Quotes #58 — Antes eu do que nós

Voltei com mais alguns (poucos) trechos do livro Antes eu do que nós, da Grazi Ruzzante, publicado em formato físico, este ano, pela Rocket Editorial. Não são tantas frases, mas eram passagens que eu não poderia deixar de compartilhar.

Antes eu do que nós é uma obra linda, com uma protagonista e tanto, e que que fala sobre as dores e as batalhas que enfrentarmos pelos simples fato de sermos humanos.

“Lição de Tina: Respeitar a própria dor muitas vezes exige mais força do que respeitar a dor do outro”

“Lição de Tina: por mais que uma armadura seja forte, ela sempre encaixa na fragilidade de um abraço”

“Já faz quase cinco anos, mas os vazios da casa não se preenchem com tanta facilidade só por causa disso”

Uma narrativa carregada de sentimentos e emoções, capaz de despertar tantas reflexões em nós.

“A verdade é que o ser humano sempre tem todos os motivos para se estressar e, ao mesmo tempo, nenhum”

Nesta obra, podemos ver personagens crescendo e amadurecendo. Aprendendo a lidar consigo, mas também com o outro.

“Eu me lembro como era ser adolescente. Acho que ninguém esquece, mesmo que nunca queira lembrar”

Com uma protagonista que é professora de artes, a história não deixa de valorizar expressões culturais e, claro, a educação.

“A arte pede para ser vista, faz parte do ciclo da coisa, entende?”

Se esses poucos trechos já te deram uma pontinha de curiosidade sobre a obra, não deixe de ler a minha resenha e, claro, de acompanhar de perto os trabalhos da Grazi, seguindo suas redes sociais (Instagram | Linktree).

Citações #57 — 100 canções para salvar a sua vida

O tanto de quotes que eu tenho desse livro daria para escrever uma nova história. Então senta que lá vem post grande!

“Não acredito na ideia de felizes para sempre. Por que tem que ser eterno pra ser verdadeiro?”

Costumo pensar que se você quer saber se eu realmente gostei de um livro, basta ver quantos trechos destaquei nele (apesar de ter livros tão bons que eu não consigo escolher pequenos trechos, mas páginas inteiras, então acabo não destacando quase nada).

“É engraçado como nunca pensamos nas decisões simples e fugazes que fazemos todos os dias”

Cada trecho significa identificação, compreensão ou apenas o fato de algum pensamento importante ter surgido em mim por causa dele.

“O ser humano pode ser monstruoso. Mas nós também temos algo que ninguém mais tem. Nós podemos amar, de verdade e com todo o coração”

E é gostoso voltar a esses trechos e, às vezes, dar novos significados a eles. Ou novas importâncias.

“Por um tempo, deixamos que a música fizesse o que música faz. Deixamos ela nos curar”

100 canções para salvar a sua vida, da Camila Dornas, foi, sem dúvidas, uma leitura intensa

“Poucos meses mudaram tudo. Duas daquelas pessoas estavam mortas. As que foram deixadas para trás quebradas demais para um dia serem consertadas”

E a história já começou me conquistando ao falar de São Paulo de uma forma que não poderia ser mais verdade.

“São Paulo era um completo caos, mas era meu caos, e eu adorava”

Mas outro tema que me é tão caro e que tanto me fez querer ler este livro foi, claro, a música, tão presente em cada momento da narrativa.

“Gostava do jeito como ele articulava as palavras quando discutia música, como se mal pudesse contê-las”

“Ambos acreditavam que a música certa podia salvá-los”

“Chorei com apenas aquela canção como companhia. E, ao menos por um momento, foi o suficiente”

“Observá-lo era como ouvir uma canção calma depois de um dia frenético”

“Ouvimos a música em silêncio, naquele limbo onde nossos problemas foram temporariamente esquecidos”

“Algo extraordinário acontecia quando ele se conectava com uma canção”

Uma história que fala, também, sobre perdas e finais (com ou sem despedidas).

“Porque você está aqui agora. E talvez você não signifique muito para o resto da eternidade, mas significa o mundo para quem está do seu lado. E isso vale a pena. As coisas não precisam ser pra sempre para merecerem ser vividas”

“Nunca pensamos muito na morte. Em quão súbita e sem sentido é”

“Acho que é o que acontece quando alguém que você ama para de existir. A parte que eles ocupavam simplesmente fica lá, vazia”

“Mais que nunca, quis poder abraçá-la, dizer que ficaria tudo bem. Mas era tarde demais”

E, sem dúvidas, uma história sobre empatia e dores que nem sempre podemos compreender.

“Algo nela se quebrou irremediavelmente naquele dia”

“— Nós não fomos as únicas pessoas que ela machucou ao deixar pra trás, Ali”

“Não é apenas sobre pessoas extraordinárias, mas dores extraordinárias”

Sobre sermos, antes de mais nada, humanos.

“Não tem nada errado em querer alguma ajuda de vez em quando”

“O silêncio costuma incomodar as pessoas, porque tem uma capacidade singular de te deixar completamente exposto a si mesmo”

“Não entendo por que estamos tão desesperados para esconder nossas próprias falhas”

“Mas ninguém nunca vê nada exatamente igual à outra pessoa. Nossa realidade é totalmente afetada por quem nós somos”

“Lágrimas contidas são como veneno. Confie em mim, eu sei”

100 canções para salvar sua vida é, ainda, sobre termos nossos vícios, sejam eles saudáveis ou não.

“— Ele é um bêbado. Começou quando minha mãe morreu e nunca mais parou. A bebida o transformou em uma pessoa completamente diferente. Eu já tentei de tudo pra recuperar o homem que ele foi, mas em algum ponto temos que desistir de quem não quer ser salvo”

“Para ela, a adrenalina era uma droga”

E no meio de tanta coisa, ainda sobre espaço para passagens leves, recheadas de amor e de personagens marcantes a seu modo.

“Valentina tinha o tipo de sorriso que mudava o mundo”

“Nós dançamos, e parecia que eu o conhecia, que entendia a energia dele”

“Ele era como um dia de sol logo depois de uma tempestade”

“Acho que nunca me acostumaria à sensação de vê-lo sorrir”

Se você se interessou por essa história e quer saber mais sobre ela, não deixe de ler a resenha e de garantir seu exemplar clicando abaixo.

Citações #56 — Resto qui

Gosto de livros que ecoam e ainda me deixam pensando sobre eles mesmo tempo depois de terminar sua leitura.

Resto qui (Marco Balzano), já resenhado neste post, é um desses livros e, felizmente, hoje tenho a oportunidade de revisitá-lo, trazendo para o Blog mais alguns trechos desta obra.

“Credevo che mi potessero salvare, le parole” 

(Eu acreditava que as palavras pudessem me salvar)

A história fala muito — e acredito que deixei isso claro na resenha — sobre (des)pertencimento.

“Ci eravamo abituati a non essere più noi stessi”

(Nós nos acostumamos a não sermos mais nós mesmos)

“– Mamma io voglio andarmene da questo posto. Qui non posso nemmeno più andare a scuola”

(— Mamãe, quero ir embora deste lugar. Aqui não posso sequer ir à escola).

O livro também trata da questão de como a língua que falamos (ou não) é importante no processo acima mencionado.

“In pochi a Curon sapevano leggere, ma nessuno capiva quella lingua che era solo la lingua dell’odio”

(Poucos em Curon sabiam ler, mas ninguém entendia aquela língua que era só a língua do ódio)

“Di fargli imparare una poesia pensai che se non me l’avessero fatto odiare dal profondo delle viscere era una bella lingua, l’italiano. A leggerla mi sembrava di cantare”

(De fazê-los aprender poesia, pensei que se não me tivessem feito odiá-la das profundezas das minhas vísceras, seria uma bela língua, o italiano. Enquanto o lia, parecia que eu cantava)

Como já era de se esperar e imaginar, a obra fala, ainda, sobre as dificuldades do viver.

“Perché vivere vuol dire per forza andare avanti?”

(Por que viver significa, necessariamente, seguir em frente?)

“Nulla è più impietoso della neve che ti cade addosso”

(Nada è mais impiedoso que a neve que cai sobre você)

Uma narrativa, por fim, que nos lembra da pureza das crianças, mesmo em um mudo tão machucado e dolorido.

“Vedrai, ti farà bene stare coi bambini, sono molto meglio degli adulti”

(Você vera que te fará bem estar com as crianças, são muito melhores que os adultos)

Resto qui me apresentou uma Itália que, mesmo estudando tanto sobre o país, eu não conhecia e que, apesar de retratar algo tão triste, era preciso conhecer. Se você quiser saber do que estou falando, não deixe de ler a resenha e, claro, a obra completa.

Citações #54 — A filha primitiva

Um dos motivos pelos quais gosto de marcar e anotar trechos que me chamam a atenção nos livros que leio é que, através deles, posso relembrar a história, além de, em alguns casos, ter novos insights sobre a mesma.

Mas se tem uma coisa que não precisaria de trechos para lembrar, é da força que a narrativa de A filha primitiva, da autora Vanessa Passos, tem.

“A fome ensinava a ser criativa”

Uma histórias que vai direto e reto ao ponto e que toca em muitas feridas.

“Gente é assim, gosta mesmo é de rir das desgraças dos outros”

Uma narrativa sobre partos, não somente físicos, mas também mentais.

“Fico pensando que escrever é um parto infinito”

E, ainda, um texto que fala sobre paternidade e abandono, mas também sobre a história que nos é negada.

“A busca pelo meu pai e pela escrita caminhavam juntas”

A filha primitiva é também sobre vícios.

“Tinha esquecido que a bebida dá coragem pras pessoas”

Sobre humanidade e desumanidade (não sei se essa palavra existe, mas acho que dá para entender a ideia, né?).

“É fácil esquecer o erro de homem”

“Incrível como o ser humano gosta de se enganar”

Não se trata de uma leitura fácil, como os conteúdos já podem indicar, mas ela é necessária. Para saber mais, você pode ler minha resenha aqui e garantir o seu ebook clicando abaixo.

Citações #53 — A longa noite de Bê

A longa noite de Bê, obra do autor Fernando Ferrone, foi uma leitura que fiz em janeiro e que, felizmente, se faz presente até hoje em meio a reflexões e lembranças.

Na resenha, alguns trechos que gostei ficaram de fora e agora você pode conferi-los aqui. É o caso, por exemplo, das passagens que falam sobre as energias que gastamos (ou não) com os outros.

“O nosso corpo não é feito pra suportar o ódio. Odiar alguém requer muita energia”

“Eu precisava não me preocupar tanto se quisesse ter energia para me preocupar sempre”

A história também aborda, de diversas formas, a presença, a ausência, o pertencimento, temas que, por si só, já têm muito a despertar em nós.

“Ele nunca te fez falta porque nunca se fez presente. Não tem como sentir saudades do que nunca se conheceu”

“Naquele momento, tive uma sensação que não experimentava há anos: senti um despertencimento”

A longa noite de Bê fala, ainda, sobre o tornar-se mãe (principalmente sem planejamento e sem realmente desejar isso).

“Naquele instante, Lila era uma forma vazia dentro de um espaço vazio”

“Sendo então duas pessoas, Lila sentiu-se nenhuma”

Uma coisa que gostei muito ao longo da leitura foi a forma como o autor trabalhou lugares comuns (não apenas da literatura), nos dando novas perspectivas em relação a eles.

“Esse prazer de rever pela última vez os momentos marcantes da nossa vida antes de não ter mais vida não existe”

Uma obra múltipla, que vale muito a leitura, assim como o primeiro livro do Fernando, À deriva. E se você quiser saber mais sobre eles e conhecer um pouco do autor, não deixe de assistir esse bate-papo que tive a oportunidade de participar (e mediar) lá na Livraria Ponta de Lança.

Citações #51 — Uma mentira imperfeita

Acho que não é segredo para ninguém (ao menos não deveria ser) que eu adoro romances, daqueles bem “água com açúcar” mesmo. O que talvez nem todo mundo concorde é que mesmo esses livros podem nos trazer algumas reflexões interessantes, ainda que esse não seja o objetivo deles.

“Como algo pode ser a razão da sua vida e, ainda assim, te destruir?”

Foi o que aconteceu enquanto eu lia Uma mentira imperfeita, da Beatriz Cortes, publicado pela Bendita Editora. Li o livro no começo deste ano e adorei! Muitos dos trechos que destaquei durante a leitura ficaram de fora da resenha (que você pode ler aqui) e agora os trago neste post.

Acho que umas das coisas mais interessantes sobre essa história é que ela fala muito sobre autoconhecimento.

“Estou totalmente aliviada por ter, enfim, chegado a alguma conclusão sobre mim mesma”

“Eu sou uma fraude, não consigo terminar nada do que me propus a fazer na vida, nem mesmo uma maldita terapia”

“Uma das coisas que percebi nesses longos anos de redescoberta de mim mesma foi que, enquanto eu dizia sim para todo mundo, deixei que o não tomasse conta de quem eu sou”

E, ao mesmo tempo, também fala sobre conhecer o outro.

“Não adianta ficar procurando fundamento nas escolhas do outro se você ainda não consegue entender as suas próprias”

“Tento pensar se em algum momento houve indícios de que essa transformação aconteceria com ele, mas no fundo eu sei que essas coisas acontecem de uma hora ou outra”

Como já era de se esperar, a história fala, ainda, sobre o amor, mas percorre caminhos interessantes para isso, muito ligados, também, ao que já mencionei sobre a obra.

“Todas as minhas tentativas de relacionamento foram exatamente assim, como saltar de paraquedas e descobrir no meio do caminho que ele está com defeito: você sabe que, quando chegar ao chão, vai ser uma droga, mas a sensação de poder voar é indescritível”

“Quando perdemos alguém que amamos muito, a gente também corre o risco de nos perder de quem somos”

“É incrível como ele consegue tornar até um furacão muito mais leve”

Um assunto que fica pairando ao longo da narrativa e que desperta a nossa curiosidade é a culpa que a protagonista carrega e que queremos entender melhor.

“Hoje faz oito anos, e, sempre que essa fatídica data chega, tenho a sensação de que estou revivendo aquele pesadelo”

“Só queria que soubesse que te amo, e que não tem um dia da minha vida que eu não me arrependa do que aconteceu”

“Absorvi toda a culpa, todo o sofrimento, e achei que isso fosse o necessário para permanecer firme, para me tornar forte”

“A chama da culpa sempre esteve aqui, crepitando ao meu redor, e ele nunca percebeu. Ninguém nunca notou”

Outro sentimento forte é a melancolia, que gera pensamentos que nos fazem querer abraçar a protagonista.

“Descobri, com o passar do tempo, que existem muitas formas de morrer, e não sou capaz de perdê-lo em mais uma”

“Sinto o peso de suas palavras destroçarem meu coração em mil pedaços”

“É a minha vida despencando aos poucos, afundando em uma areia movediça, desmanchando feito papel”

Mas o mais interessante mesmo é ver como somos múltiplos e como uma única pessoa pode se transformar tanto em tão pouco tempo.

“Não dá para simplesmente ser outra pessoa depois de tanto tempo sendo… eu”

“É uma pena que não haja espaço para a Nina no Rio de Janeiro, no mundo real. Talvez um dia eu possa me dar o luxo de viver algo parecido outra vez”

Se esta obra despertou o seu interesse, não deixe de clicar no livro aí embaixo para conhecê-lo melhor!

Citações #48 — Cartola (antologia)

A antologia Cartola é uma obra recheada de contos encantadores, como apresentei ao longo desta resenha. Muitos trechos bonitos, porém, ficaram de fora e hoje trarei mais alguns deles (deixando, ainda, outros tantos sem a sua vez, porque tem realmente muita coisa boa ali).

“Quando uma estrela escolhe você, não existe caminho de volta, seu coração começa a precisar daquele brilho para viver”

Corra e olhe o céu (Ana Farias Ferrari)

Como mencionado na resenha, essa obra nos traz sentimentos e temáticas como a tristeza:

“Não ligava mais para queimaduras. Tinha vivido coisas piores”

Alvorada (Bruny Guedes)

“Pouco a pouco, a magia da música foi se perdendo”

Cordas de aço (Thais Rocha)

“Todos estavam tristes, mas não queriam lidar com isso”

Corra e olhe o céu (Ana Farias Ferrari)

A angústia:

“Eu acho que esse foi o instante que ela, Cilene, percebeu que havia mais felicidade no mundo do que ela tinha naquela ocasião”

Amor proibido (Nilsa M. Souza)

“As pessoas dizem que desistir é covardia, contudo, esse talvez seja o meu maior ato de coragem”

As rosas não falam (Lili Dantas)

“Temi que seu eu tivesse que passar pelo ritual de despedida, talvez não conseguisse virar as costas e seguir meu plano adiante”

Meu drama (Ana Paula Del Padre)

A amizade:

“Não se quebra uma amizade”

Amor proibido (Nilsa M. Souza)

A memória e o esquecimento:

“É curioso como cheiros nos imprimem memórias como se fossem tatuagens”

As rosas não falam (Lili Dantas)

“Dizem que as viagens favorecem o esquecimento”

Peito vazio (Simone Aubin)

Ou o distanciamento:

“Às vezes, a pior atitude é não querer se envolver”

O mundo é um moinho (Alessandra Solletti)

“Frio não é só sobre o clima, é também um estado de espírito”

O sol nascerá (Meg Mendes)

A vida e a morte (assim mesmo, juntas e misturadas):

“Em meio ao meu tormento, não mais particular, ele me abraça como se jamais fosse deixar-me ir. E eu não quero”

As rosas não falam (Lili Dantas)

“Você nunca pensa que vai morrer até estar diante da iminência da morte”

Autonomia (C. B. Kaihatsu)

E, claro, o amor, sentimento sempre tão presente e tão intenso:

“Há tempos eu não sentia as emoções juvenis de quando nos sentimos doentiamente atraídos por alguém”

As rosas não falam (Lili Dantas)

“Me pergunto, como ainda é possível eu amar o comportamento odioso nela, a resposta vem fácil logo em seguida, só é possível amar a luz de uma pessoa se também amarmos a sua escuridão, um não existe sem o outro”

As rosas não falam (Lili Dantas)

“O tema do meu trabalho, Amor: efêmero ou eterno?, era minha última esperança em acreditar que as relações duradouras e verdadeiras existiam de verdade. De que ainda valia a pena amar, ou então, me conformar que tudo é mesmo uma mentira e que o amor é apenas uma ilusão dolorosa”

Disfarça e chora (Juliana Kaori)

“Amor, amor de verdade mesmo, não olha a quem, não tem regra, dura o que tem que durar”

Disfarça e chora (Juliana Kaori)

Se tiver gostado desses trechinhos, não deixe de conhecer a obra completa. Como eu disse na resenha, a leitura me surpreendeu bastante (positivamente)!

Citações #47 — Os sete maridos de Evelyn Hugo

Os sete maridos de Evelyn Hugo, da Taylor Jenkins Reid é aquele livro que a gente vê todo mundo comentando, mas que só lendo podemos entender o quanto é realmente bom.

Já postei minha resenha por aqui e agora trago mais alguns trechinhos dessa obra realmente surpreendente. Serão poucos, mas foram passagens que eu gostei e não queria perdê-las de vista.

Como comentei anteriormente, a obra nos apresenta a uma lendária estrela Hollywoodiana e, com isso, nos dá uma visão muito interessante do “por trás das telas“.

“É impossível ter intimidade sem confiança. E seria uma idiotice da nossa parte confiar umas nas outras”

Porém, o que surpreende é que a história consegue ir muito além disso, abordando questões como a homossexualidade (em tempos ainda mais complicados que hoje).

“Ele se revelou para mim, ainda que de forma vaga. E eu reagi com aceitação, ainda que de forma indireta”

O livro também fala sobre violência doméstica e relacionamentos abusivos.

“Com dois meses de casamento, ele começou a me bater”

“Desconfie de homens que precisam muito provar alguma coisa”

E, como não poderia deixar de ser, visto que a protagonista se casou sete vezes, fala sobre o amor, as relações humanas, os laços afetivos (elementos que também permeiam, de certa forma, muitas das passagens já trazidas até aqui).

“As pessoas acham que intimidade tem a ver com sexo. Mas intimidade tem a ver mesmo é com a verdade”

“A decepção amorosa é uma perda. O divórcio é um documento”

Citações #43 — E se eu pudesse voltar no tempo?

A essa altura do ano, difícil não olhar para trás e pensar em tudo o que li ao longo de 2021. Porém, ainda mais difícil seria escolher a minha leitura preferida, afinal, uma vez mais, tive a sorte de me deparar com ótimas histórias ao longo deste ano. E uma dessas histórias, sem dúvidas, foi o conto E se eu pudesse voltar no tempo?, da autora Marie Pessoa.

“Mas minhas amigas achavam apenas que eu não havia encontrado a pessoa certa”

Como costumo fazer, coloquei alguns trechos ao longo da resenha, mas outros ficaram de fora e eu não poderia deixá-los de trazer aqui.

“Existem poucas coisas piores do que perder uma pessoa amada sem ao menos poder se despedir”

Esses trechos reforçam, claro, alguns dos pontos que mencionei na resenha, como o fato de Clarice — a protagonista — ter passado por algumas tantas dificuldades ao longo de sua vida.

“Eu havia desistido da vida, mas poderia ao menos proporcionar melhores dias para a mulher que nunca se permitiu descansar pelo bem do meu futuro”

Dificuldades essas, porém, que são muito reais e que nos rodeiam.

“Nosso elo era tão fraco para que qualquer ruptura pudesse ser indolor a ela?”

Além disso, o conto aborda a questão dos padrões estéticos impostos pela sociedade.

“Era bom me sentir linda enquanto tanta gente tentava provar o contrário”

E também a importância do amor próprio.

“Mas eu estava tão errada que o simples fato de entender que meu corpo era meu, somente meu, e que ele era lindo independente de qualquer padrão, me emocionava”

Porém, um dos pontos principais da história não deixa de ser a perda. Em seus mais diversos e profundos sentidos.

“Ela sentia a dor da amiga que enterrara a única filha, e chorava em todo canto porque aquilo nenhuma mãe deveria passar”

Novamente, deixo a minha forte indicação para que você conheça essa história — caso ainda não se tenha feito esse enorme favor.

“Foi naquele exato momento que o pressentimento ruim e a realidade me lembraram do que aconteceria a seguir”

Citações #41 — O que restou de mim

Você chegou a ler minha resenha de O que restou de mim, do autor Abraão Nóbrega? Se não leu ainda, não deixe de passar lá! Mas se você ainda está em dúvida se vale a pena saber mais sobre esse livro, trarei aqui os trechos que não couberam na resenha. Depois disso tudo, duvido você não querer mais.

“Tudo ficou perdido num espaço entre o passado e o presente”

Apesar de retratar muito bem as dores e os sentimentos do fim de um relacionamento, O que restou de mim não se resume a isso.

“Espero que tuas estradas te guiem para a felicidade, pois, embora tenha partido o meu coração, nunca quis que partissem o teu”

“Você me abraçou como ninguém nunca o fez e, por um momento, fomos a fortaleza um do outro”

Este é, também, um livro sobre força.

“Em algum momento deixará de doer como agora”

“Os machucados ainda estão todos aqui. Uns mais recuperados que outros, porém nunca me abandonaram de fato”

Mesmo carregando, em suas palavras, uma profunda tristeza.

“Faz muito tempo que estou no escuro. E ele é assustador”

“Não sabia como lidar com aquela tempestade e com a dor que não era sua, mas que você tinha deixado para mim”

A verdade é que esse um livro palpável, sincero.

“Eu te amei achando que seria para sempre, e talvez realmente venha a ser. Mas um amor solitário, partido. Como uma chave quebrada que não abre caminho”

“Se você não tivesse desistido de mim, quem sabe o que eu poderia ter feito?”

Retrata sentimentos que qualquer pessoa que ama, em algum momento e medida, está sujeita a sentir e viver.

“Eu já não amo você. Amo a dor que me deixou”

“Pois, se há uma coisa certa, é que / só morrendo para se despedir de um grande amor”

Eu gosto do impacto que a poesia do Abraão tem, tornando impossível não querer destacar todo o livro.

“Tudo o que eu conheço é a dor, a minha dor, e já não tenho memórias do mundo sem ela”

“Como ficaria bem se uma parte de mim quebrou inteiramente?”

E gosto ainda mais pelo fato desse ser um livro extremamente contemporâneo e por falar das saudades que sentimos hoje.

“Eu sinto saudades, ah, como eu sinto. De quando eu não temia o dia de amanhã, de quando eu não temia uma dor de cabeça qualquer, ou de quando eu não temia sair de casa”

“Eu sinto saudades, em todos os dias dessa nova vida. De quem eu era e podia ser.  De quem eu amava e podia amar. E de como eu vivia e podia viver”

Enfim, O que restou de mim é um livro realmente lindo, com um projeto gráfico maravilhoso, pensado nos mínimos detalhes. Você pode adquirí-lo na versão física, diretamente com o autor, ou então aqui (ebook).