Quando a noite cai — Alessandra Ribeiro de Abreu

Título: Quando a noite cai — a profecia
Autora: Alessandra Ribeiro de Abreu
Editora: Lettre
Páginas: 44
Ano: 2020

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Quando a noite cai é uma fantasia escrita, principalmente, para você, que gosta de lobos, mas não só! A leitura é super rápida, porém este é apenas o primeiro livro, haverá uma continuação. E, definitivamente, o final nos deixa com aquele gostinho de “quero mais”. Este primeiro livro é mais introdutório, nos apresentando os personagens e os cenários da história. Mas não se engane, a narrativa não é nada monótona ou maçante, muito menos superficial.

“O mundo ainda era um caos, talvez até pior”

Logo de cara somos apresentados a Ryan e Rob, dois irmãos que têm sangue lobo.

“Existiam duas espécies de humanos. Humanos cem por cento normais e humanos com sangue de lobo”

Mesmo sendo parentes, porém, eles são muito diferentes: Ryan tem aquele jeito malvado e sempre pronto para aprontar, enquanto Rob é tranquilo e deseja o bem de todos. Por meio desses dois personagens podemos compreender, também, que alguns humanos com sangue lobo são bons (como Rob), enquanto outros se acham superiores (como Ryan).

“Não considerava os humanos fracos, muito pelo contrário. Admirava a capacidade que certas pessoas tinham de se doar pelos demais e era fascinado pela intensidade do amor que sentiam”

A apresentação desses dois personagens, porém, é só o início. Depois deles, conhecemos Joe, um ser humano que tem uma triste história de vida: perdeu seus pais quando ainda era criança. E eles foram, justamente, assassinados por um lobo. Mas não um qualquer, da raça Lýkos, como a maioria, mas um da raça Lýnk, que é ainda mais poderosa e destrutiva.

Movido pelo ódio e pelo desejo de vingança, Joe se torna um caçador, isto é, um dos profissionais responsáveis por manter Lýkos na linha e caçar os poucos Lýnk restantes (ainda que a maioria acredite que não resta mais nenhum deles…).

“Ia encontrar esse bicho e fazê-lo pagar por cada morte que causou. Custasse o que custasse”

O que mais me surpreendeu nessa narrativa foi que, mesmo ela sendo rápida e se tratando de uma fantasia, há diversas passagens que nos fazem refletir sobre nosso papel no mundo e sobre como enxergamos a nós e aos outros.

“A mesma ladainha estava para acontecer. Seres humanos culpando uma raça inteira por culpa de alguns que burlavam o sistema, como se seres da sua própria espécie não fossem capazes de coisas piores”

Apesar do seu desejo de vingança, Joe é um personagem muito sensato e é o que mais nos faz pensar. Agora, para saber como todas essas histórias se cruzam e se ele será ou não capaz de realizar o seu desejo, só quando o segundo livro sair. Guenta coração!

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Surpresas de Natal (Antologia)

Título: Surpresas de Natal
Organização: Equipe Lettre
Editora: Lettre
Páginas: 267
Ano: 2019

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Para você que gosta desta época natalina e, mais ainda, de ler histórias de natal, a antologia Surpresas de Natal, da editora Lettre, é um prato cheio. Mas não se engane: nem tudo são flores nesta época em que esperamos paz, amor e prosperidade. E esse livro também está aqui para nos lembrar disso.

Com contos bem variados, que vão desde fantasias leves até thrillers, passando por romances hot, Surpresas de Natal é uma antologia capaz de agradar públicos diversos e nos surpreender com a escrita dos autores, muitos deles iniciantes. Mas, para abir uma antologia como essa, nada melhor que um poema que nos faça refletir. Assim, “Sem lareira” (Iara Melchor) é o primeiro texto deste livro.

Depois disso, por meio da forma como os contos foram organizados, passamos a navegar por estilos literários diversos, sem que a leitura caia na mesmice. Para quem gosta de histórias de amor mais leves, por exemplo, temos “Milagre de natal” (Crislaine Borges), “Tudo o que eu quero é você” (Vittoria D’Amato), “Os natalinos” (Rebeca dos Santos) — que provavelmente vai te fazer rir —, “O natal pode te surpreender” (Milena Santos) e “Os sinos tocavam” (Verônica Matioli). Agora, se você quer romance com uma pitada mais caliente, temos “Meu corpo ao teu” (Kadu Hammett), “O sedutor natalino” (Thamires Ricardo) e “Festa à fantasia” (Ana Carolina).

Para quem é mais radical e destemido(a) temos “Serial Killer do Natal” (Alda de Medeiros), “Seu desejo é uma ordem” (Simone Soares), “Espírito Natalino” (Larissa Oliveira) e “A carta de Noel” (Alessandra R. Abreu).

Há, ainda, um conto de fantasia mais leve e super gostoso de ler, que é “O natal dos Yroi” (Alessandra R. Abreu). Mas também há contos mais metafóricos, que abordam uma temática para além da natalina e que considero bem importantes e, tudo isso, usando da magia do natal para nos fazer refletir. É o caso de “O natal do bem e do mal” (Fabiane Rodrigues), que nos transmite uma linda mensagem de paz, e “O natal de Andesvil” (Adryelle Souza), que aborda um grande problema que parece assolar cada vez mais nossa sociedade.

Por fim, os contos que me deixaram com mais sensação de natal foram “A santa ceia” (Fabiane Rodrigues), “Amor no natal” (Alda de Medeiros) e, fechando com chave de ouro a antologia, “Cadê o papai Noel” (Ingrid Sousa), que além do espírito natalino, ainda nos faz pensar sobre as nossas vidas, com uma mensagem muito importante, ideal para nos fazer começar 2020 de maneira mais leve.

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