Tatianices recomenda [23] — Inhotim

Desde que escrevi sobre Belo Horizonte (aqui), queria escrever, também, este post, afinal, não poderia deixar de falar sobre Inhotim neste blog.

Sobre Inhotim

Localizado em Brumadinho, Minas Gerais, Inhotim é um museu de arte contemporânea e um jardim botânico, inaugurado em 2006. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, idealizada por Bernardo de Mello Paz desde a década de 1980. 

Isso tudo, porém, são apenas informações. Inhotim é muito mais que isso: pensado para fazer com que a gente se perca dentro dele, este que um dos maiores museus a céu aberto nos convida a caminhar sem pressa; a observar cada detalhe, mesmo sabendo que muito será ignorado; a se deixar tocar por tanta arte e natureza juntas.

A primeira coisa que chama atenção não é uma obra específica, mas o espaço. São 140 hectares de visitação, num espaço entre a Mata Atlântica e o Cerrado. O acervo é exibido ao ar livre e também em galerias, e as espécies botânicas — sobretudo aquelas raras — dão um toque único à visita. E tudo isso está muito bem identificado no mapa que você pode pegar gratuitamente logo na entrada.

Caminhar por Inhotim exige tempo: não dá para ver tudo correndo. Aliás, não dá para ver tudo. E talvez isto seja parte do encanto: aceitar que sempre vai ficar algo para a próxima visita. Mas, para otimizar um pouco a sua visita, sugiro contratar o transporte interno, que vai facilitar muito a sua ida às galerias, principalmente aquelas mais distantes (tem algumas jóias raras escondidas nos confins de Inhotim).

Por falar em galerias, uma curiosidade que aprendi somente em minha terceira visita à Inhotim (e ainda estou achando pouco, viu?) é que as galerias que possuem nomes genéricos (como Galeria Fonte, Galeria Lago e Galeria Mata) abrigam exposições temporárias, enquanto aquelas que possuem nomes de artistas (como Galeria Adriana Varejão, Galeria Yayoi Kusama e Galeria Miguel Rio Branco) são permanentes.

A maneira como aprendi isso também diz muito sobre Inhotim: os funcionários são muito receptivos e só de trocar algumas palavras com eles já dá para perceber o quanto conhecem do lugar. 

É difícil escolher o que eu mais gosto lá, ainda que, sem dúvidas, algumas obras tenham seu espaço reservado em meu coração. A questão é que Inhotim não pode só o olhar: pede presença. Precisamos entrar, atravessar, sentir desconforto, estranhamento, silêncio. Em certos pavilhões, o corpo participa tanto quanto os olhos. Em outros, é impossível não sair pensando: era isso que o artista queria provocar em mim?

Talvez Inhotim seja também sobre aceitar que nem tudo precisa ser entendido imediatamente. Algumas coisas só precisam ser sentidas. Outras voltam dias depois, como uma lembrança meio desfocada, pedindo interpretação.

A cada vez que o dia termina em Inhotim — e sim, não dá nem para cogitar não ficar lá da hora que abre à hora que fecha — saio com a sensação de que aquele lugar não acaba no portão de saída. Ele continua. Nos pensamentos, nas fotos que não dão conta, nas conversas que surgem depois.

Algumas informações úteis

Inhotim funciona de quarta a sexta-feira, das 09h30 às 16h30 e aos finais de semana e feriados das 09h30 às 17h30. Nos meses de férias escolares (janeiro e julho) funciona também às terças-feiras, das 09h30 às 16h30.

Os ingressos custam de R$32,50 (meia) a R$65 (inteira) e às quartas-feiras e no último domingo do mês a visitação é gratuita. Vale a pena dar uma olhada nas regras da meia entrada, porque tem muita coisa incluída.

O endereço de Inhotim é Rua B, 20, Inhotim (Brumadinho, Minas Gerais) e é possível ir de carro (o estacionamento é gratuito), uber (se estiver com mais pessoas, é uma opção em conta), transfer da Belvitur ou ônibus da Coordenadas.

Para alimentação, é possível entrar com alimentos, mas também há diversas opções de restaurantes por lá (pratos feitos, quilo, lanches, cafés…). Ah, e claro: sempre bom levar uma garrafinha com água, né?

E se tiver outras dúvidas, não deixe de acessar o site oficial de Inhotim.

Coisas que eu amo em Inhotim 

Para fechar, já que pincelei lá em cima, vou mencionar aqui algumas obras/galerias que amo em Inhotim:

  • Em primeiríssimo lugar, o Sonic Pavilion (Doug Aitken), que visitei nas três vezes que estive em Inhotim. A ideia, aqui, é ouvir os “sons da terra”. Gostoso demais,
  • A Galeria Adriana Varejão conquistou meu coração na primeira visita e, desde então, sou apaixonada pela artista. Vale a visita!
  • Na Galeria Praça esta(va?) uma das melhores obras de Inhotim: Forty Part Motet (Janet Cardiff), uma instalação sonora, em que cada caixa de som corresponde à voz de um integrante do coral da catedral de Salisbury. É mágico demais.
  • A Galeria Yayoi Kusama eu só visitei uma vez, mas o mix de sensações que ela nos propicia é imperdível também.
  • Impossível não se deixar impressionar de alguma forma com a obra Ahora Juguemos a Desaparecer (II), do Carlos Garaicoa.
  • A Invenção da Cor, Penetrável Magic Square , De Luxe, do Hélio Oiticica, pode parecer uma obra simples, mas ela encanta com suas cores e possibilidades. 

E aí, você conhece Inhotim? Ficou com vontade de conhecer ou voltar? Não deixe de me contar nos comentários, vou amar conversar sobre.

Tatianices recomenda [22] — Clube Literacidade

Mesmo sendo apaixonada por ler (o que não é segredo para ninguém), tenho certa dificuldade com clubes do livro

Acho a ideia incrível, mas não para mim. Ainda sou muito adepta da leitura como um momento meu, um instante silencioso em meio caos. Sem contar que gosto de deixar o livro me escolher (e não o contrário) e ler no meu ritmo

Ainda assim, sempre sonhei com a possibilidade da leitura me aproximar dos outros, me fazer conhecer pessoas. Algo não tão surreal, se pensarmos que já frequentei diversos eventos literários e adorei cada um deles. Mas estar num evento literário não significa… Ler!

A Nati, porém, conseguiu pensar numa maneira de transformar o momento da leitura em si — aquela leitura do jeito que eu gosto, silenciosa, no meu ritmo, minha — em algo mais social. E eu estou falando do Clube Literacidade

A proposta é simples e, ao mesmo tempo, incrivelmente maravilhosa: uma vez por mês nos reunimos para ler, cada um o seu livro. A ideia não é discutir sobre uma mesma obra — ainda que você possa comentar com alguém sobre o que está lendo e ouvir a pessoa contar sobre a própria leitura — mas simplesmente compartilhar um mesmo espaço e tempo enquanto se lê. E depois ainda pode rolar uma extensão do encontro num cafezinho (afinal, ler também dá fome!).

Aquela atividade tão solitária, torna-se um pouco mais social: nos faz sair de casa, conhecer novos lugares na cidade — porque, sim, cada reunião é em um lugar diferente — encontrar (e, por que não, conhecer) pessoas e, um dos motes do projeto, passar um tempo longe do celular

Com o Clube Literacidade, a Nati quer incentivar as pessoas a ler (seja quem tá começando e se distrai facilmente com as redes sociais, seja quem quer retomar um hábito perdido, seja quem já é um leitor assíduo, mas quer viver esse momento de maneira menos solitária) e também quer mostrar que todo lugar pode ser um bom lugar para sentar e ler

Se você achou essa ideia boa (e ela é mesmo), saiba mais lendo o post de apresentação do Clube Literacidade, escrito pela Nati e, claro, fique por dentro das novidades se inscrevendo na sua newsletter. Por lá você poderá saber a data e o local dos próximos encontros (o de outubro/2025 será no Parque Augusta, dia 25!).

E se você não é de São Paulo, mas adorou a ideia, por que não começar a pensar numa forma de replicá-la na sua cidade?

Tatianices recomenda [21] — Duolingo

Como professora de um idioma estrangeiro, já ouvi diversas vezes a pergunta “o que você acha do Duolingo?”.

Uma pergunta que, sem sombra de dúvidas, não tem uma resposta simples, ainda que eu logo de cara diga “é uma ferramenta útil para aprender um pouco de vocabulário, mas você não vai efetivamente aprender um idioma através dele”.

Essa é a resposta fácil e óbvia, porém é possível aprofundá-la em alguns aspectos. 

Para iniciar este aprofundamento, contudo, gostaria de deixar clara uma coisa: eu também uso Duolingo, inclusive para línguas que nunca estudei na vida. Então, na contramão do que muita gente pode pensar, não abomino esta ferramenta. Muito pelo contrário.

Não posso deixar, no entanto, de elencar alguns aspectos positivos e negativos do Duolingo, a começar por aquela que considero a maior vantagem: a motivação.

Por ser uma plataforma gameficada, o Duolingo nos ajuda a manter a motivação em alta, seja para subir no ranking, seja para não perder a ofensiva (sequência de dias jogados).

Este segundo elemento inclusive é importante para outro aspecto: a criação do hábito. Como a própria plataforma diz, cinco minutos por dia é mais do que suficiente para fazer uma aula e, um pouco por dia é sempre melhor que nada.

No entanto, o Duolingo está longe de substituir um curso ou mesmo um professor particular por diversos motivos. A começar pelo fato de que as frases vêm fora de contexto (e é bem comum se deparar com frases que você jamais usará na vida real, como “espero que o dragão não assopre o meu café”).

Além disso, os conteúdos não são explicados, apenas aplicados. Se você não sabe o básico da gramática de uma língua e não tem autodidatismo suficiente para estudá-la, dificilmente você vai atingir um verdadeiro nível de proficiência.

Por fim, ainda é possível encontrar diversos erros em muitas línguas, então se você realmente não possui conhecimento algum, pode acabar aprendendo errado ou se confundir.

Em suma, recomendo o Duolingo, mas com ressalvas. Acredito que ele seja um grande aliado na criação do hábito de estar em contato com uma língua estrangeira, além de te ajudar a ampliar o vocabulário, mas não acredito que ele seja suficiente sozinho. 

Por fim, indico este vídeo que vi outro dia e que me motivou a escrever este texto: 

E também este texto que li esta semana, que complementa bem o que trouxe aqui e que vale a (rápida) leitura.

Tatianices recomenda [20] — Citrus Fest

Depois de muito tempo, venho resgatar esta seção do Blog (um pouco “esquecida” ultimamente porque acho que o conteúdo que eu postava aqui faz mais sentido na newsletter) porque quero muito (e preciso muito) divulgar um evento que vai rolar ainda esse mês na cidade de São Paulo

No dia 20 de julho, na Jai Club, vai acontecer o Citrus Fest II, um festival de bandas independentes que fazem um som delicioso de se ouvir.

Na ocasião, será lançando o primeiro álbum da banda Refúgio: Velhos Hábitos.

Além disso, o público poderá curtir Theo Huppes & Enrico Bertagnoli e a banda Mrs. Bloom.

E por que eu precisava muito divulgar esse evento?

Porque desde o ano passado eu acompanho o trabalho de toda essa galera e, de verdade: eu adoro! Mas sabemos que não é fácil produzir arte (de qualquer tipo) no Brasil, então resolvi tentar trazer para cá esse povo e, quem sabe, chegar a mais uma ou duas pessoas fora da minha bolha.

Se você quer ter uma idea do que estou falando, antes de qualquer outra coisa, deixo alguns links aqui:

E se você acha que pode ser interessante conhecê-los ao vivo, aqui vão as informações completas do Festival:

Data: 20/07/2024 (sábado)
Horário: das 16 às 22
Local: Jai Club — Rua Verguerio 2676
Ingressos: https://hoppin.com.br/citrusfest
Para ficar por dentro das novidades: https://www.instagram.com/citrusmusic/

Se você não é de São Paulo, mas conheça quem é e pode se interessar, por favor, não deixe de divulgar também! Será de grande ajuda.

E se você for de São Paulo e resolver ir… Dá um alô!

Tatianices recomenda [19] — Musical “Os sonhos não envelhecem”

A indicação de hoje vem recheada de emoção e música.

Para quem não sabe, sou apaixonada por MPB, estilo musical que cresci ouvindo (e cantando).

No dia 09/11 perdemos repentinamente um grande nome desta área: Gal Costa.

No dia 13/11 Milton Nascimento se despedia dos palcos (mas não da música) em um enorme show no Estádio do Mineirão. O momento também foi transmitido pelo Globoplay.

Em meio a acontecimentos que, por si só, já são suficientemente grandiosos para a nossa história, pude assistir um espetáculo que, desde então, tenho recomendado a todos: Clube da Esquina — Os sonhos não envelhecem.

Se eu me arrepio só de ver as luzes se apagando e a cortina se abrindo (eu amo teatro também, esqueci de dizer isso), dessa vez a emoção foi ainda maior: após os créditos iniciais, de toda a produção do espetáculo, um “Viva Gal”, seguido de uma salva de palmas.

Pausa.

Lágrimas sendo contidas.

Então começa o espetáculo, dirigido por Dennis Carvalho. No palco, no correr das horas, acompanhamos Milton Nascimento — ou Bituca — interpretado por Tiago Barbosa, e um pouco da história do famosos Clube da Esquina.

Assistindo esse musical, aprendi coisas que eu não sabia; conheci detalhes que eu não imaginava. E também mergulhei um pouco mais na história do meu país, vendo ali o retrato de uma época não tão distante da nossa realidade atual, infelizmente.

Tudo isso ao som das maravilhosas canções de Milton Nascimento e de uma série de outros músicos que, caramba, transformaram a história da nossa música!

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas ele caiu muitas e muitas vezes na esquina da rua Paraisópolis com a rua Divinópolis, em Belo Horizonte. Ainda bem, pois foi ali que tantas poesias viraram música. A nossa música.

Ao final, quando todos os atores e músicos — de altíssimo nível, aliás — estavam no palco, embebida pele energia das canções e atuações, compreendi a força do momento que estava tendo a oportunidade de viver.

Arrepio.

O musical Clube da Esquina — Os sonhos não envelhecem fica em cartaz, em São Paulo, até o dia 18 de dezembro, então você ainda pode conferir com os seus próprios olhos (e ouvidos) essa montagem incrível.

As apresentações acontecem às quintas, sextas e sábados, às 21 horas; domingo às 19 e sábado ainda há sessão às 16 horas também. A peça dura 2h30 e, para além disso, tem 15 minutos de intervalo.

O teatro Liberdade fica na Rua São Joaquim, 129, no Bairro da Liberdade.

O valor do ingresso (a parte mais difícil) varia de R$240 (inteira – plateia premium) a R$37,50 (meia popular — balcão) e podem ser comprados online (com a taxa de conveniência) ou na bilheteria do teatro.

Para outras informações, você pode acessar o Instagram da montagem.

E se posso te pedir um favor, conte-me aqui nos comentários qual é a sua música preferida do Milton ou do Clube da Esquina!

Tatianices recomenda [18] — Instituto Artium

Faz um bom tempo que não trago alguma indicação por aqui, principalmente de lugares e eventos culturais, e estou feliz de voltar com uma recém incrível descoberta para quem mora ou está visitando São Paulo (capital).

O bairro de Higienópolis, conhecido (e polêmico) por ser um bairro de alto padrão, guarda algumas pérolas culturais que certamente valem a visita, como é o caso do Instituto Artium de Cultura, que desde janeiro 2021 funciona no Palacete Stahl, localizado na Rua Piauí, 874.

Em meio aos prédios do bairro, e estando de frente para a Praça Buenos Aires, o palacete chama a atenção de quem passa pela rua somente com o seu exterior. 

Mas o melhor está lá dentro: logo na primeira sala, temos uma linha do tempo da casa e descobrimos, assim, o tanto de história que essa construção abriga, tendo sido consulado da Suécia e, posteriormente, do Japão. Não à toa, o edifício foi tombado em 2005.

Também não passa desapercebida a imponência do local, que tem sido pouco a pouco restaurado. Lustres de cristal, entalhes em madeira, colunas, afrescos: tudo enche nossas vistas e deslumbra.

O Instituto Artium de Cultura, hoje localizado neste palacete, abre para visitação de quarta a domingo, das 12hrs às 18hrs (de quarta a sexta) e das 10 hrs às 18hrs (aos finais de semana).

A entrada é gratuita, mas é preciso pegar seu ingresso no site, mesmo que alguns minutos antes da visitação.

Estive lá em um domingo a tarde e a visitação foi super tranquila, sem grandes aglomerados e com ótimas explicações dadas pelos funcionários da casa. Impossível não se apaixonar.

É bem fácil de chegar ao Instituto, que está localizado próximo ao metrô Higienópolis Mackenzie (linha amarela do metrô). Vale aproveitar e já passear pela região, que também tem muitos outros lugares incríveis para visitar. 

No momento, o palacete abriga uma exposição com fotos de peças teatrais chamada “Jairo e João: o teatro na fotografia de Jairo Goldflus e João Caldas”. As imagens são lindas e trazem muitas belas surpresas, com alguns rostos muito conhecidos e outros nem tanto.

Instituto Artium de Cultura
Aberto de quarta a domingo 
Rua Piauí, 874 - Higienópolis
Entrada gratuita
Fone: +55 (11) 3660-0130
Email: contato@institutoartium.org.br
Site | Instagram

Tatianices recomenda [17] — Méliuz

Dezembro pode ser um mês de muitos gastos, inclusive com presentes. Por isso, acho que é um bom momento para trazer essa indicação que já venho usando há um tempo e que, portanto, consigo falar com alguma propriedade. Aliás, gostaria de começar dizendo que durante muito tempo tive um certo pé atrás com essa coisa de cashback (sem razão alguma, é verdade).

Para quem não sabe, cashback nada mais é do que receber de volta uma parte do dinheiro usado em uma compra. Talvez o meu pé atrás fosse porque parece bom demais para ser verdade? Talvez! Mas, como disse, estou aqui para falar de algo que testei e que vi que funciona de verdade.

Como você talvez já imagine (caso acompanhe esse espaço há um tempinho), sou uma pessoa que aproveita qualquer oportunidade para ganhar livros ou comprá-los pelo menor preço possível e foi assim que conheci e comecei a usar o Méliuz.

Explico: no primeiro semestre vi uma promoção deles com a Amazon, com direito a um cashback de R$19,90 para compras em livros. Ou seja, se você comprasse um livro de 19,99, ganharia 100% do dinheiro de volta e se gastasse mais, ganharia até esse valor de volta. Não pensei duas vezes e fui correndo conferir minha lista de desejados. A partir daí, tendo criado minha conta e lido um pouco mais sobre o assunto, comecei a entender como funciona o Méliuz.

Antes de mais nada, é preciso saber que existem muitas lojas e empresas parceiras do Méliuz. E, conforme explicado no site e no aplicativo, eles conseguem nos “dar dinheiro” (ou devolver) porque essa é uma forma de publicidade para as empresas, então é algo pela qual elas pagam. Cada parceiro pode ter uma porcentagem diferente de cashback e promoções exclusivas, mas isso é sempre deixado claro desde o início.

Também existem formas diversas de conseguir o seu cashback e elas são bem simples. Deixarei aqui os passos disponíveis também no site e no aplicativo.

Compras online com o Méliuz:

1- Busque pela loja no site ou app do Méliuz;

2- Clique em “Ativar cashback“;

3- Faça sua compra no site da loja, que será aberto automaticamente – escolha a forma de pagamento que preferir.

Compras com o app Méliuz:

Baixe gratuitamente o app do Méliuz, ganhe cashback nas compras online feitas pelo celular e também usando as notas fiscais de compras feitas em lojas físicas ou da internet.

Em lojas físicas:

1- No site ou app do Méliuz, clique em “Próximos de você”

2- Faça suas compras normalmente e, na hora de pagar, informa o número do seu celular cadastrado no Méliuz

3- Na compra de produtos com cashback, o valor aparecerá no extrato do Méliuz

Para facilitar as compras pelo computador, o Méliuz tem uma extensão que gosto bastante: ela já te mostra se o site no qual você está navegando tem ou não cashback e depois que você o ativa, também mostra se há cupons de desconto disponíveis para a sua compra. Sim, além de receber dinheiro de volta, você pode ter a oportunidade de pagar um pouco menos!

Depois de concluída a compra, a loja informa ao Méliuz e seu dinheiro fica pendente, até a confirmação (feita pela loja). Aqui temos um único porém de tudo isso: essa confirmação pode levar entre 1 e 4 meses. E você só pode pegar o dinheiro quando tiver ao menos 20 reais já confirmados.

O que eu gosto do Méliuz, porém, é que você realmente recebe dinheiro de volta. Pode demorar um pouco, mas depois você transfere esse valor para qualquer conta sua e faz o que quiser com ele. Não se trata de cupom de desconto ou coisa do tipo, é dinheiro mesmo (e sim, já transferi mais de uma vez pra minha conta e deu tudo certo!).

Como eu não gasto muito e costumo fazer compras pequenas, geralmente ganho bem pouco de cashback (até porque as porcentagens não costumam passar muito dos 5% do valor total). E, ainda assim, em menos de um ano (mas contando que a primeira vez que usei foi com a promoção da Amazon de R$19,90 de cashback) já consegui juntar duas vezes os 20 reais mínimos para sacar o dinheiro (e já saquei essas duas vezes, sem nenhum empecilho).

Para quem gasta mais (não necessariamente por ser gastador, mas, por exemplo, por precisar comprar coisas mais caras, como eletrodomésticos ou até passagens aéreas), o Méliuz pode ser uma boa ferramenta.

Por fim, gostaria de lembrar que estou apenas compartilhando a minha experiência que, felizmente, até aqui tem sido positiva. E se você é como eu, que adora economizar e cuidar do seu dinheiro, te convido a testar também e depois me contar o que achou!

Tatianices recomenda [16] — Freela School

Este post traz a você que é freelancer ou autônomo, uma dica que pode ser muito útil (ao menos para mim foi e tem sido).

Desde 2020 eu sou MEI, isto é, uma Micro Empreendedora Individual. Trabalho para mim mesma, faço meu horário, invento uma rotina. O que pode parecer um sonho, porém, nem sempre é: ser freelancer exige muita organização, muito jogo de cintura e muito planejamento.

Caí nesse mundo quase que de paraquedas, porque a vida inteira imaginei que trabalharia em algum lugar, com estabilidade, 30 dias de férias por ano, salário fixo caindo mensalmente, décimo terceiro… Acabei, porém, não tendo uma experiência tão agradável assim nesse sentido. Já contei um pouco sobre a minha demissão e sobre o que veio depois lá no Linkedin.

Quase que por acaso, porém, justamente no ano passado, conheci o perfil do Freela School, no instagram. Vi esse nome marcado nos stories de uma pessoa que eu seguia e logo fui fuçá-lo, porque por mais que eu estivesse tentando me organizar aos poucos, ainda sentia que tinha muito a trilhar. A verdade é que, como freelancer, sempre temos ainda muito a trilhar.

Só o conteúdo disponível gratuitamente nesse instagram já me fez pensar muito e providenciar algumas coisas que, em 2021, me permitem ter um pouco mais de tranquilidade do que eu tinha antes. Claro que ainda falo de um lugar extremamente privilegiado, pois moro com meus pais e não tenho de pagar contas todo mês, o que me dá mais tempo disponível e mais condições de organizar um planejamento financeiro adequado.

Para além do que é postado no instagram, o Freela School também tem muito conteúdo gratuito disponível em seu blog e, para quem quiser/puder investir um pouco mais, há opções de mentorias e cursos pagos. Eu ainda não dei esse passo de pagar por um dos cursos, mas eles sempre são bem atraentes.

No começo, eu achava que havia uma super equipe por trás desse projeto, mas aos poucos fui descobrindo que, até pouco tempo, ele era basicamente conduzido pela sua idealizadora, Denise Saito, que atuava, antes do Freela, como designer, área para a qual há bastante conteúdo na página também.

O Freela School, porém, é uma página que pode ajudar freelancers de qualquer área, nos fazendo pensar sobre nossas finanças, planejamento e organização. Foi a Denise que me abriu a cabeça para o fato de que, se eu sou minha chefe, tenho que me tratar como minha funcionária, me pagando um salário mensal, férias, décimo terceiro… Tudo aquilo que eu achava que só seria possível trabalhando em uma empresa e tendo um chefe que não fosse eu mesma.

Dependendo da área na qual atuamos, a vida de um freelancer pode ser um pouco solitária e angustiante, mas com o Freela School vemos que não precisa ser assim. A Denise sempre nos mostra convidados em seus conteúdos, nos mostrando como é possível — e muito importante também — criar uma rede.

Você já conhecia o Freela School? O que achava ou o que achou agora que conheceu?

E quem também tem compartilhado conteúdos bacanas sobre a rotina de freelancer, mais especificamente do universo editorial, é a Camila, do A Bookaholic Girl. Vale a pena conferir!

Tatianices recomenda [15] — Minhas economias

Uma vez mais estou indignada comigo mesma por ainda não ter trazido essa recomendação por aqui. Até porque essa é uma indicação que eu dou para absolutamente qualquer pessoa que fala sobre finanças pessoais na minha frente. Mas ok, antes tarde do que nunca, né?

Neste post, portanto, vou finalmente falar sobre o aplicativo Minhas economias, que também pode ser usado pelo computador (mas, ressalto, vou falar do uso dele pelo celular, que é onde estou mais acostumada a usar). E vou começar explicando porque eu indico para todo mundo.

Com o Minhas Economias eu consigo ter um controle, em um único lugar, de todas as minhas contas. Pareço rica falando assim, mas quem nunca teve de ter mais de uma conta, às vezes para facilitar algo na vida, às vezes porque algum empregador solicita que você tenha conta em um banco específico. De qualquer forma, mesmo que você tenha conta em apenas um banco, esse app pode ser útil!

Cada vez que eu tenho que abrir uma conta, eu posso cadastrar uma nova conta no Minhas Economias. Para ser sincera, no meu aplicativo eu até subdivido as minhas contas entre aquilo que eu posso realmente usar, aquilo que eu tenho que guardar. E tenho “contas” também para saber quanto tenho até na minha carteira (a física mesmo). Em resumo, eu controlo todo e qualquer centavo que me pertença.

Depois que você cadastra suas contas no aplicativo, e isso é bem fácil, você só precisa dar o nome que quiser a cada uma delas e colocar o saldo inicial, ou seja, o valor que você quer que conste ali a partir do momento que você começa a usar o aplicativo.

Com as contas criadas, você vai ver que cuidar da sua vida financeira pode ser bem mais fácil do que parece (pareço muito economista falando assim, né?). Cada dinheiro que entra e sai você só precisa lembrar de abrir o aplicativo e registrar como entrada ou saída, colocando o valor, a categoria (tem várias pré-definidas) e a conta na qual o valor entrou ou saiu. Assim, os saldos das contas vão sendo automaticamente atualizados. E você também consegue registrar o que foi passado de uma conta para outra (transferências).

As categorias dos valores, principalmente os que saem de suas contas, são muito importantes, porque, ao final do mês, você consegue ver no que mais gastou (e o valor exato de gastos em cada categoria). Além disso, você também pode estabelecer metas e sonhos a serem realizados, colocando prazos e valores a serem atingidos. São ferramentas interessantes, porque você consegue dimensionar melhor o quanto pode gastar, o quanto precisa guardar e como estão os valores durante o mês.

Ah, antes que eu me esqueça, outra vantagem do aplicativo é que ele é totalmente gratuito! (E eu também não estou recebendo nada para fazer essa propaganda, é só a minha gratidão mesmo porque desde que recebo salário, eu uso isso e me ajuda muito).

Estrutura do aplicativo

A primeira coisa que você vê quando abre o aplicativo é o seu saldo total, isto é, a soma do saldo de todas as suas contas cadastradas ali. Logo abaixo, está o resultado do período, que é o tanto que você teve de entradas e saídas e, claro a diferença entre esses valores (que, ao final do mês, deve ainda estar positivo, nem que seja com um real, né?).

Depois vem os comparativos, um espaço que automaticamente compara o mês atual com o mês passado, seja no quesito entradas, saídas ou transferências entre contas. Um comentário meu aqui: eu não tenho um salário fixo, então minha renda varia mês a mês. Logo, tem mês que dá uma tristeza ver esse comparativo… Mas ele é muito importante para mim!

Em seguida tem o fluxo de caixa, que é um gráfico bem simples (de linha), mostrando a variação do seu saldo total. E, logo abaixo, aquilo que considero super importante e útil: as despesas por categoria. Você tem uma visão geral, também com um gráfico (mas, dessa vez, circular), que te mostra as categorias nas quais você mais gasta e, clicando nele, é possível ver uma a uma de maneira mais detalhada.

Por fim, temos as metas e o gerenciador de sonhos. Na meta só dá para estabelecer um valor que você precisa economizar mensalmente naquele ano e, no gerenciador de sonhos dá para cadastrar vários sonhos. Eu recomendo usar essas duas ferramentas aliadas, porque no gerenciador de sonhos você vai colocar o valor que já tem, o quanto precisa e em quanto tempo e aí ele automaticamente te mostra quanto você precisa economizar por mês para alcançar aquele sonho no prazo estipulado. Eu somei os valores dos dois sonhos que coloquei ali e coloquei como minha meta mensal de economia. Com isso, eu consigo ver quanto recebi no mês e quanto posso gastar “tranquilamente” (eu sou ruim de gastar com qualquer coisa), sabendo que economizarei o que preciso.

Mas, uma dica: nem sempre será possível efetivamente guardar os valores esperados. A vida é uma caixinha de surpresas e a gente está aqui, tentando sobreviver num país caótico. Então não se desespere e não desanime. E, claro, tente ser bem realista com relação ao que você vive e recebe.

Apesar desse post ter ficado um pouco extenso, eu apresentei bem por cima o aplicativo, mas confesso que é realmente o que eu uso dele. Até tem outras coisas, mas nunca nem fuçei!

Também gostaria de deixar claro que não sou especialista em finanças nem nada do tipo, essa foi só uma dica que me ajuda muito como reles mortal que sou. Tem pessoas que anotam seus gastos em caderninhos, no bloco de notas do celular, em planilhas do excel. Eu encontrei esse app e, para mim, ele funciona muito bem e facilita muito as coisas, porque mesmo que eu troque de celular, tenho acesso a tudo de novo depois.

Aproveito e pergunto: como você organiza as suas finanças? Ou você só vai vivendo na loucura mesmo e seja o que tiver de ser? (não recomendo, mas acontece, né).

Lista de desejos na Amazon: como e por que fazer?

Muitos viciados em livros geralmente recorrem à Amazon para comprar seus queridos exemplares (físicos ou digitais). Percebo, porém, que muita gente ainda não conhece muitas das formas possíveis de se usar esse site de maneira inteligente e até mais econômica.

Por isso, hoje eu resolvi falar um pouco sobre as listas de desejos da Amazon (ou simplesmente lista de compras). Antes de mais nada, comecemos pelo básico, não é mesmo?

Como criar uma lista de desejos na Amazon?

Em primeiro lugar, você precisa estar na sua conta da Amazon. A partir disso, siga os seguintes passos (retirados da própria Amazon. Instruções para quem está na versão desktop):

  • Vá para contas e listas (no topo da página, ao lado da barra de pesquisa) e selecione suas listas.
  • Selecione criar uma lista de desejos e insira um nome de lista.
  • Selecione criar lista.
  • Selecione o menu de três pontos e gerenciar lista para atualizar seu endereço e outras preferências.
  • Selecione salvar alterações.

Depois que você já tem ao menos uma lista de desejos criada (você pode ter quantas quiser), veja que na página de qualquer produto, abaixo daquele quadrado com os preços e opções de compra, que fica do lado direito da página (na versão desktop) existe a opção “adicionar à lista“. Se você clicar no texto, o produto será adicionado diretamente à sua lista de desejos padrão (você pode escolher qual quer que seja a padrão). Caso você tenha mais de uma dessas listas, basta clicar na setinha e escolher a qual lista você deseja adicionar aquele produto.

Sobre o gerenciamento da lista

Ao clicar em gerenciar lista, você poderá mexer em informações como nome da lista, privacidade (sua lista pode ser pública ou privada e, neste caso, somente você poderá ver os itens que estão nela), destinatário (no caso, o nome para quem vai os itens daquela lista), email, aniversário, descrição (se você quiser explicar para que serve aquela lista, por exemplo), endereço de envio (endereço para o qual serão enviados os itens da lista).

Além disso, há três caixinhas que você pode selecionar ou não:

  • Acordo de entrega de terceiros
  • Manter os itens comprados na lista
  • Manter presentes comprados em segredo

De todos esses itens editáveis, creio que nenhum é obrigatório (talvez apenas o nome da lista). Mas é válido pensar em algumas coisas:

  • Se você quer que amigos e parentes possam ver o que você deseja, sua lista deve ser pública;
  • Se você quer aproveitar a possibilidade de ganhar alguns dos itens em segredo, é importante também cadastrar o endereço de envio. Ele não ficará público para qualquer pessoa, mas possibilitará o envio de itens da sua lista sem que a pessoa tenha que te perguntar qual é o seu endereço. E a mesma coisa vale para a seleção manter presentes comprados em segredo. Neste caso, você não saberá que algum dos itens foi comprado, a menos que você tente comprá-lo (e aí a Amazon te aconselhará a não fazer isso), por outro lado, para as outras pessoas, esse produto deixa de aparecer em sua lista de desejos, evitando que duas pessoas comprem o mesmo item para você.

Além disso, você pode adicionar quantos produtos quiser, de qualquer categoria da Amazon e também pode organizar a ordem deles em sua lista.

Por que fazer uma lista de desejos?

Confesso que a minha lista de desejos na Amazon não foi criada com o intuito de ganhar presentes, mas sim de me ajudar em outra coisa: monitorar preços.

Parece estranho? Talvez, mas porque essa é uma funcionalidade que você talvez desconheça. A partir do momento que você adiciona um item à sua lista de desejos, se o valor dele diminuir, você saberá, pois a Amazon indica inclusive a porcentagem da diminuição de preço.

Além disso, como eu só tenho livros em minha wishlist (e muitos nacionais), pode acontecer do ebook ficar gratuito, então isso realmente me ajuda a conhecer novos autores sem gastar rios de dinheiro.

Também uso essa minha lista para sempre lembrar os livros que ainda quero ter e ler, mas que não estou com muita pressa de comprar (afinal, ainda tem muitos encalhados por aqui). E confesso que também tenho uma lista secreta com livros (ou mesmo outros produtos) que achei interessantes para dar de presente para outras pessoas.

Mas se você quer usar a sua lista de desejos para efetivamente ganhar presentes, é muito bacana saber que, por mais que você já demonstre o que quer ganhar, você não precisa pedir diretamente para as pessoas e também não saberá, logo de cara, quem comprou o quê.

No final de 2020 eu participei de um amigo secreto virtual e essa lista foi uma mão na roda. Cada um criou a sua e nós só precisávamos acessar a do nosso amigo secreto, escolher um ou dois itens e pronto, já seria enviado para o lugar certo. Não tinha muito como desconfiar sobre quem teria nos tirado (e nós combinamos de não olhar o remetente e nem abrir o presente até o dia e hora combinados).

E você, já conhecia a lista de desejos da Amazon? Usa esse recurso? Se quiser conhecer a minha, basta clicar aqui (livros físicos) ou aqui (ebooks). Sim, optei por separar, para facilitar a minha vida.