Citações #71 — De repente esclerosei

Uma personagem que adorei ter conhecido este ano foi a Mitali, de De repente esclerosei, da Marina Mafra. Acompanhar o seu coração sendo derretido por Dimitri e ver todas as mudanças que o seu diagnóstico trazem para sua vida tornam a narrativa muito especial.

“Sentia como se o tivesse a vida inteira e não fazia ideia de como havia sobrevivido sem ele até aqui”

Na resenha, acabei deixando, como sempre, alguns trechos bem interessantes de fora, então chegou o momento de compartilhá-los por aqui.

Mitali é uma personagem que, num primeiro momento, parece estabanada.

“O quanto de vergonha alguém pode passar e ainda continuar vivendo?”

Mas suas trapalhadas logo ganham um novo sentido: seu diagnóstico de esclerose múltipla.

“Mas o que me consumia ainda mais era como eu iria conviver comigo de agora em diante?”

Descoberta essa que vem precedida de um belo susto, ainda que, na verdade, o problema também tenha sido a aversão da protagonista a médicos..

“Eu sentia como se tivesse nascido de novo e queria aproveitar tudo”

“Caminhar ganhou um novo significado, era como viver um milagre”

Mas o livro não fala somente sobre a esclerose múltipla. Ele é também uma obra sobre o medo (não apenas de médicos, claro).

“O medo é individual”

Sobre as durezas da vida.

“Nem todos os dias são bons”

E, principalmente, sobre como outras pessoas são capazes de transformar nossa vida com tão pouco

“Algumas pessoas têm o dom de tornar o mundo melhor, não por conseguir mudar o que está ruim, mas apenas por existirem”

“Melissa não parecia ter limites para piadas e eu estava começando a amar isso”

Recomendo que você leia a resenha completa para saber melhor sobre estes e outros temas abordados na obra e, claro, que já vá garantir seu exemplar de De repente esclerosei.

Citações #63 — Fisheye

Se você já leu minha resenha de Fisheye, da Kami Girão, deve ter percebido que esta é uma história muito bonita e interessante. Por isso, hoje trago aqui alguns dos trechos que ficaram de fora do post anterior.

Uma das coisas que me chamou a atenção na narrativa foi o humor ácido da protagonista, que a cada página fica mais e mais justificado diante de tantos percalços vividos por ela.

“E ri porque era humilhação demais para que eu me atrevesse a chorar”

A história tem como tema central a perda da visão de Ravena Sombra, mas ela também trata de muitos outros tipos de perdas.

“Ainda doía perceber que minhas amizades haviam morrido”

“Mas nem mesmo uma aceitação prévia consegue evitar a dor de perder alguém”

E também fala sobre o medo e o poder (muitas vezes negativo) que esse sentimento tem.

“Tinha tanto medo que já estava sufocada por ele”

Outro ponto interessante de Fisheye é a presença da internet (de maneira até que bem marcante) na construção de algumas das relações humanas ali retratadas.

“A gente nunca é pessoalmente o que parece ser pela internet”

Com estes trechos e este breve post, reforço minha recomendação para que você conheça esta obra tão sensível e importante! Não deixe de ler a resenha se você nunca ouviu falar sobre este livro e, claro, já garante o seu exemplar.