Alzehan: Magos e Alquimistas — Rikelmy Ribeiro

Título: Alzehan: Magos e Alquimistas
Autor: Rikelmy Rodrigues Ribeiro
Editora: Lettre
Páginas: 166
Ano: 2021

Antes de iniciar essa resenha, preciso confessar que sou um pouco cética quanto aos comentários de outras pessoas sobre os livros. Gosto de ler resenhas — principalmente de obras que nunca ouvi falar na vida — mas nunca tomo as palavras do resenhista como verdades universais e, assim, não importa se a pessoa amou ou odiou o livro, se pego aquele livro para ler, inicio a leitura sem nenhuma expectativa.

Dito isso, gostaria de acrescentar que o que eu ouvia falar de Alzehan é que este é um livro de fantasia — coisa que já dá para esperar pela capa e pelo título — mas com algumas questões filosóficas inseridas na história. Eu pensava se não era um pouco exagerada essa definição, mas resolvi conferir com meus próprios olhos.

No início da história conhecemos Alzehan, a cidade dourada. Mais que isso, uma cidade poderosa e cheia de mistérios, que abriga dentro de seus muros grandes magos. E dentre eles temos os personagens centrais desta história: Évelon Kovalev, pai de Isaac e Eivil Kovalev, irmãos gêmeos completamente diferentes entre si em todos os sentidos possíveis.

“Eivil não era mal, mas curioso e disposto. O mundo não gosta de pessoas assim, então ele tenta derrubá-las e foi exatamente o que aconteceu com Eivil Kovalev”

Nesta história, porém, não é apenas Alzehan que tem seus mistérios. Todos os personagens parecem carregar mais do que falam e mostram ao longo da narrativa. E, claro, existem outros reinos para além de Alzehan. Reinos não tão ricos e não tão protegidos, mas que têm algo em comum: a vontade de destruir a Cidade Dourada.

“Desde que a vida caminhou sobre a Terra, ela permaneceu em guerra. A paz tornou-se uma utopia, visto que os instintos primitivos se sobressaem até mesmo nas mentes mais intensas”

Nós conhecemos um pouco mais sobre o que há para além dos muros Alzehanianos através de Eivil que, na infância, é expulso da cidade ao desrespeitar uma regra importante. E também é graças a esse acontecimento que conhecemos Érica Asténs, uma figura feminina de muita força, coragem e tristes lembranças, além de outros personagens que compõem a narrativa.

Évelon é um mago muito poderoso e esse poder não só é passado aos filhos, como é aprimorado por eles. Por isso, querendo ou não, todos temiam o que poderia acontecer após a expulsão de Eivil de Alzehan, ainda que, na época, ele fosse apenas um garoto. Isaac também já previa as consequências e, por isso, dedicava-se dia e noite a se tornar um mago ainda mais poderoso que seu pai. É como se todos soubessem que Eivil se vingaria da expulsão, ainda que em momento algum ele seja descrito como vingativo.

“Nós lutamos de maneira imperfeita para que Alzehan continue perfeita, entende?”

É muito fácil mergulhar nessa história — e olha que fantasia não é sequer o meu gênero preferido — e ficar com aquela vontade de saber o que vem a seguir, como os fatos irão se desenrolar. A guerra está sempre pairando, é verdade, mas ela vai muito além de um “bem” contra um “mal” e isso nos deixa sem conseguir prever o que pode acontecer ou mesmo o que gostaríamos que acontecesse.

“— No mundo real não existem vilões, apenas convicções diferentes”

E é justamente por brincar com questões como essa — de não haver exatamente um lado certo e um errado numa guerra — ou então com a questão de que, se não mudarmos, sempre haverá guerras no mundo, porque queremos apenas que nossos desejos sejam atendidos, é que Alzehan: magos e alquimistas é uma obra de fantasia que consegue ir muito além daquilo que esperamos.

“Uma vez, travei uma batalha contra um mago de Zafira. Ele me disse que ‘o mundo trabalha contra os bons’ e, de certa forma, fazia sentido”

Esse é o livro de estreia do autor e a história não acaba aqui (espero!). Se você é um amante de fantasia e quer conhecer esses personagens tão cheios de segredos e reflexões, adquira o ebook aqui ou o livro físico aqui e boa leitura!

O alquimista prodígio e a cidade do amanhã — Leblon Carter

Título: O alquimista prodígio e a cidade do amanhã
Autor: Leblon Carter
Editora: LN Editorial
Páginas: 38
Ano: 2021

Alô amantes de fantasia, que tal conhecer um conto nacional e muito bem escrito?

Ano passado eu trouxe a resenha de O alquimista prodígio e a espada de cobre e se você ainda não viu, é só clicar aí e conferir. Este conto, como já é de se imaginar, passa-se no mesmo universo do livro mencionado, mas, como explica o autor, acontece três anos antes do início da história que resenhei, sendo, portanto, possível ler cada obra de maneira independente.

Se você já leu O alquimista prodígio e a espada de cobre (APEC) este conto é uma oportunidade para adentrar mais este universo e, claro, matar a saudade. Por outro lado, se você nunca leu APEC, o conto é uma forma de entrar em contato com a escrita do autor e se apaixonar pela forma como ele consegue colocar a sua imaginação em palavras.

Logo de cara somos impactados com a forte presença de Versacce, Imperatriz do Clã dos Alquimagos do Sul e de Relucce, sua filha. A relação entre elas, por mais que tenhamos apenas um vislumbre, é muito bonita.

Em seguida, juntam-se a elas Bacci e Marceon. Bacci, como logo fica claro, é o pai de Relucce, mas não mora mais com elas, tendo construído uma nova família no norte, tornando-se Mestre do Clã dos Alquimagos do Norte. Marceon é seu filho com a nova esposa e é evidente a rixa que há entre os meio irmãos.

O ponto central deste conto é uma discussão que há entre Bacci e Versacce, que precisam tomar uma importante decisão. E, enquanto eles estão neste debate, Relucce e Marceon acabam se aventurando pelo palácio e se metendo em uma grande enrascada.

Uma vez mais, Leblon Carter nos lembra que é importante estarmos de olhos bem abertos e não nos deixarmos levar pelas aparências, porque nem tudo é o que parece ser… O alquimista prodígio e a cidade do amanhã é um conto para ser lido até a última página com muita atenção e com a certeza de que sempre haverá uma surpresa à espera.

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Os guardiões dos livros — Ana Farias Ferrari

Título: Os guardiões dos livros
Autora: Ana Farias Ferrari
Editora: Cartola
Páginas: 456
Ano: 2019

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Sabe aquele livro que é como um abraço amigo, para o qual queremos correr nos mais diversos momentos? Pois é assim que vejo Os guardiões dos livros, uma fantasia daquelas que nos faz pensar “Mas… Será que não é verdade?”.

“Eu não tinha percebido quanto sentimento eu tinha guardado dentro de mim e agora eles saíam todos de uma vez”

Essa foi uma leitura que me acompanhou por quase abril inteiro, porque, infelizmente, sinto que tive menos tempo para ler nesse período do que eu gostaria, correndo para dar conta de tudo. Mas esse é um livro que a gente não quer ler um capítulo só por vez, quer ler tudo e, ao mesmo tempo, absorver com calma as descobertas. Em diversos momentos do meu dia eu me via pensando nesta história, morrendo de vontade de voltar logo para ela, como se houvesse ali um imã. E certamente havia.

“Olhei para ele e vi que o pedido era sincero, eu conhecia o sentimento de querer fugir de tudo”

Os capítulos são narrados, alternadamente, por Clarice e Ricardo. Dois jovens, de início, extremamente comuns, vivendo uma rotina igualmente comum, de ir para a escola e viver sua adolescência, cada um a seu modo. Clarice é aquela menina que todos consideram nerd pelo simples fato dela amar livros e viver na biblioteca da escola. Ricardo, por sua vez, é um garoto lindo e que está sempre dormindo antes das aulas começarem, além de ser considerado popular. Clarice perdera o pai, grande incentivador de seu gosto pela leitura, muito cedo. Ricardo crescera sendo criado pelo tio, Dimitri, pois se tornara órfão muito cedo. E Dimitri, além de tio de Ricardo, era o bibliotecário da escola, portanto, amigo de Clarice.

“Momentos difíceis podem afastar pessoas, mas também pode aproximá-las”

Apesar de estudarem na mesma escola desde pequenos, o que faz Clarice e Ricardo começarem a conversar verdadeiramente é o sumiço repentino de Dimitri. Em busca do tio-amigo desaparecido, os jovens acabam por descobrir o Reino das Palavras e muita coisa sobre o passado e a história de ambos.

“Nós éramos dois adolescentes, procurar bibliotecários sumidos não deveria fazer parte dos nossos planos para o fim de semana”

No Reinos das Palavras, Clarice se descobre uma Guardiã dos Livros e Ricardo se descobre Príncipe. Mas, mais que isso, eles descobrem a se enxergar e enxergar um ao outro.

“Ela não ficaria desapontada comigo se eu não fosse o príncipe que todos esperavam que eu fosse”

O que torna Os guardiões dos livros tão especial não é o simples fato dele trazer um Reino com o qual todo leitor voraz já sonhou alguma vez na vida, mas, principalmente, porque este é um livro que transforma uma “rata de biblioteca”, uma garota “qualquer” em uma poderosa Guardiã do Reino das Palavras, além de mostrar que atrás de um “garoto popular” pode haver um enorme coração, um grande escritor e também alguém solitário.

“Mas, em todos os casos, só se torna um verdadeiro Guardião aquele que tem as histórias dentro do próprio coração, independente do sangue em suas veias”

Essa é uma daquelas histórias capazes de te tirar da realidade, sem deixar de fazer com que você pense sobre muita coisa importante. E, sem dúvidas, uma narrativa que nos deixa ainda mais apaixonados pelos livros e por todo o poder que um objeto como esse pode ter.

“As respostas sempre estarão nos livros”

Os guardiões dos livros é um livro indicado para jovens e adultos, principalmente aqueles que ainda acreditam na magia de um bom livro.

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O despertar da profecia — Ingrid Sousa

Título: O despertar da profecia 
Autora: Ingrid Sousa
Editora: Publicação Independente
Páginas: 227
Ano: 2019

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Já pensou que loucura seria se, de uma hora para outra, você descobrisse que não é o ser humano (quase) normal que sempre pensara ser? Apesar de alguns episódios um pouco estranhos em sua vida, Amália — a protagonista de O despertar da profecia — nunca desconfiara de tudo aquilo que havia dentro de si.

“Eu era uma garota normal, vivia em uma cidade normal e tinha uma vida normal. Mas vi tudo mudar e desmoronar sobre meus pés em questão de segundos”

As coisas começam a mudar e tomar rumos inesperados quando Heron aparece em Mystery Hollow. Um rapaz encantador e cheio de mistérios que vem para revolucionar a vida de Amália.

“Tenho consciência de que sozinha jamais conseguiria enfrentar essa barra”

E não, não se engane, pois não estou falando de um relacionamento! O despertar da profecia não é um romance, mas um livro de fantasia cheio de ação, segredos e um pouquinho de sangue também (sim, é melhor não se apegar aos personagens…). Uma história que também nos apresenta elementos da mitologia grega e que transpõe, de maneira muito interessante e natural, a barreira entre o real e o fantástico.

“Mas a verdade é que sou apenas uma garota com medo de não conseguir cumprir o seu propósito, insegura de que os resultados não sejam bons”

O fato de ter ação e suspense na medida certa nos prende a esse livro, além dele ter capítulos alternados entre presente e passado que, aos poucos, vão se ligando e nos fazendo encaixar as peças desse quebra-cabeça fantástico (sim, nos dois sentidos). Ao longo das páginas, portanto, vamos compreendendo como tudo começou (meses antes), ao mesmo tempo que acompanhamos (nos dias atuais) a busca de Amália e Heron por alguém que possa ajudá-los.

“Estamos sobrevivendo há muito tempo, talvez mais até do que consiga me lembrar. Me sinto impotente por não ter controle do que sou e tenho dentro de mim”

Narrado em primeira pessoa, O despertar da profecia também consegue nos mostrar o amadurecimento de seus personagens, principalmente da narradora protagonista, a que mais sofre com tudo o que acontece. E, ao final, muitas respostas nos chegam por meio da narrativa de outro personagem. Mas fiquem espertos: como esse é só o primeiro volume de uma série, ainda há muito por vir!

“Heron passou a ser meu ponto de apoio entre a sanidade e a loucura. Me entendendo, me aceitando e sabendo que não sou louca”

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Tamara Jong: a jornada da morte — José M. S. Freire

Título: Tamara Jong: A jornada da morte
Autor: José M. S. Freire
Editora: publicação independente
Páginas: 387
Ano: 2018

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Tamara Jong: a jornada da morte é o segundo volume de uma série fantástica — nos dois sentidos, com o perdão do trocadilho — escrita para o público jovem. Mesmo sem  ter lido ler o primeiro livro, consegui acompanhar bem a história, porque, para começo de conversa, há um prefácio muito claro, capaz de nos ambientar com relação ao que passou, e também com aquilo que encontraremos pela frente.

Esse é um livro extremamente adequado para os jovens, pois Tamara — uma coreana que vem morar no Brasil — ao lado de seu namorado Rodrigo, de sua irmã Débora e de seu cunhado André, são personagens que conseguem transmitir bem a essência juvenil, enquanto também nos fazem refletir e nos ensinam muitas coisas.

“Havia momentos bons e momentos ruins para todo mundo, mas as pessoas não podiam simplesmente cruzar os braços e esperar as dificuldades passarem, para continuar seguindo em frente”

Neste volume, Tamara e seus companheiros precisam lutar ao lado de seus amigos Ulianos, para evitar o assassinato dos emissários de Arkabur, em um plano arquitetado por Guaxaltopac, o ditador Monera. Muito confuso? Garanto que não! Nos acostumamos rapidinho com esses nomes diferentes, ao mesmo tempo que vamos dando boas gargalhadas. Só é muito doido como, mesmo lendo um livro de fantasia, infelizmente, percebemos suas semelhanças com a vida real.

“E só agora percebo quanto é alto o preço que pagam aqueles que lutam por uma causa justa e verdadeira”

No meio dessa história, que tem ação na medida e na hora certa, acontece uma reviravolta com nossa protagonista que custamos a acreditar ser possível. E dali para frente só queremos entender como e onde tudo isso acabará. E quando acaba, ficamos ansiando pela continuação, que já estou morrendo de curiosidade de ler.

“É engraçado como em determinadas situações da vida, coisas tão banais e corriqueiras que a gente usa no dia a dia e quase não dá importância, de repente, dependendo de onde nós estamos, ou do jeito que estamos, podem se transformar em nossos maiores desejos de consumo”

Uma coisa que torna essa história ainda melhor é o fato de termos como protagonista uma personagem como Tamara: destemida, dócil, forte, carinhosa, inteligente e compreensiva. Maí-Turá, outra personagem, também não deixa nada a dever para o time feminino dessa narrativa. E não posso deixar de ressaltar, também, como não importa quem é ou como é cada personagem, todos podem ser importantes e ganham seu papel de destaque mais cedo ou mais tarde.

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A ascensão da Dama da Noite — Luciano Maia

Título: A ascensão da Dama da Noite — As crônicas de Aljana
Autor: Luciano Maia
Editora: Viseu
Páginas: 250
Ano: 2019

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A resenha de hoje é para você que gosta de fantasias bem escritas ou então para você que acha que não há bons livros de fantasias escritos por brasileiros (é cada coisa que a gente tem que ler nesse mundo, né?).

A ascensão da Dama da Noite nos traz uma narrativa complexa. Para que vocês tenham uma ideia, a história tem três focos que vão se alternando a cada capítulo: a história da Dama da Noite, que dá título ao livro, e que vive com o Grão Mestre; cenas que se passam no castelo do Rei Marcado, nos mostrando, principalmente, o monarca em questão; a libertação (em diversos sentidos) de alguns personagens e os rumos que eles tomam, guiados, de uma forma ou de outra, pelo Grande Rei.

“— É preciso compreender o passado para podermos nos transformar em algo melhor”

Eu demorei um pouco para realmente mergulhar na história devido à minha dificuldade com nomes, ainda mais porque esse livro não facilitou nem um pouco: passei capítulos confundindo o Grande Rei e o Grão Mestre (shame on me).

“Revelar o nome a alguém significava tornar-se vulnerável”

Em A ascensão da Dama da Noite conhecemos Lúmen, um continente controlado pelos detentores de magia, os Magis, que são seres que possuem uma vesícula, além da glândula Magísterus, que os permite produzir o mana necessário para sentir e manipular a magia. Como em toda sociedade, porém, há Magis mais poderosos que outros e existem diversas formas de dominação.

“O mundo era injusto. Os perversos conquistavam o que queriam e os bons caíam. Parecia-lhe que a maldade compensava”

Este é um livro de fantasia que fala muito sobre vingança, poder, força. É como se uma nuvem escura pairasse sobre a história. Mas também é um livro que nos faz pensar, que toca em pontos importantes sobre quem somos e as escolhas que fazemos. Um livro com metáforas e com muitas possibilidades interpretativas.

“Cada escolha que fazemos nos leva a algum lugar, as suas os trouxeram até aqui”

Ao longo das leituras, conforme as peças desse quebra-cabeça narrativo vão se encaixando, vamos nos surpreendendo mais e mais. Mas, sendo A ascensão da Dama da Noite apenas o primeiro volume das Crônicas de Aljana, há muito por vir! Algumas pontas ainda ficaram soltas e há muito para acontecer e ser revelado neste mundo (literalmente) fantástico.

“O mundo havia se transformado num lugar imprevisível e perigoso”

Apesar dos três focos narrativos que mencionei no início deste resenha, fica claro (até mesmo pelo título) que o destaque deste primeiro volume é a jornada da Dama da Noite, e, por isso, acompanhamos acontecimentos desde a sua infância até o momento em que ela ascende a altos cargos, antes tão inalcançáveis para ela.

“Muitos vão duvidar de sua capacidade, de seu poder e até de quem você é”

Que jornada surpreendente. Que personagem única. a Dama da Noite é aquela mulher que teve uma infância difícil e solitária e que deu a volta por cima, se recuperou e lutou para se tornar reconhecida. Mas também para se vingar de tudo e todos…

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