Violeta — Abraão Nóbrega

Título: Violeta 
Autor: Abraão Nóbrega
Editora: Publicação independente
Páginas:  310
Ano: 2021 

Sinopse

Victor, um estudante de gastronomia, sentiu na pele as pressões sociais do corpo, sexualidade, prazer e (des)afeto dentro da comunidade gay. Cansado de relações líquidas e aprendendo a lidar com seus sentimentos (que até então tinha enfiado numa caixinha por não saber o que fazer com eles) esbarra em Gabriel. Um jovem aspirante a psicólogo que está no processo de recuperação de feridas afetivas deixadas pelo relacionamento abusivo com o ex-noivo Hugo. Nos desencontros da vida (pós)moderna e relações liquefeitas, fica o questionamento: apaixonar-se é um ato revolucionário?

Resenha

Desde as primeiras linhas, Violeta vai nos prendendo em sua trama, entregando ao leitor uma história de amor gostosa, mas nem sempre fácil, de ler.

“Para todos os corações teimosos que insistem em se permitir amar, essa história é para vocês. Apaixonar-se é um ato revolucionário?”

Victor, um personagem por quem é fácil se apaixonar, é estudante de gastronomia e está cansado de aplicativos de relacionamento, ainda que queira muito um amor para chamar de seu.

“Tudo na atualidade é baseado na velocidade, inclusive os relacionamentos”

O protagonista está cansado da superficialidade das relações que estes aplicativos trazem e isso acaba contribuindo para uma crise de ansiedade daquelas que ou você se identifica, ou ao menos se compadece

“Ele não conseguia entender o que era aquilo, mas só queria se acalmar. Só queria paz. Parecia uma tempestade rugindo em seus ouvidos. O corpo inteiro berrava angustiado. O coração batia tão rápido que doía na alma”

No meio desse caos, Gabriel aparece, não como um anjo salvador e perfeito, mas com um ser humano que também tem seus problemas e, no fundo, a vontade de ser amado como merece.

“Ninguém é feito apenas de coisas boas, tão como, não só de ruins”

Através desses dois personagens, Violeta se apresenta como uma história que sabe equilibrar leveza e a necessidade de reflexão e de tocar em temas densos.

“Ele sorriu e, mesmo com os olhos fechados, viu nuances da beleza da vida. Porque, no fim, as coisas mais encantadoras são percebidas com o coração”

Uma narrativa que, além da ansiedade, também fala sobre relacionamentos tóxicos e solidão.

“Ele sabia que nunca estaria só, mas, na verdade, nunca poderia contar com o apoio de Henrique. No fim das contas, ele sempre esteve só”

Uma história que está longe de ser perfeita — e talvez por isso, infelizmente, não esteja disponível no momento — mas que é capaz de encantar

“Entender e aceitar suas belezas e feiuras é onde o equilíbrio faz morada”

A representatividade na história é um ponto a se destacar, não apenas por estar muito bem contextualizado, mas por ir para além de um casal gay protagonista e falar, também, sobre demissexualidade

“A grosso modo é que meu tesão depende da minha conexão afetiva com a pessoa”

Em suma, uma história que vale a leitura e que, espero, volte numa versão melhorada e ainda mais encantadora.

“Nem toda história acaba porque um lado desistiu ou deixou de sentir. Às vezes amar perde o sentido que tem, deixa de ser sorriso e aconchego e se torna lágrimas e silêncio”

Se você quiser conhecer outras obras disponíveis do mesmo autor, clique aqui.

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

O quarto branco — P. Barbosa

Título: O quarto branco 
Autor: P. Barbosa
Editora: Publicação independente
Páginas: 29 
Ano: 2013

Sinopse

«Fiquei por ali, gritando o mais alto que podia, em aflição, que precisava de um caminho, de um rumo e de uma direcção, mas como não havia paredes onde o som pudesse ressoar as palavras iam e nunca voltavam. Era incapaz de me ouvir, e só sabia que estava a gritar pela trepidação dos meus ossos que sentia do esforço sobre-humano que fazia. E fiquei naquilo milhares de vezes repetindo, ou milhões ou biliões, pois nunca as contei, até que me calei por meu próprio convencimento.

Tal era a soberba ou a surdez do dono daquele lugar.»

***

«Agarrei-me a ela e ela a mim, e assim ficámos, agarrados, um ao outro, apertados por uma vontade férrea, acontecesse o que acontecesse.

— Não te quero perder. — disse-lhe. Ela soluçou e agarrou-se a mim ainda com mais força.

— Odeio este mundo e o outro. — disse-me, enquanto chorava — A felicidade não tem sítio para viver.»

***

«O homem anseia por conquistar a luz e evitar as trevas. Para mim, não há diferença entre as duas.»

Resenha

O quarto branco é uma daquelas leituras rápidas, mas que aos poucos vai revelando ir muito além do que se imagina.

“Para quê abandonar o lugar que nos oferece tudo o que se quer ter?”

Através de metáforas — principalmente a do quarto branco — a obra nos faz refletir sobre o que está (ou não) em nossa mente e sobre as armadilhas que criamos através do nosso pensamento.

“Senti-me enterrado num poço branco, que tanto podia ser branco como escuro como breu, pois quando se tem apenas uma cor para olhar é como estar cego e não ter cor nenhuma para ver”

O protagonista desta história encontra-se num lugar que, aos poucos, vai se revelando, como nossa mente, quando gradualmente vai se desfazendo de pensamentos negativos.

“Chegará o dia em que as dores de hoje serão olhadas com nostalgia e alegria. E depois tudo passará”

Conforme as coisas boas vão sendo sentidas, novos personagens surgem junto à luz.

“O problema dos horizontes do pôr-do-sol é que eles forjam o mundo numa esfera que gira sem sair do lugar”

Mas claro: perfeição não existe e mesmo quando se compreende o que nos move, ainda há algo que nos paralisa.

“O homem anseia por conquistar a luz e evitar as trevas. Para mim, não há diferença entre as duas”

Escrito em português europeu — o que meu causou menos estranhamento do que eu esperava — O quarto branco vai te tirar da zona de conforto com uma leitura rápida e profunda. 

Se quiser saber mais, clique abaixo e garanta seu ebook.

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Uma canção para a libélula — Juliana Daglio

Título: Uma canção para a libélula 
Autora: Juliana Daglio
Editora: Publicação independente
Páginas: 611
Ano: 2018 

(Para ler ao som de Here in the now – Angra)

Sinopse

Ainda criança, a talentosa Vanessa compôs uma canção para expressar seu fascínio por libélulas. Sem compreender o significado desses insetos alados em sua vida, ela cresceu para se tornar uma pianista de sucesso, famosa em toda a Europa. Porém, sua alma sombria e quieta segue assombrada por uma presença cinza, uma doença inescrutável. A jovem pianista precisa retornar ao Brasil, ignorando a voz obscura que ronda sua mente, prometendo tragá-la para as memórias terríveis que cercam sua antiga casa em São Paulo. Seu reencontro com a mãe não facilita para que enfrente os sintomas de fraqueza que a acometem, levando-a a um abismo em si mesma. Contudo, Vanessa não estará mais sozinha. Em meio a todo o caos, conhece Nathan, um misterioso rapaz que se esconde por trás de meios sorrisos. Logo ele se mostra decidido na missão de ajudá-la a encarar a parte mais difícil de sua doença – a sobrevivência.

Uma história sobre depressão, perdas e superação, que já conquistou centenas de leitores em suas primeiras edições. Agora o texto chega até o leitor em uma segunda versão, com o conteúdo renovado e cenas inéditas que compõe a mesma história. A trajetória de uma simples ninfa através de lagos sombrios, de um casulo apertado, até o romper das asas de uma imponente Libélula.

Seja forte agora, mas não contenha suas lágrimas.

Ouça a Canção até o final.

AVISO DE GATILHO: O livro descreve grandes conflitos internos e emocionais, bem como cenas fortes que podem desencadear emoções latentes.

Resenha

O encontro com essa obra foi lento, até que me vi enredada por ela, querendo mais e mais desse belo texto, escrito por vezes com palavras difíceis, por vezes com palavras poéticas.

“Eu poderia compor uma canção sobre isso, pensei, afastando meu rosto para vê-lo”

Talvez tenha sido uma escolha estranha pegar um livro tão denso para iniciar o ano (essa foi minha primeira leitura concluída em 2025, minha resenhas estão um pouco atrasadas), mas existiria realmente um momento ideal para uma leitura como essa?

“Sentia-me desesperada, experimentando uma sensação de aceleramento, indefesa e perdida num mundo que não me pertencia. Se eu pudesse somente evaporar”

A história de Vanessa não é nada simples e ao longo de todo livro acompanhamos a sua angústia e a sua dor.

“Ouvia a música dentro mim, mas tornei-me silêncio. Uma garotinha de cabelos de algodão, perdida em si mesma, tomada por uma dor devastadora feito uma ferida esburacada de um pedaço que fora arrancado de mim. Algo havia sido tirado a força de mim, de fato. Doía mais do que qualquer agrura física”

Sabemos que ela carrega uma enorme culpa, mas é aos poucos que vamos entendendo de onde ela vem e o que há realmente por trás disso. As peças são encaixadas aos poucos, fazendo surgir o quadro completo no momento certo.

“Porém havia de fato ocorrido uma desgraça naquela casa, e cada parte daquele piso e daquelas paredes me fazia lembrar dela”

Muito antes do acontecimento que marca sua existência, Vanessa já era uma criança retraída – e aqui também vamos entendendo aos poucos o porquê – e depois as coisas só pioraram.

“Odiava essa mania que as pessoas tinham de medir palavras para falarem comigo, como se eu fosse de vidro”

Mas o terror poderia ser ainda maior, se Vanessa não tivesse uma família capaz de ajudá-la. Enquanto sua mãe era seu maior pesadelo, foi sua tia que a tirou daquela realidade e permitiu que a menina se tornasse uma das pianistas de maior renome mundial.

“Algumas pessoas me acusaram de tirar uma criança de um lar, embora eu estivesse dando a ela um lar. Mas no final de tudo, você tem seu próprio mundo, sua alma e seu coração de libélula”

O amor de sua prima também é algo belo de se acompanhar. Duas amigas-irmãs que sempre estiveram ali, uma pela outra.

“Minha prima se apaixonava e desapaixonava com muita frequência, mas não deixava de ser real e intenso em todas as vezes que acontecia”

No entanto, sabemos, a vida não dá tréguas e, no auge de sua carreira, a vida de Vanessa dá outra volta e ela se vê obrigada a enfrentar seu passado e seus temores.

“Todo mundo que me olha sabe que eu estou quebrada”

É bonita a forma como a obra trata a depressão, sem romantizá-la. A protagonista se refere à “Vilã Cinzenta” que a assombra e acredito que esta seja uma boa forma imagética de enxergarmos as coisas.

“Tudo começa assim: uma tristeza aqui, um dia de apatia ali; uma angústia fraca, outra forte. Depois vem a perda de interesses. Resolve-se reconhecer a própria inutilidade. Não há vontade alguma de levantar da cama, e, quando se levanta, não há vontade de voltar. Daí por diante, tudo parece estar perdido. Parece não ter volta. Talvez não tenha…”

Nem tudo no livro, porém, é perfeito. Nathan, um cara um tanto quanto misterioso, por mais encantador que seja, não me convenceu de todo.

“— Estou tentando mostrar o mundo que você não estava vendo”

Colocado como o salvador de Vanessa, algumas de suas ações parecem exageradas, ainda que bem intencionadas 

“Sei que pensa que as pessoas não sabem as coisas que não fala, mas você não tem a mínima noção do que seu rosto diz, do quanto você é transparente”

Por diversos momentos me questionei como esta história poderia acabar e, claro, até o último momento estava difícil imaginar qual exatamente seria o desfecho. Faria sentido um final feliz? E se não fizesse, como concluir sem deixar o leitor desesperançoso?

“Experimentei um grau de ansiedade boa, como há muito não sentia”

O livro é narrado pela própria protagonista, o que provavelmente nos faz mergulhar ainda mais em sua profusão de sentimentos.

“Eu não era feliz. Não conseguia esquecer, tinha me esfriado, tornando-me incapaz de sentir coisas boas, de me permitir alguma alegria”

Para além da depressão, pelo próprio jeito de ser desta protagonista, a obra também fala muito sobre relações sociais, sempre nos dando o que pensar.

“A verdade é que minhas relações sociais sempre giraram em torno da tentativa de não ser desagradável”

Uma canção para a libélula é um livro que vai mexer em muitas questões para cada ser humano que entrar em contato com ele. Uma obra que, sem dúvidas, vale a leitura. E, se você quiser saber mais sobre ela, clique abaixo

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Um milhão de finais felizes — Vitor Martins

Título: Um milhão de finais felizes 
Autor: Vitor Martins
Editora: Alt
Páginas:  352
Ano: 2018

Sinopse

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.

Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Resenha

Daquelas leituras que são como um abraço quentinho, Um milhão de finais felizes é uma história que pode trazer muitos pontos de identificação, não importa de onde você é, trazendo também muita familiaridade para quem é de São Paulo. 

“É o tipo de sentimento que me dá vontade de gritar e sumir ao mesmo tempo. Eu me sinto cheio, mas vazio ao mesmo tempo”

Isso porque a história se passa justamente entre São Paulo e Santo André. Jonas, nosso protagonista narrador mora na cidade do ABC Paulista e trabalha na capital, no Rocket Café

“A gente não tem controle de nada. Mas você não pode deixar essa falta de controle te impedir de viver o agora”

Jonas vem de uma família relativamente humilde e, para dar continuidade aos seus estudos, precisa trabalhar. É por isso que, mesmo tendo o sonho de ser escritor, ele vive a exaustiva rotina de trabalhar como atendente numa cafeteria temática.

“Será que eu me tornei aquelas pessoas que enxergam sinais em tudo e vivem completamente iludidas planejando o futuro com alguém que elas acabaram de conhecer?”

Este, contudo, é um de seus menores problemas na vida, uma vez que ele tem uma mãe extremamente religiosa e um pai absurdamente preconceituoso enquanto Jonas… Bem, ele é gay e só queria poder levar uma vida normal.

“Aceitar que sou gay significou aceitar que vou para o inferno e viver constantemente com medo da morte”

Tudo o que ele encontra de barreira em sua própria família, porém, Jonas encontra de amor entre seus amigos, que sempre o recebem de braços abertos.

“É bom me sentir querido quando, na maior parte do tempo, eu sinto que sou um grande problema na vida de todo mundo”

Amizade, aliás, é uma temática importante aqui, porque ao mesmo tempo que o protagonista tem dois grandes amigos do Ensino Médio — a Isadora e o Danilo — ele também encontra em Karina — sua colega de trabalho — um porto seguro e a necessidade de aprender a equilibrar suas amizades.

“Eu sempre achei que me abrir para outra pessoa faria com que eu me sentisse vulnerável, mas, de alguma forma, contar tudo para Karina faz com eu me sinta aliviado”

No meio de tantas dúvidas e problemas — afinal a vida não dá trégua — Jonas conhece Arthur e se apaixona, mas acha que jamais será correspondido pelo cara que inspira seu mais novo personagem.

“Sou muito bom em começar histórias novas e muito ruim em concluir histórias antigas”

Claro que se assim fosse, metade de Um milhão de finais felizes não existiria, então nós podemos torcer e vibrar a cada página por esse casal. Mas será que a história real de Jonas também tem um final feliz? 

“Acho que o grande problema é que eu leio demais. Fico fantasiando sobre como as coisas podem acontecer comigo de um jeito mágico e orquestrado pelo universo”

Esta é uma leitura leve, mas nada leviana: falando sobre homofobia, solidão, medos e amadurecimento, Um milhão de finais felizes é capaz de despertar os mais variados sentimentos em seus leitores. 

“Eu sei que a tempestade vai começar a qualquer momento, mas ainda é cedo para me proteger”

A linguagem é tranquila de acompanhar, jovial e divertida, nos fazendo mergulhar na linha de raciocínio (ou na falta dela) de Jonas.

“É então que me dou conta de que, sem que a gente perceba, a vida continua acontecendo. O mundo nunca vai parar para que eu resolva toda a minha vida e recomece do zero”

E os personagens despertam em nós a vontade de conhecê-los mais e mais.

“É tão bom finalmente estar empolgado com alguma coisa na vida”

Se você se interessou por esta história, clique abaixo para saber mais sobre ela e garantir o seu exemplar (físico ou digital).

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

O pequeno livro do TDAH — Alice Gendron

Título: O pequeno livro do TDAH: um manual para enfim entender como sua mente funciona 
Original: The mini ADAH Coach
Autora: Alice Gendron
Editora: Best Seller
Páginas: 208
Ano: 2024 (2º edição)
Tradução: Thaíssa Tavares

Sinopse

É possível ter TDAH e ser uma pessoa focada? Apenas pessoas hiperativas têm TDAH? Ao ser diagnosticada com TDAH, aos 29 anos, a ilustradora Alice Gendron tinha diversos questionamentos como esses. Ela, então, começou a postar no Instagram ilustrações bem-humoradas que retratavam a sua rotina com o transtorno. Gendron logo percebeu que não estava sozinha, e hoje o perfil the_mini_adhd_coach conta com mais de 600 mil seguidores em todo o mundo.

Com uma abordagem leve e bem-humorada, O pequeno livro do TDAH oferece uma perspectiva completa e solidária a respeito da vida com TDAH, abordando os desafios de quem vive com o transtorno e trazendo dicas para ajudar os leitores a procurarem um diagnóstico e organizar melhor a rotina.

Com ilustrações espirituosas e dicas práticas, Gendron rompe com estereótipos a respeito do tema e também compartilha com o leitor insights, entre eles:

  • Como identificar a influência do TDAH na sua rotina, desde dificuldades para administrar o tempo, preparar refeições e lidar com relacionamentos amorosos;
  • Aprender a liar com as emoções que surgem após o diagnóstico;
  • O que significam expressões e palavras como “cegueira” temporal, disfunção executiva e hiperfoco, graças ao seu glossário único sobre o assunto;
  • A importância de aprender a trabalhar com o cérebro, e não contra ele a fim de prosperar tendo TDAH;
  • Enfim entender a si mesmo e como o seu cérebro funciona!

Inclusivo e empático, O pequeno livro do TDAH é uma obra que encoraja a todos com o diagnóstico de TDAH ou que conheçam pessoas com o transtorno, dos mais jovens aos mais velhos, a entender a si mesmos e celebrar as diferenças.

Resenha

O pequeno livro do TDAH simplesmente saltou diante dos meus olhos na última Festa do Livro da USP e não sei exatamente que impulso me fez comprá-lo, mas ainda bem que isso aconteceu.

Esta obra é um abraço e, ainda que ela seja escrita sobretudo para pessoas que têm TDAH, acho que é uma leitura que todo mundo deveria fazer, principalmente pais e professores.

“Este é um livro sobre TDAH, escrito por alguém com TDAH”

Além de nos oferecer uma visão muito clara de como o TDAH pode afetar a vida das pessoas, ele também traz algumas sugestões de como lidar com isso.

“Quando entendemos por que agimos de determinada maneira, encontrar uma solução se torna muito mais fácil”

A obra é dividida em três partes, além de contar com um prefácio, uma introdução (Qual é o meu problema), um guia de como usar o livro e uma conclusão.

A primeira parte do livro chama-se Introdução ao TDAH e nos apresenta – de maneira leve e natural – diversas informações e dados sobre o transtorno.

“Nem sempre é fácil conseguir o diagnóstico de TDAH. Em partes, pela complexidade do transtorno e pelo quanto ele afeta as pessoas de maneiras diferentes, mas também porque outros transtornos mentais podem camuflar os sintomas de TDAH”

A segunda parte, Um dia com TDAH, nos faz enxergar como é o cotidiano de uma pessoa que tem esse transtorno. Sabe aquele seu amigo que nunca responde suas mensagens ou que sempre chega atrasado nos eventos? Pode ser TDAH!

“Sentir-se extremamente cansado o tempo todo não é normal”

Por fim, na terceira parte, chamada Dicas para lidar com o TDAH, a autora oferece uma série de pequenos truques e medidas que podem facilitar o cotidiano de uma pessoa que tem TDAH. 

Em diversos momentos das três partes do livro senti que havia dicas que podem ser úteis também para o cotidiano de pessoas que não têm esse transtorno, mas que por viverem num mundo com um excessivo volume de informações, sentem-se perdidas. 

O livro é extremamente fácil de ler: ele é ilustrado e direto ao ponto. A diagramação também é excelente, clara, e o livro consegue unir informação e sugestões práticas na medida certa.

“Muitas pessoas duvidam do diagnóstico de TDAH depois que finalmente o recebem”

Se você se interessou pela obra, clique abaixo para saber mais sobre ela.

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Quinze Dias — Vitor Martins

Título: Quinze dias 
Autor: Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Páginas: 208
Ano: 2017 

Sinopse

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática.

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho.

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Resenha

Tem livro que a gente lê e não quer que acabe, mas ao mesmo tempo não quer parar de ler e, inevitavelmente, ele irá acabar. E se isso pode causar uma enorme tristeza, pode igualmente gerar um grande quentinho no coração. 

“Minha vó sempre foi assim. Ela sempre tinha o livro certo para a ocasião certa”

A união desses sentimentos tão contraditórios é ótima para explicar como foi minha leitura de Quinze dias.

“Eu me sinto parte. E esse é um sentimento bom”

Logo de cara recebemos uma informação importante, que está no fio condutor desta história e que afeta diversos acontecimentos: o protagonista narrador, ainda adolescente, é gordo.

“Às vezes tenho a impressão de que a lista de apelidos pra gente gorda é infinita. Claro que isso não quer dizer que seja criativa, mas fico impressionado com a quantidade de nomes que os caras da escola conseguem inventar, quando seria muito mais fácil me chamar apenas de Felipe”

Não é à toa que Felipe espera ansiosamente por suas férias

“Nunca vou entender como uma pessoa que tem metade do meu tamanho consegue fazer com que eu me sinta tão pequeno”

Como sempre, mergulhei nesta leitura tentando saber o mínimo sobre ela e fiquei encantada com o fato do título ser tão simples, mas também tão explicativo. Isso porque os planos de sossego de Felipe vão por água abaixo quando ele descobre que Caio – seu vizinho – passará 15 dias hospedado em sua casa.

“Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara para todo mundo, ela se torna real”

Caio não é um total desconhecido: eles costumavam se dar bem na infância, passando horas e horas se divertindo na piscina.

“Eu não entendia direito o que estava sentindo, mas sei que com doze anos comecei a entrar na piscina sempre vestindo uma camiseta. E depois dos treze, nunca mais entrei na piscina”

Mas claro que a chegada da adolescência muda tudo, e Felipe torna-se cada vez mais alguém que só quer se esconder. Ele tinha, sem dúvidas, muitos motivos para isso.

“O riso tem um som desesperador quando o motivo da piada é você”

Acontece que Caio não é como os outros. E eles não precisavam ter se afastado.

“Porque quem diz a verdade abre caminho para as coisas boas”

O livro é curto e delicioso de ler. Para nós, esses quinze dias passam voando, ao mesmo tempo em que vamos, aos poucos, descobrindo mais e mais sobre seus personagens.

“Eu nunca fui corajoso. Sempre fui do tipo que aguenta calado e finge que nada aconteceu”

São muitos os temas importantes levantados por essa obra: para além da gordofobia, a obra também fala sobre homofobia, bullying, abandono paternal, terapia e a difícil fase da adolescência.

“Acho que eu sempre me mantive tão ocupado tentando não ficar mal, que eu acabei esquecendo de tentar ficar bem”

Um livro daquele que vai arrancar algumas lágrimas, gerar algumas indignações, mas também vai dar quentinhos no coração e vontade de abraçar os personagens incríveis que ele nos apresenta.

“Acho incrível como a terapia sempre faz as coisas mais óbvias parecerem a descoberta do século”

Se você se interessou por Quinze dias, clique abaixo para saber mais e não deixe de acompanhar o autor em suas redes sociais (Instragram | Twitter | Página do autor na Amazon)

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Novelion: A ascensão de uma estrela — Lucas Lyu

Título: Novelion: A ascensão de uma estrela 
Autor: Lucas Lyu
Editora: Publicação independente
Páginas: 494
Ano: 2019 

Sinopse

Numa sociedade luxuosa e evoluída dividida por signos denominada Novelion, não basta ter nome ou família. Para se viver lá, primeiro deve-se conquistar o direito. Para viver como rei, primeiro você deve servi-los. Para alcançar a ultra-humanização, primeiro você deve vencê-la. E é por isso que a Seleção Ultra-humana existe; para peneirar os mais fortes dos mais fracos. Para desmembrar os pré-evoluídos e impulsionar os evoluídos. Dyllan não queria ser escolhido tão cedo para a Seleção Ultra-humana, mas não teve escolha quando seu nome foi proferido diante do universo inteiro. Então, ele respirou fundo e entrou em Pandora, o túnel que todos os candidatos almejam percorrer desde o dia da transferência. Agora, o garoto do signo de Peixes encontra-se cercado de dois perigos mortais: candidatos que almejam sua morte e uma guerra iminente entre o signo de Peixes e o signo de Libra que se arrasta por todos os lados. Desesperado e agarrado a própria vida, tudo que ele queria era não ser atingido. Mas adivinha?

Inspirado em Jogos Vorazes, Fúria Vermelha, Harry Potter e Guerra dos Tronos.

Gatilhos: Violência Extrema. Palavrões. Ansiedade.

Resenha

Coisa boa é poder aproveitar os encontros que a vida nos oferece e Novelion foi uma grata surpresa propiciada pela Bienal do Livro que aconteceu em São Paulo no último ano.

“Os homens vivem e lutam para que seus nomes sejam proclamados mesmo depois de suas mortes”

Sentada em um dos corredores lotados do evento, comecei a ouvir Lucas Lyu e seu amigo divulgando esta obra com inspiração em Harry Potter, Jogos Vorazes e Fúria Vermelha, além de contar com uma sociedade dividida em signos (e um protagonista de Peixes). Não tinha a menor chance de tudo isso não me convencer a comprar um exemplar da obra.

“As pessoas se simpatizam com a sua causa quando você é simpático”

O livro, claro, acabou furando a fila e não me arrependo de ter feito isso. Pelo contrário, aliás, já quero ler os demais da série.

“Depois disso, eu nunca mais vou ver o planeta Senn de novo. Eu deveria estar feliz, mas não estou”

Quem já leu Jogos Vorazes não terá dificuldade em se ambientar com Novelion e sua crueldade.

“Não há lugar para perdedores no reino de Novelion”

E também não vai estranhar a dureza do terrível processo de ultra humanização (que de humano não tem nada).

“No fundo eu sempre soube que a Seleção Ultra-humana é um banho de sangue e morte. Mas viver isso é totalmente diferente”

Claro que digo isso tendo lido apenas o primeiro volume de Novelion, obra na qual não chegamos ao cerne da seleção, mas onde podemos acompanhar algumas lutas e dificuldades.

“Eu achei que a morte era gélida como a neve. Estou enganado. Não sinto frio. Sinto calor e solidão”

Narrada em primeira pessoa, esta história é capaz de nos enredar, nos deixando curiosos para saber o que vem a seguir e como (ou se) o protagonista vai sobreviver. 

“Eles se esquecem de que um pisciano também luta, provoca, apanha, se vinga e nutre rancor”

Além disso, a história é capaz de despertar no leitor os mais diversos sentimentos: medo, compaixão, raiva, nojo, empatia…

“Esse é o estilo pisciano. A leveza e a doçura levadas em golpes ligeiros, localizados, pré-determinados e com graciosidade”

Sem contar que é uma delícia ver que o autor conseguiu mesclar sua inspiração em histórias diferentes e críticas essenciais sem tornar tudo uma grande e barata miscelânea.

“Nós crescemos e aprendemos com os humanos. Tomamos seus costumes, suas histórias e sua ancestralidade com a nossa evolução. Mas agora eu me pergunto: quando foi que tomamos seu gosto por guerras e destruição?”

O ritmo da história também é bem equilibrado. Por vezes mais rápido; por vezes mais devagar, para nos dar um respiro necessário.

“Uma vez que ela tenha ganhado: uma morte ainda é uma morte, independente de como é conquistada”

Sem dúvidas, há muito a absorver neste primeiro volume de Novelion. Somos apresentados à estrutura da sociedade em que se passa a história, a diversos personagens, a um tempo que é o presente, ao mesmo tempo em que também nos mostra algo do que veio antes.

“Meu lugar é aqui. Definitivamente, é aqui”

Abordando temáticas como alianças, traições, sede de poder e estratificação social, Novelion é capaz de nos fazer desligar da realidade, ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre ela.

“Se houvesse a opção de ajudar, eu ajudaria. Mas estamos na Seleção Ultra-humana. E aqui, todo pedido de ajuda vem com uma faca no pescoço”

Por fim, claro que me diverti vendo a caracterização dos personagens de acordo com seus signos. Uma caracterização que vai muito além do estereótipo, mas que também nos faz entender certos comportamentos, como este da passagem abaixo que, quando li, gritei “PISCIANO!”, porque o protagonista estava viajando na batatinha quando seu nome foi chamado.

“É então que percebo que sou eu”

Se você se interessou por esta história, clique abaixo para saber mais sobre ela e não deixe de seguir o autor em suas redes sociais para acompanhar seu trabalho (Instagram).

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Fisiologia do amor — Lyra Rocha

Título: Fisiologia do amor (Ciência do amor - Livro 1) 
Autora: Lyra Rocha
Editora: Publicação independente
Páginas: 268
Ano: 2019 

Sinopse

Nada melhor do que seguir o coração e encontrar sua alma gêmea, não é mesmo? Não para Cecília Perosini. Para ela, encontrar o par perfeito é nada mais do que pura ciência. Coração saltitando, mãos suando e corpo tremendo? Tudo resultado dos hormônios biológicos do nosso corpo. Como professora e pesquisadora da área, Cecília sabe tudo sobre a fisiologia do ser humano durante o amor e, por isso, ela está disposta a usar dos seus conhecimentos para não ter o coração arrancado e quebrado por homem nenhum.

Ela já planejou tudo. O homem perfeito está idealizado em sua mente. Nada de bonitos, atraentes e fortões. Não. A ciência mostra que para um relacionamento dar certo, sua escolha deve ser bem diferente. Por isso, Cecília está determinada a seguir seu plano.

Mas o que acontece quando a vida lhe dá uma rasteira e põe à prova toda a teoria que criou? Depois de conhecer um homem que é exatamente tudo o que Cecília fugiu, ela se vê em uma situação difícil ao tentar seguir o rumo que predeterminou em sua vida e em um embate entre a razão e o coração.

Resenha

Fisiologia do amor é uma obra que beira ao absurdo e que, mesmo assim, nos prende e faz pensar.

“Não é fácil viver a simplicidade quando a sua mente está bombardeada de informações e teorias”

Isso porque a protagonista, Cecília, uma grande pesquisadora, não acredita no amor. Ao menos não no amor que acontece de repente e que pode ter um final feliz.

“O amor podia curar? Remendar a alma? Sim, mas se encontrássemos a pessoa certa”

Para ela, o amor é fruto de nosso hormônios e, assim sendo, pode ser racionalizado, nos fazendo escolher a pessoa certa, no momento certo.

“O amor é superestimado. São apenas reações biológicas do nosso corpo”

Como não poderia deixar de ser, porém, Cecília acaba caindo em tudo aquilo que tenta negar e contradizer, quando esbarra em Bernardo e se vê obrigada a conhecer o rapaz, que não sai de seu pé.

“Claro que já tinha visto homens até mais bonitos antes. Mas esse, em particular, me perturbou e me deixou completamente desconfortável. Primeiros sinais da atração”

Com uma narrativa em primeira pessoa e por meio de uma linguagem simples – mesmo tendo uma cientista caxias como narradora – Fisiologia do amor nos faz querer saber cada vez mais sobre o que vem a seguir e nos faz torcer pelos personagens e pelas situações que se apresentam diante de nossos olhos.

“A teoria do caos diz que uma mudança no início de um evento qualquer, pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro”

A protagonista não é perfeita, como a própria autora explica ao final do livro, e, para muitas pessoas, pode inclusive ser irritante. Ainda assim, a história nos envolve e Bernardo é capaz de derreter o mais duro dos corações.

“A verdade é que Bernardo mexia comigo, muito mais do que eu queria. Porém precisava aprender a lidar com ele de qualquer jeito”

A história se passa sobretudo na Universidade em que Cecília trabalha, alternando entre o laboratório e o restaurante. Além disso, espaços como um shopping, um restaurante e um barzinho também aparecem, indicando que a história se passa em uma cidade cheia de vida.

“— A vida é muito curta para esperar o brigadeiro esfriar. Poderia ser uma frase normal, no entanto havia muita coisa implícita ali”

Se você se interessou por esta história, não deixe de dar uma olhada nas redes sociais da autora (Instagram) e, claro, fuçar um pouco mais da obra clicando abaixo.

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

Em busca de sentido — Viktor E. Frankl

Título: Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração 
Original: trorzdem Ja zum Leben sagen
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes
Páginas: 184
Ano: 2023 (58º edição)
Tradutores: Walter O. Schlupp e Carlos C. Aveline  

Sinopse

O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da logoterapia.

Resenha

Em busca de sentido passou um longo período na minha lista de desejados, pelo simples fato de ser uma obra sobre o holocausto. Isso era tudo o que eu sabia sobre o livro, até iniciar sua leitura que, sem dúvidas, foi uma das melhores e mais marcantes do último ano.

“Nenhum ser humano e nenhum destino podem ser comparados com outros; nenhuma situação se repete”

Dizer que este é “um livro sobre o holocausto”, aliás, é um grande erro. Os horrores do campo de concentração estão aqui, complementando esta obra que, apesar de curta, vai muito além disso.

“Somente aos poucos se consegue levar essas pessoas a reencontrar a verdade, tão trivial, de que ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça”

Em busca de sentido começa com um prefácio à edição norte americana de 1984, que já me ajudou a perceber que este, apesar de ser um livro um pouco técnico e que aborda um assunto tão difícil, não seria complicado de seguir com a leitura.

“O ser humano é capaz de mudar o mundo para melhor, se possível, e de mudar a si mesmo para melhor, se necessário”

Depois, vem um prefácio do próprio autor e, nele, começamos a adentrar a obra, iniciando no mundo da logoterapia — o verdadeiro tema deste livro —  fundada por Viktor Frankl.

“Pensava que poderia ser útil a pessoas que têm inclinação para o desespero”

O livro, então, é dividido em três partes: em busca de sentido, conceitos fundamentais da logoterapia e a tese do otimismo trágico.

“Chorava o violino — dentro de mim algo chorava junto”

Ao longo dessas três partes, acompanhamos a narrativa do autor enquanto prisioneiro em Auschwitz, bem como seus estudos e a crença de que é preciso encontrar um sentido na vida (e aqui o título passa a ser óbvio) para superar a dor.

“A vida é sofrimento, e sobreviver é encontrar sentido na dor”

Em busca de sentido é tocante e nos faz pensar em nossas vidas, em nossas escolhas e caminhos.

“A preocupação ou mesmo o desespero da pessoa sobre se a sua vida vale a pena ser vivida é uma angústia existencial, mas de forma alguma uma doença mental”

Conhecer esta forma de terapia também amplia a nossa visão sobre como podemos encarar doenças mentais e possíveis tratamentos.

“Nem todo conflito é necessariamente neurótico; certa dose de conflito é normal e sadia. De forma similar, o sofrimento não é sempre um fenômeno patológico”

Chega a ser impressionante pensar que alguém que viveu tudo o que o autor deste livro viveu, consiga escrever uma obra tão fácil de compreender e, ao mesmo tempo, que fala com uma certa leveza (sem leviandade alguma) de assuntos tão pesados.

“A dor psicológica, a revolta pela injustiça ante a falta de qualquer razão é o que mais dói numa hora dessas”

Uma obra que precisa ser lida ao menos uma vez na vida, mas cuja leitura pode ser feita com muita calma e cuidado para não se entrar num turbilhão de sentimentos complexos.

“O alívio psíquico é produzido por ilusões que certamente podem ser perigosas na área fisiológica”

Em seu formato físico, na edição da Editoras Vozes, o livro é pequeno e leve, com uma diagramação bem simples e páginas brancas.

Se você se interessou por ele, clique abaixo para saber mais.

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (:

O que todo pedagogo precisa saber sobre comunicação inclusiva — Eduardo de Campos Garcia

Título: O que todo pedagogo precisa saber sobre Comunicação Inclusiva 
Autor: Eduardo de Campos Garcia
Editora: Wak Editora
Páginas: 128
Ano: 2019 

Sinopse

Este livro fala sobre os possíveis meios e modos de comunicação existentes para um trabalho efetivo e significativo a ser realizado com todo e qualquer ser humano, seja ele ouvinte, surdo, cego etc. Tem como objetivo colocar na mesa assuntos que, até então, tornavam o tema tabu que, talvez, por insegurança, afastavam pessoas que deveriam estar próximas. Seus capítulos, embora não definam problemas, procuram amenizar a dúvida e apresentam as possibilidades para a prática da comunicação assistiva e inclusiva.

Resenha

Uma leitura que fiquei em dúvida se traria para cá, mas que acabei me inspirando a escrever a resenha na semana de dia dos professores e que, por fim, não postei devido ao meu pequeno sumiço deste espaço (que comentei brevemente aqui). 

O que todo pedagogo precisa saber sobre comunicação inclusiva é uma obra curtinha e bem fácil de ler, pois o autor escreve como se estivesse conversando conosco. 

“Comunicar algo, em muitos momentos, é fazer com que a ideia comunicada pareça uma verdade, muitas vezes inquestionável”

O fato da obra ser curta e fácil é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque torna o conhecimento contido nela acessível, mas ruim porque ele é um tanto quanto superficial. 

“Mas, nem todo pensamento é flexional e linear”

Para chegar à comunicação inclusiva, o autor inicia o percurso com o capítulo Comunicação: conceito e história, no qual ele traz algumas definições do que é comunicação.

Em seguida, Eduardo Campos traz o capítulo Cuidado! Nem tudo, embora pareça, é comunicação alternativa e suplementar. Aqui, o autor explica o que seria uma comunicação alternativa e suplementar, dando exemplos do que se encaixa ou não nessas categorias.

Por fim, no quarto capítulo — de título Tecnologia assistiva: usabilidade por meio de outros recursos — o autor nos apresenta diversas coisas presentes no nosso cotidiano, e que são importantes para a inclusão. Até mesmo o esporte entra neste grupo e isso foi bem interessante de aprender.

“A prática esportiva estimula não apenas o desenvolvimento neuromotor, o fortalecimento muscular e o equilíbrio mas também a comunicação e a formulação de estratégias”

Apesar de ter achado a obra superficial e até um pouco repetitiva em alguns pontos, consegui refletir sobre alguns elementos e aprender coisas interessantes com ela, como a diferença que existe nos pisos táteis, que podem ser divididos em pisos de alerta e pisos direcionais. 

“Relevante é entender que o que é convencional para determinada cultura não o é para outra”

A obra também oferece algumas atividades ao final de cada capítulo, que servem tanto para verificar se o que foi apresentado foi realmente compreendido, quanto para ampliar nossos horizontes. 

O que todo pedagogo precisa saber sobre comunicação inclusiva é um livro indicado para quem está adentrando o mundo da inclusão e da comunicação e não faz ideia de onde começar. 

“Nem todo mundo processa a linguagem da mesma forma”

Se você se interessou por este livro, clique abaixo para saber mais sobre ele. 

* Lembrando que qualquer compra feita na Amazon a partir dos links postados neste Blog, irá gerar uma comissão para este espaço, sem custo algum para você, ou seja, todos saem felizes nesta história (: