Tre oggetti senza i quali non vivresti

Tutti i giorni, quando apro WordPress c’è lì una domanda — diversa ogni giorno — per farci riflettere e, soprattutto, ispirarci a scrivere

In uno di questi giorni la domanda era “cita tre oggetti senza i quali non vivresti“. Una domanda che può sembrare banale, ma che per qualche motivo mi è rimasta in testa.

E pensando troppo a queste parole, credo di essere arrivata ad una conclusione, che ho deciso di presentare in questo post.

Sarebbe molto facile dire che uno degli oggetti senza il quale non vivrei è il mio cellulare, ma, sinceramente, in un mondo dove posso avere solo tre oggetti, credo che potrei fare a meno di questo apparecchio.

Un frigo, invece, sarebbe mille volte più utile: abbiamo bisogno di cibo per sopravvivere e poter conservarli più a lungo è stata, non a caso, una meravigliosa scoperta dell’uomo.

Dopo, una cosa che amo e che considero di enorme importanza: il mio letto. Le mie ore di sonno sono sacre. Per poter funzionare bene, ho (abbiamo) bisogno di riposo e questo è ancora meglio quando abbiamo un buon letto per riposarci.

Infine, pensando che posso avere solo tre oggetti, fra tutti, sceglierei il mio Kindle, dentro il quale posso avere tutti i libri che, in questa ipotesi, non potrei scegliere nella loro forma cartacea. 

Con libri, cibo e riposo, non avrei la necessità di nient’altro… Beh, ipoteticamente, ovvio.

E tu, quali sono i tre oggetti senza i quali non vivresti?

No meu lugar — Jorge Castro

Título: No meu lugar 
Autor: Jorge Castro
Editora:  Publicação independente
Páginas:  186
Ano: 2017

Sinopse

Não é o melhor ano para Pedro Carvalho.

Com surtos constantes de ansiedade, a traição do primeiro amor e uma depressão insistente, seu mundo desmancha de um dia para o outro. Quando a verdade sobre sua sexualidade o faz ser expulso de casa, Pedro tem que aprender a lidar com novos desafios: como os outros o veem, como ele se vê, e os sentimentos explosivos que esconde por Guilherme – o amigo generoso que o acolhe durante a crise, e que faz seu coração palpitar como ninguém.

Lutando para se aceitar e entender onde se encaixa, Pedro precisa descobrir como reconstruir a vida. Mas quando o mundo o trata como um erro a ser corrigido, como não ceder aos medos rondando o peito?

Como vencê-los e encontrar o seu lugar?

Resenha

Não se deixe enganar pela capa: No meu lugar pode até ter passagens fofas, mas é uma história pesada, triste e que retrata uma realidade extremamente dolorosa.

“As cicatrizes em meu nome podem ser difíceis de esquecer, mas talvez ainda piores de confrontar”

Inclusive, não sou muito boa em destacar gatilhos (acho que alguns são pessoais demais, não tenho como imaginar que existam), mas aqui eu preciso dizer que há violência, homofobia, depressão.

“Hematomas desaparecem, sentimentos também”

Pouco a pouco vamos conhecendo Pedro (Aurora) e recebendo informações sobre algum acontecimento difícil, que levou à expulsão dele da casa dos pais.

“Por estar sozinho, enxotado por quem mais deveria dar suporte”

Ao lado de Pedro conhecemos, também, Guilherme, o amigo que o acolheu e que agora está gerando sentimentos confusos dentro de Pedro.

“Ele encara meus pesadelos. Abraça meus temores. Aquece as lacunas”

No meu lugar nos faz questionar sobre qual é o nosso lugar no mundo, ao mesmo tempo que fala sobre amizade, preconceito, angústias.

“Se é mesmo certo, por quê parei na rua? Se a vida é minha, por quê todos a julgam?”

Aliás, a narrativa se passa em uma pequena cidade — Porto Girassol — o que contribui para esse clima de intolerância às diferenças. Como tantas pequenas cidades por aí, sobretudo por parte da população mais velha, há muito preconceito e religiosidade envolvidos.

“As pessoas lançam o mundo ao inferno quando não aceitam algo”

Felizmente, Pedro conta não apenas com Guilherme, mas também com bons amigos, como Lara e Carla. 

“Eles me salvaram várias vezes, e acho que os dois nem tem ideia disso”

Uma história que precisa ser lida, por mais dolorosa que seja. Ela nos faz enxergar o quanto ainda tem gente que sofre por coisas que, em 2024, já não deveriam mais causar tanta angústia.

“Quem ama machuca o outro?”

Mas também uma história que nos mostra que, por vezes, as pessoas ao nosso lado também estão sofrendo (de outras dores que, nem sempre, são tão distantes das nossas, por mais que sejam diferentes), mas isso não impede que elas nos estendam a mão

“Quantas cicatrizes ganhou por minha causa?”

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Citações #83 — Enemies with benefits

A leitura de Enemies with benefits, da Roxie Noir, foi longa, como comentei em minha resenha, mas foram várias as passagens que chamaram a minha atenção e que acabaram ficando de fora do post anterior.

A começar, claro, pelo fato da história abordar de diferentes formas os relacionamentos humanos, principalmente amorosos (mas não só).

“Quando feito corretamente, até parece que ter alguém é uma coisa boa”

“When done properly, it seems like having one is nice”

“Casar parece bom, mas também parece que é somente para os outros”

“Marriage seems nice, but it also seems like it’s for other people”

“Eu havia esquecido o quanto eu sentia falta dos meus irmãos por estar longe”

“I’d forgotten how much I missed my brothers by being away”

“Eu não tirei da cabeça o nosso beijo atrás da cervejaria. Eu nunca tiraria”

“I haven’t gotten our kiss behind the brewery out of my mind yet. I might never”

“Quem se importa com como chamamos isso?”

“Who cares what we call it?”

“Isso machuca e eu tenho de fazer algo para tentar e consertar isso, não importa o quê”

“It hurts and I have to do something to try and fix it, no matter what”

“Ela nunca parou de me surpreender. Não acho que em algum momento ela irá parar”

“She hasn’t stopped surprising me. I don’t think she ever will”

A protagonista tem alguns pensamentos e comportamentos com os quais concordo bastante.

“Eu não gosto que as pessoas paguem por mim. Eu não gosto de sentir que estou devendo algo para alguém”

“I don’t like being paid for. I don’t like feeling as if I owe someone something”

Ao mesmo tempo, ela é bem cabeça dura e quer ser sempre a dona da razão.

“Ela está correta sobre os detalhes, mesmo que eu ache que ela está errada sobre o todo”

“She’s right about the details even if I think she’s wrong about the big picture”

O protagonista, por sua vez, é um cara cheio de experiências e viagens, mas que decidiu voltar para sua cidadezinha natal.

“Eu não sabia disso naquele tempo. Eu não voltei por ela, mas ela me deixa feliz por ter voltado”

“I didn’t know it then. I didn’t come back for her, but she makes me glad I came”

“Todos os lugares têm os mesmo problemas depois de um tempo”

“Everywhere has the same problems after a while.”

E é claro que esses dois seres tão opostos, também teriam tanto em comum, ainda que na infância fossem basicamente inimigos.

“Egos de crianças de seis anos de idade podem ser delicados”

“Six-year-old egos can be delicate”

Para além disso tudo, uma passagem que me conquistou muito foi, como muitas vezes acaba sendo, a que fala sobre o poder da palavra.

“Palavras têm poder. Etiquetas têm poder e exatamente agora, tudo está nas minhas mãos. Eu posso nomear o que eu quero e criar a realidade”

“Words have power. Labels have power, and right now, it all lies with me. I can name what I want and form reality”

Se você quiser saber mais sobre essa história, não deixe de ler a resenha completa clicando abaixo.

Orgulho de ser (Antologia)

Título: Orgulho de ser 
Autor: Vários autores
Editora: Se Liga Editorial
Páginas: 108
Ano: 2020

Sinopse

A antologia #OrgulhoDeSer reúne 8 histórias, contadas por 8 autores diferentes que, juntos, representam a comunidade mais colorida do mundo. Nesse livro, vocês encontrarão altas doses de representatividade em histórias de diferentes gêneros. Chore, sorria, vibre, angustie-se… Não importa o sentimento que invada você: permita-se SENTIR. Escancare as portas do armário e não se esqueça de se orgulhar por ser exatamente quem é!

Resenha

Vira e mexe aparece resenha de antologias por aqui e sou uma forte defensora delas. Como já comentado neste post, acho que elas são uma boa forma de conhecer novos autores, além de nos permitir, muitas vezes, mergulhar em gêneros diferentes.

A antologia Orgulho de ser ainda tem aquele toque a mais que eu adoro: histórias com muita representatividade.

Como o livro é composto por apenas oito contos, vou falar brevemente sobre cada um, na ordem em que estão colocados no livro.

Multicolor (Thati Machado)

Orgulho de ser se abre com esta narrativa que nos faz ressignificar a palavra lar.

“É  possível ressignificar a palavra lar? Nossos cinco protagonistas provam que sim. Agnes, Tomás, Clarice, Dante e Mateus definem o Instituto Multicor como a casa aconchegante e tranquila que nunca tiveram”

(Multicolor — Thati Machado)

Indo e vindo no tempo, a história nos conta um pouco sobre seus personagens e o que os une.

“Cada um deles sabia como era se sentir completamente sozinho em um mundo habitado por tanta gente. Cada um deles sabia como era se sentir sem um lugar para chamar de lar”

(Multicolor — Thati Machado)

O Instituto Multicolor com certeza é um sonho para as pessoas da comunidade LGBTQIA+, sobretudo aquelas rejeitadas pela própria família.

“Porque família nunca foi uma questão de sangue, afinal de contas. Família sempre foi questão de ser. E de estar”

(Multicolor — Thati Machado)

Uma história que dá um quentinho no coração e muita vontade de fazer o bem.

“Nós ajudamos os outros da mesma forma que somos ajudados”

(Multicolor — Thati Machado)

A garota no bar – Delson Neto

A garota no bar já é uma história mais distopica, que se passa em Nova Avalon.

“O sono poderia voltar, mas Nova Avalon não a deixaria dormir”

(A garota no bar — Delson Neto)

É muito interessante como algumas críticas à nossa sociedade são colocadas ao longo das linhas.

“O humano estava acostumado com a destruição de si mesmo desde o princípio, ‘do pó viemos, ao pó retornaremos’, dizia a antiga religião”

(A garota no bar — Delson Neto)

Seu clima é sombrio e melancólico

“O futuro não tinha misericórdia e nem paciência para lidar com a dificuldade alheia perante a mudança daqueles anos inconstantes”

(A garota no bar — Delson Neto)

Mas, ainda assim, a história também fala sobre o amor.

“Amar não era sortear um nome, sexo ou identidade. Era espontâneo, vindo de dentro”

(A garota no bar — Delson Neto)

E, mesmo que de maneira não tão direta, mas deixando muito claro, esta é uma narrativa sobre preconceitos.

“A cidade permitindo ou não, mais uma história começaria em Nova Avalon”

(A garota no bar — Delson Neto)

Monocromático (Rafael Ribeiro)

Depois, temos Monocromático, um conto com uma temática que sempre me conquista: o final do ensino médio.

“Quem foi que disse que nós temos que escolher a trilha da nossa vida toda aos 17 anos? Não consigo entender, sério!”

(Monocromático — Rafael Ribeiro)

Neste caso, mais especificamente, estamos na formatura de Luiz — o narrador — e Paulo — seu melhor amigo e algo mais.

“Todo mundo espera um “felizes para sempre” para um casal, ou que pelo menos eles fiquem juntos no final da história. Eu estou aqui pra dizer que tudo bem se eles não ficarem. As coisas boas duram pra sempre, mas nunca da mesma forma como começaram. Absolutamente tudo é mutável. E acolher as mudanças e lidar com elas só depende da gente”

(Monocromático — Rafael Ribeiro)

O outro Vicente (Camila Marciano) 

O começo deste conto me deixou um pouco confusa. A narrativa parecia poética. E então eu me apaixonei. Pela escrita, pela história, pelos personagens.

Trata-se da história de um neto que está acompanhando a internação da avó, dona Odete.

“Como pode um lugar onde a gente morre não ter cor nem de vida, nem do contrário?”

(O outro Vicente — Camila Marciano)

Claro que, neste momento, um mistério surge: à beira da morte, Dona Odete quer que o filho dê um recado para Paloma. Mas quem é Paloma?

Uma história que quase me fez chorar

Corações tortos (Luiz Gouveia)

Corações tortos é uma história um pouco mais pesada, pois contém cenas de briga e agressão. E, apesar disso, é uma história extremamente necessária, por retratar uma realidade que, infelizmente, ainda persiste.

O conto termina com uma dose de quentinho no coração que alivia parte da angústia ali apresentada.

“É… não sei como te dizer, mas parece que você fez uma bagunça aqui dentro e eu… gostei”

(Corações tortos  — Luiz Gouveia)

Banho de lua (Mariana Jati)

Ao contrário do conto anterior, este aqui inspira leveza: um grupo de jovens amigos que vai passar a noite na mansão da Lai. 

Uma narrativa cheia de representatividade, umas doses de insegurança e muita fofura

3 versões de mim (Leonardo Antan)

Acho que o título já nos dá um bom panorama do que vem pela frente. Mas ele não nos conta uma coisa: é o dia do casamento de Daniel e Gui.

“Sorrio ao pensar no meu futuro marido, o Dani. Imagino-me anos atrás e fico orgulhoso. Afinal, cheguei onde mais sonhava. Se o Gui do passado estivesse vendo essa cena estaria comemorando”

(Três versões de mim — Leonardo Antam)

Um dia que já nos deixa carregados de emoção, mas que para Gui ganha contornos ainda mais interessantes: a possibilidade de conversar com seu eu do passado, mas também de receber alguns spoilers do futuro.

“Viveria uma história sabendo que ela pode dar errado?”

(Três versões de mim — Leonardo Antam)

Um conto que, para além de nos fazer viajar nessa situação hipotética bem interessante, também nos coloca para pensar sobre variados tipos de preconceito.

“Afinal, o mundo faz questão de dizer que só as pessoas magras que importam”

(Três versões de mim — Leonardo Antam)

Flores para Ellen (Jonas Maria)

Para fechar a antologia, outro conto distopico e sombrio.

“Acho que já devemos ir, Niko. Ela já deve estar lá — Alisson usou um tom de voz mais ansioso do que gostaria”

(Flores para Ellen — Jonas Maria)

O conto é triste e retrata uma realidade em que seus personagens precisam lutar para conseguir remédios e sobreviver.

Gostou da antologia Orgulho de ser? Então clique abaixo para saber mais sobre ela e depois me fale qual foi o seu conto preferido!

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Mulheres protagonistas da História: da antiguidade ao século XX [tradução 36]

Introdução 

Já que em março celebra-se o Dia Internacional da Mulher, resolvi que era o momento ideal para traduzir o texto Mulheres protagonistas da História, publicado no site da editora Mondadori em 2022, na rubrica Redação do Oscar, como você pode conferir no link abaixo.

Tradução

Mesmo que muitas vezes não tenham escrito a História, as mulheres sempre foram protagonistas, às vezes involuntárias, às vezes indispensáveis.

Frequentemente eram rainhas (Cleópatra, Caterina De Medici, Maria Teresa da Áustria, czarinas),  ou ainda filhas de um Papa (Lucrezia Borgia), mas também havia quem, como Joana D’Arc, vinha do povo e combatia para o rei, e quem, como Margherita Sarfatti, conhecida como a amante do ditador (Mussolini), tornou-se a primeira crítica de arte mulher na Europa.

Em ocasião da aproximação da Festa da Mulher, decidimos criar uma lista de livros dedicados às mulheres protagonistas da História: da antiguidade ao século XX, dos romances às biografias, passando pelos ensaios.

Mulheres protagonistas da História: da Antiguidade à Idade Moderna 

Antiguidade

Cleópatra: neste livro, Antonio Spinosa soube recompor as duas faces desta soberana bela como uma deusa, mas cega pela ambição; aquela pública, de rainha e também de peão da História, e aquela privada, de mulher de paixões sem medida.

Idade Medieval

Joana D’Arc: na biografia de Franco Cardini a controversa história que envolve o mistério da jovem camponesa guerreira, que se sente chamada por Deus para libertar a sua França dos ingleses, durante a Guerra dos Cem Anos.

Leonor de Arborea: Bianca Pitzorno reconstrói a verdadeira face da mulher que foi capaz de reunir sob uma bandeira as diversas populações sardas que, pela primeira vez, se reconheceram como “nação” e lutaram com sucesso contra os aragoneses.

Idade moderna

Lucrezia Borgia: Geneviéve Chastenet retrata uma jovem mulher cheia de vida que teve de aprender por si mesma que seu destino estava na mão de outras pessoas, vivendo sobretudo em um mundo do qual foi mais vítima que protagonista. 

Caterina De’ Medici: Jean Orieux traça o retrato de uma rainha controversa: uma mulher apaixonada por um homem que não a amava, desprezada pela corte porque era estrangeira e não de sangue real, mas que soube conduzir um dos países mais potentes da Europa com energia e inteligência.

Elizabeth I: Carolly Erickson apresenta a “virgem” soberana que, unindo falta de escrúpulos políticos e punho de ferro, conseguiu, no século XVI, fazer do próprio país o senhor absoluto dos mares e a primeira potência mundial, estabelecendo as bases do império colonial britânico.

Maria I da Inglaterra: Carolly Erickson desmonta o estereótipo de impiedosa tirana ao qual Maria Tudor, a primeira mulher a subir ao trono da Inglaterra, foi condenada, delineando um retrato que contrapõe uma mulher infeliz e sozinha, mas forte e combativa.

Anna Bolena: é sempre Carolly Erickson quem reconstrói os acontecimentos que marcaram a existência desta azarada rainha, usando como pano de fundo uma perfeita reconstituição das relações humanas e da trama de razões pessoais e de Estado, em uma grande corte europeia da Renascença.

Artemisia: nesta biografia de Alexandra Lapierre, revela-se a aventura de uma das primeiras pintoras da história: numa Roma de 1600, a mulher que rompe com todas as normas para conquistar a glória e a liberdade. 

Do iluminismo aos tempos modernos: as mulheres da História

Iluminismo 

Caterina II, da Rússia: Carolly Erickson delineia uma mulher inteligente, amiga e apoiadora dos iluministas, obstinada e corajosa, que conseguiu se impor em um mundo estrangeiro e hostil, superando os preconceitos dos seus contemporâneos.

Maria Teresa da Áustria: Edgarda Ferri reconstrói a biografia de uma mulher fascinante e sensível, corajosa e segura, que soube conciliar o amor pela família com as necessidades do Estado e o exercício do poder, governando “como um homem entre homens”.

Maria Antonietta: Carolly Erickson percorre os passos da rainha que buscou consolação nas elegâncias excêntricas e nos divertimentos mais caros, tornando-se odiada pelos súditos, perseguidos pelas taxas e pelo péssimo governo durante os últimos anos conturbados do Antigo Regime e o início violento da Revolução. 

Séculos XIX e XX

La czarina Alessandra: desta figura enigmática e do seu mundo interior, de um isolamento atormentado, Carolly Erickson  traça um retrato inesquecível da rainha da Rússia antes da Revolução: uma história cada vez mais sombria, que se conclui com o trágico assassinato dos Romanov.

Margherita Sarfatti: a maior parte do público a conhece apenas como “a amante do ditador”, mas Rachele Ferrario reconstrói o temperamento de uma mulher culta, elegante, refinada e sobretudo livre, que conseguiu se impor na cena cultural e completar o seu projeto.

A imperatriz Sissi: Erika Bestenreiner conta sobre uma das figuras femininas mais amadas e contadas da história moderna, reconstruindo também os acontecimentos menos conhecidos, mas não menos tumultuados e singulares, que a caracterizam.

Rosa Parks: Minha história é a autobiografia da mulher símbolo da luta pelos direitos civis que, com palavras comoventes, uma linguagem simples e sinceridade, conta a própria vida e o seu papel na construção de uma sociedade mais justa para todos os americanos.

Herdeira que se tornou rainha por acaso, princesa que subiu numa árvore a noite para descer dele no dia seguinte como rainha. Quatro casamentos e um funeral que marcaram a sua monarquia: é Elisabetta II, 1926-2022, uma rainha como nenhuma outra.

Conclusão

Infelizmente, muitas das biografias elencadas ao longo do post original, não estão traduzidas para o português ou são difíceis de encontrar no Brasil. No entanto, trata-se de uma interessante lista de mulheres que tiveram — e ainda têm — seu papel na História.

Qual dessas histórias você teria interesse de ler ou qual dessas mulheres você conhece um pouco mais a fundo?

O mal das flores — Gabriela Lopes de Azevedo

Título: O mal das flores [monotipias] 
Autoras: Gabriela Lopes de Azevedo e Greta Coutinho
Editora: Urutau
Páginas: 88
Ano: 2023 

Sinopse

Poder tatear um poema, uma flor, uma cidade, alguns corpos, soltos, ou uma casa inteira de mulheres é também poder e precisar confiar no caminho silencioso da transformação. Emergir do atravessamento que a literatura de Gabriela nos causa: impossível sair daqui como éramos antes. O mal das flores, além de nos enganar das possibilidades do asfalto, dos afetos passageiros, das desobediências civis desejadas, também nos seduz a tatear o que a sombra de uma flor nos causa, a textura de um fiapo nos dentes, o peso de existir e carregar o mistério da hereditariedade. Encontrar um rato morto ou a serendipidade no desabrochar do caminho é espalhar raízes confiantes através de versos, seja no escuro solitário de um lago pantanoso, no jardim selvagem ou no “transtorno sonoro da cidade nua”. Gabriela rega isso tão bem que nos convida, com sementes nas mãos, a olhar de perto e cruamente a beleza da força das relações; o abandono, o desejo, o tédio, um roubo na calada da noite, o casamento irrecusável, entranhas adentro, o tísico, o alérgico, os exauridos. Olheiras fundas roxas, inexoráveis fantasmas, unhas quebradas, pelos, celulites. “Mal de ventre, má comida”. Males que te aprisionam com garras quando se apresentam como flores. Depois, uma casa, “concreto afeto cimento”. “Cortinas empoeiradas de rancor”: uma mãe, vendo o entorno de quem nunca esteve ali, uma irmã solteira, desimportante para o amor e atrapalhando heróis, seja ela calada ou tagarela, uma irmã casada que, por tantos motivos, enlouquece; uma avó, uma tia, uma prima. A filha mais velha, a filha mais nova, a maternidade. A aspereza da doença, dos crimes cometidos dentro dos cômodos, da competição sussurrada, quase não dita, das mesquinharias típicas e dolorosas e surpreendentes dos vínculos. Uma leal confusão de afetos. A cidade dentro da família. Verdadeiro laço emaranhado de buquê que a gente compra para si mesma, para abafar as dores e ter esperança num girassol andarilho-da-terra ou numa echinacea laevigata. Que o leitor se prepare para um livro belo, amargo, cheio de delicadezas e assombrações, tudo junto e direcionado em busca de uma fresta em que seja possível entrar a luz.

Greta Coutinho,
artista plástica

Resenha

O mal das flores é um livro não apenas de poesias escritas, mas também de poesia visual, uma vez que a obra conta com algumas monotipias.

Se você, assim como eu, não sabe bem o que são monotipias, aqui vai uma breve explicação, retirada do artigo “Gravura: monotipias e as possibilidades gráficas entre o fazer e o pensar contemporâneo”, disponível aqui.

“A monotipia é um processo gráfico simples, situada num processo intermediário entre a gravura e a pintura ou o desenho, cujas possibilidades envolvem a criação de uma imagem sobre uma superfície em que se coloca tinta ou pigmentos, e, a seguir, é transferida por contato para um suporte. À essa superfície, é possível agregar outros materiais para criar texturas, gestos, formas, marcas. Num sentido amplo, as monotipias devido as suas características diretas e espontâneas, resultam em imagens únicas, aproximando-se das características da gravura, devido a impressão invertida das imagens”

As poesias estão agrupadas em duas seções

  • Vias e veias
  • As flores, o mal

Vias e veias reúne textos que falam de cidades, de vidas que as habitam, dos caminhos que percorremos, das veias que nos preenchem.

“como você vai embora

tão por acaso

como veio

e me deixa aqui

palpitando

de desastres?”

É uma seção múltipla, mas que não deixa de dialogar com a segunda parte, que reúne sobretudo poesias que falam de família (em seus mais variados sentidos e formas).

“No fim das contas

é só

sozinha

casada

e sozinha”

A poesia que dá título ao livro e que revela uma parte importante da obra — isto é, a sua intertextualidade — é muito bonita.

o mal das flores

é nos enganar 

constantemente

nos fazendo acreditar

naquela tolice

bonita

de que algo

ainda pode

nascer

no asfalto”

Mas a minha preferida é, sem dúvidas, a poesia É amor, que brinca com as diversas possibilidades na escrita de uma pichação.

Esta é uma daquelas obras para se apreciar com calma, para que possamos compreender suas referências (que são várias e variadas), degustar suas nuances e nos deleitar com as monotipias que complementam as poesias.

Aliás, a diagramação do livro contribuiu para uma leitura agradável: num papel pólen de gramatura 90, os versos estão dispostos de maneira limpa, brincando com o espaço do papel. A letra e o espaçamento são ideais para uma leitura confortável.

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Citações #82 — Clones de verão

Difícil saber como será o nosso futuro, quando tantas mudanças nos cercam em um intervalo de tempo tão curto.

“Quando simplesmente nada acontece, ninguém sabe exatamente o que fazer…”

Mas poder brincar com as possibilidades que essas incertezas nos trazem é algo que pode render boas histórias, como as que compõem a antologia Clones de Verão, do Pedro Henrique, que soube explorar isso de diferentes maneiras.

Das histórias mais possíveis às mais impossíveis, o autor nos faz ir e voltar no tempo com uma facilidade incrível, ao mesmo tempo que nos faz rir e nos  coloca para pensar em assuntos que nos são tão cotidianos, mas sob uma nova perspectiva.

“E aqui estamos nós, vivendo num trabalho de quinto ano”

Por isso, eu não poderia deixar de trazer esses quotes que ficaram de fora da resenha e, assim, compartilhar um pouco mais dessa obra.

“Em comparação com o restante do universo agora conhecido, nada é realmente ‘grande’”

Para fechar, deixo duas das melhores passagens do livro, que dialogam de maneira intensa com a nossa realidade e que são como dois socos no estômago.

“A felicidade é complicada, porque não pode ser medida em níveis ou formas”

“Como eu disse, o ambiente de trabalho põe à prova o limite da civilidade e ética”

E aí, acha que este livro pode te interessar? Então dá uma lida na resenha completa e já garanta o seu exemplar!

Som do fim do mundo — Maicon Moura

Título: Som do fim do mundo: contos 
Autor: Maicon Moura
Editora: Publicação independente 
Páginas: 156
Ano: 2024

Sinopse

Em “Som do Fim do Mundo”, uma coletânea cativante de contos do autor de “Não Quero Patos Elétricos”, somos levados a explorar uma nova faceta de sua narrativa. Em vez do cenário típico de ficção científica, encontramos histórias breves e envolventes que desafiam as expectativas e nos transportam para mundos fantásticos e surreais, ocultos nas dobras do cotidiano.

Com uma prosa mágica e envolvente, Maicon nos apresenta uma série de contos que se destacam pela sua originalidade e charme. Influenciado por gigantes da literatura brasileira como Murilo Rubião e Lygia Fagundes Telles, o autor revela que a magia está presente nos detalhes mais simples da vida. Nestas páginas, o extraordinário emerge do comum, transformando o banal em algo verdadeiramente extraordinário.

Cada conto é uma jornada única, onde o humor se entrelaça com a melancolia, criando um universo narrativo rico em contrastes e emoções. Mesmo os momentos mais absurdos nos fazem refletir sobre nossa própria existência e os mistérios que permeiam nosso dia a dia.

“Som do Fim do Mundo” é mais do que uma simples coletânea de contos; é uma porta de entrada para o mundo encantador e multifacetado de Maicon Moura. Se você busca uma leitura que desperte sua imaginação e o faça questionar a realidade, este livro é o seu bilhete de entrada para um universo de magia e reflexão.

Resenha

Som do fim do mundo é uma coletânea que vem para desafiar nossas expectativas, com contos curtos e finais surpreendentes. Ao longo da leitura, nunca sabemos onde cada história irá nos levar. E essa é justamente a ideia.

A obra é composta por 10 textos e tentarei apresentar brevemente cada um, fazendo o possível para não dar spoilers.

As estrelas do lago

Sim, um lago como peça central. Um lago que carrega um mistério pelo qual dificilmente você não irá se render, ao mesmo tempo em que imagina o quanto ele deve ser bonito. Dá vontade de tocá-lo, mas sabemos que esta não é uma boa ideia.

Mas para além de todos os segredos que queremos desvendar, esta história também me encantou porque fala da adolescência de uma forma que só quem já passou por ela poderia falar.

“Que saudade da fase em que nossas decisões burras, em nossa cabeça, eram algo de que nos gabávamos. Mostrar uma cicatriz e contar sua história, mesmo que você estivesse totalmente errado em ter feito aquilo”

(As estrelas do lago)

Coma

Só lendo este conto para perceber que seu título tem um duplo sentido.

A história, que parece banal, tem um final horripilante, daqueles que nos deixa boquiabertos.

“Eu não conseguia dizer que estava bem. E não tinha certeza se estava”

(Coma)

Disco da Terra

A leitura deste conto é, sem dúvidas, uma experiência. A começar pelo protagonista, que se acha o melhor do universo e vive (podemos chamar isso de vida?) para manter esse status.

Além disso, esta é uma história de uma realidade talvez não tão distante de nós e que nos faz refletir sobre o cuidado (ou a falta dele) que temos com o nosso planeta.

“O engraçado da raça humana sempre foi sua paixão pelo planeta. E, mesmo assim, estavam tacando fogo em tudo o que podiam. ‘Amo as árvores, então vou fazer um guarda-roupa com elas’”

(Disco da Terra)

Por fim, o conto nos permite enxergar a Terra de outra perspectiva, para que possamos valorizar e conviver em harmonia com o que temos hoje.

“Os animais, em poucos anos, se tornaram armas mortais prontas para tirar o vírus humano da Terra. Então a humanidade decidiu sair por livre e espontânea vontade e ir para Marte. Um lugar que não estava tão vazio, mas, somos bem conhecidos por invadir lugares e dizer que os descobrimos”

(Disco da Terra)

Som do fim do mundo

Claro que o conto que serve de título ao livro não poderia deixar de ser um espetáculo

Além de fazer referência a elementos da nossa cultura narrativa, a história explora uma visão do fim de mundo que provavelmente você ainda não parou para imaginar.

“Talvez um meteorito explodisse o planeta, algo que sempre fora cultuado pela indústria do entretenimento. Um grande meteoro atingindo o planeta e tudo indo para os ares. Esse era o sonho”

(Som do fim do mundo)

Não pergunte

Como dito no começo desta resenha, essa antologia vem para desafiar nossas expectativas. E este conto é um ótimo exemplo disso: o final dele me pegou totalmente de surpresa.

A história em si já é bem interessante: será que não vivemos fazendo as perguntas erradas? (Seria essa mais uma delas?)

“As questões erradas continuam sendo realizadas diariamente, milhares de vezes, gerando em sua trajetória errônea, catástrofes que não são esperadas pela humanidade”

(Não pergunte)

E quais são as consequências de uma pergunta errada em nossas vidas? Qual seria o impacto de uma pergunta certa?

“A dúvida certa fez algo muito mais forte do que qualquer religião: ela abriu na mente dessas pessoas a janela para a conexão mental”

(Não pergunte)

Minha alma entre batidas

Só o título desse conto já seria capaz de me fisgar e, não vou negar, ele foi meu preferido, não apenas pela história em si, mas também pelo fato do texto ter ritmo, o que combina demais com o desenrolar dele.

“As batidas da música criavam ritmos em nossos movimentos. De longe, reparei que ela me olhava e, de longe, ela reparou que eu reparava. O ritmo da música nos fazia dar passos curtos e dançantes um em direção ao outro”

(Minha alma entre batidas)

Mas não se deixe enganar: este não é um simples conto romântico. A história tem muitas camadas e é sombria de um jeito delicioso.

“Não era amor. Não era paixão. Estava drogado”

(Minha alma entre batidas)

Ao mesmo tempo que nos arrepiamos, também ficamos abalados com os belos tapas na cara que esta história dá.

“Ali naquele grupo de amigos, éramos mais desconhecidos que conhecidos”

(Minha alma entre batidas)

Em busca do Éden

Este foi um conto que me arrancou belas risadas. Os personagens são exagerados e muito bem marcados e a história chega a beirar o absurdo de uma maneira bem interessante.

Tupavntis: o limite do poder é o estômago

Sabe aquela velha história de “seria cômico se não fosse trágico”? Pois é isso que acontece neste conto.

“Desde os tempos mais antigos, antes mesmo da primeira guerra, antes de inventarem o sanduíche e bem antes de Jesus morrer — ele nem chegou a saber sobre essa pequena aldeia que prosperava no meio do deserto, cultuando uma árvore — os Tupavntis já existiam”

(Tupavntis: o limite do poder é o estômago)

Nesta fantasia bem maluca, Maicon explora uma narrativa cheia de comicidade na medida certa, mas também com algumas boas críticas ao comportamento humano e reflexões sobre a nossa existência.

“‘Louco é morrer tão jovem, louco é desistir de viver, louco é perder a esperança’. Muitos cantores de rock, country e outros ritmos que precisam de um violão ou guitarra e aqueles que usam ukulele ou cavaquinho, inspiraram suas canções nessa fala clássica de Rosnan. Uma fala que reverberou pelo universo. Mesmo que Rosnan nunca tenha feito nada para ser lembrado, essa frase ficou entre as paredes rabiscadas da cabana”

(Tupavntis: o limite do poder é o estômago)

O rapaz gentil do mercado

Com uma narrativa deliciosa e envolvente, neste conto Maicon consegue nos trazer uma história que, aos poucos, se revela de terror, mas que logo de cara nos desperta muita curiosidade e vontade de ler mais e mais.

Há nela um personagem que encanta, mas que de longe podemos sentir o cheiro de problema. Que se revela muito maior do que o esperado.

Oi, meu bebê

Para fechar esta antologia, que conto! Daqueles que são um soco no estômago e que nos deixam pensando o que o futuro reserva para a humanidade (ou para a falta dela).

“Antes éramos controlados por uns oitenta anos. Agora eles nos controlam para sempre”

(Oi, meu bebê)

Uma história para se ler com um lencinho do lado, porque para além de ser um baque, ela também fala muito sobre a solidão

“Eles queriam que você crescesse sozinho. A solidão é algo terrível. Talvez muito pior que a manchinha em seu pulmão”

(Oi, meu bebê)

Para além da pluralidade narrativa de O som do fim do mundo, esta antologia também nos mostra toda a habilidade de Maicon com o design. A diagramação é linda e torna a leitura ainda mais agradável.

E aí, que conto você acha que seria o seu preferido?

Não deixe de conferir e garantir seu exeplar de O som no fim do túnel e aproveite para seguir o Maicon em suas redes sociais (Instagram | Substack).

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TAG: Livros com as iniciais do seu nome

Que existem livros com os mais variados títulos, isso sabemos bem, mas quando resolvemos brincar de procurar obras com as iniciais de nossos nomes, a tarefa já fica bem mais difícil, não?

Vi essa brincadeira lá no blog da Luana (o Catarina voltou a escrever). Se quiser conferir o post original (bem mais poético e interessante que este), que foi publicado em agosto de 2020, basta clicar aqui embaixo.

Não é a primeira vez que me deparo com esse tipo de jogo, claro, então tenho a resposta para a primeira letra na ponta da língua: Trago seu amor em 3 dias (Mel Geve). Mas também poderia mencionar Troféu (Leblon Carter) ou Tarsila: uma vida doce amarga (Mary del Priore)

Para a letra I, porém, do meu sobrenome do meio, tive que contar com a ajuda da minha lista de livros lidos. E assim encontrei, num primeiro momento — e roubando um pouco — (o) Irlandês (Tayana Alvez). Continuando a busca, contudo, e para ser mais justa, encontrei Irresistível Doutor (Ingrid Sousa).

Por fim, passamos para a letra M, que de saída parecia a mais fácil — até pensei em Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida) — mas queria uma leitura mais recente. Recorri mais uma vez à minha lista e encontrei ali Mocassins e all stars (Clara Savelli). Boa lembrança essa, hein! 

E aí, quais livros você poderia mencionar com as iniciais do seu nome?

Enemies with benetifs — Roxie Noir

Título: Enemies with benefits — Loveless Brothers romance book 1
Autora: Roxie Noir
Editora: Publicação independente
Páginas: 434
Ano: 2019

Sinopse

I don’t love him. I don’t even like him.

I just want him.

Eli Loveless was my nemesis from the first day of kindergarten until we graduated high school. Everything I did, he had to do better – and vice versa. The day he left town was the best day of my life.

Ten years later, the day he came back was the worst.

Now he’s my co-worker.

Grown-up Eli Loveless is sexy as sin. He’s hotter than asphalt in the summer. The irritating kid I once knew is gone, and he’s been replaced by a man with green eyes, perfect abs, and a cocky smile.

It’s bad that I want him. It’s worse that he wants me back.

There are looks. There are smirks. There are smiles that make my panties burst into flame.

And then there’s a shared kiss that leads to the hottest night of my life.

This is no office romance. This is a five-alarm fire.

What’s a girl to do when the man I can’t stand is the one I can’t stop lusting after?

Enter into a friends-with-benefits agreement, of course.

No dates. No relationship. Just blisteringly hot sex, because if there’s one person I could never fall for, it’s Eli….right?

Enemies With Benefits is the first book in the Loveless Brothers series, and can be read as a total standalone. It’s for fans of high-heat, low-angst romantic comedies and anyone who enjoys a rivals-to-lovers story. This book also has tons of sibling banter, a workplace romance that smolders, and a small town with tons of charm and quirk. It’s steamy, hilarious, and of course it’s got a guaranteed HEA. (And yes, it bangs.)

Resenha

A resenha de hoje começa um pouco diferente, com gostinho de celebração: depois de muito tempo ensaiando, concluí a leitura de um livro (ebook) em inglês

Em 2020 eu havia colocado esse item no meu desafio pessoal e foi o único que não concluí. Não é para menos: o livro que terminei agora em fevereiro, foi iniciado em novembro do ano passado! Eu sempre soube que não seria fácil.

Acho importante mencionar isso, porque pode parecer tranquilo ler em outras línguas, mas não é. Em italiano, por diversos motivos, até tenho alguma facilidade, mas em inglês a coisa já fica mais complicada e isso é extremamente normal.

Essa introdução também era necessária porque, não sei se devido à dificuldade, ou se pela história em si, achei o início de Enemies with benefits um pouco arrastado, o que também contribuiu com a demora em terminar a obra.

A narrativa é em primeira pessoa, alternada entre os protagonistas Violet e Eli e uma coisa é muito clara: eles se odeiam e não é de hoje.

Deve ser a primeira vez na minha vida que fico feliz em ver Eli Loveless”

“It might be the first time in my life I’ve been glad to see Eli Loveless”

A história se passa em Sprucevale que, como fica claro mais de uma vez, trata-se de uma cidade pequena, sem grandes atrativos, onde todos se conhecem.

É pequena. É unida. Todos parecem família, para o bem ou para o mal”

“It’s small. It’s tight-knit. Everyone feels like family, for better or for worse”

Mas há algumas grandes diferenças entre Violet e Eli: ela mora num trailer; ele numa casa enorme. Ela praticamente nunca saiu de lá (apenas para fazer a faculdade, ali perto); ele já rodou o mundo.

“Pessoas como ela não ficam numa cidadezinha no meio do nada; pessoas como ela se mudam para grandes cidades, Richmond ou D. C ou até mesmo Nova York, e elas cosneguem trabalhos poderosos e vestem ternos e fazem vídeo-conferências”

“People like her don’t stick around a tiny town in the middle of nowhere; people like her move to big cities, Richmond or D.C. or maybe even New York, and they get high-powered jobs and wear suits and make conference calls”

Só que um não sabe exatamente o que o outro viveu. Os caminhos que percorreram até o reencontro, já na idade adulta. E nós também vamos descobrindo isso aos poucos.

“Pessoas são invariavelmente mais profundas e complexas do que parecem de primeira”

“People are invariably deeper and more complex than they seem at first”

Eles se conheciam da escola onde, fica muito claro, vivam competindo e se destratando. Ambos extremamente inteligentes, tinham tudo para conquistar o mundo. E Eli realmente conquistou, mas preferiu voltar.

“Tudo de uma vez, a enormidade da coisa me atinge. Eli mudou. Ele está diferente. Ele deixou esse lugar e então voltou, e nesse intervalo ele foi chef em Bangkok e bartender em North Dakota e só Deus sabe o que mais, e ele não é mais o mesmo”

“All at once, the enormity of the thing hits me. Eli’s changed. He’s different. He left this place and then came back, and in the interim he was a chef in Bangkok and a bartender in North Dakota and God only knows what else, and he’s not the same anymore”

Violet nunca teve essa mesma oportunidade e aos poucos vamos entendendo o porquê, mesmo sem entrar em tantos detalhes.

“Eu me sinto pequena, imaterial. Eu me sinto enraizada como uma árvore, presa ao chão, condenada a permanecer no mesmo lugar do nascer ao pôr do sol, todos os dias, até eu definhar e morrer”

“I feel small, immaterial. I feel rooted like a tree, stuck in the ground, doomed to stay in the same spot from sunrise to sunset every day until I wither and die”

Desde o primeiro reencontro entre Eli e Violet há um outro elemento que fica muito claro: a tensão sexual entre eles (claro, isso já era esperado).

“Céus, más ideias parecem tão boas”

“God, bad ideas feel so good”

E sim, Enemies with benefits é um hot, ainda que possa demorar um pouco a chegar nas cenas mais quentes. 

“Além disso, céus, Violet é bonita quando ela está brava. Ela é bonita o tempo todo, mas a raiva desperta algo nos olhos dela que faz com que ela se acenda como uma chama, queimando e cintilando de dentro para fora, perigosa e sedutora, tudo de uma vez”

“Besides, dear God Violet is pretty when she’s mad. She’s pretty all the time, but anger sparks something in her eyes that makes her light up like a human flame, burning and flickering from the inside, dangerous and alluring all at once”

A história se passa em alguns meses, quando Eli e Violet têm de conviver por trabalharem no mesmo lugar: uma espécie de hotel fazenda, onde são realizados grandes eventos, principalmente casamentos.

Mas uma série de acontecimentos estão atrapalhando a organização desses eventos e Violet, sempre a melhor funcionária da empresa, acaba precisando da ajuda de Eli para sair de algumas enrascadas.

“Eu nem tenho tempo de pensar no fato de que Eli está sendo gentil”

“I don’t have time to think about the fact that Eli is being nice”

Para além de retratar um ambiente de trabalho nada saudável, Enemies with benefits também nos faz pensar sobre alguns assuntos, como o fato de que em qualquer lugar do mundo mulheres sentem medo de andar sozinhas na rua à noite.

“Que porcaria eu estava pensando, uma mulher andando a noite sozinha?”

“The hell was I thinking, a woman walking alone at night?”

Como os protagonistas se conhecem há muito tempo, outra temática que não poderia ficar de fora é o fato de que as pessoas mudam (ou não) com o tempo.

“Eu deveria saber que as pessoas não mudam”

“I should have known that people don’t change”

Se você se interessou por essa história e também está querendo praticar seu inglês ou ampliar o seu vocabulário de uma maneira leve e divertida, clique abaixo para garantir seu exemplar.

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