Mas eu quero morrer & Quase alguma coisa — Maicon Moura

Hoje eu trago a vocês, queridos leitores deste Blog, uma resenha dupla. Isto porque semana passada, realizei a leitura de dois contos de um mesmo autor. E apesar de escritos pela mesma pessoa, cada um desses contos têm as suas particularidades.

Primeiro, peguei para ler Mas eu quero morrer. Mergulhei na leitura como muitas vezes faço, tendo apenas visto a capa e sem ler a sinopse. E deparei-me com sete páginas que me deixaram reflexiva.

Somos jogados em uma realidade na qual os avanços tecnológicos nos permitem viver para sempre — e aí acho que esse título tão impactante já fique um pouco mais claro —, mas não apenas isso: podemos viver para sempre em corpos jovens e saudáveis. Será que isso é realmente tão bom assim?

Um conto rapidinho de ler e que eu super indico para quem curte ficção científica. Mas também indico para quem não conhece tanto o gênero, pois pode ser uma interessante porta de entrada.

Por outro lado, Quase alguma coisa é um conto muito… Real? Ele pode parecer confuso, mas a verdade é que confuso somos nós e é isso o que está retratado ali. Peguei ele logo após Mas eu quero morrer, apesar de ainda estar reflexiva, e logo fui nocauteada novamente, rendendo-me a uma história totalmente diferente, mas igualmente incrível.

Este conto nos mostra o quanto nossa mente é capaz de nos fazer enxergar o que não existe, ou então de criar uma realidade quase que paralela. E tudo isso, claro (ou principalmente), durante o banho, no momento em que mais deixamos nossa mente vagar livremente. E o mais interessante é que, por vezes, acreditamos tanto naquilo que criamos que depois fica difícil separar o real do imaginário.

Indico ele para quem gosta de algo mais introspectivo, que nos faz refletir sobre nossos comportamentos, mesmo aqueles que, por vezes, já se tornaram banais.

O desfecho de ambos os contos surpreende e gostei da experiência de lê-los. Duas experiências bem diferentes uma da outra, é verdade, mas que me permitiram conhecer um pouco mais da escrita deste autor nacional que, em breve, lançará um livro solo.

E as duas leituras também foram extremamente rápidas, então se você busca algo para ler em minutos, deixo aqui a minha indicação! Só não me responsabilizo se, mesmo sendo uma leitura rápida, você sair com a cabeça em parafuso…

Se interessou por esses contos? Então adquira Mas eu quero morrer aqui e Quase alguma coisa aqui. Ambos também encontram-se gratuitos no Kindle Unlimited. Experimente gratuitamente aqui.

Bell Tashi — G. Sebem Gugiel

Título: Bell Tashi: o novo mundo
Autor: G. Sebem Gugiel
Editora: Publicação independente
Páginas: 298
ano: 2017

bell tashi blog

Bell Tashi: o novo mundo nos traz um cenário distópico não muito difícil de se imaginar: no ano de 2036 não há mais respeito entre os seres humanos e a guerra sempre parece ser a única saída. Tentando melhorar esse cenário, o grande Conok dá poder a sete seres humanos, que se tornam governantes escolhidos para restaurar a paz neste planeta. Mas a ganância e o orgulho faz com que tudo saia totalmente fora do esperado…

“Dizem que o laço do ódio é quase tão forte quanto o do amor”

Bell e Tashi, dois jovens amigos que são criados quase como irmãos, crescem em um mundo dominado pela fome e pela sede e sem acesso às tecnologias que conhecemos hoje (e talvez outras tantas que já poderiam ter se desenvolvido). Isso porque os sete escolhidos resolvem confiscar tudo do bom e do melhor, ignorando todo o restante da população e de suas necessidades.

“Os perigos do novo mundo desabavam sobre a vila”

Bell é uma garota de cabelos verdes e muito inteligente, que foi criada por Kynaro, seu pai. Tashi é um garoto ruivo, super traquinas e valente e que também foi criado por seu pai, Kyoto. Os quatro habitavam a mesma casa e eram importantes para a manutenção da vila em que viviam e o elo entre Bell e Tashi sempre foi forte e inspirador.

“O destino é curioso. Uniu duas crianças maravilhosas e muito parecidas em seus ideias. Volta e meia isso acontece”

Um belo dia os dois jovens decidem sair em busca de aventuras e acabam se encontrando com Merlim.

“Seus corações se conectaram para sempre, desde o primeiro encontro”

Depois desse encontro, a vida de Bell e Tashi começa a mudar radicalmente: juntos, os três dão início a uma pequena família que quer lutar contra as mazelas desse novo mundo e ao longo de seus caminhos eles vão encontrando outras pessoas dispostas a se juntar a eles, mesmo diante de incontáveis perigos. Pessoas que, assim como eles mesmos, arriscam suas próprias vidas em prol da humanidade.

“Bell e Tashi estavam com os olhos cheios de lágrimas, eles não estavam acostumados com a maldade do mundo”

Além de ser um livros distópico, Bell Tashi: o novo mundo é cheio de ação e aventura (por vezes, até demais). Uma história, portanto, para quem não quer ou não gosta de narrativas paradas.

“Se em nosso caminho salvarmos uma pessoa sequer, terá valido a pena toda a caminhada”

Um livro que fala sobre amizade, amor e sobre acreditar que é possível fazer deste um mundo melhor para todos. Além disso, é uma leitura que pode ser feita tranquilamente por leitores mais jovens também.

“Digo e repetirei no fim, uma luz atrai outras luzes”

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