Citações #95 — Fisiologia do amor

Razão e emoção podem parecer duas coisas totalmente opostas e desconectadas, mas em Fisiologia do amor, livro escrito por Lyra Rocha, descobrimos o quanto uma coisa pode influenciar a outra.

“Não é porque você tem uma probabilidade estatística que todo mundo vai ser igual. Tem muitas outras coisas que envolvem uma pessoa e definem o seu caráter”

Cecília trata o amor de uma maneira diferente: cientificamente. E, assim, ela busca não sofrer o que todo mundo que já se permitiu amar sofre em algum momento.

“— Quebrar a cara faz parte da vida, Cel. Eu mesma sou a experiência em pessoa nisso, você bem sabe. Mas estou viva, não estou? As dores nos tornam melhores, desde que aprendamos com os erros”

“Estava novamente deixando os meus hormônios me levarem por um caminho perigoso”

“Sair com ele era um risco que havia aceitado correr, mas nem por isso queria dizer que era fácil”

“E por mais que tivesse ainda medo, uma coisa era certa: se jogar nessa paixão era gostoso demais”

“Eu tinha plena consciência que não era fácil ter um relacionamento e que ocasionalmente, os casais se desentendiam e tinham suas crises”

Mas claro que ela não consegue levar suas convicções até o fim: razão e emoção até influenciam uma a outra, mas tem horas que certas coisas acabam prevalecendo.

“É muito diferente não ter os passos cronometrados e não saber o que vai acontecer em nossa vida”

“Quando gostamos de alguém, tudo é diferente. Os beijos mais simples tornam-se mais saborosos, o mais leve toque nos causa arrepios e algo vibra em nosso coração, enchendo de um sentimento tão bom que dá vontade de explodir”

Emoções nos invadem facilmente, e não seria diferente nem mesmo com a mais científica das pessoas.

“Ficava brava, queria matar um às vezes, mas era só a pessoa aparecer arrependida na minha frente que eu virava manteiga”

Abordando essas questões, Lyra Rocha nos faz ir além e refletir sobre como o ser humano, em geral, age, tanto em relação a coisas boas, como em relação às ruins.

“Na verdade, eu acredito no amor e tudo mais, mas as pessoas permitiram que tantas coisas más ocupassem os seus corações que acho difícil acreditar é no ser humano”

“A vida é engraçada, nós sempre queremos que os outros nos compreendam, porém, poucas vezes paramos para compreender o outro”

Para alcançar este objetivo, contudo, a autora tem de fazer, em alguns momentos, generalizações, que fazem sentido para o tom da obra.

“Homens, independentemente das características, sempre gostam de ser bajulados”

“Todos esperam que as mulheres sejam românticas e sonhadoras incuráveis”

“Chocolate é sempre o maior amor de uma mulher, Bernardo”

Assim, a autora também nos leva a refletir sobre questões culturais e sociais, que nos mostram que ainda há muito a evoluir em nossa sociedade.

“Não que eu precisasse disso, mas homens tendem a ter problemas com mulheres que ganham mais do que eles”

“A única regra que tinha era achar uma pessoa com meus padrões. Era pedir demais?”

Mas se tem uma lição que realmente fica ao longo desta narrativa é o de que, apesar de tudo, precisamos persistir — mas com aberturas, claro — naquilo que acreditamos.

“Confie em mim, as conquistas mais grandiosas só foram atingidas porque as pessoas não desistiram delas no processo”

Se quiser saber mais sobre esta história, clique aqui e leia a resenha completa.

Fisiologia do amor — Lyra Rocha

Título: Fisiologia do amor (Ciência do amor - Livro 1) 
Autora: Lyra Rocha
Editora: Publicação independente
Páginas: 268
Ano: 2019 

Sinopse

Nada melhor do que seguir o coração e encontrar sua alma gêmea, não é mesmo? Não para Cecília Perosini. Para ela, encontrar o par perfeito é nada mais do que pura ciência. Coração saltitando, mãos suando e corpo tremendo? Tudo resultado dos hormônios biológicos do nosso corpo. Como professora e pesquisadora da área, Cecília sabe tudo sobre a fisiologia do ser humano durante o amor e, por isso, ela está disposta a usar dos seus conhecimentos para não ter o coração arrancado e quebrado por homem nenhum.

Ela já planejou tudo. O homem perfeito está idealizado em sua mente. Nada de bonitos, atraentes e fortões. Não. A ciência mostra que para um relacionamento dar certo, sua escolha deve ser bem diferente. Por isso, Cecília está determinada a seguir seu plano.

Mas o que acontece quando a vida lhe dá uma rasteira e põe à prova toda a teoria que criou? Depois de conhecer um homem que é exatamente tudo o que Cecília fugiu, ela se vê em uma situação difícil ao tentar seguir o rumo que predeterminou em sua vida e em um embate entre a razão e o coração.

Resenha

Fisiologia do amor é uma obra que beira ao absurdo e que, mesmo assim, nos prende e faz pensar.

“Não é fácil viver a simplicidade quando a sua mente está bombardeada de informações e teorias”

Isso porque a protagonista, Cecília, uma grande pesquisadora, não acredita no amor. Ao menos não no amor que acontece de repente e que pode ter um final feliz.

“O amor podia curar? Remendar a alma? Sim, mas se encontrássemos a pessoa certa”

Para ela, o amor é fruto de nosso hormônios e, assim sendo, pode ser racionalizado, nos fazendo escolher a pessoa certa, no momento certo.

“O amor é superestimado. São apenas reações biológicas do nosso corpo”

Como não poderia deixar de ser, porém, Cecília acaba caindo em tudo aquilo que tenta negar e contradizer, quando esbarra em Bernardo e se vê obrigada a conhecer o rapaz, que não sai de seu pé.

“Claro que já tinha visto homens até mais bonitos antes. Mas esse, em particular, me perturbou e me deixou completamente desconfortável. Primeiros sinais da atração”

Com uma narrativa em primeira pessoa e por meio de uma linguagem simples – mesmo tendo uma cientista caxias como narradora – Fisiologia do amor nos faz querer saber cada vez mais sobre o que vem a seguir e nos faz torcer pelos personagens e pelas situações que se apresentam diante de nossos olhos.

“A teoria do caos diz que uma mudança no início de um evento qualquer, pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro”

A protagonista não é perfeita, como a própria autora explica ao final do livro, e, para muitas pessoas, pode inclusive ser irritante. Ainda assim, a história nos envolve e Bernardo é capaz de derreter o mais duro dos corações.

“A verdade é que Bernardo mexia comigo, muito mais do que eu queria. Porém precisava aprender a lidar com ele de qualquer jeito”

A história se passa sobretudo na Universidade em que Cecília trabalha, alternando entre o laboratório e o restaurante. Além disso, espaços como um shopping, um restaurante e um barzinho também aparecem, indicando que a história se passa em uma cidade cheia de vida.

“— A vida é muito curta para esperar o brigadeiro esfriar. Poderia ser uma frase normal, no entanto havia muita coisa implícita ali”

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