Árvore de espíritos — Michelle Pereira

Título: Árvore de espíritos 
Autora: Michelle Pereira
Editora: Publicação independente 
Ano: 2020

Uma das coisas mais fantásticas sobre fechar parceria com autores (não todos, mas grande parte) é o fato de que podemos conhecê-los melhor, estarmos mais próximos e… sabermos das novidades de antemão!

E a Michelle Pereira é uma dessas escritoras que sempre tem algo novo a mostrar aos seus leitores e que gosta de ouvir nossas opiniões sobre tudo. E foi por isso que seus parceiros (eu inclusa!) tiveram a oportunidade de ler Árvore de espíritos antes de todo mundo.

Trata-se de mais um conto desta escritora que consegue nos surpreender a cada lançamento. Desta vez, a atmosfera é mais sombria e por isso o lançamento oficial (com direito a gratuidade do conto na Amazon) será amanhã, dia de halloween.

Trazendo elementos da cultura japonesa, Árvore de espíritos nos conta a história de dois irmãos — Pam e Tae — que, quando mais novos, viam espíritos. E é com isso que Michelle nos apresenta a coruja que colhe espíritos: o youkai.

“Eu e meu irmão víamos espíritos, uma maldição da qual não pude escapar”

Esta é uma história para nos lembrar que nem tudo é o que parece ser e é muito interessante como o ritmo dela vai crescendo ao longo da leitura, aumentando a nossa tensão, até chegarmos ao desfecho de tudo o que se desenrola.

“As pessoas ao nosso redor me olham com estranheza, mas decido ignorar”

O conto é narrado por Pam, que vive no Brasil, onde já não vê tantos espíritos quanto antes. Mas a história se passa quando, após oito anos, ela retorna ao Japão…. E tudo acontece.

“O que você pensa que está fazendo, Tae?”

Se você quer saber o que acontece com Pam e Tae, clique aqui. Lembrando que o conto estará gratuito de 31/10 a 02/11/2020

Giselle — Thais Rocha

Título: Giselle
Autora: Thais Rocha
Editora: Cartola
Páginas: 135
Ano: 2019

Quando eu cursei Letras, tive sérias dificuldades com as matérias da área de clássicos, o que me criou um bloqueio muito grande com qualquer coisa relacionada a isso e, olhando muito por cima os comentários sobre Giselle, eu havia entendido que ali teria algo deste campo, quando, na verdade, o que havia era algo sobre ballet clássico. Por conta dessa pequena confusão, acabei enrolando um pouco para encarar essa obra… Ah, se arrependimento matasse!

“Ela não tinha nenhuma ideia do que aconteceria a seguir, clichês não eram clichês para ela. Será que existia mais alguém no mundo assim?”

Giselle é um livro maravilhoso e devorei cada página querendo — e não querendo — chegar ao fim dessa história. Uma narrativa envolvente, forte e que me apresentou muita coisa interessante.

“Tudo o que ela mais queria era que o tempo parasse um pouco, que ela conseguisse pensar no que fazer, mas ele insensivelmente continuava seu caminho como se nada estivesse acontecendo com ela”

Vamos começar pelo fato que Giselle não é apenas o título da história, mas também o nome de nossa protagonista e de um ballet de repertório. E claro que, aos poucos, vamos vendo que a escolha não foi ao acaso.

Mas o que é um ballet de repertório?

Em linhas bem gerais — pois não sou nada especialista em ballet — um ballet de repertório é um tipo de ballet que contém uma história dentro dele e tal história, claro, é apresentada ao público através da dança.

O lago dos cisnes e Quebra nozes são alguns ballets de repertório bem conhecidos. E, como dito, Giselle também, mas, ao contrário desses dois que mencionei, este último eu não conhecia até ler a obra da Thais.

E conhecer Giselle — o ballet — através de Giselle — o livro — foi muito bom, pois o que a autora fez foi — sendo bem superficial aqui — nos mostrar como seria essa história se ela se passasse nos dias de hoje.

“Seu primeiro beijo foi absolutamente incrível, a cereja do bolo daquele que fora o melhor dia de toda a sua vida”

A protagonista deste livro é uma jovem apaixonada pelo ballet. Dedica-se com afinco à dança e sonha em se tornar bailarina profissional, para tristeza de sua mãe, que se preocupa com o fato da filha não comer muito e também não levar uma vida normal de adolescente.

“Era normal que uma pessoa fosse assim tão radiante? Ou fora ela quem se enterrara tão fundo dentro de si mesma que já nem sabia mais o que era normal?”

Apesar disso, tudo segue muito bem, até que Giselle conhece Clara que, por sua vez, é filha de bailarinos profissionais. Mas Clara dança ballet por obrigação, porque seus pais desejam que ela se torne uma bailarina como eles.

“Clara tinha razão — suas vidas eram opostas. E por incrível que pareça, ela não se importava”

E nesse contraste entre Giselle e Clara, a história se desenvolve. Apesar das diferenças, ambas logo se tornam amigas, porque, no fundo, só uma pode entender a outra. E é nessa linda amizade que elas vão seguindo em frente, crescendo e amadurecendo.

Porém… Nem tudo são flores e, sem dúvidas, um acontecimento trágico vem para abalar a doçura da história. E é após esse acidente que a autora nos apresenta ainda mais a fundo a história que há por trás do ballet Giselle, traçando um paralelo entre a tradição e a história que ela conta.

“Queria ser feliz ao menos uma vez na sua vida. Seria pedir muito?”

É muito interessante como a Thais conseguiu passar de uma história extremamente verídica e palpável para algo que está mais no plano mitológico, sem que essa passagem ficasse sem sentido ou absurda. É aquele tipo de salto que nos faz pensar “e se fosse assim mesmo?”.

Com este livro eu pude ver um pouco mais de perto como é a rotina e a dedicação de bailarinos à essa dança, pude acompanhar os dilemas de Giselle e Clara, pude refletir sobre assuntos diversos, além de conhecer um pouco mais sobre uma ballet de repertório.

“Clara achou ter escutado seu coração se partir em um milhão de pedacinhos”

Mas, não bastasse tudo isso, o fim também vem como um balde de água fria, deixando uma última e importantíssima lição.

Se você se interessou por esse livro e quer saber qual é a última lição que ele nos deixa, clique aqui.

A whole new world — Diário de leitura (16)

Se você chegou neste diário de leitura após ter lido o último e está com expectativas de que eu compare a história presente em As mil e uma noites com a versão da Disney… Sinto te decepcionar, mas eu mal me lembro de ter assistido ao filme (e também não assisti o live action…).

Quebradas as expectativas, vamos ao que interessa, isto é, A história de Aladim, ou a lâmpada maravilhosa.

Trata-se de uma narrativa bem longa e que começa apresentando um jovem relativamente pobre, mas que mesmo sabendo que precisará trabalhar para ter algum sustento, não se interessa por nada.

Um dia, após a morte do pai deste jovem, chega à cidade um senhor, que logo se apresenta como irmão desse falecido pai. Ele é acolhido na casa do jovem rapaz e, aos poucos, lhe promete mundos e fundos.

E aqui temos a primeira lição dessa história: desconfie de quem, do nada, vem te trazer todas as soluções para seus problemas. É o bom e velho “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.

O tal senhor era, na verdade, um mágico. E uma pessoa cruel, que apenas queria conseguir a tal lâmpada maravilhosa. Aliás, ele buscara por isso toda a vida e apenas encontrou em Aladin a pessoa capaz de concluir a missão e realizar seus desejos.

Por sorte, claro, o jovem consegue escapar das garras desse mágico cruel e, mais que isso, ainda se vê dono de grandes riquezas. Mas isso ele vai descobrindo aos poucos e, o mais interessante: ele sabe ser muito comedido em seus pedidos.

Um parênteses aqui: não sei se foi na adaptação da Disney ou em outra narrativa do tipo que surgiu aquela velha história de que só podemos fazer três desejos ao gênio da lâmpada. No desenrolar da história aqui narrada, vemos que Aladim faz bem mais que isso. E, diferentemente de outras histórias deste mesmo livro, este gênio não é ruim como outros, mas apresenta-se como escravo daquele que detém a lâmpada.

Mas voltando…

Pode parecer que erguer o mais belo palácio já visto no mundo, da noite para o dia, não seja exatamente um símbolo de comedimento, mas Aladim também poderia simplesmente ter dito, assim que descobriu os poderes da lâmpada: quero ser rico.

Contudo, isso também é uma característica da própria história e, ouso dizer mais: da própria cultura na qual ela se insere. Afinal, mesmo aquilo que parece um grande milagre, tem um quê de esforço por trás.

Apesar da extensão, esta narrativa não é nada cansativa, uma vez que quando as coisas parecem que vão ficar bem, algo acontece para perturbar a paz. Nós realmente sentimos vontade de prosseguir na leitura e ver onde aquilo vai dar, como Aladim irá se safar de mais uma enrascada.

Esta história, como todas as outras, é muito rica e eu percebi uma coisa bem interessante que provavelmente está relacionada a isso: eu costumo ler a noite, antes de dormir, e quando leio As mil e uma noites tenho uma noite recheada de sonhos mais vívidos que nas demais noites. Curioso, não?

Gostosuras ou travessuras (Antologia)

Título: Gostosuras ou travessuras
Organização: Equipe Lettre
Editora: Lettre
Páginas: 128
Ano: 2020

Gostosuras ou travessuras é a mais nova antologia de distribuição gratuita da Editora Lettre. Este é um formato que a Editora está testando, para incentivar a literatura nacional de maneira verdadeiramente acessível a todos.

A antologia reúne contos que se passam no Halloween, mas com uma proposta um pouco diferente: os protagonistas de cada conto são seres fantásticos. Você já se perguntou como essas criaturas — que geralmente são as que dão origem às nossas fantasias — passam essa data?

“A verdade era que nenhum deles entendia muito bem, mas algo lhes dizia que eles se veriam em breve”

(Conto: O início de uma nova era)

Em Gostosuras e travessuras você pode descobrir as respostas — sim, no plural, porque cada criatura passa a seu modo! — para esta pergunta. São textos que nos apresentam anões, unicórnios, leprechauns, dragões, fadas, bruxas, zumbis, anjos, vampiros, lobos…

Além da temática similar, todos os contos foram escritos para que mesmo os mais novos possam ler. Ou seja, Gostosuras e travessuras é uma antologia de classificação indicativa livre e com histórias que, mesmo no mais assustador dos casos, são leves.

“Eu não chorava só por mim. Chorava toda noite pela vida que se perdera, pela fome, pelos abusos e assassinatos. Eu chorava pelas pessoas que cresceram comigo, que cuidaram de mim, que fizeram aquela vila existir e que agora, assim como eu, estavam perto de suas mortes”

(Conto: A esposa do espírito branco da lua)

Esta antologia foi pensada um pouco às pressas e, por isso, juntamos apenas os autores da própria Editora e alguns convidados para compô-la. A Lettre, porém, tem planos de lançar outras antologias do tipo, contando com uma participação mais ampla. Inclusive, o edital da próxima já está aberto e as inscrições vão só até o dia 06/11 (para saber mais, clique aqui).

Uma coisa que gostei ao longo das páginas de Gostosuras ou travessuras é que a antologia traz diversos textos sobre amizade ou então sobre respeito ao próximo. Foi muito bom encontrar tantos textos que trazem lições tão importantes, mas de maneira leve e gostosa de ler. E mais ainda: em uma antologia de halloween! Ou seja, não é apenas mais do mesmo.

Eu não vou me deter muito, principalmente no elogios aos contos porque também sou uma das autoras e isso seria no mínimo suspeito!

Brincadeiras à parte, foi um desafio para mim a participação nesta antologia. Mesmo lendo fantasia, este não é um gênero com o qual tenho muita afinidade. Por isso, acabei escolhendo como personagem uma sereia, figura fantástica pela qual sempre nutri certo fascínio. Meu conto chama-se “A vida em ondas” e é narrado em primeira pessoa.

Se você ficou com vontade de conhecer essas histórias ou então se está buscando algo relacionado ao halloween para ler nesta época, aproveite que Gostosuras ou travessuras é gratuita! E não, não é por tempo limitado. Basta acessar o site da Editora Lettre e baixar o arquivo. Ou então clique aqui para ir diretamente para a página correta.

E se você decidir ler, depois venha me contar o que achou! Será uma alegria poder trocar figurinhas ou mesmo ouvir sugestões do que poderia ter sido diferente em meu texto!

Brincadeira sem limites— Diário de leitura (15)

Como comentei em meu último diário de leitura, esses dias li A história do adormecido despertado. E confesso que ainda estou tentando entender essa narrativa…

Ao mesmo tempo que aprendi várias coisas interessantes ao longo dessas páginas, também me senti lendo uma história que nos mostrava aquelas brincadeiras de criança de tentar ficar enganando um ao outro. Juro para vocês, metade das páginas dessa narrativa trata-se disso, de um personagem rindo-se às custas do outro.

O personagem central é Abu Hassan, um jovem que, como em outras narrativas que já comentei por aqui, quando se vê dono de grandes riquezas, passa a levar uma vida de festas e gastos desmedidos. Mas, ao contrário de muitos, ele, desde o início, deixou metade do dinheiro guardado, jurando não usá-lo de maneira desmedida. E foi isso que o salvou da miséria total.

Infelizmente, porém, como sempre acontece nessas histórias, ao se ver sem dinheiro (ao menos paras as grandes festas que dava até então), Abu Hassan viu-se, também, sem amigos.

Mudando totalmente seu estilo de vida, Abu decidiu que, a cada noite, receberia um viajante em sua casa, oferecendo-lhe um jantar e a hospedagem por uma noite. Mas apenas isso. No dia seguinte, o viajante teria de sair da casa e nunca mais voltar e nem mesmo dirigir-se a Abu Hassan.

Acontece que, um belo dia, um dos viajantes era ninguém menos que o Califa, disfarçado de mercador (e até agora não entendi como alguém não teria reconhecido o Califa após este passar a noite em sua casa. Achei que esta fosse uma figura de feições conhecidas pela cidade). E é neste ponto da narrativa que começam as brincadeiras de criança (mas com graves consequências!).

O Califa, disfarçado de mercador, após o delicioso banquete oferecido por Abu, pergunta qual é sonho dele e este responde, sem saber com quem está realmente falando, que gostaria de ser Califa por um dia, para punir alguns de seus vizinho, explicando o motivo da punição e detalhando como isto se daria.

O Califa, então, coloca um pó na bebida de Abu, e este pó faz com que ele durma quase que imediatamente. O Califa, ajudado por seu escravo, carrega Abu, ainda dormindo, até o palácio e instrui a todos para o tratarem, no dia seguinte, como o verdadeiro Califa e acatar todas as ordens dadas por ele.

Claro que Abu, ao acordar, sente-se extremamente confuso. Mas, depois de muita insistência de seus “servos”, acaba aceitando que é o verdadeiro Califa e dá as ordens que gostaria de dar.

E esse “sonho” dura apenas um dia. Na manhã seguinte, Abu acorda novamente em sua verdadeira casa, porém não aceitando que fosse Abu e afirmando que era o Califa. Uma loucura só. Tão louca que ele tem de ser levado ao “hospital dos loucos”, onde é extremamente maltratado diariamente, durante cerca de um mês.

Esse ponto da história me fez refletir um pouco sobre isso — isto é, sobre hospícios —, sobre como, desde sempre e nos mais variados países/culturas, este tipo de hospital se apresenta como um lugar de maus tratos e de tratamento desumano para com seus pacientes.

Uma característica interessante desses acontecimentos é que, quando hospedou o Califa em sua casa, Abu recomendou — mais de uma vez — que caso ele saísse muito cedo, que não esquecesse, em hipótese alguma, de fechar a porta do quarto. E claro, o Califa fez questão, em sua pegadinha, de não fechar a porta.

Depois de “recuperado” de sua loucura, Abu passou a culpar o Califa (ou o mercador) pelo ocorrido, acreditando que o fato deste não ter fechado a porta, permitira a entrada de demônios em seus sonhos, causando tudo o que veio a seguir.

Mas vocês se enganam se acham que a história acaba aí e que essa foi a única brincadeira ocorrida. Ainda tiveram outras duas! E as coisas só pioram. Como eu disse, ainda não sei muito bem o que pensar disso tudo.

Contudo, no início deste texto, eu disse que aprendi coisas interessantes. Além dessa questão da porta do quarto, que acabei de mencionar, também recebi, ao longo dessas linhas, uma explicação bem interessante sobre a bebida consumida durante as refeições:

“Nos três primeiros salões Abu Hassan só havia bebido água, segundo o costume observado em Bagdá tanto entre o povo e as camadas superiores como na corte do califa, onde só se bebe vinho à noite. Todos que procedem diversamente são tidos por devassos e não ousam mostrar-se durante o dia”

(pág. 236 — volume 2)

Outra costume que aprendi com essa narrativa foi o de sempre colocar o corpo de um morto a ser velado com os pés voltados para Meca. Este, aliás, foi um dos poucos momentos que vi uma referência bem clara e direta a Meca. Não foi a primeira vez, claro, mas levando em consideração a extensão da obra, são relativamente poucas as vezes que este local tão importante é mencionado.

No meu post anterior, comentei sobre a extensão desta história. Ela é realmente longa, mas a que vem a seguir é ainda mais. Trata-se, porém, de uma história mais “conhecida” e muito aguardada: A história de Aladim, ou a lâmpada maravilhosa.

Dicas de materiais de italiano

Alguns posts atrás eu falei sobre como aprender novas línguas, trazendo indicações de aplicativos e sites para te motivar a estudar de maneira autodidata, além de dar algumas outras dicas que considerei úteis.

Hoje, porém, resolvi ser um pouco mais específica e indicar alguns sites que costumo recomendar para meus alunos ou que ao menos tenho sempre ao alcance das mãos para escolher as melhores formas de explicar cada conteúdo. E assim surgem as minhas dicas de materiais para aprender/estudar italiano.

Minha primeira indicação, principalmente para quem quer tentar começar a aprender sozinho, são os cursos online Dire, Fare, Partire e Dire, Fare, Arrivare. Esse é o material mais completo que tenho para indicar.

Trata-se de um curso básico de italiano (nível A1), com uma pequena história para assistirmos, explicações de gramática (também em vídeo), exercícios com feedback automático (isto é, que você tem a possibilidade de saber se acertou ou não) e todo o conteúdo transcrito. Este é um material pensado por especialistas e voltado para o público brasileiro. A única coisa que vai fazer falta, claro, é a possibilidade de praticar a conversação em italiano.

Depois, eu indico o canal Italica. Quem fizer os cursos acima verá que o Tarcísio, da historinha, é o Darius, do canal. E o Darius também é especialista em língua e cultura italianas e nessa área de ensino, e por isso indico demais, não apenas o canal, como também as redes sociais deles, sempre cheias de ótimas dicas.

Seguindo na linha de canais do youtube, tem também o LearnAmo, com ótimas dicas e com um site no qual você pode encontrar a transcrição dos vídeos e exercícios com feedback automático. Acho esse canal bem didático.

E por falar em didático, ainda tem outros três canais que meus alunos costumam gostar — e até mesmo descobrir por conta própria —: Sgrammaticando, Vaporetto italiano e Learn Italian with Lucrezia.

Bom, a verdade é que, procurando, existem milhares de canais possíveis no youtube, cada um explicando de uma forma, dando exemplos diversos. Esses são alguns dos que conheço/gosto.

Eu não sou muito de ouvir podcasts, mas sei que também é outro mundo possível de descoberta do idioma. Para níveis mais básicos acho vídeos mais interessantes porque tem a possibilidade do visual ajudar a escuta. E aí sugiro que a passagem de vídeos a áudios seja feita através de vídeos como os Ted Talks, que ainda têm uma parte visual que pode ajudar, mas em escala menor.

Mas voltando a um material mais básico, um aluno meu também me indicou, outro dia, um site chamado The Italian Experiment, com histórias infantis para ler e ouvir, além de bastante vocabulário divido em categorias, para ouvir e aprender.

E vocês que estudam outras línguas, costumam encontrar bons materiais por aí?

Positivo — Marcela Brazão

Título: Positivo
Autora: Marcela Brazão
Editora: Publicação independente
Páginas: 58
Ano: 2020
Cabeçalho com capa do livro "Positivo", da autora Marcela Brazão

Positivo é a obra de estreia de Marcela Brazão e não posso deixar de dizer que foi um ótimo início! Trata-se de uma novela (então sim, a leitura é bem rapidinha) e, já pelo título, podemos perceber como tudo foi muito bem planejado e como cada coisa se encaixa ali.

“Eu sabia que não deveria me abalar pelo que os outros pensavam ou como as pessoas olhavam, contudo, era algo que ainda me incomodava”

Quando leio a palavra “positivo”, logo penso em algo bom, alto astral, feliz. Mas esse não é o sentido primeiro da palavra usada no título deste livro e isso já vai sendo explicado desde as páginas iniciais da obra. “Positivo” é, antes de tudo, o resultado de um teste. O teste que muda a vida de Rosa, a protagonista.

“Não idealize achando que o amor será uma explosão e que vai acontecer de repente, de um momento para o outro. Cada cuidado, cada carinho e cada preocupação é amor”

Aos 40 anos, solteira, acima do peso, morando na casa da madrasta, reconstruindo a vida, Rosa descobre-se grávida. E, apesar de tudo o que acabei de listar, esta não é a história de uma pobre coitada que acha a vida injusta. Não, Rosa é uma mulher forte, capaz de dar a volta por cima quantas vezes forem necessárias. Mas, mais que isso: Rosa é uma mulher real.

Não, não estou dizendo que a novela baseia-se em fatos reais (isso eu não tenho como afirmar, nada é falado sobre o assunto), mas que Rosa é uma protagonista como tantas mulheres que existem, em carne e osso, em nosso planeta. Alguém com medos e traumas, mas com vontade de seguir em frente.

“A estatística cruel que mostrava que metade das mulheres eram demitidas após a licença maternidade era um dos pontos que me assombrava diariamente”

A narrativa em primeira pessoa torna a história quase um diálogo conosco. Um diálogo no qual temos a possibilidade de conhecer o passado e o presente de Rosa. Mais ainda: o passado que se faz presente em seus medos, inseguranças, angústias.

“Ricardo tinha me feito desacreditar do amor e esse rapaz estava me ensinando a amar de verdade”

Positivo é um livro que consegue, mesmo em sua curta extensão, abordar temas muito importantes como relacionamento abusivo (e tantas coisas que giram ao redor disso, como inseguranças, os outros desacreditando a sua história…), gravidez após os 40 anos, padrões de beleza (e peso) impostos pela sociedade (e por médicos também, diga-se de passagem), gravidez e mercado de trabalho, homofobia… Enfim, tem muito pano para manga ao longo dessas páginas.

“As agressões eram completamente desacreditadas pela minha madrasta. Tudo era exagero da minha parte”

A forma como a história é contada e o fato de conhecermos Rosa após seu relacionamento abusivo, tornam os acontecimentos um pouco mais leves e, acredito, esta não é uma história que desperte tão facilmente algum tipo de gatilho, mas se você tem muita sensibilidade a esse tema (ou algum outro dos que mencionei acima), claro, talvez seja melhor não ler. De qualquer forma, tudo foi tratado com a seriedade necessária e, ao mesmo tempo, com uma leveza muito plausível.

O texto é muito bem escrito e percebe-se que houve preocupação da autora com a revisão do mesmo. A leitura, como eu disse antes, é rápida — devido à curta extensão da obra — e fluída, uma vez que queremos chegar ao final e saber o que acontecerá com Rosa. O que o destino guarda para ela.

E aliás, o final! Se estamos falando de uma história que retrata algo tão palpável, o final também deveria ser assim, sem idealizações. E Marcela conseguiu trabalhar bem essa questão: o final é feliz, claro, mas um feliz real. Um feliz que enxerga que o futuro pode mudar tudo de novo e que está tudo bem ser assim, porque sempre podemos nos reerguer mais uma vez.

Se você se interessou por Positivo, clique aqui. Obra disponível apenas em formato ebook e cadastrada no Kindle Unlimited, que você pode testar gratuitamente por 30 dias.

Quem sou eu para criticar?

Este Blog nasceu como um espaço para compartilhar resenhas e incentivar a leitura. Porém, na minha opinião, incentivar a leitura não é somente falar sobre livros, mas também encorajar os autores — principalmente os nacionais — a continuar escrevendo. Afinal, sem as histórias deles, o que leríamos?

Sabendo disso, vocês devem imaginar como é difícil escrever uma boa resenha, não é mesmo? Apresentar um livro de maneira atrativa, sem dar spoilers, destacando os pontos altos da obra e ainda dando a minha opinião. Sim, é realmente algo trabalhoso e um processo que se inicia já na leitura do livro, outra coisa que demanda certo tempo.

E o que tudo isso tem a ver com o título deste post? Bem, eu não gosto de 100% dos livros que eu leio o que, claro, é algo normal, principalmente se vocês levarem em consideração que eu leio um livro atrás do outro e não costumo ter preconceitos ao iniciar uma leitura (não sou daquelas pessoas que só lê um gênero ou que não gosta de narrativas em primeira ou terceira pessoa e assim por diante).

Mas, como alguém que tem consumido muita literatura nacional e, mais ainda, muita literatura nacional contemporânea, a cada dia eu reconheço mais e mais o peso que minhas palavras podem ter. E não, eu não me considero uma influencer de verdade, mas só da resenha chegar ao autor do livro (o que não é difícil, pois muitas vezes conseguimos até mesmo marcá-los no twitter ou no instagram), já há um peso enorme colocado sobre ela.

Ah, mas então, se você não gostou do livro, é só não falar sobre ele. Sim, essa certamente é uma opção! Cogitada inclusivo nos casos em que eu fechei parceria para ler determinado livro (nesses casos eu sinto uma cobrança ainda maior de falar sobre o livro, afinal, confiaram em mim para apresentar aquela obra a outras pessoas). Mas muitas vezes eu penso também que o que eu não gostei pode se tornar o livro preferido de outra pessoa, afinal, cada um de nós tem o seu gosto!

Porém, às vezes eu realmente me sinto numa saia justa: mesmo gostando de falar sobre livros nacionais contemporâneos, há muita coisa ruim por aí. E por ruim eu quero dizer, por exemplo, que simplesmente faltou uma revisão ou então que o desenvolvimento da história realmente deixou a desejar.

E bem, eu tenho um compromisso com as pessoas que leem este blog também, não? Afinal, se eu ficar indicando livros “ruins”, vocês deixarão de se interessar por aquilo que apresento aqui, não?

Neste ponto da discussão, portanto, levanto a bandeira da crítica construtiva, ou seja, eu posso ser sincera em minha resenha, dizer que não gostei, mas apontar exatamente o que não gostei, o que poderia mudar. E de novo, claro, entramos em um campo muito complicado. Mesmo este tipo de crítica talvez seja melhor feita em um diálogo direto com o autor do que em uma resenha, não?

Mas aí eu volto à pergunta do título: quem sou eu para criticar?

É engraçado, pois eu realmente sempre me fiz/faço essa pergunta. Mesmo hoje, tendo contato com tantos escritores, para mim estes são pessoas de outro mundo, pessoas que se dedicam, que se doam para as páginas dos livros que escrevem. E aí me vem a mente esse bendito desse questionamento.

Por outro lado, porém, vejo várias pessoas criticando (e, muitas vezes, de maneira bem rude) como se fossem especialistas em algo e, pior ainda, como se apenas a opinião delas importasse. E isso é muito triste porque, infelizmente, devido a palavras assim, desmedidas, muitos autores sentem-se totalmente desmotivados a continuar um trabalho que, por si só, é bem árduo.

Outra coisa que muito me encuca: vejo uma crítica sendo mal recebida. Paro para ler a crítica e ela é: não gostei, faltou aprofundamento. Ora essa, faltou aprofundamento na própria crítica, não? O que significa “faltou aprofundamento”?

Mas aí você, leitor mais atento, me pergunta: Tati, na sua aba “serviços” está escrito que você faz “leitura crítica”. Como fica isso, se você está dizendo que não se consdidera uma pessoa à altura de criticar algo? Bom, vamos por partes!

Eu acho que críticas precisam ser feitas com cuidado, com uma escolha adequada de palavras e, claro, com profissionalismo. Se você não tem o que criticar, melhor ficar quieto, não? “Não gostei” não é uma crítica e nem um elogio: é a sua opinião.

Em segundo lugar, quando eu digo que ofereço um serviço de leitura crítica, estou falando de algo feito diretamente com o autor e, muitas vezes, antes de determinado texto ser publicado. Significa que eu leio algo e digo se há alguma parte que eu vejo potencial para desenvolver mais, se há coisas que estão se repetindo desnecessariamente e até mesmo se, dentro dos meus conhecimentos, há algo que possa vir a ser ofensivo para algum tipo de leitor.

E claro, eu só me sinto confortável para oferecer um serviço desses porque tenho formação na área de Letras e pela bagagem que essa paixão me permitiu acumular. Leio desde cedo e busquei uma formação que me pudesse trazer novas ferramentas de análise para minhas leituras.

Além disso, uma leitura crítica é bem diferente de uma resenha, que é um texto que está, na maioria das vezes, público. E se você quer fazer uma resenha apontando todos os defeitos de determinado texto, faça, mas saiba que você estará mexendo com os sentimentos de outra pessoa, então pense muito bem nas consequências que o seu texto pode trazer e esteja disposto(a) a conversar.

Coincidentemente ou não, quando toda essa reflexão começou a surgir em mim (e isso já faz um certo tempo), uma autora entrou em contato comigo, pedindo uma leitura crítica de um conto. Aquele foi o primeiro conta de vários outros que ela me mandou depois. Mas o retorno que tive dessa autora, com relação àquele trabalho foi: “adorei o feedback e as pontuações construtivas, irei levar todas em consideração”. Simples. É possível mostrar o que falhou (assim como também é muito bacana mostrar aquilo que ficou super bem feito) sem atacar o escritor e de forma que ele(a) também não se sinta atacado(a).

E, só para concluir, um fato curioso (e até uma dúvida que gostaria de tirar com vocês): semana passada eu fiz uma resenha de um livro que, para ser sincera, não gostei muito. Mas tentei ser sutil em minha crítica e focar mais em apresentar a história. Uma moça veio comentar comigo, depois, que ficou interessada no livro! E vocês, ao lerem a resenha, o que sentiram?

O que é uma biblioteca viva? [tradução 7]

Preparando aulas de italiano, deparei-me com o termo “biblioteca viva”. Nunca tinha ouvido falar e achei um conceito muito interessante e que, claro, merecia um espacinho por aqui. Uni o útil ao agradável e, por isso, a tradução de hoje será justamente sobre esse tema. O post original pode ser lido aqui, junto a outras muitas informações sobre o projeto.


O que é uma biblioteca viva?

Biblioteca Viva, tradução do termo Human Library, é um método inovador, simples e concreto para promover o diálogo, diminuir os preconceitos, quebrar estereótipos e melhorar a compreensão entre pessoas de diferentes idades, sexos, estilos de vida e background cultural.

Como funciona?

A biblioteca viva apresenta-se como uma biblioteca de verdade, com bibliotecários e um catálogo de títulos entre os quais escolher. A diferença está no fato de que para ler os livros você não precisa folhear as páginas mas… conversar, porque os livros são pessoas em carne e osso! Esses “livros vivos” são “emprestados” para a conversa: cada leitor escolhe o seu livro.

Quem são os livros vivos?

Os livros vivos são pessoas que têm consciência de pertencer a uma minoria sujeita a estereótipos e preconceitos. Com o desejo de destruir isso, essas pessoas colocam-se à disposição para discutir as próprias experiências e os próprios valores com os outros.

Os títulos são, preferencialmente, bem diretos, como por exemplo “moça lésbica”, “mulher islâmica com véu”, “imigrante albanês”, justamente para suscitar reações emocionais dos potenciais leitores, ativando sua curiosidade, mas também os estereótipos e preconceitos.

A biblioteca viva oferece aos leitores a oportunidade de entrar em contato com pessoas com as quais dificilmente elas poderiam confrontar-se. O encontro torna concreta e única a pessoa que temos diante de nós, que deixa, portanto, de ser percebida como representante de uma categoria baseada em uma generalização e que passa a ser reconhecida em sua unicidade, uma pessoa que não representa ninguém a não ser a própria experiência e história.

Quanto dura?

Biblioteca viva — envolvendo pessoas de carne e osso — é um evento muito limitado temporalmente, geralmente de um ou dois dias; em alguns raros casos, pode chegar a três ou quatro dias. A conversa, ou seja, a leitura de um livro vivo, dura, na maioria das vezes, cerca de meia hora.

Feedback

Entrevistados, sejam os livros, sejam os leitores, descrevem esta como uma experiência de grande impacto, que enriqueceu significativamente suas humanidades.

Um pouco de história

Nascida em Copenhague, a Human Library foi criada por um pequeno grupo de jovens, em resposta às agressões de cunho racista sofridas por um amigo, em 1993. Convencidos de que a compreensão fosse uma pré-condição para a tolerância, os jovens fundaram a associação “Stop The Violence”, alcançando, em pouco tempo, 30.000 adesões entre os jovens dinamarqueses. Solicitada a preparar uma grande intervenção para o festival de Roskilde, em 2000, “Stop The Violence” colocou em prática o método Human Library, que coloca as pessoas de frente aos seus prejuízos, oferecendo um espaço protegido para hospedar um diálogo franco e aberto. A iniciativa teve um grande sucesso e, desde 2003 é reconhecida pelo Conselho Europeu como uma boa prática e, como tal, é encorajada. Daí em diante, foi exportada em todo o mundo com grande sucesso.


Como eu disse no início deste post, não conhecia esse conceito de biblioteca viva e achei muito interessante! E você, já conhecia? Já viu algo semelhante no Brasil? Pensei até na possibilidade de se trabalhar algo do tipo em escolas, seria uma experiência e tanto!

Assassinato na praia — Mike Flint

Capa do livro "Assassinato na praia" com o nome do blog, para divulgação da resenha

Enquanto lia Assassinato na praia fiquei pensando em como defini-lo. Creio que a melhor palavra que encontrei foi “ousado”. Sim, definitivamente, “ousado” é um bom adjetivo para esse livro, que tenta mesclar algumas propostas.

O começo da história nos conduz a um romance levinho, coisa que, pelo título, imaginamos que não irá durar muito tempo. Mas vamos focar nesse início por enquanto.

Eduardo é engenheiro e, um pouco cansado de sua vida, decide tirar um tempo para si, alugando uma casa na praia e, finalmente, dando início a um projeto só seu: escrever um livro. O que ele não sabia, porém, era que ali escreveria muito mais páginas da sua vida que do livro em questão.

A praia em questão — a paradisíaca praia do Éden — fica numa pacata ilha, mesmo esta sendo próxima à capital. Tal ilha tem ares de cidade do interior, onde todos se conhecem. E claro, logo Eduardo passa a conhecer pessoas importantes dali. Mas o principal: rapidamente Eduardo conhece e se apaixona por Marcia.

Marcia é uma daquelas mulheres que todos adorariam ter por perto. Uma pessoa agradável, de coração enorme. Linda, por dentro e por fora. Não tinha como nosso protagonista não se apaixonar.

E é assim que inicia o romance levinho que eu disse ali em cima, e que logo ganha ares de romance hot, com cenas bem quentes entre os dois personagens. E aqui, portanto, já entra a segunda proposta do livro. Essas cenas hot são pontuais e adequadas ao livro, contudo, não deixam de ser uma proposta a mais.

Mas, como eu disse anteriormente, os ares de romance levinho, como o próprio título do livro indica, logo dão espaço a um mistério policial: um assassinato na praia de uma pacata ilha e a busca pelo culpado.

De início, o autor até consegue manter bem nossas dúvidas com quem pode ser o verdadeiro assassino, dando motivos para mais de um personagem ter cometido tal ato, mas logo nossas suspeitas vão se reduzindo drasticamente.

E qual a relação de Eduardo com tudo isso? Ele, claro, é o principal suspeito por tal assassinato (não para nós leitores, mas para a polícia da história), sendo o primeiro a ser mantido detido para se explicar diante da justiça. E, a partir deste ponto da narrativa, o autor mescla o momento presente — de agonia enquanto Eduardo espera seu advogado chegar e sofre a perda de uma pessoa querida — e o “passado” (de poucos dias antes), isto é, seus primeiros dias na ilha, os momento românticos e calientes que viveu com Marcia.

No meio disso tudo, ainda tem o tal livro de Eduardo. Um livro dentro do livro que lemos. O autor nos apresenta a estrutura da obra que Eduardo pensou, bem como, aparentemente, quis inserir em seu próprio livro — isto é, em Assassinato na praia — alguns conselhos que lhe pareceram interessantes para quem quer escrever um livro. Em alguns momentos, porém, senti que o autor não seguiu suas próprias recomendações, colocadas na história através do olhar de Marcia, que já trabalhara em uma editora.

Ao meu ver, na tentativa de enriquecer a história e torná-la tanto algo interessante para outros escritores, quanto algo que trouxesse mistério e romance para os mais diversos leitores, o autor acabou perdendo-se um pouco.

A história não tem pontas soltas, mas faltou certo desenvolvimento narrativo que realmente prendesse o leitor. Ainda assim, foi uma leitura curiosa de se fazer. Li até a última página, buscando imaginar que caminhos o autor tomaria. E certamente não cheguei nem perto de descobrir o verdadeiro final.

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