Pequenos (e médios) negócios para 2021

Final de ano é aquela loucura, mas confesso que eu começo a me preparar para o natal bem antes de dezembro. Não, não sou aquelas doidas apaixonadas por natal, mas eu tenho uma família muito grande e uma vontade de presentear maior ainda. Aí, já viu tudo, né?

Só que… Para que facilitar quando podemos complicar?

Em 2020, vendo toda a situação na qual nos encontrávamos, eu pensei: “bom, tentarei dar, de natal, apenas livros de autores nacionais ou produtos feitos por pequenos negócios brasileiros”. E quando decidi isso, comecei a caça ao tesouro.

Eu não tinha como gastar muito, mas se fosse para gastar, que eu desse dinheiro para pessoas que provavelmente estavam batalhando para se manter em meio a uma pandemia, né?

Claro que não consegui ser 100% fiel ao que pensei, mas acredito que eu tenha chegado bem próximo disso, principalmente porque a maior parte dos presentes realmente foi livro (obrigada, Festa do Livro da USP).

Mas o post de hoje não é para falar sobre livros (milagre!) e sim sobre pequenos e médios negócios que conheci em 2020 (ok, alguns foram antes disso) e que gostaria de compartilhar com outras pessoas. Não são locais que comprei apenas os presentes de natal, mas que, em algum momento conheci e hoje recomendo.

Artesanato

Papelaria

Produtos naturais

Roupas

Línguas estrangeiras

Bônus para quem é do Rio de Janeiro (capital)

Bônus para quem é de São Paulo (capital)

E você, já teve boas experiências com pequenos comerciantes? Não esquece do comentar aqui e divulgar pessoas que merecem esse incentivo!

O mito do professor nativo

Como professora de idiomas, mais de uma vez me deparei com vagas que buscavam somente falantes nativos para dar aula. Confesso que sempre fiquei bem confusa com isso e este post é justamente para mostrar como não faz sentido exigir (somente) que a pessoa seja nativa.

Para começo de conversa, ensinar uma língua requer muito mais que meros conhecimentos linguísticos. Caso contrário, bastaria que eu nascesse no Brasil para poder sair dando aulas de português por aí, certo? Você sente que é capaz de dar aulas de português para um estrangeiro? Pois é, a tarefa já começa bem mais complicada do que parece.

Além disso, não se trata apenas de saber bem determinada língua, trata-se, também, de ter didática. Você pode até se sentir apto a ensinar uma língua a outra pessoa, mas você saberá fazer isso didaticamente, ou seja, de maneira clara e coerente? Aqui a coisa começa a ficar ainda mais complicada!

Para unir os elementos que apresentei até aqui o ideal é que, em primeiro lugar, o professor tenha formação na área de ensino de línguas, isto é, que tenha feito um curso superior (Licenciatura em Letras). Claro que, o curso por si só não costuma ser suficiente, então esse professor terá de se dedicar horas e horas à língua, para chegar a um patamar mais elevado de conhecimento (na verdade, professores estão constantemente aprendendo).

Isso significa, portanto, que se o professor for formado em Letras e for nativo, ele será o professor perfeito? Também não necessariamente! Já tive aulas com professores nativos, formados em Letras e que, ainda assim, não se deram bem com o público brasileiro. É que aqui entra um terceiro fator: choques culturais. Isto é, um professor, se for nativo, além de realmente ter um bom conhecimento da língua e didática para ensiná-la, precisará, também, estar aberto à outra cultura e à forma como as pessoas daquela cultura lidam com o aprendizado (e com todo o resto que nos cerca).

Outro mito que circunda o professor nativo é a questão do sotaque: “ah, mas se eu tiver aulas com um professor nativo, eu vou falar a língua dele sem sotaque algum”. Gente, que país no mundo não tem sotaque? Em que país toda a população fala igualzinho? Eu não conheço nenhum…

Agora, uma coisa que realmente pode ser uma vantagem nas aulas com um professor nativo é poder ter um contato mais próximo com uma cultura diversa, isto é, ter alguém a quem perguntar diretamente “como funciona” algo em determinado país. Ainda assim, temos de ter em mente que teremos a visão de uma pessoa e que ela não necessariamente representa toda uma cultura local.

Aliás, aprender línguas nos abre portas para conhecer novos mundos, novas formas de pensar. E essa experiência pode ser ainda melhor se aprendermos com alguém realmente qualificado para tanto, não é mesmo?

Então, ao procurar um professor de línguas, mais do que perguntar se a pessoa é nativa, pergunte quais as qualificações dela e, muito importante, como ela trabalha (eu até poderia usar o termo “método” aqui, mas essa também é uma discussão para outro post…).

E antes de concluir, gostaria de indicar esse texto que encontrei enquanto pensava no que escreveria aqui e que achei bem interessante (e bem pertinente com o que eu trouxe): O mito do “professor nativo” no ensino de línguas estrangeiras.