Demorei tempo demais para finalmente conhecer a escrita do Vitor Martins, mas já dizia o ditado “antes tarde do que nunca” (até porque seria triste demais passar por essa vida sem nunca ler nada do autor).
Um milhão de finais felizes foi publicado em 2018 e, de maneira leve — mas ainda tão necessária hoje — consegue abordar temas de extrema importância, falando, por exemplo, sobre ansiedade.
“Será que algum dia no futuro meus problemas de hoje também parecerão pequenos?”
“Percebo que esse é meu ideal de felicidade. Estar junto sem medo de que alguma coisa ruim vá acontecer a qualquer momento”
Também retrata as dificuldades da vida, os sentimentos e a força que cada um pode ter dentro de si.
“— Eu sei que eu ainda estou meio quebrado por dentro, mas eu não sou frágil”
Outra temática que permeia toda a obra (e não apenas essa, mas tantas outras do autor) é o da homofobia.
“Saber que meu pai prefere um filho drogado do que um filho gay me causa uma dor diferente de todas as dores que eu já senti”
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Título: Um milhão de finais felizes Autor: Vitor Martins Editora: Alt Páginas: 352 Ano: 2018
Sinopse
Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.
Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.
Resenha
Daquelas leituras que são como um abraço quentinho, Um milhão de finais felizes é uma história que pode trazer muitos pontos de identificação, não importa de onde você é, trazendo também muita familiaridade para quem é de São Paulo.
“É o tipo de sentimento que me dá vontade de gritar e sumir ao mesmo tempo. Eu me sinto cheio, mas vazio ao mesmo tempo”
Isso porque a história se passa justamente entre São Paulo e Santo André. Jonas, nosso protagonista narrador mora na cidade do ABC Paulista e trabalha na capital, no Rocket Café.
“A gente não tem controle de nada. Mas você não pode deixar essa falta de controle te impedir de viver o agora”
Jonas vem de uma família relativamente humilde e, para dar continuidade aos seus estudos, precisa trabalhar. É por isso que, mesmo tendo o sonho de ser escritor, ele vive a exaustiva rotina de trabalhar como atendente numa cafeteria temática.
“Será que eu me tornei aquelas pessoas que enxergam sinais em tudo e vivem completamente iludidas planejando o futuro com alguém que elas acabaram de conhecer?”
Este, contudo, é um de seus menores problemas na vida, uma vez que ele tem uma mãe extremamente religiosa e um pai absurdamente preconceituoso enquanto Jonas… Bem, ele é gay e só queria poder levar uma vida normal.
“Aceitar que sou gay significou aceitar que vou para o inferno e viver constantemente com medo da morte”
Tudo o que ele encontra de barreira em sua própria família, porém, Jonas encontra de amor entre seus amigos, que sempre o recebem de braços abertos.
“É bom me sentir querido quando, na maior parte do tempo, eu sinto que sou um grande problema na vida de todo mundo”
Amizade, aliás, é uma temática importante aqui, porque ao mesmo tempo que o protagonista tem dois grandes amigos do Ensino Médio — a Isadora e o Danilo — ele também encontra em Karina — sua colega de trabalho — um porto seguro e a necessidade de aprender a equilibrar suas amizades.
“Eu sempre achei que me abrir para outra pessoa faria com que eu me sentisse vulnerável, mas, de alguma forma, contar tudo para Karina faz com eu me sinta aliviado”
No meio de tantas dúvidas e problemas — afinal a vida não dá trégua — Jonas conhece Arthur e se apaixona, mas acha que jamais será correspondido pelo cara que inspira seu mais novo personagem.
“Sou muito bom em começar histórias novas e muito ruim em concluir histórias antigas”
Claro que se assim fosse, metade de Um milhão de finais felizes não existiria, então nós podemos torcer e vibrar a cada página por esse casal. Mas será que a história real de Jonas também tem um final feliz?
“Acho que o grande problema é que eu leio demais. Fico fantasiando sobre como as coisas podem acontecer comigo de um jeito mágico e orquestrado pelo universo”
Esta é uma leitura leve, mas nada leviana: falando sobre homofobia, solidão, medos e amadurecimento, Um milhão de finais felizes é capaz de despertar os mais variados sentimentos em seus leitores.
“Eu sei que a tempestade vai começar a qualquer momento, mas ainda é cedo para me proteger”
A linguagem é tranquila de acompanhar, jovial e divertida, nos fazendo mergulhar na linha de raciocínio (ou na falta dela) de Jonas.
“É então que me dou conta de que, sem que a gente perceba, a vida continua acontecendo. O mundo nunca vai parar para que eu resolva toda a minha vida e recomece do zero”
E os personagens despertam em nós a vontade de conhecê-los mais e mais.
“É tão bom finalmente estar empolgado com alguma coisa na vida”
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