Desmistificando o Mestrado [1]

Desmistificando o mestrado [1]

E finalmente lhes apresento a segunda nova seção do Blog ou a segunda novidade que eu queria trazer para cá: resolvi compartilhar com vocês minha experiência no Mestrado! E por que? Bem, no post de hoje eu vou justamente explicar meus motivos para criar essa seção e nos próximos posts vou efetivamente mergulhar nesse mundo.

Mas vamos por partes, certo? Para falar do Mestrado eu preciso falar do que veio antes dele. Eu me graduei em Letras, pela Universidade de São Paulo (USP), tendo feito o Bacharelado e a Licenciatura — porque sim, no caso da Letras, na USP, essas são duas coisas distintas. Além de termos a opção de fazer só o Bacharelado ou fazer o Bacharelado e a Licenciatura (não é possível, no caso da Letras, fazer apenas Licenciatura), também escolhemos entre as habilitações que podem ser apenas português, português e linguística, só linguística, uma língua estrangeira (como alemão, japonês, grego, inglês, coreano, árabe…) ou português e uma língua estrangeira (ufa, espero não ter esquecido nenhuma das opções!). Eu optei por fazer Português e Italiano, porque, na verdade, já entrei querendo isso (ah, claro, cabe mais uma explicação aqui: no primeiro ano temos o chamando ciclo básico e só ao final deles fazemos a escolha da nossa habilitação, mas se vamos ou não conseguir a habilitação desejada dependerá das notas que tivemos em nosso ciclo básico).

A Letras é um dos maiores cursos da USP. Entram cerca de 800 calouros por ano! Para dar conta desse mar de gente e dessa (quase) infinidade de opções, a Letras é dividida em cinco Departamentos: DLCV (Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas), DLM (Departamento de Letras Modernas), DL (Departamento de Linguistica), DLO (Departamento de Letras Orientais) e DTLLC (Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada). Dentro de cada um desses departamentos existem áreas. Por exemplo, o DLM é dividido entre as Áreas de Alemão, Inglês, Francês, Italiano e Espanhol. E cada uma dessas áreas pode ter o seu Programa de Pós-Graduação, como por exemplo o Programa de Pós-graduação em Língua, Literatura e Cultura Italiana, do qual faço parte. Complexo, né?

Cada Programa de Pós pode ter suas especificidades, portanto, antes de mais nada (apesar de tudo o que já expliquei), quero deixar claro que o que trarei aqui diz respeito ao Programa do qual faço parte, mas pode servir de base para outros Programas também.

Dito tudo isso, volto à pergunta do início: por que falar sobre a Pós aqui no Blog? Bom, mais do que ter feito/estar fazendo meu Mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Italianas, eu fui estagiária do Programa e da Área de Italiano por quase dois anos e isso me permitiu aprender muita coisa do funcionamento da Universidade, da burocracia e de como funciona a Pós-Graduação. Tendo esse conhecimento, sempre me coloquei à disposição para quem quisesse tirar dúvidas, principalmente sobre a Pós, mas acabei percebendo que as perguntas eram quase sempre as mesmas ou então que são sempre os mesmo assuntos que nos confundem.

O que eu espero, portanto, é poder ajudar outras pessoas que tenham interesse em fazer uma Pós, mas que não sabem muito bem por onde começar. No próximo post, por exemplo, falarei sobre o Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Italianas.

13 comentários em “Desmistificando o Mestrado [1]

    1. A real é que conseguir qualquer informação na USP é uma luta, né? Na época que a gente entrou eu não tinha blog e nem pensei em pesquisar nesse tipo de lugar informações sobre. Mas hoje sigo alguns blogs que compartilham esse assunto e é muito bom ver a Universidade pelos olhos dos outros também

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  1. Gostei, Tati (posso te chamar assim?)! Faz séculos que não entrava no blog, e quando entrei hoje, dei de cara com esse seu texto. Estávamos precisando de textos assim, compartilharei seus posts na minha página de literatura no Face… Obrigada!

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  2. Sua proposta é muito interessante e relevante. Como em seu Blog você está adotando um tom coloquial nas postagens, sugiro que você escreva com parágrafos mais curtos…no meio-tom entre a conversa e a informação técnica. Parabéns pelo projeto! Muito oportuno.

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  3. Tati, a maioria dos editais de mestrado pedem produção literária anterior. É obrigatório ter publicado antes do mestrado? É um fator importante na seleção? É possível entrar no mestrado sem experiência científica importante durante a graduação?

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    1. Olá! Ter uma produção científica/literária prévia, se não for exatamente um requisito do edital, é bom apenas para que você se destaque em relação aos outros candidatos, mas sim, é possível ingressar em diversos Programas sem ter uma experiência anterior relevante.
      É difícil exigir que o aluno tenha publicações antes do mestrado, pois poucas revistas realmente conceituadas aceitam artigos de alunos de graduação. Agora, se você ao menos participa de eventos (mesmo que como ouvinte) ou mesmo já chegou a apresentar algo, aí sim, você já ganha um certo destaque também

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