Quando é pra ser — Aline Sales

Título: Quando é pra ser 
Autora: Aline Sales
Editora: Publicação independente
Páginas: 250
Ano: 2017

Sinopse

Um amigo. Um acidente inesperado. Desde então, Augusto Caldeira adota uma postura indiferente à vida. Amante do perigo e da adrenalina, o que mais gosta de fazer é testar seus limites na pista de motocross. Entretanto, seu pai o obriga a trabalhar na construtora da família na tentativa de transformá-lo em um homem sério.

E é assim que o jovem, belo e altamente cínico conhece Melissa Andrioni, a analista de T.I. da empresa. A ruiva, apesar de linda e atraente, é o seu oposto, amante de séries, filmes e HQ’S a garota não vê problema em seguir regras. Nerd de carteirinha se sente bastante confortável calçando seu velho all star. A atração e o antagonismo entre eles são imediatos fazendo com que a convivência entre os dois seja sempre regada a brigas e provocações.

Porém, um mal-entendido na empresa os leva a trabalharem juntos para solucionar o mistério. A parceria forçada faz com que percebam que além da atração eles têm mais coisas em comum do que imaginavam. Mas antes de se entregarem a paixão precisam enfrentar velhos fantasmas para conseguirem seguir em frente.

Resenha

No melhor estilo cão e gato, Quando é pra ser é daquelas leituras leves e ideais para passar o tempo.

“Ela era o meu oposto; enquanto eu vivia para quebrar regras, ela parecia viver para segui-las”

Com uma narrativa em primeira pessoa, que se alterna entre os protagonistas, vamos, aos poucos, compreendendo as características de cada um.

“Mas, desde que eu coloquei os olhos na ruiva no elevador, eu não me reconheço, há em mim um desejo incontrolável de me aproximar. Mesmo sabendo que eu destruo tudo o que toco”

O que nos prende às páginas desta obra são, sem dúvidas, dois grandes mistérios. O primeiro deles é mais “simples”, esperado numa narrativa como essa: o que aconteceu no passado de Augusto, o protagonista, que o transformou num bad boy. 

“Ao ouvir aquilo, eu me peguei desejando ser ao menos uma vez o mocinho daquela trama louca chamada vida”

O segundo mistério, contudo, é o que contribui para o desenvolvimento da história em si: uma sabotagem na empresa em que Augusto e Melissa trabalham acaba por unir os protagonistas, mesmo com todas as diferenças que possuem.

“Mas aquilo não era só sobre mim e o marrento do Augusto e a nossa relação de gato e rato mal resolvida”

Melissa é daquelas mulheres lindas que não sabem reconhecer a própria beleza. Mais que isso, porém, ela é extremamente competente e inteligente, o que, apesar de tudo, faz com que ela tenha muita credibilidade diante de seu chefe.

“Eu me sentia frustrada, embora fosse inocente; o que houve me abalou muito”

Augusto, por outro lado, está totalmente desmoralizado diante de seu pai, um dos donos da empresa em que trabalham. Mas é isso que talvez contribua para que ele queira acertar ao menos uma vez na vida, mesmo sem querer abandonar por completo a vida que leva.

“Augusto era uma incógnita que dificilmente faria parte da equação que era a minha vida. Era impossível desvendá-lo”

Em suma, esta é uma leitura para você que está em busca de um romance cão e gato, com uma pitada de mistério e, claro, sem medo de se irritar com um personagem como Augusto.

“Mas eu não podia brincar com fogo, eu a desejava e, bem, ela era quem poderia se queimar, já que eu era mestre em ferir as pessoas à minha volta”

Se quiser conhecer a autora e outras obras escritas por ela, siga-a em suas redes sociais: Instagram.

Comunicação não violenta — Marshall B. Rosenberg

Título: Comunicação não violenta — técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais 
Original: Nonviolent communication: a language of life
Autor: Marshall B. Rosenberg
Editora: Ágora
Páginas: 280
Ano: 2021 (5º edição)
Tradução: Mário Vilela

Sinopse

Em um mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, buscamos ansiosamente soluções para melhorar nossa relação com os outros. Nesse sentido, a boa comunicação é uma das armas mais eficazes. Grande parte dos problemas entre casais, pais e filhos, empregados e empregadores, vizinhos, políticos e governantes pode ser amenizada e frequentemente evitada apenas com… palavras. Porém, saber ouvir o que de fato está sendo dito pelo outro e expressar o que de fato queremos dizer, embora pareça tarefa simples, é das mais difíceis. Nesta obra, best-seller no Brasil e no mundo, Marshall Rosenberg explica de maneira revolucionária os valores e princípios da comunicação não violenta, que se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. Usando sua experiência como psicólogo clínico e criador do método da CNV, ele ensina o leitor a: • entregar-se de coração aos relacionamentos e se libertar dos condicionamentos e dos efeitos de experiências passadas; • identificar e expressar sentimentos; • expressar a raiva de forma não violenta; • transformar padrões negativos de pensamento; • resolver seus conflitos com os outros de forma pacífica; • criar relacionamentos interpessoais baseados em respeito mútuo, compaixão e cooperação. Nesta nova edição, que conta com um capítulo inédito sobre mediação e solução de conflitos e prefácio de Deepak Chopra, Marshall Rosenberg consolida seu trabalho, reconhecido mundialmente, e compartilha com os leitores ensinamentos testados e comprovados na prática.

Resenha

Não sei muito bem como falar desta obra que foi, sem dúvidas, uma das leituras mais marcantes do ano que passou e que trata das palavras que usamos e da forma como nos comunicamos.

“Usamos a linguagem de maneiras diversas para nos iludirmos com a crença de que nossos sentimentos resultam do que os outros fazem”

Trata-se de um daqueles livros que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida, o que ajudaria, em grande medida, nas relações humanas.

“A CNV baseia-se em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas. Ela não tem nada de novo: tudo que compõe a CNV já era conhecido havia séculos”

O subtítulo em inglês, sem dúvidas, ajuda a mostrar o que estou tentando dizer: “uma linguagem da vida”. 

“A CNV ajuda a nos ligarmos aos outros e a nós mesmos, permitindo o florescimento da compaixão natural”

Apesar de se tratar de um livro “técnico”, Marshall Rosenberg consegue usar uma linguagem simples, fácil de compreender, além de dar diversos exemplos práticos.

“Mostramos que estamos pedindo, e não exigindo, pela maneira como reagimos aos outros quando não nos atendem”

Ainda assim, a CNV não é algo nem um pouco fácil de se aplicar na vida real, porque, na verdade, vai muito além da língua: mexe com nossa forma de pensar e de agir

“A comunicação é alienante quando atrapalha a conscientização de que cada um de nós é responsável pelos próprios pensamentos, sentimentos e atos”

Este é um daqueles livros que nos deixam querendo ir além, seja relendo-o de tempos em tempos, seja buscando outras obras que possam continuar nos guiando no caminho para uma comunicação mais clara e saudável (até porque, como eu disse, na teoria a CNV é linda, mas sua aplicação não é nada simples). 

“É uma lição de humildade no exercício do poder, para aqueles que acreditam que, por sermos pais, professores ou diretores, é nossa tarefa mudar as outras pessoas e fazê-las se comportar”

A forma como a obra é organizada também é interessante: para além da linguagem acessível, há pequenos resumos espalhados pelas páginas, que facilitam a compreensão e a retomada dos pontos mais importantes de cada capítulo.

“Se não valorizarmos nossas necessidades, é provável que os outros também não as valorizem”

O livro conta, ainda, com um importante e necessário dicionário de emoções, ótimo para a aplicabilidade da CNV.

“Infelizmente, a maioria nunca foi ensinada a pensar partindo de necessidades”

E aí: você já havia escutado sobre a Comunicação não Violenta? O que acha desse assunto?

Pessoas normais — Sally Rooney

Título: Pessoas Normais 
Original: Normal People
Autora: Sally Rooney
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 264 
Ano: 2019
Tradução: Débora Landsberg

Sinopse

Na escola, no interior da Irlanda, Connell e Marianne fingem não se conhecer. Ele é a estrela do time de futebol, ela é solitária e preza por sua privacidade. Mas a mãe de Connell trabalha como empregada na casa dos pais de Marianne, e quando o garoto vai buscar a mãe depois do expediente, uma conexão estranha e indelével cresce entre os dois adolescentes ― contudo, um deles está determinado a esconder a relação.

Um ano depois, ambos estão na universidade, em Dublin. Marianne encontrou seu lugar em um novo mundo enquanto Connell fica à margem, tímido e inseguro. Ao longo dos anos da graduação, os dois permanecem próximos, como linhas que se encontram e separam conforme as oportunidades da vida. Porém, enquanto Marianne se embrenha em um espiral de autodestruição e Connell começa a duvidar do sentido de suas escolhas, eles precisam entender até que ponto estão dispostos a ir para salvar um ao outro. Uma história de amor entre duas pessoas que tentam ficar separadas, mas descobrem que isso pode ser mais difícil do que tinham imaginado.

Resenha

Pessoas normais foi um livro que, para mim, pareceu demorar demais para chegar ao ponto, mas tendo concluído a leitura, acredito que o tempo dele é na medida para assimilar certos sentimentos que a obra busca transmitir.

“Os sentimentos eram suprimidos com tamanho cuidado na vida cotidiana, forçados a caber em espaços cada vez menores, que acontecimentos aparentemente banais tomavam uma importância insana e assustadora”

A narrativa nos conduz, aos poucos, a uma reflexão sobre a sociedade e os tempos que vivemos, fazendo isso através de uma história que poderia ser extremamente banal, mas que, no final das contas, não é. Ou melhor, é, só que isso não a torna menos necessária

“Bom, sempre é fácil pensar em razões para não se fazer alguma coisa”

A história é narrada em terceira pessoa, com diversos diálogos, e num ritmo que é quase um fluxo de consciência. Algo nessa combinação me incomodou, mas não consegui definir exatamente o quê.

“Muitas pessoas realmente a odeiam”

Os protagonistas são dois: Connell Waldron e Marianne Sheridan.

“Quer dizer, você nunca vai conhecer de verdade a outra pessoa, e coisa e tal”

Connell é um garoto que, apesar de pobre, é relativamente bem popular na escola, principalmente por suas habilidades esportivas.

“Connell gostaria de saber como as outras pessoas conduziam suas vidas particulares, para que pudesse copiar seus exemplos”

Marianne, por sua vez, encontra-se no lado oposto da sociabilidade: considerada esquisita, ninguém faz muita questão de se aproximar dela, assim como ela não faz questão de se aproximar dos outros. 

“Marianne tinha uma vida drasticamente livre, ele percebia. Ele estava imobilizado por várias razões. Ele se importava com o que os outros pensavam dele”

Ao menos na aparência é assim. Mas a verdade é que a mãe de Connell trabalha na casa de Marianne e isso acaba por aproximá-los.

“Estar sozinho com ela é como abrir uma porta para fora da vida normal e fechá-la depois de passar”

Além disso, a história começa quando ambos estão no último ano da escola, mas a situação muda quando vão para a faculdade: Marianne torna-se popular, enquanto Connell vê-se à margem.

“Ele não é do tipo que se sente confortável confiando nos outros, ou exigindo coisas deles”

E é aqui que as coisas vão ficando interessantes, porque somos, aos poucos, arrastados para uma narrativa que vai se tornando complexa justamente por retratar a complexidade humana: angústias, amores, autoconhecimento, crises, segredos.

“Se as pessoas pareciam agir despropositadamente no luto, era porque a vida humana era despropositada, e esta era a verdade que o luto revelava”

Os protagonistas são jovens, sentem-se perdidos em momentos diferentes e por causas diversas. Mas, no fundo, são humanos, possuem tanto em comum

“Seria tarde demais para falar que queria ficar com ela, isso era claro, mas quando havia ficado tarde demais?”

Por diversas vezes, senti vontade de chacoalhar os dois, mas a verdade é que isso só é possível porque vemos de fora o desenrolar dos fatos. No fundo, já fomos (ou ainda somos) Connell e Marianne.

“Parece intelectualmente frívolo se preocupar com pessoas ficcionais se casando. Mas é isso: a literatura o comove”

O tom narrativo parece acompanhar o clima do local onde se passa a história: no interior da Irlanda em um primeiro momento, a história é melancólica e lenta; e em Dublin, quando os jovens vão para a faculdade, as coisas começam a acelerar.

“A vida propicia esses momentos de alegria, apesar de tudo”

A história se passa em cerca de quatro anos e é interessante acompanhar o quanto as coisas podem mudar, ir e voltar, neste espaço temporal. São muitos momentos e reflexões, não apenas para os protagonistas, mas também para nós, que os acompanhamos nesta jornada. 

“Ele não tem certeza do que é permitido que amigos curtam uns nos outros”

Sendo Pessoas normais um livro que divide opiniões, gostaria de saber: você já leu? O que achou?

Agora eu entendo — Pam Gonçalves

Título: Agora eu entendo: um conto de natal 
Autora: Pam Gonçalves
Editora: Agência Página 7
Páginas: 21
Ano: 2019 

Sinopse

Bianca não aguenta mais as brigas de família durante as festas de fim de ano. Por isso, ela decidiu passar o Natal sozinha, ou quase, já que sua gata terrorista a acompanhará na maratona de filmes do Harry Potter. Mas o que a garota não esperava era que o destino iria ensiná-la a ser mais paciente e compreensiva com aqueles que a amam.

Resenha

A leitura da vez pode parecer um pouco fora de época, mas Agora eu entendo não é apenas um conto de Natal

Cansada das brigas familiares, Bianca decide passar esta festividade sozinha

“Eu já fui a menina que amava o Natal”

Contrariando todas as expectativas — de familiares e amigos — a protagonista não muda de ideia, ainda que algumas dúvidas a acompanhassem

“Será que me sentiria sozinha? Trocar as brigas pela solidão valeria a pena?”

Não tenho dúvidas de que muitos brasileiros podem se identificar com esta história, o que, por si só, já valeria a leitura.

“Cheguei à conclusão que precisava tentar. Esse um ano morando sozinha não foi fácil. Levar um pé-na-bunda poucos dias antes do carnaval também não ajudou muito, mas entendi que era exatamente isso que eu precisava. Estar comigo. Sempre dependi muito de outras pessoas, da opinião, da presença, do incentivo. Estava na hora de tirar essa força de dentro de mim”

Como comentei no início, porém, a história não é apenas essa. O contexto não é tão simples ou banal quanto pode parecer em um primeiro momento.

“Você deve estar pensando: que garota amargurada!”

E ainda tem mais: um triste incidente acaba impactando as escolhas desta personagem, dando um novo rumo às suas reflexões.

“Como as coisas mudam tão rápido em tão pouco tempo?”

É por isso que a história aqui vai muito além de uma mocinha amargurada com o natal, nos fazendo refletir sobre família, escolhas e aquilo que realmente importa em nossas vidas, sobretudo quando pensamos em relacionamentos (de todo tipo).

“Agora eu entendo que na maior parte das vezes as pessoas não têm intenção de nos machucar. Mal sabem elas os efeitos que têm nas nossas vidas. O que me resta é aproveitar o tempo que eu tenho com todas elas”

Narrado em primeira pessoa, é muito fácil tomarmos partido da protagonista, o que traz ainda mais surpresa para o desfecho dessa história. 

“Eu não gostava de silêncio. Era sufocante lidar com os próprios pensamentos”

Pam Gonçalves também é autora de diversas outras obras e você pode acompanhar o trabalho da autora através de suas redes sociais (Instagram | Youtube | Newsletter).

Neros — Mila Maia

Título: Neros 
Autora: Mila Maia
Editora: Publicação independente
Páginas: 24
Ano: 2017

Sinopse

Éramos os únicos.

O destino do nosso planeta dependia de nós.

Se estivéssemos juntos seria mais fácil, porém fomos separados logo que chegamos aqui, e agora tentávamos nos adaptar nesse planeta estranho.

A Terra.

Graças à minha habilidade conseguia lembrar de tudo, mas duvidava que ele se lembrasse de qualquer coisa.

Precisava encontrá-lo e arrumar um jeito de voltarmos para Neros, era a única maneira de continuarmos vivos.

Só tínhamos três dias para deter Hunter antes que ele acabasse com tudo.

Resenha

Não é só pelo fato de se tratar de um conto que a leitura de Neros é rápida, mas também porque a história em si — ainda que breve — nos prende e instiga.

“John e eu éramos os últimos sobreviventes do nosso planeta, e tentávamos agora nos adaptar nesse planeta estranho”

A Terra não é mais o que conhecemos e é nesse planeta estranho que os protagonistas desta história aterrisam.

“Era notável a falta de afeto que as pessoas desse mundo tinham um com o outro, eles não se tocavam ou falavam, se ignoravam constantemente”

Em Neros, as pessoas têm poderes especiais. Ao menos, a maioria. E não ter poderes – ou dependendo do poder que se tem — é possível que aconteça aquilo que, infelizmente, acontece muito por aqui também: o preconceito

“Quando Norah havia sentido Hunter se aproximando, ela teve uma visão onde nós dois salvaríamos toda a Neros da destruição. Ao revelar isso para os meus pais, eles se mostraram surpresos, afinal, meu poder não era extraordinário, era até comum, porém ele salvaria nosso planeta”

Mas está história é também sobre isso: sobre como cada pessoa, com seu jeito único, pode ser essencial

“Graças a minha super inteligência e telecinese, conseguia descobrir tudo sobre qualquer coisa ou pessoa, e também movimentá-las, sem qualquer interação física. Essa era a minha habilidade, todos em meu planeta tinham habilidades especiais”

Além disso, nas poucas páginas desta história, mergulhamos em uma narrativa de autoconhecimento e com pitadas de romance.

“Quando estávamos um com o outro nos sentíamos normais, não tínhamos defeitos e o mais importante, não julgávamos um ao outro”

Uma ótima leitura para realizar rapidamente e, ao mesmo tempo, deixar a cabeça fervilhando de ideias.

“Hunter destruiria tudo o que ainda restava de Neros se eu não estivesse lá para impedir, precisava manter nosso planeta vivo, mas só tinha setenta e duas horas, esse era o tempo que levaria para ele devorar todo o planeta”

Infelizmente, a obra não está mais disponível, mas siga a autora em suas redes sociais para conhecer outros livros dela.

Em tuas mãos — Michelle Passos

Título: Em tuas mãos: agora o destino depende somente dele (Duologia “O jogador e a bailarina”, livro 2) 
Autora: Michelle Passos
Editora: Publicação independente
Páginas: 382
Ano: 2016 

Sinopse

Marina está arrasada. Depois de ter seu sonho destruído por um bailarino que sempre admirou, ela precisa lidar com o fato de que o namorado, Fred, tomou atitudes no passado que não condizem com o cara pelo qual se apaixonou ao chegar em São Miguel.

Depois de resolver dar uma chance para que Fred não cometa os mesmos erros, Marina é pega de surpresa pela vida mais uma vez: Leandro, seu cunhado, lhe conta um segredo que irá mudar não só a vida dele, mas a de todos ao seu redor. Junto com o peso da notícia que ela jamais pensou receber, Marina precisa resolver o seu passado que, sem aviso, vem bater à sua porta.

Fred acredita que poderá viver em paz com a namorada e o irmão depois de ter lhes contado toda a verdade, mas ele não esperava pela notícia que Leandro tem para lhe dar. O tempo é pequeno, os sentimentos são confusos e os caminhos mais curtos novamente parecem muito tentadores. Dividido entre o amor incondicional por Leandro e o ultimato que a garota da sua vida lhe dá, Fred terá que decidir rapidamente como o destino vai ser. E ele está completamente em tuas mãos.

Resenha

Como dito na resenha de Aos teus pés, Michelle Passos nos deixa ansiando pelo segundo volume da duologia O jogador e a bailarina e aqui estou para contar o que este volume tem a nos revelar (tentando não dar muito spoiler, mas não prometo nada). 

“Sorrio porque a vida é essa coisa louca que faz a gente sofrer e chorar, mas, antes de tudo, nos dá força e coragem para acreditar no impossível, e isso é o que eu guardo de lição sempre dentro do meu coração”

Por mais incrível que Fred seja, ele fez muitas escolhas questionáveis em sua vida e quando acha que vai poder consertar seus erros, a vida vem e lhe prega uma terrível peça de mau gosto. Fica até difícil criticá-lo, confesso.

“Eu realmente sei muito pouco da vida, menos ainda sobre os sacrifícios que nós fazemos por quem amamos”

Ao mesmo tempo, Marina está tentando se reerguer da enorme rasteira que levou e a vida parece não dar trégua: quando tudo parece que vai se ajeitar, uma nova onda derruba toda a paz dela.

“Não é só porque essa dor também é minha, mas sim porque eu daria de tudo para que essa não fosse a dor de ninguém”

Acho que essa é uma das coisas que torna esta leitura tão viciante e encantadora: o fato de que as coisas não são fáceis para os protagonistas, nos fazendo mergulhar numa história que poderia ser a nossa.

“Há dois dias que eu tenho chorado sozinha, fingindo estar bem, sorrindo para não mostrar o quanto estou destruída por dentro”

Além disso, eles não são perfeitos: cometem erros, lidam com as consequências de suas escolhas e são cheios de dúvidas.

“Meu filho… Nem sempre ser bom para uma pessoa é ser perfeito”

A amizade segue tendo papel de destaque na obra, bem como o amor e a necessidade de sermos transparentes e responsáveis por nossas escolhas.

“Mas o que eu não percebia é que ele nunca vai me deixar sozinha, ele é meu amigo e amigos são pra vida toda”

Uma narrativa com muitas reviravoltas para os personagens, com tramas se desenrolando sem deixar os acontecimentos confusos ou carregados demais.

“Um retrato de família normal, coisa que a gente nunca foi. É bom ver as coisas fazendo sentido pela primeira vez na vida, como nunca fez antes. Estamos tentando nos redimir de um erro que nunca foi nosso, mas que a gente sempre carregou em nossas costas”

Gostei de poder acompanhar mais da Marina e do Fred, não só no que vem logo depois do primeiro livro, mas também alguns anos mais à frente na vida deles. Difícil foi se despedir desses personagens.

“Sessenta dias e as nossas vidas foram totalmente transformadas”

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Aos teus pés — Michelle Passos

Título: Aos teus pés (Duologia “O jogador e a bailarina”) 
Autora: Michelle Passos
Editora: Publicação independente
Páginas: 312
Ano: 2015

Sinopse

A vida nunca foi fácil para Marina Casanova, mas ela sempre devolveu na mesma moeda. Apesar da grande insistência de seu pai em ser um cara arrogante e persuasivo das formas mais improváveis e cruéis, ela jamais desistiu dos seus sonhos e foi por isso que deixou para trás a sua vida na cidade de Sacramento, com destino ao seu grande objetivo na capital, São Miguel. Era para ser tudo como ela planejou: treinar, dedicar-se e então ser admitida como uma bailarina profissional na mais conceituada e famosa escola e companhia de dança do país, a Special Corpus Ballet. Mas quis o destino que Frederico, mais conhecido por seus amigos e fãs como Fred, o cara mais popular do time de futebol da Universidade de São Miguel, cruzasse o seu caminho, trazendo com ele descobertas, confusões, outras opções e sentimentos às vezes contraditórios, mas acima de tudo, verdadeiros.

Para Frederico Lamarck, um rapaz bonito, dedicado ao esporte e apaixonado por sua família, Marina é tudo aquilo que ele nunca soube estar esperando e ao mesmo tempo tem certeza de que ela terá a chave de muitas respostas que ele precisa. Prestes a ser reconhecido como o maior jogador da história de sua universidade, Fred, além de apaixonado, vê a vida lhe encurralando e o obrigando a admitir para todos coisas que jamais pensou fazer. E, claro, a pagar pelas escolhas erradas que um dia fez.

Resenha

Crescer numa família amorosa, mas com um pai terrível, não deve ser coisa fácil e, por isso, Marina Casanova tinha um plano muito claro: juntar dinheiro, fugir de Sacramento — sua cidade natal — e tentar se tornar uma bailarina profissional em São Miguel, a capital.

“Olho pela janela, enxergando pela última vez a pequena rodoviária de Sacramento sumir das minhas vistas e cada uma de suas ruas que vão ficando para trás me dão medo e, ao mesmo tempo, esperança”

Ao menos Marina tem com quem contar na Capital: Luciana (ou Lu), sua melhor amiga, faz faculdade lá e tem um espaço esperando por Marina em seu apartamento. 

“A única coisa que me deixa, de fato, tranquila, é saber que a Lu está lá me esperando, porque deixar tudo o que você é e tem para trás sem ter o mínimo de apoio moral, deve ser mais difícil do que qualquer coisa nessa vida”

Claro, porém, que nada será simples (afinal, esta história precisava existir) e, logo na primeira noite, Lu arrasta Marina para uma festa e lá ela conhece aqueles que se tornarão seus amigos (Sam, Le, Cindy, Tuca…) e também o cara que vai tirá-la do prumo: Frederico Lamarck.

“Eu assumo que cresci uma garota rebelde e que contrariar meu pai era meu passatempo favorito, mas quando olho para o Fred, penso que nem em mil vidas meu pai esperaria por uma coisa como essa, porque ele é definitivamente o oposto dos sonhos e expectativas do senhor Carlos”

Fred é o sonho de muitas garotas — tanto é que elas realmente fazem de tudo para chamar sua atenção — mas não é nada do que Marina buscava na capital, afinal, ela só queria realizar seu sonho e ter dinheiro suficiente para trazer sua família para perto de si.

“Quando se tem pressa de perseguir seus sonhos, a vida parece dificultar às vezes”

Fred também não esperava por Marina. Ao menos não até conhecê-la. Além de lindo, educado e divertido, ele é o capitão do time de futebol — que finalmente tem chances de ganhar o campeonato — e também tem um sonho bem claro: se tornar um jogador profissional.

“Porque cada um sabe com que dom nasceu, qual sonho deseja tornar realidade, qual seu objetivo de vida. O meu é viver de bola em São Miguel”

E não se engane com eu quase me enganei algumas vezes: apesar de parecer, Fred (e seu irmão, Leandro) não é um bad boy.

“O Fred é um cara muito bom, amiga”

Apesar dos irmãos Lamarck arrasarem corações, eles também são donos de corações enormes e buscam sempre o melhor para as pessoas que estão ao redor deles.

“Nunca medi esforços pelas pessoas que eu amo, com ela não será diferente”

Assim, nesse romance bem ao estilo filme teen da sessão da tarde, somos envolvidos por uma história que fala sobre sonhos e paixões, mas também sobre família, amizade e dificuldades.

“É preciso coragem para enfrentar o caminho mais longo”

Através de Mari e Fred, mergulhamos no mundo do ballet e do futebol, descobrindo muitas camadas (boas e ruins) das duas atividades.

“Fico olhando com cuidado a forma como ele domina o jogo e parece tão invencível com sua chuteira nos pés. É assim que me sinto com as minhas sapatilhas”

É inevitável torcer pelos protagonistas, não apenas como casal, mas como pessoas que merecem o melhor, por compartilharem sempre o melhor delas.

“Eu nunca pensei que São Miguel poderia me trazer tantos sentimentos diferentes ao mesmo tempo”

A narrativa é envolvente. Os capítulos acabam sempre com um gostinho de quero mais e o livro termina nos fazendo ansiar pelo segundo volume, que, claro, li logo em seguida. 

“Marina fala com os olhos sem nem precisar usar a boca e isso me tira do eixo”

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Citações #95 — Fisiologia do amor

Razão e emoção podem parecer duas coisas totalmente opostas e desconectadas, mas em Fisiologia do amor, livro escrito por Lyra Rocha, descobrimos o quanto uma coisa pode influenciar a outra.

“Não é porque você tem uma probabilidade estatística que todo mundo vai ser igual. Tem muitas outras coisas que envolvem uma pessoa e definem o seu caráter”

Cecília trata o amor de uma maneira diferente: cientificamente. E, assim, ela busca não sofrer o que todo mundo que já se permitiu amar sofre em algum momento.

“— Quebrar a cara faz parte da vida, Cel. Eu mesma sou a experiência em pessoa nisso, você bem sabe. Mas estou viva, não estou? As dores nos tornam melhores, desde que aprendamos com os erros”

“Estava novamente deixando os meus hormônios me levarem por um caminho perigoso”

“Sair com ele era um risco que havia aceitado correr, mas nem por isso queria dizer que era fácil”

“E por mais que tivesse ainda medo, uma coisa era certa: se jogar nessa paixão era gostoso demais”

“Eu tinha plena consciência que não era fácil ter um relacionamento e que ocasionalmente, os casais se desentendiam e tinham suas crises”

Mas claro que ela não consegue levar suas convicções até o fim: razão e emoção até influenciam uma a outra, mas tem horas que certas coisas acabam prevalecendo.

“É muito diferente não ter os passos cronometrados e não saber o que vai acontecer em nossa vida”

“Quando gostamos de alguém, tudo é diferente. Os beijos mais simples tornam-se mais saborosos, o mais leve toque nos causa arrepios e algo vibra em nosso coração, enchendo de um sentimento tão bom que dá vontade de explodir”

Emoções nos invadem facilmente, e não seria diferente nem mesmo com a mais científica das pessoas.

“Ficava brava, queria matar um às vezes, mas era só a pessoa aparecer arrependida na minha frente que eu virava manteiga”

Abordando essas questões, Lyra Rocha nos faz ir além e refletir sobre como o ser humano, em geral, age, tanto em relação a coisas boas, como em relação às ruins.

“Na verdade, eu acredito no amor e tudo mais, mas as pessoas permitiram que tantas coisas más ocupassem os seus corações que acho difícil acreditar é no ser humano”

“A vida é engraçada, nós sempre queremos que os outros nos compreendam, porém, poucas vezes paramos para compreender o outro”

Para alcançar este objetivo, contudo, a autora tem de fazer, em alguns momentos, generalizações, que fazem sentido para o tom da obra.

“Homens, independentemente das características, sempre gostam de ser bajulados”

“Todos esperam que as mulheres sejam românticas e sonhadoras incuráveis”

“Chocolate é sempre o maior amor de uma mulher, Bernardo”

Assim, a autora também nos leva a refletir sobre questões culturais e sociais, que nos mostram que ainda há muito a evoluir em nossa sociedade.

“Não que eu precisasse disso, mas homens tendem a ter problemas com mulheres que ganham mais do que eles”

“A única regra que tinha era achar uma pessoa com meus padrões. Era pedir demais?”

Mas se tem uma lição que realmente fica ao longo desta narrativa é o de que, apesar de tudo, precisamos persistir — mas com aberturas, claro — naquilo que acreditamos.

“Confie em mim, as conquistas mais grandiosas só foram atingidas porque as pessoas não desistiram delas no processo”

Se quiser saber mais sobre esta história, clique aqui e leia a resenha completa.

E se não fosse um sonho? — Tayana Alvez

Título: E se não fosse um sonho? 
Autora: Tayana Alvez
Editora: P.S. Edições
Páginas: 236 
Ano: 2025 

Sinopse

O que fazer quando o mundo dos sonhos se torna melhor do que a realidade?

Manoela sempre teve sucesso escrevendo livros inspirados nas histórias que cria enquanto dorme. O problema é que, agora que conseguiu vender os primeiros quinze mil exemplares em uma grande editora, a fonte parece ter secado. Ela não se lembra de sonho algum. Até Jão aparecer. Ou talvez “aparecer” não seja a palavra certa. É a primeira vez que Manoela sonha com alguém que não consegue enxergar.

Desiludida com o bloqueio criativo, as cobranças com o próprio peso e a decepção com aqueles que chamava de amigos, Manoela encontra em Jão um mistério que torna seus dias mais interessantes e uma companhia acolhedora para encerrar suas noites. Ele não é apenas o mocinho perfeito para seu próximo livro, mas também o amor com que sempre sonhou para si mesma.

Mas homens escritos por mulheres não são reais. Ou será que podem ser?

Resenha

A Tayana Alvez mal lança um livro e eu já estou fazendo o quê? Lendo, claro! (ainda que a resenha tenha demora muito para sair).

Em E se não fosse um sonho? conhecemos Manoela, uma escritora de sucesso que se encontra em um período de bloqueio criativo

“Em algum lugar na minha mente, existe uma história implorando para ser escrita”

Este é um tema que já daria muito pano para manga, mas Tayana, como sempre, consegue naturalmente ir muito além.

“Minha consciência jamais me elogiaria assim, de graça e com tanta sinceridade”

Podemos começar mencionando, por exemplo, de onde Manoela tira inspiração para suas histórias: seus sonhos. E, sabemos bem, quando as coisas não estão muito boas, é difícil lembrarmos de nossos sonhos.

“Mais uma vez, abri mão de coisas importantes para mim sem nem perceber. E isso dói bastante”

O que poderia não estar bom na vida de uma escritora de sucesso? Muita coisa, sem dúvidas. Como o fato dela perceber — e constatar a cada mais — que seu grupo de amigos talvez não seja exatamente o que ela imaginava.

“Respiro fundo, me dando conta de que não só não preciso de amigos que me façam sentir mal, como também não os quero”

Manoela tem muitas questões com as quais lidar: uma linda mulher que, durante muito tempo, esteve acima do peso e fez o possível e o impossível para se encaixar em um padrão de beleza, e então descobrir que não é isso que faz com que a vida mude da noite para o dia…

“Daqui para frente, seguir meu coração vai ser uma parte muito importante na minha carreira”

A menos, é claro, que ela literalmente volte a sonhar. E qual não é a surpresa dela ao se deparar com Jão durante suas noites de sono?

“Por algumas pessoas, vale a pena enlouquecer”

Com o perdão de todos os trocadilhos, Jão é o cara dos sonhos: paciente, inteligente, fofo, atencioso… O único porém é que Manoela não consegue enxergá-lo.

“— Eu não desisto de alguém porque descobri um defeito na pessoa, ou por uma opinião da qual discordo”

E, daqui para a frente, na história, é só para trás. Ao mesmo tempo que Manoela quer mais e mais de Jão, nós queremos mais e mais deles dois. E, assim, Tayana nos enreda numa história cujo plot faz o queixo cair.

“Uma das verdades absolutas da vida é que os planos raramente se desenrolam como imaginamos. Contudo, há aqueles que, além de fugirem do esperado, destroem algo dentro de nós”

E se não fosse um sonho? não é apenas um romance água com açúcar, mas uma história que vai nos fazer pensar sobre as relações que construímos ao longo da vida, o nosso lugar no mundo e, como não poderia faltar num livro da Tayana, a importância da terapia.

“Diz que você não tá se automedicando porque quer fugir da realidade”

Uma narrativa que nos mostra a necessidade de lutarmos por aquilo que acreditamos, deixando de lado opiniões que nada têm a nos acrescentar

“— De fato, não deveria ser normal brincar com as fraquezas de quem você ama”

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* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

TAG Condomínio

Faz um bom tempo que não trago uma book tag para cá e, sendo período de férias por aqui, fiquei com vontade de fazer uma, mesmo que eu sempre acabe sentindo dificuldade em responder às perguntas (como escolher um livro e não outro?).

Desta vez, escolhi esta, criada pelo blog Leitor dos Sonhos e publicada por lá em 07 de abril de 2023. Se quiser conferir o post original, é só clicar abaixo.

A ideia é relacionar livros e condomínios, pensando em seus diversos espaços, personagens e acontecimentos. Vamos nessa

Garagem – um livro que está estacionado na sua estante.

Por mais que eu esteja me esforçando para desencalhar meus livros físicos e ebooks, ainda tem muita coisa parada em minha estante, como o livro Angústia, do Graciliano Ramos, numa belíssima edição comemorativa dos 75 anos de publicação da obra, feita pela Editora Record (não é a edição abaixo):

Síndico – um livro difícil de lidar

“Livros difíceis de lidar” é uma categoria que pode trazer diversas interpretações e pensei em duas delas:

  1. Um livro que aborda temas difíceis, como Uma canção para a libélula, da Juliana Daglio
  1. Um livro que tenho medo de encarar e, por isso, estou adiando sua leitura, como é, no fundo, o caso de A Metamorfose, de Franz Kafka.

Vizinho – um livro que você recomendaria para seu vizinho.

Adorei essa categoria porque ela provavelmente significa um livro que você indicaria para qualquer pessoa, uma vez que geralmente não temos intimidade com nossos vizinhos para saber o gosto literário deles. Mas o livro que pensei, seria realmente uma ótima e necessária leitura para meus vizinhos (que vivem brigando aos berros): Comunicação não violenta, de Marshall B. Rosenberg.

Áreas de lazer – um livro para relaxar

Eu não estaria sendo eu mesma se não mencionasse aqui um romance água com açúcar, né? Então menciono aqui minha leitura mais recente neste segmento: Ela não é minha irmã, da Any Oliveira.

Portaria – um livro que foi a porta de entrada para você no mundo dos livros ou em um gênero específico 

Como leio desde muito nova e não sei se tem algum livro específico que me fez pensar “eu amo isso aqui”, escolho O diário de Anne Frank, que me introduziu aos livros sobre o holocausto, uma temática que busco sempre ler um pouco sobre.

Assembleia – um livro bom para ler em clubes de leitura.

Acho clubes de leitura uma ideia excelente, mesmo sentindo que não são muito para mim (gosto da leitura solitária e descompromissada). Acredito, portanto, que qualquer livro que traga temas interessantes de se discutir, cabe aqui. É o caso de Em busca de sentido, do Vitor E. Frankl, para citar uma leitura não tão antiga e que me despertou esse desejo de conversar sobre com outras pessoas.

E então, quais seriam os livros do seu condomínio?