Enemies with benetifs — Roxie Noir

Título: Enemies with benefits — Loveless Brothers romance book 1
Autora: Roxie Noir
Editora: Publicação independente
Páginas: 434
Ano: 2019

Sinopse

I don’t love him. I don’t even like him.

I just want him.

Eli Loveless was my nemesis from the first day of kindergarten until we graduated high school. Everything I did, he had to do better – and vice versa. The day he left town was the best day of my life.

Ten years later, the day he came back was the worst.

Now he’s my co-worker.

Grown-up Eli Loveless is sexy as sin. He’s hotter than asphalt in the summer. The irritating kid I once knew is gone, and he’s been replaced by a man with green eyes, perfect abs, and a cocky smile.

It’s bad that I want him. It’s worse that he wants me back.

There are looks. There are smirks. There are smiles that make my panties burst into flame.

And then there’s a shared kiss that leads to the hottest night of my life.

This is no office romance. This is a five-alarm fire.

What’s a girl to do when the man I can’t stand is the one I can’t stop lusting after?

Enter into a friends-with-benefits agreement, of course.

No dates. No relationship. Just blisteringly hot sex, because if there’s one person I could never fall for, it’s Eli….right?

Enemies With Benefits is the first book in the Loveless Brothers series, and can be read as a total standalone. It’s for fans of high-heat, low-angst romantic comedies and anyone who enjoys a rivals-to-lovers story. This book also has tons of sibling banter, a workplace romance that smolders, and a small town with tons of charm and quirk. It’s steamy, hilarious, and of course it’s got a guaranteed HEA. (And yes, it bangs.)

Resenha

A resenha de hoje começa um pouco diferente, com gostinho de celebração: depois de muito tempo ensaiando, concluí a leitura de um livro (ebook) em inglês

Em 2020 eu havia colocado esse item no meu desafio pessoal e foi o único que não concluí. Não é para menos: o livro que terminei agora em fevereiro, foi iniciado em novembro do ano passado! Eu sempre soube que não seria fácil.

Acho importante mencionar isso, porque pode parecer tranquilo ler em outras línguas, mas não é. Em italiano, por diversos motivos, até tenho alguma facilidade, mas em inglês a coisa já fica mais complicada e isso é extremamente normal.

Essa introdução também era necessária porque, não sei se devido à dificuldade, ou se pela história em si, achei o início de Enemies with benefits um pouco arrastado, o que também contribuiu com a demora em terminar a obra.

A narrativa é em primeira pessoa, alternada entre os protagonistas Violet e Eli e uma coisa é muito clara: eles se odeiam e não é de hoje.

Deve ser a primeira vez na minha vida que fico feliz em ver Eli Loveless”

“It might be the first time in my life I’ve been glad to see Eli Loveless”

A história se passa em Sprucevale que, como fica claro mais de uma vez, trata-se de uma cidade pequena, sem grandes atrativos, onde todos se conhecem.

É pequena. É unida. Todos parecem família, para o bem ou para o mal”

“It’s small. It’s tight-knit. Everyone feels like family, for better or for worse”

Mas há algumas grandes diferenças entre Violet e Eli: ela mora num trailer; ele numa casa enorme. Ela praticamente nunca saiu de lá (apenas para fazer a faculdade, ali perto); ele já rodou o mundo.

“Pessoas como ela não ficam numa cidadezinha no meio do nada; pessoas como ela se mudam para grandes cidades, Richmond ou D. C ou até mesmo Nova York, e elas cosneguem trabalhos poderosos e vestem ternos e fazem vídeo-conferências”

“People like her don’t stick around a tiny town in the middle of nowhere; people like her move to big cities, Richmond or D.C. or maybe even New York, and they get high-powered jobs and wear suits and make conference calls”

Só que um não sabe exatamente o que o outro viveu. Os caminhos que percorreram até o reencontro, já na idade adulta. E nós também vamos descobrindo isso aos poucos.

“Pessoas são invariavelmente mais profundas e complexas do que parecem de primeira”

“People are invariably deeper and more complex than they seem at first”

Eles se conheciam da escola onde, fica muito claro, vivam competindo e se destratando. Ambos extremamente inteligentes, tinham tudo para conquistar o mundo. E Eli realmente conquistou, mas preferiu voltar.

“Tudo de uma vez, a enormidade da coisa me atinge. Eli mudou. Ele está diferente. Ele deixou esse lugar e então voltou, e nesse intervalo ele foi chef em Bangkok e bartender em North Dakota e só Deus sabe o que mais, e ele não é mais o mesmo”

“All at once, the enormity of the thing hits me. Eli’s changed. He’s different. He left this place and then came back, and in the interim he was a chef in Bangkok and a bartender in North Dakota and God only knows what else, and he’s not the same anymore”

Violet nunca teve essa mesma oportunidade e aos poucos vamos entendendo o porquê, mesmo sem entrar em tantos detalhes.

“Eu me sinto pequena, imaterial. Eu me sinto enraizada como uma árvore, presa ao chão, condenada a permanecer no mesmo lugar do nascer ao pôr do sol, todos os dias, até eu definhar e morrer”

“I feel small, immaterial. I feel rooted like a tree, stuck in the ground, doomed to stay in the same spot from sunrise to sunset every day until I wither and die”

Desde o primeiro reencontro entre Eli e Violet há um outro elemento que fica muito claro: a tensão sexual entre eles (claro, isso já era esperado).

“Céus, más ideias parecem tão boas”

“God, bad ideas feel so good”

E sim, Enemies with benefits é um hot, ainda que possa demorar um pouco a chegar nas cenas mais quentes. 

“Além disso, céus, Violet é bonita quando ela está brava. Ela é bonita o tempo todo, mas a raiva desperta algo nos olhos dela que faz com que ela se acenda como uma chama, queimando e cintilando de dentro para fora, perigosa e sedutora, tudo de uma vez”

“Besides, dear God Violet is pretty when she’s mad. She’s pretty all the time, but anger sparks something in her eyes that makes her light up like a human flame, burning and flickering from the inside, dangerous and alluring all at once”

A história se passa em alguns meses, quando Eli e Violet têm de conviver por trabalharem no mesmo lugar: uma espécie de hotel fazenda, onde são realizados grandes eventos, principalmente casamentos.

Mas uma série de acontecimentos estão atrapalhando a organização desses eventos e Violet, sempre a melhor funcionária da empresa, acaba precisando da ajuda de Eli para sair de algumas enrascadas.

“Eu nem tenho tempo de pensar no fato de que Eli está sendo gentil”

“I don’t have time to think about the fact that Eli is being nice”

Para além de retratar um ambiente de trabalho nada saudável, Enemies with benefits também nos faz pensar sobre alguns assuntos, como o fato de que em qualquer lugar do mundo mulheres sentem medo de andar sozinhas na rua à noite.

“Que porcaria eu estava pensando, uma mulher andando a noite sozinha?”

“The hell was I thinking, a woman walking alone at night?”

Como os protagonistas se conhecem há muito tempo, outra temática que não poderia ficar de fora é o fato de que as pessoas mudam (ou não) com o tempo.

“Eu deveria saber que as pessoas não mudam”

“I should have known that people don’t change”

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Atualidade em Romeu e Julieta [tradução 27]

Leia este post ao som de E daí (Gal Gosta)

Outro dia, movida por uma curiosidade repentina, resolvi preparar uma aula sobre Romeu e Julieta.

A pergunta que havia surgido em mim era sobre o porquê da história se passar na Itália, tendo sido escrita por Shakespeare. 

Em minhas pesquisas para a preparação da aula em questão, encontrei textos interessantes e um, especificamente, acabei separando para trazer para este espaço.

Por isso, a tradução de hoje, que você pode ler abaixo, é do artigo Attualità di Romeo e Giulietta, escrito por Goffredo Fofi e publicado em 20 de outubro de 2016 no Messaggero Santo Antonio, tendo sido atualizado, ainda, em junho de 2017.


Uma amiga que trabalha em uma escola de italiano para jovens imigrantes me conta sobre os preconceitos étnicos contra os quais tem que lutar, entre alunos asiáticos, africanos, norte africanos, latino americanos, europeus do leste e do sul, mas também, por sorte, sobre as histórias de amor que aconteceram entre alguns deles e terminaram bem.

Isso provavelmente também se deva ao grande esforço que ela e seus colegas empregam para quebrar aquelas barreiras. Ela me conta com satisfação de alguns casais que souberam resistir aos preconceitos, mesmo àqueles, os mais duros de combater, das próprias famílias. De vez em quando o amor vence o preconceito e qualquer outro conflito entre “famílias” e a história de Romeu e Julieta tem um final feliz. Viva.

Aquela de Romeu e Julieta, na versão que nos deu William Shakespeare, é certamente uma das histórias mais contadas no mundo, talvez, quem sabe, a mais contada de todas. Pelo simples motivo de que continua a ser uma história verdadeira, um daqueles tropeços destinados a se reproduzir na vida das sociedades e das comunidades, sempre e onde for. Existem centenas de versões dessa narrativa na história da literatura (e da fábula), a inglesa vem de fontes italianas, de Massiccio Salernitano, de Luigi da Porto, de Matteo Bandello.

A história de dois adolescentes que se amam mas pertencem a duas famílias ou classes sociais ou etnias ou vilas ou partidos ou países em guerra ou simplesmente a bairros de uma mesma cidade, a grupos que entre eles se odeiam, rivalizam, conflituam, reproduziu-se e se reproduz nas situações mais dispares e nas mais diferentes épocas.

Hoje, entre italianos e estrangeiros ou entre estrangeiros de diversas proveniências, de diversos países, de diversas cores de pele, de diversos hábitos culturais e, principalmente, aliás, de diversos credos religiosos, a vitória do amor sobre o preconceito é possível, mas geralmente, muito geralmente, esse amor tem um fim trágico ou, em alguns casos, infeliz, e deixa sozinhos dois jovens que poderiam ter se tornado um casal, um exemplo de uma convivência feliz e possível. Nas artes — no cinema, no teatro, nos quadrinhos, nos romances — raramente acontece dessas histórias acabarem bem: ele pobre, ela rica; ele branco, ela negra; ele chinês, ela latina; ele protestante, ela católica; ele sueco, ela siciliana; etc. Sobretudo, hoje, ele cristão, ela muçulmana. Algumas vezes acaba bem e se trata, nesse caso, de uma comédia e não de uma tragédia.

Li ou vi histórias, romances, filmes nos quais essas histórias acabam mal. Mas também ouvi músicas de bêbados sobre jovens comunistas e garotas cristãs democráticas, e li ficções nova iorquinas do final do século XIX sobre o amor entre um jovem imigrante hebreu e uma irlandesa, no qual os bate-boca eram explosivos, mas nos quais, graças ao amor, tudo acabava bem.

Hoje a diferença mais grave é aquela entre cristãos e mulçumanos. Mas mesmo aqui algumas histórias acabam bem, e os Capuleto e os Montecchio se reconciliam não no funeral dos filhos, mas no casamento deles. 


E então, qual é a sua opinião sobre isso? Ainda temos muito a melhorar como pessoas e sociedade, não?