Citações #95 — Fisiologia do amor

Razão e emoção podem parecer duas coisas totalmente opostas e desconectadas, mas em Fisiologia do amor, livro escrito por Lyra Rocha, descobrimos o quanto uma coisa pode influenciar a outra.

“Não é porque você tem uma probabilidade estatística que todo mundo vai ser igual. Tem muitas outras coisas que envolvem uma pessoa e definem o seu caráter”

Cecília trata o amor de uma maneira diferente: cientificamente. E, assim, ela busca não sofrer o que todo mundo que já se permitiu amar sofre em algum momento.

“— Quebrar a cara faz parte da vida, Cel. Eu mesma sou a experiência em pessoa nisso, você bem sabe. Mas estou viva, não estou? As dores nos tornam melhores, desde que aprendamos com os erros”

“Estava novamente deixando os meus hormônios me levarem por um caminho perigoso”

“Sair com ele era um risco que havia aceitado correr, mas nem por isso queria dizer que era fácil”

“E por mais que tivesse ainda medo, uma coisa era certa: se jogar nessa paixão era gostoso demais”

“Eu tinha plena consciência que não era fácil ter um relacionamento e que ocasionalmente, os casais se desentendiam e tinham suas crises”

Mas claro que ela não consegue levar suas convicções até o fim: razão e emoção até influenciam uma a outra, mas tem horas que certas coisas acabam prevalecendo.

“É muito diferente não ter os passos cronometrados e não saber o que vai acontecer em nossa vida”

“Quando gostamos de alguém, tudo é diferente. Os beijos mais simples tornam-se mais saborosos, o mais leve toque nos causa arrepios e algo vibra em nosso coração, enchendo de um sentimento tão bom que dá vontade de explodir”

Emoções nos invadem facilmente, e não seria diferente nem mesmo com a mais científica das pessoas.

“Ficava brava, queria matar um às vezes, mas era só a pessoa aparecer arrependida na minha frente que eu virava manteiga”

Abordando essas questões, Lyra Rocha nos faz ir além e refletir sobre como o ser humano, em geral, age, tanto em relação a coisas boas, como em relação às ruins.

“Na verdade, eu acredito no amor e tudo mais, mas as pessoas permitiram que tantas coisas más ocupassem os seus corações que acho difícil acreditar é no ser humano”

“A vida é engraçada, nós sempre queremos que os outros nos compreendam, porém, poucas vezes paramos para compreender o outro”

Para alcançar este objetivo, contudo, a autora tem de fazer, em alguns momentos, generalizações, que fazem sentido para o tom da obra.

“Homens, independentemente das características, sempre gostam de ser bajulados”

“Todos esperam que as mulheres sejam românticas e sonhadoras incuráveis”

“Chocolate é sempre o maior amor de uma mulher, Bernardo”

Assim, a autora também nos leva a refletir sobre questões culturais e sociais, que nos mostram que ainda há muito a evoluir em nossa sociedade.

“Não que eu precisasse disso, mas homens tendem a ter problemas com mulheres que ganham mais do que eles”

“A única regra que tinha era achar uma pessoa com meus padrões. Era pedir demais?”

Mas se tem uma lição que realmente fica ao longo desta narrativa é o de que, apesar de tudo, precisamos persistir — mas com aberturas, claro — naquilo que acreditamos.

“Confie em mim, as conquistas mais grandiosas só foram atingidas porque as pessoas não desistiram delas no processo”

Se quiser saber mais sobre esta história, clique aqui e leia a resenha completa.

E se não fosse um sonho? — Tayana Alvez

Título: E se não fosse um sonho? 
Autora: Tayana Alvez
Editora: P.S. Edições
Páginas: 236 
Ano: 2025 

Sinopse

O que fazer quando o mundo dos sonhos se torna melhor do que a realidade?

Manoela sempre teve sucesso escrevendo livros inspirados nas histórias que cria enquanto dorme. O problema é que, agora que conseguiu vender os primeiros quinze mil exemplares em uma grande editora, a fonte parece ter secado. Ela não se lembra de sonho algum. Até Jão aparecer. Ou talvez “aparecer” não seja a palavra certa. É a primeira vez que Manoela sonha com alguém que não consegue enxergar.

Desiludida com o bloqueio criativo, as cobranças com o próprio peso e a decepção com aqueles que chamava de amigos, Manoela encontra em Jão um mistério que torna seus dias mais interessantes e uma companhia acolhedora para encerrar suas noites. Ele não é apenas o mocinho perfeito para seu próximo livro, mas também o amor com que sempre sonhou para si mesma.

Mas homens escritos por mulheres não são reais. Ou será que podem ser?

Resenha

A Tayana Alvez mal lança um livro e eu já estou fazendo o quê? Lendo, claro! (ainda que a resenha tenha demora muito para sair).

Em E se não fosse um sonho? conhecemos Manoela, uma escritora de sucesso que se encontra em um período de bloqueio criativo

“Em algum lugar na minha mente, existe uma história implorando para ser escrita”

Este é um tema que já daria muito pano para manga, mas Tayana, como sempre, consegue naturalmente ir muito além.

“Minha consciência jamais me elogiaria assim, de graça e com tanta sinceridade”

Podemos começar mencionando, por exemplo, de onde Manoela tira inspiração para suas histórias: seus sonhos. E, sabemos bem, quando as coisas não estão muito boas, é difícil lembrarmos de nossos sonhos.

“Mais uma vez, abri mão de coisas importantes para mim sem nem perceber. E isso dói bastante”

O que poderia não estar bom na vida de uma escritora de sucesso? Muita coisa, sem dúvidas. Como o fato dela perceber — e constatar a cada mais — que seu grupo de amigos talvez não seja exatamente o que ela imaginava.

“Respiro fundo, me dando conta de que não só não preciso de amigos que me façam sentir mal, como também não os quero”

Manoela tem muitas questões com as quais lidar: uma linda mulher que, durante muito tempo, esteve acima do peso e fez o possível e o impossível para se encaixar em um padrão de beleza, e então descobrir que não é isso que faz com que a vida mude da noite para o dia…

“Daqui para frente, seguir meu coração vai ser uma parte muito importante na minha carreira”

A menos, é claro, que ela literalmente volte a sonhar. E qual não é a surpresa dela ao se deparar com Jão durante suas noites de sono?

“Por algumas pessoas, vale a pena enlouquecer”

Com o perdão de todos os trocadilhos, Jão é o cara dos sonhos: paciente, inteligente, fofo, atencioso… O único porém é que Manoela não consegue enxergá-lo.

“— Eu não desisto de alguém porque descobri um defeito na pessoa, ou por uma opinião da qual discordo”

E, daqui para a frente, na história, é só para trás. Ao mesmo tempo que Manoela quer mais e mais de Jão, nós queremos mais e mais deles dois. E, assim, Tayana nos enreda numa história cujo plot faz o queixo cair.

“Uma das verdades absolutas da vida é que os planos raramente se desenrolam como imaginamos. Contudo, há aqueles que, além de fugirem do esperado, destroem algo dentro de nós”

E se não fosse um sonho? não é apenas um romance água com açúcar, mas uma história que vai nos fazer pensar sobre as relações que construímos ao longo da vida, o nosso lugar no mundo e, como não poderia faltar num livro da Tayana, a importância da terapia.

“Diz que você não tá se automedicando porque quer fugir da realidade”

Uma narrativa que nos mostra a necessidade de lutarmos por aquilo que acreditamos, deixando de lado opiniões que nada têm a nos acrescentar

“— De fato, não deveria ser normal brincar com as fraquezas de quem você ama”

Se você se interessou por esta obra, clique abaixo para garantir seu ebook ou vá ao site da editora para ter seu exemplar físico e não deixe de seguir a Tayana para ficar por dentro das (ótimas) novidades dela.

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TAG Condomínio

Faz um bom tempo que não trago uma book tag para cá e, sendo período de férias por aqui, fiquei com vontade de fazer uma, mesmo que eu sempre acabe sentindo dificuldade em responder às perguntas (como escolher um livro e não outro?).

Desta vez, escolhi esta, criada pelo blog Leitor dos Sonhos e publicada por lá em 07 de abril de 2023. Se quiser conferir o post original, é só clicar abaixo.

A ideia é relacionar livros e condomínios, pensando em seus diversos espaços, personagens e acontecimentos. Vamos nessa

Garagem – um livro que está estacionado na sua estante.

Por mais que eu esteja me esforçando para desencalhar meus livros físicos e ebooks, ainda tem muita coisa parada em minha estante, como o livro Angústia, do Graciliano Ramos, numa belíssima edição comemorativa dos 75 anos de publicação da obra, feita pela Editora Record (não é a edição abaixo):

Síndico – um livro difícil de lidar

“Livros difíceis de lidar” é uma categoria que pode trazer diversas interpretações e pensei em duas delas:

  1. Um livro que aborda temas difíceis, como Uma canção para a libélula, da Juliana Daglio
  1. Um livro que tenho medo de encarar e, por isso, estou adiando sua leitura, como é, no fundo, o caso de A Metamorfose, de Franz Kafka.

Vizinho – um livro que você recomendaria para seu vizinho.

Adorei essa categoria porque ela provavelmente significa um livro que você indicaria para qualquer pessoa, uma vez que geralmente não temos intimidade com nossos vizinhos para saber o gosto literário deles. Mas o livro que pensei, seria realmente uma ótima e necessária leitura para meus vizinhos (que vivem brigando aos berros): Comunicação não violenta, de Marshall B. Rosenberg.

Áreas de lazer – um livro para relaxar

Eu não estaria sendo eu mesma se não mencionasse aqui um romance água com açúcar, né? Então menciono aqui minha leitura mais recente neste segmento: Ela não é minha irmã, da Any Oliveira.

Portaria – um livro que foi a porta de entrada para você no mundo dos livros ou em um gênero específico 

Como leio desde muito nova e não sei se tem algum livro específico que me fez pensar “eu amo isso aqui”, escolho O diário de Anne Frank, que me introduziu aos livros sobre o holocausto, uma temática que busco sempre ler um pouco sobre.

Assembleia – um livro bom para ler em clubes de leitura.

Acho clubes de leitura uma ideia excelente, mesmo sentindo que não são muito para mim (gosto da leitura solitária e descompromissada). Acredito, portanto, que qualquer livro que traga temas interessantes de se discutir, cabe aqui. É o caso de Em busca de sentido, do Vitor E. Frankl, para citar uma leitura não tão antiga e que me despertou esse desejo de conversar sobre com outras pessoas.

E então, quais seriam os livros do seu condomínio?

Violeta — Abraão Nóbrega

Título: Violeta 
Autor: Abraão Nóbrega
Editora: Publicação independente
Páginas:  310
Ano: 2021 

Sinopse

Victor, um estudante de gastronomia, sentiu na pele as pressões sociais do corpo, sexualidade, prazer e (des)afeto dentro da comunidade gay. Cansado de relações líquidas e aprendendo a lidar com seus sentimentos (que até então tinha enfiado numa caixinha por não saber o que fazer com eles) esbarra em Gabriel. Um jovem aspirante a psicólogo que está no processo de recuperação de feridas afetivas deixadas pelo relacionamento abusivo com o ex-noivo Hugo. Nos desencontros da vida (pós)moderna e relações liquefeitas, fica o questionamento: apaixonar-se é um ato revolucionário?

Resenha

Desde as primeiras linhas, Violeta vai nos prendendo em sua trama, entregando ao leitor uma história de amor gostosa, mas nem sempre fácil, de ler.

“Para todos os corações teimosos que insistem em se permitir amar, essa história é para vocês. Apaixonar-se é um ato revolucionário?”

Victor, um personagem por quem é fácil se apaixonar, é estudante de gastronomia e está cansado de aplicativos de relacionamento, ainda que queira muito um amor para chamar de seu.

“Tudo na atualidade é baseado na velocidade, inclusive os relacionamentos”

O protagonista está cansado da superficialidade das relações que estes aplicativos trazem e isso acaba contribuindo para uma crise de ansiedade daquelas que ou você se identifica, ou ao menos se compadece

“Ele não conseguia entender o que era aquilo, mas só queria se acalmar. Só queria paz. Parecia uma tempestade rugindo em seus ouvidos. O corpo inteiro berrava angustiado. O coração batia tão rápido que doía na alma”

No meio desse caos, Gabriel aparece, não como um anjo salvador e perfeito, mas com um ser humano que também tem seus problemas e, no fundo, a vontade de ser amado como merece.

“Ninguém é feito apenas de coisas boas, tão como, não só de ruins”

Através desses dois personagens, Violeta se apresenta como uma história que sabe equilibrar leveza e a necessidade de reflexão e de tocar em temas densos.

“Ele sorriu e, mesmo com os olhos fechados, viu nuances da beleza da vida. Porque, no fim, as coisas mais encantadoras são percebidas com o coração”

Uma narrativa que, além da ansiedade, também fala sobre relacionamentos tóxicos e solidão.

“Ele sabia que nunca estaria só, mas, na verdade, nunca poderia contar com o apoio de Henrique. No fim das contas, ele sempre esteve só”

Uma história que está longe de ser perfeita — e talvez por isso, infelizmente, não esteja disponível no momento — mas que é capaz de encantar

“Entender e aceitar suas belezas e feiuras é onde o equilíbrio faz morada”

A representatividade na história é um ponto a se destacar, não apenas por estar muito bem contextualizado, mas por ir para além de um casal gay protagonista e falar, também, sobre demissexualidade

“A grosso modo é que meu tesão depende da minha conexão afetiva com a pessoa”

Em suma, uma história que vale a leitura e que, espero, volte numa versão melhorada e ainda mais encantadora.

“Nem toda história acaba porque um lado desistiu ou deixou de sentir. Às vezes amar perde o sentido que tem, deixa de ser sorriso e aconchego e se torna lágrimas e silêncio”

Se você quiser conhecer outras obras disponíveis do mesmo autor, clique aqui.

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Citações #94 — Em busca de sentido

Daquelas leituras que mexem profundamente conosco, Em busca de sentido, escrito por Viktor E. Frankl, aborda muitas questões que merecem ser discutidas. Por isso, além do que já apresentei na resenha, aqui você poderá conferir alguns trechos do livro.

Começaremos pelo fato de que a história nos conta sobre os horrores do holocausto do ponto de vista de um sobrevivente e, mesmo que este não seja o foco da obra, há diversas passagens sobre isso.

“Ninguém ainda consegue acreditar que de fato tiraram literalmente tudo da gente”

“A ‘vida’ do ‘número’ é irrelevante. O que está por trás desse número, o que representa esta vida, é menos importante ainda: o destino — a história — o nome de uma pessoa”

“É compreensível que a maioria dos prisioneiros seja atormentada por uma espécie de sentimento de inferioridade. Antes, cada um de nós havia sido ‘alguém’, ou ao menos julgava sê-lo”

“Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano é capaz. E desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo”

“A bondade humana pode ser encontrada em todas as pessoas e ela se acha também naquele grupo que, à primeira vista, deveria ser sumariamente condenado”

Claro que este tema nos leva a outro: como se sentem e se enxergam as pessoas que passaram por esse horror.

“Todos nós que escapamos com vida por milhares e milhares de coincidências ou milagres divinos — seja lá como quisermos chamá-los — sabemos e podemos dizer, sem hesitação, que os melhores não voltaram”

“Será que a pessoa nada mais é que um resultado de múltiplos determinantes e condicionamentos, sejam eles de ordem biológica, psicológica ou social?”

A falta de alegria — mas a necessidade do humor — também se fazem presente nesta narrativa. Este tema, aliás, é recorrente em obras com esta temática e sempre nos faz pensar.

“A vontade de humor — a tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada — constitui um truque útil para a arte de viver”

“Literalmente, desaprendemos o sentimento de alegria”

O tema central da obra, contudo, não é exatamente o Holocausto, mas o sofrimento e, como o próprio título deixa claro, a busca por um sentido.

“Se a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte”

“Durante anos a fio a pessoa acreditou ter chegado ao ponto mais baixo possível do sofrimento, mas constata agora que, de alguma forma, o sofrimento não tem fundo, que aparentemente não existe o ponto baixo absoluto, e as coisas podem piorar cada vez mais, descer cada vez mais…”

“Sofrimento de certo modo deixa de ser sofrimento no instante em que encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício”

Por fim, é bonito de ver como, apesar de tudo, ainda há espaço para reflexões sobre o amor

“Naquele momento, fico sabendo que o amor pouco tem a ver com a existência física de uma pessoa”

Se quiser saber mais sobre esta obra profunda e necessária, clique abaixo para ler a resenha completa.

O quarto branco — P. Barbosa

Título: O quarto branco 
Autor: P. Barbosa
Editora: Publicação independente
Páginas: 29 
Ano: 2013

Sinopse

«Fiquei por ali, gritando o mais alto que podia, em aflição, que precisava de um caminho, de um rumo e de uma direcção, mas como não havia paredes onde o som pudesse ressoar as palavras iam e nunca voltavam. Era incapaz de me ouvir, e só sabia que estava a gritar pela trepidação dos meus ossos que sentia do esforço sobre-humano que fazia. E fiquei naquilo milhares de vezes repetindo, ou milhões ou biliões, pois nunca as contei, até que me calei por meu próprio convencimento.

Tal era a soberba ou a surdez do dono daquele lugar.»

***

«Agarrei-me a ela e ela a mim, e assim ficámos, agarrados, um ao outro, apertados por uma vontade férrea, acontecesse o que acontecesse.

— Não te quero perder. — disse-lhe. Ela soluçou e agarrou-se a mim ainda com mais força.

— Odeio este mundo e o outro. — disse-me, enquanto chorava — A felicidade não tem sítio para viver.»

***

«O homem anseia por conquistar a luz e evitar as trevas. Para mim, não há diferença entre as duas.»

Resenha

O quarto branco é uma daquelas leituras rápidas, mas que aos poucos vai revelando ir muito além do que se imagina.

“Para quê abandonar o lugar que nos oferece tudo o que se quer ter?”

Através de metáforas — principalmente a do quarto branco — a obra nos faz refletir sobre o que está (ou não) em nossa mente e sobre as armadilhas que criamos através do nosso pensamento.

“Senti-me enterrado num poço branco, que tanto podia ser branco como escuro como breu, pois quando se tem apenas uma cor para olhar é como estar cego e não ter cor nenhuma para ver”

O protagonista desta história encontra-se num lugar que, aos poucos, vai se revelando, como nossa mente, quando gradualmente vai se desfazendo de pensamentos negativos.

“Chegará o dia em que as dores de hoje serão olhadas com nostalgia e alegria. E depois tudo passará”

Conforme as coisas boas vão sendo sentidas, novos personagens surgem junto à luz.

“O problema dos horizontes do pôr-do-sol é que eles forjam o mundo numa esfera que gira sem sair do lugar”

Mas claro: perfeição não existe e mesmo quando se compreende o que nos move, ainda há algo que nos paralisa.

“O homem anseia por conquistar a luz e evitar as trevas. Para mim, não há diferença entre as duas”

Escrito em português europeu — o que meu causou menos estranhamento do que eu esperava — O quarto branco vai te tirar da zona de conforto com uma leitura rápida e profunda. 

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O que tem para fazer em Belo Horizonte?

Passei a virada do ano em Belo Horizonte e uma das perguntas que mais ouvi foi: o que tem para fazer em Belo Horizonte?

Apaixonada que sou por esta cidade, percebi que ela não é exatamente um destino turístico dos brasileiros e que as pessoas talvez não tenham ideia dos encantos que ela guarda.

Este post não é, porém, um guia com todas as possibilidades que a cidade oferece, mas apenas um pouco daquilo que fez com que eu me apaixonasse por Beagá. Em suma, é mais uma carta de amor que um roteiro

A primeira vez que estive na capital mineira, em 2016, choveu muito. E mesmo sendo uma pessoa que não gosta nem um pouco de passear com chuva, voltei encantada com a cidade, sobretudo porque na Praça da Liberdade existe uma sequência de museus (gratuitos) dos quais entramos e saímos enquanto a chuva não dava trégua. 

Nessa viagem de 2016, o primeiro museu que entramos foi o que mais me encantou (tanto é que, no dia seguinte, como a chuva continuava, voltamos nele): o Memorial Minas Gerais, mantido pela Vale. Infelizmente, em dezembro de 2024 este museu encontrava-se fechado para manutenção.

Mas ali na Praça da Liberdade também tem o incrível Museu das Minas e do Metal, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Casa Fiat de Cultura. Todos com uma programação que vale a pena ficar de olho e conferir quando estiver por lá. 

Só esses museus já seriam suficientes para dizer que Belo Horizonte respira arte, mas há, ainda, muitos outros espalhados pela cidade. Alguns fazem parte do Circuito Liberdade (como o Museu Inimá de Paula), outros não (como o Museu da Moda). Mas cada um a seu modo, valem a visita.

Bh, porém não é só arte e se você é uma pessoa que prefere estar ao ar livre, só as caminhadas pelas ruas da cidade já seriam um passeio e tanto, mas há também a Lagoa da Pampulha, onde é possível estar em contato com a natureza, com a arte e ainda praticar diversas atividades físicas (em dezembro, por exemplo, eu e minha amiga alugamos uma bike e demos a volta na Lagoa. Só depois descobrimos que foram 18 quilômetros pedalando!). Isso sem falar nos parques, é claro.

A capital mineira também é famosa por sua culinária e mesmo eu, que não sou exatamente fã de comida mineira, me esbaldei no pão de queijo nesta última visita e não posso deixar de mencionar, por isso, a Pão de Queijaria. Para quem, contudo, gosta de realmente mergulhar na cultura e culinária locais, um bom passeio são os mercados: o Central (que também faz parte do Circuito Liberdade) e o Novo (esse, mais com lojinhas e restaurantes, como, para quem conhece, o Mercado de Pinheiros, em São Paulo). 

Por fim, mas não menos importante, Belo Horizonte também encanta por seu povo: a simpatia e a gentileza das pessoas ali é de se admirar. 

Estar em Belo Horizonte é como estar em uma cidade grande, mas com cara de interior: é calmo, ao mesmo tempo que é vívido. É relaxante, ao mesmo tempo em que nos oferece tantas opções.

Você já visitou a capital mineira?

Uma canção para a libélula — Juliana Daglio

Título: Uma canção para a libélula 
Autora: Juliana Daglio
Editora: Publicação independente
Páginas: 611
Ano: 2018 

(Para ler ao som de Here in the now – Angra)

Sinopse

Ainda criança, a talentosa Vanessa compôs uma canção para expressar seu fascínio por libélulas. Sem compreender o significado desses insetos alados em sua vida, ela cresceu para se tornar uma pianista de sucesso, famosa em toda a Europa. Porém, sua alma sombria e quieta segue assombrada por uma presença cinza, uma doença inescrutável. A jovem pianista precisa retornar ao Brasil, ignorando a voz obscura que ronda sua mente, prometendo tragá-la para as memórias terríveis que cercam sua antiga casa em São Paulo. Seu reencontro com a mãe não facilita para que enfrente os sintomas de fraqueza que a acometem, levando-a a um abismo em si mesma. Contudo, Vanessa não estará mais sozinha. Em meio a todo o caos, conhece Nathan, um misterioso rapaz que se esconde por trás de meios sorrisos. Logo ele se mostra decidido na missão de ajudá-la a encarar a parte mais difícil de sua doença – a sobrevivência.

Uma história sobre depressão, perdas e superação, que já conquistou centenas de leitores em suas primeiras edições. Agora o texto chega até o leitor em uma segunda versão, com o conteúdo renovado e cenas inéditas que compõe a mesma história. A trajetória de uma simples ninfa através de lagos sombrios, de um casulo apertado, até o romper das asas de uma imponente Libélula.

Seja forte agora, mas não contenha suas lágrimas.

Ouça a Canção até o final.

AVISO DE GATILHO: O livro descreve grandes conflitos internos e emocionais, bem como cenas fortes que podem desencadear emoções latentes.

Resenha

O encontro com essa obra foi lento, até que me vi enredada por ela, querendo mais e mais desse belo texto, escrito por vezes com palavras difíceis, por vezes com palavras poéticas.

“Eu poderia compor uma canção sobre isso, pensei, afastando meu rosto para vê-lo”

Talvez tenha sido uma escolha estranha pegar um livro tão denso para iniciar o ano (essa foi minha primeira leitura concluída em 2025, minha resenhas estão um pouco atrasadas), mas existiria realmente um momento ideal para uma leitura como essa?

“Sentia-me desesperada, experimentando uma sensação de aceleramento, indefesa e perdida num mundo que não me pertencia. Se eu pudesse somente evaporar”

A história de Vanessa não é nada simples e ao longo de todo livro acompanhamos a sua angústia e a sua dor.

“Ouvia a música dentro mim, mas tornei-me silêncio. Uma garotinha de cabelos de algodão, perdida em si mesma, tomada por uma dor devastadora feito uma ferida esburacada de um pedaço que fora arrancado de mim. Algo havia sido tirado a força de mim, de fato. Doía mais do que qualquer agrura física”

Sabemos que ela carrega uma enorme culpa, mas é aos poucos que vamos entendendo de onde ela vem e o que há realmente por trás disso. As peças são encaixadas aos poucos, fazendo surgir o quadro completo no momento certo.

“Porém havia de fato ocorrido uma desgraça naquela casa, e cada parte daquele piso e daquelas paredes me fazia lembrar dela”

Muito antes do acontecimento que marca sua existência, Vanessa já era uma criança retraída – e aqui também vamos entendendo aos poucos o porquê – e depois as coisas só pioraram.

“Odiava essa mania que as pessoas tinham de medir palavras para falarem comigo, como se eu fosse de vidro”

Mas o terror poderia ser ainda maior, se Vanessa não tivesse uma família capaz de ajudá-la. Enquanto sua mãe era seu maior pesadelo, foi sua tia que a tirou daquela realidade e permitiu que a menina se tornasse uma das pianistas de maior renome mundial.

“Algumas pessoas me acusaram de tirar uma criança de um lar, embora eu estivesse dando a ela um lar. Mas no final de tudo, você tem seu próprio mundo, sua alma e seu coração de libélula”

O amor de sua prima também é algo belo de se acompanhar. Duas amigas-irmãs que sempre estiveram ali, uma pela outra.

“Minha prima se apaixonava e desapaixonava com muita frequência, mas não deixava de ser real e intenso em todas as vezes que acontecia”

No entanto, sabemos, a vida não dá tréguas e, no auge de sua carreira, a vida de Vanessa dá outra volta e ela se vê obrigada a enfrentar seu passado e seus temores.

“Todo mundo que me olha sabe que eu estou quebrada”

É bonita a forma como a obra trata a depressão, sem romantizá-la. A protagonista se refere à “Vilã Cinzenta” que a assombra e acredito que esta seja uma boa forma imagética de enxergarmos as coisas.

“Tudo começa assim: uma tristeza aqui, um dia de apatia ali; uma angústia fraca, outra forte. Depois vem a perda de interesses. Resolve-se reconhecer a própria inutilidade. Não há vontade alguma de levantar da cama, e, quando se levanta, não há vontade de voltar. Daí por diante, tudo parece estar perdido. Parece não ter volta. Talvez não tenha…”

Nem tudo no livro, porém, é perfeito. Nathan, um cara um tanto quanto misterioso, por mais encantador que seja, não me convenceu de todo.

“— Estou tentando mostrar o mundo que você não estava vendo”

Colocado como o salvador de Vanessa, algumas de suas ações parecem exageradas, ainda que bem intencionadas 

“Sei que pensa que as pessoas não sabem as coisas que não fala, mas você não tem a mínima noção do que seu rosto diz, do quanto você é transparente”

Por diversos momentos me questionei como esta história poderia acabar e, claro, até o último momento estava difícil imaginar qual exatamente seria o desfecho. Faria sentido um final feliz? E se não fizesse, como concluir sem deixar o leitor desesperançoso?

“Experimentei um grau de ansiedade boa, como há muito não sentia”

O livro é narrado pela própria protagonista, o que provavelmente nos faz mergulhar ainda mais em sua profusão de sentimentos.

“Eu não era feliz. Não conseguia esquecer, tinha me esfriado, tornando-me incapaz de sentir coisas boas, de me permitir alguma alegria”

Para além da depressão, pelo próprio jeito de ser desta protagonista, a obra também fala muito sobre relações sociais, sempre nos dando o que pensar.

“A verdade é que minhas relações sociais sempre giraram em torno da tentativa de não ser desagradável”

Uma canção para a libélula é um livro que vai mexer em muitas questões para cada ser humano que entrar em contato com ele. Uma obra que, sem dúvidas, vale a leitura. E, se você quiser saber mais sobre ela, clique abaixo

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Citações #93 — Recesso

Recesso, do autor Claus Castro, foi uma leitura que me apareceu do nada, graças ao contato do próprio autor, e que me fez pensar em alguns (vários) assuntos, que retomo aqui, com alguns trechos que destaquei ao longo da leitura e que ficaram de fora da resenha.

O primeiro deles é a nossa memória: aquilo que lembramos e esquecemos, por querer ou pela passagem do tempo.

“Lembrar é um presente me tomando o futuro e este tempo é um sono do qual não posso despertar”

“Algo morre em você e você não consegue continuar sendo a mesma pessoa. Você se perde, no amor ou nessa ausência, e passa a ser tudo aquilo que detestava, para esquecer, para não esquecer, para tampar o rombo no seu peito com a continuação de uma história que já terminou”

“Você esconde no fundo de um álbum no celular uma foto de alguém que não vê há dez anos”

“Toda vez que ficamos, estamos deixando algo para trás, um lapso, uma oportunidade ou o início de uma memória que seja”

Tempo, aliás, é outra temática muito presente, e o autor nos faz pensar sobre a História e o que estamos fazendo com nossas vidas.

“Três revoluções industriais, e a tecnologia foi capaz de nos aproximar de tudo, menos de nós mesmos”

“Quando nasci havia um muro, e pessoas morrendo por uma liberdade em cima dele. Hoje somos livres e vivemos nossas vidas construindo barreiras entre nós”

“A história não era linear, não éramos lineares, nossas histórias não passavam de linhas que ora se trançavam e ora se desembaraçavam numa grande fiação de mais um maquinário que nos roubava”

O narrador possui uma amargura muito visível e, por isso, essas temáticas são tão densas, assim como quando ele fala sobre a relação que temos uns com os outros e como deveríamos estar mais verdadeiramente presentes.

“Mal saíamos de casa e nos sentíamos tão sozinhos, nossas dores não eram mais capazes de nos unir de nos fazer encontrar no outro um ombro para desabar”

“Antes precisávamos de pessoas que falassem, agora precisamos de pessoas que possam escutá-las”

“Nunca antes se falou tanto em amor e nunca antes quisemos ser verdadeiramente tão amados”

Relacionamentos, aliás, estão no cerne dessa narrativa, e nos despertam muitas reflexões.

“Quem era ela pra querer um homem em mim? E quem era eu pra querer uma mulher nela?”

“Mulheres… o que fazer com elas? O que faríamos sem elas? O que estaríamos fazendo se fôssemos elas?”

Há um destaque especial para a dor, presente em diversos momentos da narrativa.

“Não há como combater a dor com a dor, tudo que se tira disso é mais sofrimento”

“A dor é tudo que me move”

Barulho e silêncio também aparecem em tantos outros momentos da história.

“O barulho te assusta num primeiro momento, mas o silêncio pode trazer à tona muitas outras palavras que não foram escutadas”

“Não há conversas, nem murmúrios, só o que existe é o caos, e você em silêncio querendo lutar contra isso”

Recesso é uma leitura que ecoa muito em nós por, além dos temas já mencionados, trazer uma profunda reflexão de um eu que não sabe bem que é e porque veio ao mundo. 

“Diziam que eu poderia ser tudo o que quisesse, porém não consigo nem ser eu mesmo”

“Não importa quanto tempo passe, eu ainda estarei aqui. E acho que é isso o que mais me desespera”

“A vida estava tentando me ensinar uma lição, que eu nunca poderia aprender”

E por nos lembrar constantemente de que a vida não é fácil.

“Por que é que quando a coisa resolve andar é aí que ela volta pior do que antes?”

“Aceitar que a vida é um caminho difícil não vai tornar as coisas mais fáceis; no entanto, isso tornará as que seguirem assim verdadeiras”

Concluo este post com uma passagem que vai dar muito o que pensar e convido você a saber mais sobre este livro através da minha resenha. 

“A barbárie está na indiferença, no cruzar dos braços. Não mexe um músculo move muito mais coisa que se pode imaginar”

Um milhão de finais felizes — Vitor Martins

Título: Um milhão de finais felizes 
Autor: Vitor Martins
Editora: Alt
Páginas:  352
Ano: 2018

Sinopse

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.

Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Resenha

Daquelas leituras que são como um abraço quentinho, Um milhão de finais felizes é uma história que pode trazer muitos pontos de identificação, não importa de onde você é, trazendo também muita familiaridade para quem é de São Paulo. 

“É o tipo de sentimento que me dá vontade de gritar e sumir ao mesmo tempo. Eu me sinto cheio, mas vazio ao mesmo tempo”

Isso porque a história se passa justamente entre São Paulo e Santo André. Jonas, nosso protagonista narrador mora na cidade do ABC Paulista e trabalha na capital, no Rocket Café

“A gente não tem controle de nada. Mas você não pode deixar essa falta de controle te impedir de viver o agora”

Jonas vem de uma família relativamente humilde e, para dar continuidade aos seus estudos, precisa trabalhar. É por isso que, mesmo tendo o sonho de ser escritor, ele vive a exaustiva rotina de trabalhar como atendente numa cafeteria temática.

“Será que eu me tornei aquelas pessoas que enxergam sinais em tudo e vivem completamente iludidas planejando o futuro com alguém que elas acabaram de conhecer?”

Este, contudo, é um de seus menores problemas na vida, uma vez que ele tem uma mãe extremamente religiosa e um pai absurdamente preconceituoso enquanto Jonas… Bem, ele é gay e só queria poder levar uma vida normal.

“Aceitar que sou gay significou aceitar que vou para o inferno e viver constantemente com medo da morte”

Tudo o que ele encontra de barreira em sua própria família, porém, Jonas encontra de amor entre seus amigos, que sempre o recebem de braços abertos.

“É bom me sentir querido quando, na maior parte do tempo, eu sinto que sou um grande problema na vida de todo mundo”

Amizade, aliás, é uma temática importante aqui, porque ao mesmo tempo que o protagonista tem dois grandes amigos do Ensino Médio — a Isadora e o Danilo — ele também encontra em Karina — sua colega de trabalho — um porto seguro e a necessidade de aprender a equilibrar suas amizades.

“Eu sempre achei que me abrir para outra pessoa faria com que eu me sentisse vulnerável, mas, de alguma forma, contar tudo para Karina faz com eu me sinta aliviado”

No meio de tantas dúvidas e problemas — afinal a vida não dá trégua — Jonas conhece Arthur e se apaixona, mas acha que jamais será correspondido pelo cara que inspira seu mais novo personagem.

“Sou muito bom em começar histórias novas e muito ruim em concluir histórias antigas”

Claro que se assim fosse, metade de Um milhão de finais felizes não existiria, então nós podemos torcer e vibrar a cada página por esse casal. Mas será que a história real de Jonas também tem um final feliz? 

“Acho que o grande problema é que eu leio demais. Fico fantasiando sobre como as coisas podem acontecer comigo de um jeito mágico e orquestrado pelo universo”

Esta é uma leitura leve, mas nada leviana: falando sobre homofobia, solidão, medos e amadurecimento, Um milhão de finais felizes é capaz de despertar os mais variados sentimentos em seus leitores. 

“Eu sei que a tempestade vai começar a qualquer momento, mas ainda é cedo para me proteger”

A linguagem é tranquila de acompanhar, jovial e divertida, nos fazendo mergulhar na linha de raciocínio (ou na falta dela) de Jonas.

“É então que me dou conta de que, sem que a gente perceba, a vida continua acontecendo. O mundo nunca vai parar para que eu resolva toda a minha vida e recomece do zero”

E os personagens despertam em nós a vontade de conhecê-los mais e mais.

“É tão bom finalmente estar empolgado com alguma coisa na vida”

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