Prometo ser cruel — Larissa Oliveira

Título: Prometo ser cruel
Autora: Larissa Oliveira
Editora: Publicação independente
Páginas: 19
Ano: 2019

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É preciso ter estômago para ler Prometo ser cruel. Não que haja cenas horríveis, com sangue que não acaba mais, mas há coisa pior: o ser humano na sua mais primitiva e animalesca forma. Daqueles difícil de engolir, sabe? Mas que, ao mesmo tempo, nos fazer sentir compaixão. Isso é possível?

Em apenas 19 páginas, Larissa Oliveira consegue nos fazer refletir sobre nosso lugar no mundo, e sobre como somos influenciados — para o bem e para o mal — por aquilo que nos cerca.

Elisa é uma mulher rica, daquelas que facilmente poderia “se dar bem na vida” de forma tranquila e estável. Depois de um triste episódio, porém, tudo muda e ela passa a encontrar prazer em algo aterrorizante: matar pessoas. A sensação de poder escolher quem vive e quem morre dá muito prazer a ela.

“Imagino como meu corpo vai estar dolorido amanhã, depois de tanto esforço hoje, mas valeu a pena, eu vou acordar mil vezes mais leve, sempre acordo assim depois de me livrar de pessoas que já não me servem mais”

Seus movimentos me fazem até mesmo lembrar daquele trecho da música Pra ser sincero: “somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos”. Bem, Elisa, aparentemente, é capaz de não levantar suspeitas sobre seus crimes. E claro que o fato de ser rica contribui enormemente para isso (pegaram a crítica social aqui?).

Quem narra as primeiras páginas dessa obra é a própria Elisa, o que torna tudo ainda mais denso, nos levando a quase compreender o seu ponto de vista e suas ações. Depois, a história é narrada por Camila, a delegada que precisa descobrir quem está cometendo os assassinatos que andam acontecendo em São Paulo. Ela se mostra como uma pessoa íntegra, que procura realizar seu trabalho da melhor maneira possível. Mas sua tarefa, sem dúvidas, não é nada simples.

Prometo ser cruel é uma leitura que você vai fazer rapidamente — porque ela é curta e te prende —, mas que vai deixar um gostinho de quero mais, além de várias reflexões importantes.

Se interessou? Então clica aqui.

 

 

 

 

 

Surpresas de Natal (Antologia)

Título: Surpresas de Natal
Organização: Equipe Lettre
Editora: Lettre
Páginas: 267
Ano: 2019

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Para você que gosta desta época natalina e, mais ainda, de ler histórias de natal, a antologia Surpresas de Natal, da editora Lettre, é um prato cheio. Mas não se engane: nem tudo são flores nesta época em que esperamos paz, amor e prosperidade. E esse livro também está aqui para nos lembrar disso.

Com contos bem variados, que vão desde fantasias leves até thrillers, passando por romances hot, Surpresas de Natal é uma antologia capaz de agradar públicos diversos e nos surpreender com a escrita dos autores, muitos deles iniciantes. Mas, para abir uma antologia como essa, nada melhor que um poema que nos faça refletir. Assim, “Sem lareira” (Iara Melchor) é o primeiro texto deste livro.

Depois disso, por meio da forma como os contos foram organizados, passamos a navegar por estilos literários diversos, sem que a leitura caia na mesmice. Para quem gosta de histórias de amor mais leves, por exemplo, temos “Milagre de natal” (Crislaine Borges), “Tudo o que eu quero é você” (Vittoria D’Amato), “Os natalinos” (Rebeca dos Santos) — que provavelmente vai te fazer rir —, “O natal pode te surpreender” (Milena Santos) e “Os sinos tocavam” (Verônica Matioli). Agora, se você quer romance com uma pitada mais caliente, temos “Meu corpo ao teu” (Kadu Hammett), “O sedutor natalino” (Thamires Ricardo) e “Festa à fantasia” (Ana Carolina).

Para quem é mais radical e destemido(a) temos “Serial Killer do Natal” (Alda de Medeiros), “Seu desejo é uma ordem” (Simone Soares), “Espírito Natalino” (Larissa Oliveira) e “A carta de Noel” (Alessandra R. Abreu).

Há, ainda, um conto de fantasia mais leve e super gostoso de ler, que é “O natal dos Yroi” (Alessandra R. Abreu). Mas também há contos mais metafóricos, que abordam uma temática para além da natalina e que considero bem importantes e, tudo isso, usando da magia do natal para nos fazer refletir. É o caso de “O natal do bem e do mal” (Fabiane Rodrigues), que nos transmite uma linda mensagem de paz, e “O natal de Andesvil” (Adryelle Souza), que aborda um grande problema que parece assolar cada vez mais nossa sociedade.

Por fim, os contos que me deixaram com mais sensação de natal foram “A santa ceia” (Fabiane Rodrigues), “Amor no natal” (Alda de Medeiros) e, fechando com chave de ouro a antologia, “Cadê o papai Noel” (Ingrid Sousa), que além do espírito natalino, ainda nos faz pensar sobre as nossas vidas, com uma mensagem muito importante, ideal para nos fazer começar 2020 de maneira mais leve.

Se interessou por essa Antologia? Então clica aqui! E aproveite que ela está gratuita de 24/12 a 28/12/2019.