Tatianices recomenda [16]

tatinices recomenda [16]

Hoje é dia de trazer minhas indicações para ajudar vocês com os desafios do mês, vamos conferir? Lembrando que só trago aqui livros que já li e que se você quiser saber mais sobre eles, basta clicar na imagem de cada um!

A Geração editorial nos desafiou a ler um romance clássico. Posso citar aqui Madame Bovary (Gustave Flaubert), A cidade e as serras (Eça de Queiroz) e Til (José de Alencar).

       

O Skoob, por outro lado, nos desafiou com um livro de mais de 500 páginas. Tive que recorrer à plataforma deles para saber alguns títulos que li com esse número de páginas… Indico, então, Orgulho e Preconceito (Jane Austen) — 576 páginas; A Herança (Cristopher Paolini) — 792 páginas; O mundo de Sofia (Jostein Gaarder) — 506 páginas.

           

Por fim, a Livraria Cultura sugeria um livro que tivesse como cenário uma cidade que quero conhecer. Difícil essa!

A Fani me deixou com vontade de conhecer L.A e eu sempre quis conhecer a Inglaterra (mais de uma cidade) então indico Fazendo Meu Filme (Paula Pimenta). E, da mesma autora, indico também Minha Vida Fora de Série, pois no último volume (até o momento), a história se passa no Canadá, que também gostaria de conhecer.

     

O que acharam das indicações? O que vocês recomendariam nessas categorias?

 

Tatianices recomenda [14]

Tatianices Recomenda [14]

Como abril é um mês dedicado à conscientização sobre o autismo — o abril azul — quis trazer para vocês um Tatianices recomenda com livros sobre o assunto.

Comecei a me interessar pelo tema quando li O que me faz pular (Naoki Higashida), em 2014. Depois, cheguei ao Passarinha (Kathryn Erksine), também em 2014. E este ano eu finalmente li Meu menino vadio (Luiz Fernando Vianna). Foram três leituras que me ensinaram muito e que eu realmente recomendo para quem quer compreender um pouco mais sobre autismo. E o mais interessante é que são livros completamente diferentes. Vejam as sinopses abaixo e me digam o que acharam ou se já leram algum desses livros.

O que me faz pular por [Higashida, Naoki]

NAOKI HIGASHIDA sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e aos treze anos ele realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O autor explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com essa condição e nos oferece suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato inesquecível. O que me faz pular, trazida para o leitor ocidental pelo renomado escritor David Mitchell e sua esposa, é uma obra única. A história de Naoki demonstra que, longe de serem insensíveis e indiferentes ao mundo, as pessoas com autismo são tão complexas quanto qualquer um de nós e dotadas de senso de humor, empatia e uma intensa imaginação. Seu mundo é incrivelmente rico, e esse relato autobiográfico nos oferece um vislumbre comovente dessa riqueza. Belamente ilustrado, o livro traz também pequenas fábulas e um conto emocionante, todos de autoria de Naoki.
No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai – a si mesma e todos a sua volta –, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido. Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo. Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.

O jornalista Luiz Fernando Vianna e seu filho, Henrique, são unha e carne ― às vezes unha do filho na carne do pai. Henrique é autista. Pouco fala, mas algumas palavras repete à exaustão. Tem momentos de agressividade contra si mesmo e contra terceiros. Sabe ser irônico. Gosta de desenhos animados e de mergulhar no mar. Como todo adolescente, tem suas curiosidades e seus impulsos, só que sem grande cerimônia. Luiz Fernando decifra os sons que ele emite, seus desejos imediatos e muitos de seus silêncios, no entanto não tem como alcançar o que o filho sente lá no fundo do fundo.Há quem diga que ter um filho com deficiência é uma benção. Luiz Fernando Vianna discorda. Se fosse mesmo um presente, antes de receber ele diria: “Ah, não precisava.” Com toda a franqueza e um pouco de música, o autor conta a sua experiência, cheia de altos e baixos, momentos de ternura e também de desespero ao lado do seu menino vadio.

Se vocês tiverem se interessado por algum dos livros, basta clicar na imagem para ver onde encontrá-los (:

 

 

 

Tatianices recomenda [13]

Tatianices recomenda [13]

Chegou o dia de mostrar minhas recomendações para os desafios do mês de abril. Vamos nessa? Basta clicar nas imagens para saber mais sobre os livros indicados.

Para o mês de abril a Geração Editorial propôs um livro de poesia nacional. Arrasaram nessa!

           

O Skoob também desafiou os leitores com um livro nacional. Vou indicar só três, mas aqui no blog tem milhares de outras sugestões, viu?

Quando A Neve Cair por [Sampaio, Cínthia]   Adelphos: A Revelação por [Pattal, M.]    O demônio no campanário por [Pereira, Michelle]

Por fim, a Livraria Cultura sugeriu um livro escrito por mulher. Nas indicações acima vocês já encontram algumas sugestões, mas aqui vão outras três:

     A lua de mel por [Kinsella, Sophie]     

Esses são apenas alguns dos livros que li e que se encaixam nas categorias sugeridas para esse mês. E vocês, o que indicariam?

Tatianices recomenda [12]

Tatianices recomenda [12] (1)

Hoje trago a vocês mais uma dica cultural!

Se você gosta de musicais e mora em São Paulo (capital) ou arredores, recomendo a peça Meu destino é ser starem cartaz no Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – 7° andar). E se você gosta de Lulu Santos, provavelmente se lembrou de uma certa música dele com esse nome. Acertou em cheio: Meu destino é ser star é um musical que nos apresenta a história de alguns jovens que buscam seu espaço no ramo do teatro musical,  e suas histórias são contadas através das músicas de Lulu Santos.

Se você não conhece muito da obra de Lulu Santos, ou mesmo não é tão fã assim, não se preocupe: essa peça também é pra você. A narrativa nos traz muitas reflexões interessantes e os arranjos das músicas ficaram de arrepiar. Os atores são extremamente talentosos e a produção está de tirar o fôlego.

O musical vai ficar pouco tempo em cartaz aqui na cidade: apenas até dia 14 de abril. Então bora correr pra assistir! Os espetáculos ocorrem às sextas (20hrs), sábados (16hrs e 20hrs) e domingos (19hrs). Algumas das apresentações também contam com interpretação em libras!

Os ingressos variam entre R$25,00 (a meia-entrada mais barata) e R$150,00 (a inteira mais cara). Eu fui assistir o musical com minha amiga, que me indicou a peça, e meu namorado. Compramos os ingressos mais baratos, mas como o teatro estava até que vazio, conseguimos nos sentar mais à frente. Se, por um lado, isso foi ótimo para nós, por outro lado, achei uma pena ver o teatro tão vazio. A produção desse espetáculo com certeza não foi fácil, então espero que eles tenham mais público nas próximas sessões!

Tatianices recomenda [11]

Tatianices recomenda [10] (1)

Hoje é dia de trazer para vocês mais um Tatianices recomenda com dicas para ajudar nos desafios literários. Esse mês tá mil vezes mais difícil que o último, viu! Para mais informações sobre cada um dos livros, é só clicar no nome deles.

No desafio da Geração Editorial, o livro de março tem de ser escrito por alguém de um país diferente. O que vocês consideram um país diferente? Considerei algo que vai além do fato de não ser Brasil e tentei escolher países que provavelmente lemos poucos autores:

Demian – Herman Hesse (Alemanha)

Como um romance – Daniel Pennac (Marrocos)

Já o Skoob, sugere um livro ganhador de um prêmio Pulitzer. Difícil essa, hein? Não sei se já li algum, então deixarei essa em branco…

Por fim, a Livraria Cultura sugere um livro que tenha escolhido pela capa. Gostei dessa! Certamente não posso deixar de mencionar A inexplicável lógica da minha vida e Feita de letra e música que foram livros que eu literalmente comprei pela capa, mas que me apaixonei pela história.

E vocês, o que indicariam? Principalmente para o desafio do Skoob…

 

Tatianices recomenda [10]

Smooth Waves Salon (1)

Amanhã é dia 08 de março, dia internacional da mulher, e, por isso, resolvi trazer para vocês alguns livros de/sobre mulheres incríveis! Vocês já leram algum desses? O que acharam? Eu li todos e não sei escolher meu preferido!

Luna Clara e Apolo Onze (Adriana Falcão)

“Desencontros levam os pais de Luna Clara – Doravante e Aventura – a se perder e a se encontrar. O avô da menina, Erudito, perde as histórias que havia colecionado e também o papagaio. As tias perdem os namorados. Em um constante ir e vir, na região de Desatino do Norte, as vidas de Luna Clara e Apolo Onze acabam se cruzando”

Crescer é perigoso (Marcia Kupstas)

“Gustavo decide escrever um diário para extravasar as emoções. Aos 15 anos, ele vive os conflitos comuns da idade. Nas páginas em branco, o garoto expõe desejos e inseguranças e questiona tudo, inclusive sobre seu lugar no mundo. Em seu desabafo, conta que sofre discriminação por ser descendente de japoneses. Enquanto acompanha o relato de Gustavo, o leitor participa de suas alegrias e tristezas durante o difícil processo de crescimento”

Anarquistas graças a Deus (Zelia Gattai)

“Publicado em 1979 e transformado em minissérie da rede Globo em 1984, Anarquistas, graças a Deus é o livro de estréia de Zélia Gattai e seu primeiro grande sucesso. Filha de anarquistas chegados de Florença, por parte do pai Ernesto, e de católicos originários do Vêneto, da parte da mãe Angelina, a escritora trazia no sangue o calor de seus livros. Trinta e quatro anos depois de se casar com Jorge Amado, a sempre apaixonada Zélia abandona a posição de coadjuvante no mundo literário e experimenta a própria voz para contar a saga de sua família. É assim que ficamos conhecendo a intrépida aventura dos imigrantes italianos em busca da terra de sonhos, e o percurso interior da pequena Zélia na capital paulista – uma menina para quem a vida, mesmo nos momentos mais adversos ou indecifráveis, nunca perdeu o encanto. A determinação de seu Ernesto e a paixão pelos automóveis, a convivência diária com os irmãos e dona Angelina, os sábios conselhos da babá Maria Negra, as idas ao cinema, ao circo e à escola, as viagens em grupo, o avanço da cidade e da política – nestas crônicas familiares, vida e imaginação se embaralham, tendo como pano de fundo um Brasil que se moderniza sem, contudo, perder a magia. Exímia contadora de histórias, Zélia as transforma em instrumento privilegiado para o resgate da memória afetiva. Foi Jorge Amado quem, um dia, lendo um conto de qualidade duvidosa que Zélia rascunhava, pescou essa veia de documental. Apontou-lhe o caminho e mostrou que ela se alimentava de sua rica ascendência familiar. Surge assim a Zélia memorialista, para quem a literatura provém não tanto da invenção, mas do trato apurado da memória e do desfiar cuidadoso, mas sem melindres, da intimidade. Em suas mãos, a literatura se torna, mais que confissão, auscultação do mundo. É tendência para o registro e o testemunho, que cimentam não só um estilo quase clínico de observar a existência, mas uma maneira de existir. Pois é da persistência do espanto que Zélia, em resumo, trata. Se Jorge Amado foi uma espécie de biógrafo involuntário do Brasil, Zélia Gattai se afirma como a grande narradora de nossa história sentimental”

As filhas da princesa (Jean Sasson)

“Este livro conta a história dramática das duas filhas adolescentes da família real da Arábia Saudita, narrada por sua própria mãe a princesa Sultana, que descreve as desesperadas reações das jovens Maha e Amani, sufocadas por um ambiente hostil e restritivo. Transitando por cenários exóticos e opulentos, vivendo em um mundo de ostentação, mãe e filhas tentam escapar da tragédia que traga aquelas que ousam desejar a liberdade”

Persépolis (Marjane Satrapi)

“Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar”

As boas mulheres da China (Xinran)

“Entre 1989 e 1997, a jornalista Xinran entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais, a fim de compreender a condição feminina na China moderna. Seu programa de rádio, Palavras na brisa noturna, discutia questões sobre as quais poucos ousavam falar, como vida íntima, violência familiar, opressão e homossexualismo.De forma cautelosa e paciente, Xinran colheu inúmeros relatos de mulheres em que predomina a memória da humilhação e do abandono: estupros, casamentos forçados, desilusões amorosas, miséria e preconceito.São histórias como as de Hongxue, que descobriu o afeto ao ser acariciada não por mãos humanas, mas pelas patas de uma mosca; de Hua’er, violentada em nome da “reeducação” promovida pela Revolução Cultural; da catadora de lixo que impôs a si mesma um ostracismo voluntário para não envergonhar o filho, um político bem-sucedido; ou ainda a de uma menina que perdeu a razão em conseqüência de uma humilhação intensa.Quando Xinran começou suas entrevistas, o peso de tradições antigas e as décadas de totalitarismo político e repressão sexual tornavam muito difícil o acesso à intimidade da mulher chinesa. Desde 1949, a mídia chinesa funcionava como porta-voz do regime comunista. Rádio, televisão e jornais estatais eram a única fonte de informação, e a comunicação com pessoas no exterior era rara.Em 1983, o presidente Deng Xiao Ping iniciou um lento processo de abertura da China. Alguns jornalistas começaram a promover mudanças sutis na maneira como apresentavam as notícias. O programa apresentado por Xinran era um dos poucos espaços em que as pessoas podiam desabafar e falar de seus problemas pessoais. Nos relatos do livro, a autora possibilita a vozes antes silenciadas revelar provações, medos e uma capacidade de resistência que as permitiu se reerguer e sonhar em meio ao sofrimento extremo. Em condições extremas de vida, como a dos campos de reeducação da Revolução Cultural, afloram sentimentos de maternidade, compaixão e amor. O olhar objetivo de Xinran dá ao tema um tratamento firme e delicado, trazendo à tona as esperanças e os desejos escondidos nessas difíceis vidas secretas”

Eu sou Malala (Malala Yousafzai)

“Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo”

Feita de letra e música (Adrielli Almeida)

“Quando a maré de problemas aparece na vida de Lívia Bonjardim, vem com força total. Olha só: para começar, é ano de vestibular. Seu professor de História despertou o interesse da mãe de Lívia. Que coisa! Quer mais?  O pai quer que ela se aproxime da meia-irmã mais nova, obrigando Lívia a usar um vestido rosa e ir a uma festa de quinze anos. Pensa que acabou? Na internet existe um blog chamado Believe, que é sucesso com centenas de meninas. Só que ninguém sabe de quem é esse site famoso. Mas o mundo poderá saber, se descobrirem o caderno que Lívia perdeu com diversas informações pessoais: as letras de músicas que ela escreveu, um monte de textos, todas as informações do blog. Você vai se apaixonar pelo desenrolar dessa história”

 

 

Tatianices recomenda [9]

Tatianices Recomenda [9]

Tatianices Recomenda de hoje, em pleno sábado, é sobre a Ocupação Manoel de Barros, no Itaú Cultural. #Ficaadicaprofinaldesemanaeprocarnaval.

O espaço ocupado pela exposição não é muito grande, mas é um delicioso mergulho sobre a trajetória desse poeta não tão conhecido por seus conterrâneos (nós, no caso). Por meio de manuscritos, correspondências e até entrevistas, vamos acompanhando a vida e a obra de Manoel de Barros, que sempre brincou com as palavras.

Além de tudo o que podemos ver e ouvir nessa exposição, ainda podemos sair de lá com uma publicação impressa recheada de outras histórias do poeta. E o melhor: essa publicação é distribuída de graça aos visitantes (é só pedir na recepção)!

E não fiquem aí achando que só porque é de graça essa publicação não é nada demais: trabalhada desde a capa, ela traz reproduções de manuscritos do poeta, fotos, trechos de entrevistas (inclusive uma concedida a alunos de um colégio) e, claro, poesias. Um livro para chamar de seu!

A exposição, como eu disse, está acontecendo no Itaú Cultural, localizado na Av. Paulista, 149. Ela é gratuita e vai até o dia 07 de abril. Para quem não puder conferir pessoalmente, porém, fica aqui um acervo digital muito bacana também: http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/manoel-de-barros/

Aos que moram nessa cidade doida — mais conhecida por São Paulo — fica o convite para conhecer esse espaço e essa exposição. Mesmo em um dia de chuva quase ininterrupta, fui com meu namorado e passamos ali uma boa meia hora (ou mais) nos deliciando com nossas descobertas (eu ainda mais, com as explicações de meu namorado, que conhece melhor que eu a vida e a obra de Manoel de Barros).

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Resumão – fevereiro de 2019

resumão fevereiro 2019

Fevereiro é o mês mais curto do ano, mas também é o meu preferido (só porque tem meu aniversário). Já está na hora de conferir o que rolou por aqui esse mês, vamos nessa?

Comecei fevereiro anunciando o sorteio de 1 ano do blog (01/02) e escrevendo sobre A menina dos livros — Oliver Jeffers (05/02), além de responder a TAG: Felicidade é… (07/02). No dia 12/02 postei o resultado do sorteio de 1 ano do blog e no dia 14/02 falei sobre o livro do parceiro M. Pattal — Adelphos. No dia 19/02 trouxe o Tatianices Recomenda [8] e depois, no dia 21/02 divulguei meu artigo sobre Materiais didáticos de italiano como língua de herança. Por fim, chegamos ao dia 26/02 com uma resenha de A tentação da bicicleta — Edmondo De Amicis.

As leituras de fevereiro foram:

  • Italianos no mundo rural paulista – João Batista Borges Pereira;
  • Adelphos – M. Pattal;
  • O apocalipse dos trabalhadores – Valter Hugo Mãe;
  • A matemática das relações humanas – Aimee Oliveira, Clara Savelli, Bruna Ceotto, Bruna Fontes;
  • Quando a neve cair – Cinthia Sampaio.

E em andamento ainda tenho as seguintes leituras:

  • Antologia do Humor russo – Arlete Cavaliere (org);
  • Amar, verbo intransitivo – Mario de Andrade.

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Tatianices recomenda [8]

tatianices recomenda [8]

Mesmo amando ler, eu nunca participei de um desafio literário. Apenas vou lendo um livro atrás do outro, de acordo com minhas vontades. E minhas leituras até que são bem variadas. Mas, sabendo que vários leitores gostam de participar de desafios literários, para conhecer mais livros, resolvi juntar alguns desafios que estão rolando esse ano e, a cada mês, trazer recomendações de livros que li. A ideia é trazer recomendações com preços acessíveis, para ninguém desanimar. E dos livros recomendados, pode ser que alguns tenham resenha por aqui. Espero que gostem!

Para o mês de fevereiro, a Geração Editorial sugere um livro escrito por um autor nacional. Essa é fácil:

Skoob sugere um livro de contos (fácil também!):

Já a Livraria cultura sugere um livro que você começou e nunca terminou. Pra essa aqui só tenho um:

E vocês, que livros indicariam nessas categorias?

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Tatianices recomenda [6]

Tatianices recomenda [6]

Hoje trago a vocês algumas sugestões de livros de contos ou crônicas, uma ótima opção para você que sempre anda com um livro para cima e para baixo, mas que nunca sabe ao certo quanto tempo terá para ler e que gosta de concluir uma história breve.

Um que eu gosto muito é Comédias para se ler na escola

[Comédias para se ler na escola – Luis Fernando Veríssimo – R$33,86]

A dobradinha não podia ser melhor. De um lado, as histórias de um mestre do humor. Do outro, o olhar perspicaz de uma das mais talentosas escritoras do país, especialista em literatura para jovens. Ana Maria Machado, leitora de carteirinha de Luis Fernando Verissimo, preparou uma seleção de crônicas capaz de despertar nos estudantes o prazer e a paixão pela leitura. O resultado pode ser conferido em Comédias para se ler na escola, uma rara e feliz combinação de talentos, indispensável para a sala de aula. A seleção de textos permite ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Verissimo e conhecer os múltiplos recursos deste artesão das letras. A habilidade para os exercícios de linguagem ou de estilo pode ser vista em crônicas como “Palavreado”, “Jargão”, “O ator” e “Siglas”. A competência para desenvolver as comédias de erro está presente em “O Homem Trocado”, “Suflê de Chuchu” e “Sozinhos”. A mestria para criar pequenas fábulas, com moral não explícita, aparece em “A Novata”, “Hábito Nacional” e “Pode Acontecer”. A aptidão para resgatar memórias é a marca de “Adolescência”, “A Bola” e “História Estranha”. E, por fim, o dom para abordagens originais de temas recorrentes revela-se em “Da Timidez”, “Fobias” e “ABC”.

Outro livro de crônicas que me marcou muito foi Quinze anos, de Carlos Heitor Cony.

[Quinze anos – Carlos Heitor Cony – R$10,00]

Quinze anos é uma coleção de casos verídicos (ou quase), retratando a juventude como ela é. Alegrias, tristezas, apreensões, problemas — tudo recheado de humor e sensibilidade. Neste livro, o grande romancista Carlos Heitor Cony, um dos maiores mestres da nossa literatura, prova como poucos que também é um excelente contista.

E vocês já ouviram falar em Martha Medeiros, não? Recomendo A graça da coisa.

[A graça da coisa – Martha Medeiros – RS26,19]

Passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que o mundo está uma doidice sem tamanho não é preciso dizer. Que estamos cada vez trabalhando mais, ficando mais tempo no celular e no trânsito, nem se fala. Então como sobreviver, ou melhor, como viver em meio a este caos que se transformou a nossa vida? Para Martha Medeiros, a grande questão é se desapegar daquilo que é desnecessário, que nos faz mal, que nos atrasa, e enxergar a graça da coisa – sendo a “coisa”, no caso, a própria vida. É deixar ideias pré-concebidas de lado, saber rir de si mesmo, se reinventar; estar aberto para encontrar o amor onde menos se espera, é transformar a ansiedade em sabedoria, é saber ouvir, é um conjunto de pequenas atitudes que, se colocadas em prática, vão nos ajudar a levar uma vida mais desestressada e, de quebra, nos surpreender. Reverenciando a tradição da crônica brasileira, Martha Medeiros fala cara a cara com o leitor, mostrando que não estamos sozinhos nas nossas neuroses diárias. Esta coletânea de oitenta textos que abordam os temas mais caros à autora – o amor, o cinema, os relacionamentos, as relações familiares, entre muitos outros – traz, sem dúvida, alguns dos assuntos sobre os quais mais nos indagamos hoje em dia: um prato cheio para o autoconhecimento.

Mas se você procura algo mais clássico, recomendo Histórias sem data, um livro pouco conhecido de Machado de Assis.

[Histórias sem data – Machado de Assis – RS19,90]

As Histórias sem data reúnem 18 contos do melhor Machado. Publicado em 1884, três anos apenas depois das Memórias póstumas de Brás Cubas e quando o autor provavelmente já ideava o Quincas Borba, este quarto livro de contos tem todos os ingredientes que fazem de Machado de Assis o nosso contista modelar. Desde os chamados “perfis femininos” até sondagens mais profundas da alma humana, em que investiga, recorrentemente, a diferença entre a “alma exterior” e a “alma interior”, como já definira o narrador Jacobina, de “O Espelho” (Papéis avulsos, 1882), passamos por histórias de loucura, esse tema tão caro a Machado, e somos levados, pela mão dos diferentes narradores, a passear pelas ruas e bairros de um Rio de Janeiro que não existe mais na realidade e, no entanto, viceja nas páginas de seu escritor maior. Estava plena de razão a Comissão Machado de Assis ao declarar, no prefácio da edição de 1977, que “convergem para Histórias sem data todas as diretrizes da ficção de Machado”. Que o comprove o leitor, que aqui encontrará, além de “Noite de Almirante”, talvez o conto mais famoso da coleção, outras 17 pérolas da arte narrativa de Machado de Assis.

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