Assassinato na praia — Mike Flint

Capa do livro "Assassinato na praia" com o nome do blog, para divulgação da resenha

Enquanto lia Assassinato na praia fiquei pensando em como defini-lo. Creio que a melhor palavra que encontrei foi “ousado”. Sim, definitivamente, “ousado” é um bom adjetivo para esse livro, que tenta mesclar algumas propostas.

O começo da história nos conduz a um romance levinho, coisa que, pelo título, imaginamos que não irá durar muito tempo. Mas vamos focar nesse início por enquanto.

Eduardo é engenheiro e, um pouco cansado de sua vida, decide tirar um tempo para si, alugando uma casa na praia e, finalmente, dando início a um projeto só seu: escrever um livro. O que ele não sabia, porém, era que ali escreveria muito mais páginas da sua vida que do livro em questão.

A praia em questão — a paradisíaca praia do Éden — fica numa pacata ilha, mesmo esta sendo próxima à capital. Tal ilha tem ares de cidade do interior, onde todos se conhecem. E claro, logo Eduardo passa a conhecer pessoas importantes dali. Mas o principal: rapidamente Eduardo conhece e se apaixona por Marcia.

Marcia é uma daquelas mulheres que todos adorariam ter por perto. Uma pessoa agradável, de coração enorme. Linda, por dentro e por fora. Não tinha como nosso protagonista não se apaixonar.

E é assim que inicia o romance levinho que eu disse ali em cima, e que logo ganha ares de romance hot, com cenas bem quentes entre os dois personagens. E aqui, portanto, já entra a segunda proposta do livro. Essas cenas hot são pontuais e adequadas ao livro, contudo, não deixam de ser uma proposta a mais.

Mas, como eu disse anteriormente, os ares de romance levinho, como o próprio título do livro indica, logo dão espaço a um mistério policial: um assassinato na praia de uma pacata ilha e a busca pelo culpado.

De início, o autor até consegue manter bem nossas dúvidas com quem pode ser o verdadeiro assassino, dando motivos para mais de um personagem ter cometido tal ato, mas logo nossas suspeitas vão se reduzindo drasticamente.

E qual a relação de Eduardo com tudo isso? Ele, claro, é o principal suspeito por tal assassinato (não para nós leitores, mas para a polícia da história), sendo o primeiro a ser mantido detido para se explicar diante da justiça. E, a partir deste ponto da narrativa, o autor mescla o momento presente — de agonia enquanto Eduardo espera seu advogado chegar e sofre a perda de uma pessoa querida — e o “passado” (de poucos dias antes), isto é, seus primeiros dias na ilha, os momento românticos e calientes que viveu com Marcia.

No meio disso tudo, ainda tem o tal livro de Eduardo. Um livro dentro do livro que lemos. O autor nos apresenta a estrutura da obra que Eduardo pensou, bem como, aparentemente, quis inserir em seu próprio livro — isto é, em Assassinato na praia — alguns conselhos que lhe pareceram interessantes para quem quer escrever um livro. Em alguns momentos, porém, senti que o autor não seguiu suas próprias recomendações, colocadas na história através do olhar de Marcia, que já trabalhara em uma editora.

Ao meu ver, na tentativa de enriquecer a história e torná-la tanto algo interessante para outros escritores, quanto algo que trouxesse mistério e romance para os mais diversos leitores, o autor acabou perdendo-se um pouco.

A história não tem pontas soltas, mas faltou certo desenvolvimento narrativo que realmente prendesse o leitor. Ainda assim, foi uma leitura curiosa de se fazer. Li até a última página, buscando imaginar que caminhos o autor tomaria. E certamente não cheguei nem perto de descobrir o verdadeiro final.

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Entre Girassóis — Juju Figueiredo

Título: Entre girassóis
Autor: Juju Figueiredo
Editora: Publicação independente
Páginas: 69 
Ano: 2019

entre girassois blog

Laura ainda era jovem e cheia de sonhos quando seus pais — viciados em jogos — prometeram a mão dela a um velho, como pagamento da dívida que haviam adquirido. Inconformada, Laura não sabia como fugir dessa situação. No dia do noivado, porém, uma salvação: Antônio. Em troca de um favor de Laura ele pagaria todas as dívidas dos pais dela e a libertaria desse casamento forçado. Falando assim, até parece que Entre girassóis se passa no século passado, mas garanto que a ambientação da história é bem atual!

“Mas eles não entendiam, ninguém entendia o que a dor é capaz de fazer com o ser humano, o que o álcool pode fazer com um homem, ele muda a pessoa”

Da amizade entre Laura e Antônio acaba surgindo um amor verdadeiro. E do amor entre eles nasce uma bela menina. Antônio, porém, sofre uma morte precoce, deixando Laura viúva.

“— Vocês não o conheciam, ele tinha seus demônio e tentava lutar contra eles todos os dias”

Depois de perder seu marido, Laura foca em apenas duas coisas: sua filha e sua carreira. O amor, para ela, era algo que ficara para trás, afinal, quem se apaixonaria por uma mãe viúva?

Bem, era isso que Laura se perguntava até que Willian surgisse em sua vida. Um lindo rapaz que não acreditava em amor à primeira vista e nem em almas gêmeas, mas que teve suas certezas abaladas ao conhecer Laura.

A narrativa de Entre girassóis é alternada entre Laura e Willian, com predominância de capítulos escritos pela protagonista. Esse é o segundo livro da Série Recomeços (o primeiro é Simplesmente amor), uma trilogia spin off da Série Envolventes (que logo vai começar a aparecer por aqui!).

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