse bendito desse questionamento.

Por outro lado, porém, vejo várias pessoas criticando (e, muitas vezes, de maneira bem rude) como se fossem especialistas em algo e, pior ainda, como se apenas a opinião delas importasse. E isso é muito triste porque, infelizmente, devido a palavras assim, desmedidas, muitos autores sentem-se totalmente desmotivados a continuar um trabalho que, por si só, é bem árduo.

Outra coisa que muito me encuca: vejo uma crítica sendo mal recebida. Paro para ler a crítica e ela é: não gostei, faltou aprofundamento. Ora essa, faltou aprofundamento na própria crítica, não? O que significa “faltou aprofundamento”?

Mas aí você, leitor mais atento, me pergunta: Tati, na sua aba “serviços” está escrito que você faz “leitura crítica”. Como fica isso, se você está dizendo que não se consdidera uma pessoa à altura de criticar algo? Bom, vamos por partes!

Eu acho que críticas precisam ser feitas com cuidado, com uma escolha adequada de palavras e, claro, com profissionalismo. Se você não tem o que criticar, melhor ficar quieto, não? “Não gostei” não é uma crítica e nem um elogio: é a sua opinião.

Em segundo lugar, quando eu digo que ofereço um serviço de leitura crítica, estou falando de algo feito diretamente com o autor e, muitas vezes, antes de determinado texto ser publicado. Significa que eu leio algo e digo se há alguma parte que eu vejo potencial para desenvolver mais, se há coisas que estão se repetindo desnecessariamente e até mesmo se, dentro dos meus conhecimentos, há algo que possa vir a ser ofensivo para algum tipo de leitor.

E claro, eu só me sinto confortável para oferecer um serviço desses porque tenho formação na área de Letras e pela bagagem que essa paixão me permitiu acumular. Leio desde cedo e busquei uma formação que me pudesse trazer novas ferramentas de análise para minhas leituras.

Além disso, uma leitura crítica é bem diferente de uma resenha, que é um texto que está, na maioria das vezes, público. E se você quer fazer uma resenha apontando todos os defeitos de determinado texto, faça, mas saiba que você estará mexendo com os sentimentos de outra pessoa, então pense muito bem nas consequências que o seu texto pode trazer e esteja disposto(a) a conversar.

Coincidentemente ou não, quando toda essa reflexão começou a surgir em mim (e isso já faz um certo tempo), uma autora entrou em contato comigo, pedindo uma leitura crítica de um conto. Aquele foi o primeiro conta de vários outros que ela me mandou depois. Mas o retorno que tive dessa autora, com relação àquele trabalho foi: “adorei o feedback e as pontuações construtivas, irei levar todas em consideração”. Simples. É possível mostrar o que falhou (assim como também é muito bacana mostrar aquilo que ficou super bem feito) sem atacar o escritor e de forma que ele(a) também não se sinta atacado(a).

E, só para concluir, um fato curioso (e até uma dúvida que gostaria de tirar com vocês): semana passada eu fiz uma resenha de um livro que, para ser sincera, não gostei muito. Mas tentei ser sutil em minha crítica e focar mais em apresentar a história. Uma moça veio comentar comigo, depois, que ficou interessada no livro! E vocês, ao lerem a resenha, o que sentiram?

A Lettre faz 1 ano!

Essa semana dei uma leve sumida daqui, pois acabei me atrapalhando com as minhas coisas e ficando sem tempo para nada. Mas hoje é uma data muito especial e, para que a semana não passe em branco, resolvi contar uma história para vocês.

Em 2019, eu decidi me aventurar em algo novo para mim: leituras beta. Pensei que, com minha formação, poderia contribuir de mais uma maneira com a literatura brasileira. E tive a sorte de logo conseguir me inscrever para a seleção de uma escritora e, melhor ainda, ser selecionada!

Naquele momento, mesmo sem saber, eu estava dando alguns passos bem importantes para mim. Primeiro que, a partir dessa primeira experiência, resolvi me afirmar mais como revisora e leitora crítica e realmente faço alguns trabalhos nesses campos. Mas o maior passo que aquela primeira leitura beta me deu eu sequer imaginava que viria a acontecer.

Em 2019 eu conheci a escritora Ingrid Sousa. Meu primeiro contato foi com seu livro, uma fantasia que mistura elementos mitológicos e uma garota que se considerava normal até descobrir que possuía certos poderes. Ao longo da leitura, porém, fui ganhando uma amiga. E não falo de Amália, personagem de O despertar da profecia, mas da própria Ingrid.

Depois que o livro foi concluído — porque sim, a leitura beta foi feita durante a construção do mesmo — a Ingrid começou a procurar editoras para publicá-lo e chegou a conseguir mais de um orçamento. O sonho, porém, acabou indo por água abaixo, pois a editora com a qual ela assinou, acabou nada fazendo com a obra.

Mas se tem uma característica da Ingrid que é evidente para qualquer um que se aproxime dela é a persistência. E foi assim que ela decidiu abrir a sua própria editora, para realizar não apenas o seu sonho, mas o de tantos outros autores nacionais.

Em 17 de setembro de 2019 nasceu a Editora Lettre. E eu, timidamente, fui entrando aos poucos nesse sonho da Ingrid e agora estou aqui, contando para vocês que sou uma das pessoas que faz parte da família Lettre.

Sim, vocês já viram muito esse nome por aqui, seja nas resenhas, seja em qualquer um dos posts sobre a antologia “Um amor para chamar de meu“, que tive o prazer de ser a organizadora. Mas vocês talvez não saibam que hoje eu realmente ajudo no que posso para ver essa Editora crescer mais e mais.

É engraçado que, para mim, tudo começou um pouco na brincadeira, com um simples “se precisar de alguém para revisar os livros, estou aqui”. E assim a Ingrid me abriu esse espaço. Depois, porém, ela foi me abrindo mais e mais portas e hoje eu levo tudo isso tão a sério quanto ela.

Em 2019, a Ingrid me deu um espaço para chamar de meu dentro de uma Editora. Deu-me a alegria de poder ver novos autores realizando seus sonhos e, mais que isso, o privilégio de poder lê-los antes de todo mundo!

Nesse um ano de vida, a Editora Lettre já publicou os seguintes títulos:

Ainda teremos alguns lançamentos este ano e edição especial de um dos títulos acima! E a agenda de 2021 também já está praticamente fechada. Tem muita coisa boa vindo por aí.

E claro que a Lettre precisava ter algo de especial (como se tudo o que eu disse já não fosse o suficiente!): estão sendo propostas algumas antologias 100% gratuitas, em formato digital. A ideia é que os escritores encontrem um espaço para divulgar seu trabalho, ao mesmo tempo que a editora contribuiu com o incentivo à leitura de maneira democrática. A primeira antologia desse tipo está prevista para outubro deste ano!

E por falar em antologias, também tem dois editais abertos (e eu estou na organização de um deles!) e um terceiro para abrir:

Não deixem de conhecer o trabalho da Editora Lettre. Este foi apenas o primeiro ano, de muitos que virão. E novamente eu afirmo: é uma alegria fazer parte de tudo isso!

Um amor para chamar de meu — versão física!

Você, leitor que me acompanha por aqui, lembra que este ano participei da organização de uma antologia de romance? Tenho novidades sobre ela, então se liga aqui! Mas antes, deixa só eu falar com quem acabou de chegar por aqui!

Você, leitor que ainda não me conhece, confira a minha resenha, meu post sobre o que aprendi organizando uma antologia e saiba mais também sobre o meu conto A língua do amor e depois volte aqui.

Agora que estamos todos no mesmo barco, continuemos: essa antologia de capa incrível, vai ganhar sua versão física! Mas, para isso, precisamos conseguir vender ao menos 50 exemplares na pré-venda. Parece muito? Minha gente, isso vai é esgotar. Então não deixe de adquirir o seu logo, viu?

Como funciona essa tal pré-venda?

É muito simples: ela estará aberta de hoje (01/07/2020) até o dia 31/07/2020, no site da Editora Lettre. Basta clicar aqui, selecionar a antologia “Um amor para chamar de meu”, adicionar ao carrinho e ir para o procedimento de finalização da compra. Indicamos que a melhor opção é a do próprio site (Wix) — e já vou explicar porque — ou, se preferir, você pode solicitar um boleto comigo (é só deixar um comentário aqui ou entrar em contato pela aba de contato do blog ou, se você já tem meu contato, me chamando direto).

Só isso?

Não não! Tenho uma surpresa para vocês, meus queridos leitores! Antes de finalizar a compra, adicionem no campo de cupom de desconto o seguinte cupom: TATIFRETEGRATIS para ter direito ao querido frete grátis (válido somente para endereços no Brasil). Quem solicitar boleto também terá direito ao frete grátis.

E que garantias vocês tem?

Independentemente da forma de pagamento que vocês escolherem, caso a pré-venda não seja bem sucedida (bate na madeira!) haverá estorno do valor aos compradores. Porém, para aqueles que optarem por pagar através do pag seguro ou mercado pago, há o desconto de administração dessas redes e, portanto, o valor estornado é um pouco abaixo do valor total pago. No caso de compras feito pela própria Wix ou por boleto, será devolvido o valor integral.

E então, o que está esperando para ir lá comprar o seu exemplar?

Sobre meu conto “A língua do amor”

Sobre meu conto _A língua do amor_

Quem me acompanha para aqui já deve estar cansado de saber que eu ajudei a organizar uma antologia, publicada esse ano, pela Editora Lettre. Além de fazer parte da organização, eu também escrevi um conto para compor a mesma, intitulado “A língua do amor”.

Mesmo tendo outros contos escritos (e mais um publicado), não me considero uma escritora. Não sei, me parece surreal dizer que eu faço parte desse mundo tão mágico e, ao mesmo tempo, tão árduo. Mas tenho recebidos feedbacks incríveis sobre meu conto e, confesso, a cada vez que vejo um elogio ou alguém dizendo que ele foi o preferido dentre todos, meu coração se enche de alegria. Depois de ver uma leitora dizendo que meu conto deveria virar livro (!!!), coisa que nunca pensei, quis vim contar um pouco mais sobre ele para vocês.

“A língua do amor” é narrado por uma menina espoleta e curiosa que adora brincar com seus vizinhos no playground do prédio em que mora. Ela fica intrigada, porém, quando chega um novo vizinho, que nunca desce para brincar com eles, ainda que fique espiando-os pela janela, enquanto eles gritam para que o menino se junte a eles.

Conversando com sua mãe, a narradora faz uma descoberta sobre Daniel — o tal vizinho que nunca desce para brincar com eles — que muda a sua vida e talvez a de muitas outras crianças da escola que ela estuda. Daniel é um garoto surdo e, por meio dele, tentei inserir um pouco desse universo na história, falando brevemente sobre a Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Comecei a aprender Libras em 2018. Desde então venho aprendendo muito mais que uma simples língua, mas também toda uma nova forma de enxergar o mundo. E isso certamente é uma tarefa que demanda muito tempo e que ainda me acompanhará por anos e anos.

Quando eu escrevi o conto eu o via assim, do jeitinho que ele foi publicado. Logo mudei de ideia, porém, quando uma amiga me questionou sobre o final. De início, não pensei outra maneira, mas refleti um pouco e existiam modos de fazê-lo diferente. Mas quando eu vi  sugestão de transformar o conto em livro meu primeiro impulso foi rir. Impossível, não há mais nada a contar! Mas há, sempre há. E aí, claro, várias ideias começaram a pipocar na minha mente. Será que um dia “A língua do amor” vira livro?