O bebê (quase) inesperado — Tayana Alvez

Título: O bebê (quase) inesperado — a garota do DJ 
Autora: Tayana Alvez 
Editora: Publicação independente 
Páginas: 221 
Ano: 2022

Sinopse

Aos trinta e seis anos, Lorena Telles tinha tudo o que uma mulher poderia querer: um casamento dos sonhos, um negócio bem-sucedido e uma casa digna de revista de celebridades. A única coisa que falta para a sua felicidade completa é o que mais deseja: um filho. Depois de anos de tentativas frustradas de engravidar, a CEO da rede de PetShops mais popular do Rio de Janeiro decide jogar a sua vida inteira para o alto.

Aos 38 anos, solteira, tomada de um novo senso de aventura e com um aplicativo de relacionamentos instalado no celular, Lorena decide testar uma nova versão de si mesma e sair com o primeiro cara com quem der match. Ela só não estava preparada para que Ravi Borges fosse o homem mais gentil e engraçado com quem já se deparou. Muito menos que, aos vinte e seis anos, ele fosse capaz de deixar suas pernas bambas antes mesmo de terem se beijado.

DJ em ascensão nas noites cariocas, Ravi sempre adotou a fama de cafajeste desapegado com orgulho, e a última coisa que planejava era se apaixonar tão rápido por uma mulher que conheceu em um aplicativo — muito menos ver sua vida virar do avesso com a notícia de que será pai do dia para a noite.


Resenha

O bebê (quase) inesperado é um livro que toca em temas difíceis, dolorosos, cruéis. E, ao mesmo tempo, é uma obra linda, capaz de nos devolver uma leveza que nem mesmo havíamos percebido precisar.

“As palavras dele conseguem me cortar no meio e me refazer em questão de segundos”

Lorena Telles tem uma história e tanto e é difícil não se sensibilizar em algumas — muitas — medidas.

“Um banho não lava nossa alma nem leva os problemas embora”

Quando a conhecemos, porém, não sabemos da missa a metade. Apenas a encontramos saindo de um consultório, totalmente desolada e jogando para o alto todos os seus sonhos. Aqueles que, pouco a pouco, vamos descobrir quais são.

“A vida não se importa muito com o quanto alguém quer uma coisa. Às vezes, seus maiores desejos não vão se realizar”

Apesar de ser dona de uma popular rede de Pet Shop carioca, há algo faltando na vida de Lorena: um filho. Que poderia ser seu ou adotado, coisa, porém, que o marido é totalmente contra. A obsessão em se tornar mãe, portanto, acaba destruindo seu casamento e, mesmo assim, não diminuí, ao menos até o fatídico episódio que dá início a esta história.

“É curioso e amargo como, quando uma pessoa acaba com a sua vida uma vez, alguma coisa realmente a convence de que ela pode fazer isso quantas vezes achar necessário”

Cansada de tanto sofrimento, porém, a certinha e determinada Lorena joga tudo para o alto e resolve se arriscar pela primeira vez: solteira e afogada em mágoas, ela baixa um aplicativo de relacionamentos para sair com qualquer um que aparecer.

A sorte, porém, começa a sorrir para nossa protagonista e o primeiro match dela é com Ravi Borges, um DJ que diz não querer nada sério com as mulheres que conhece pelo aplicativo, afinal, sua vida é complicada demais.

“Chegar no topo é difícil, mas se manter é mais ainda”

Bom, esse é o discurso de Ravi até ele conhecer Lorena, claro. E mesmo diante do fiasco do primeiro encontro deles — que acaba com Lorena bêbada e chorando as pitangas nos ombros do boy — eles acabam dando uma chance um ao outro de se conhecer melhor.

“De alguma forma, meus segredos, incertezas e hesitações estão seguros aqui”

É assim que nós também vamos conhecendo pouco a pouco cada um deles, seus medos, suas histórias e seus famigerados sonhos — realizados ou não.

“Nunca pensei que existisse a possibilidade de sonhos se realizarem fora do tempo”

É difícil (para não dizer impossível) não se apaixonar por Ravi: apesar da pose de bad boy, ele é um cara extremamente doce, gentil, atencioso e engraçado. O Dj consegue deixar Lorena confortável com muita facilidade, sempre percebendo quais são os limites dela e propondo jogos para que eles consigam se conhecer melhor e se aproximar cada vez mais.

“Os jogos propostos por Ravi são sempre jogos que eu quero jogar”

Mesmo não querendo assumir, os protagonistas vão, pouco a pouco, se apaixonando um pelo outro, mas… Sim, claro que teria um “mas”.

“Deixá-lo aqui agora é como se eu estivesse deixando para trás o primeiro raio de sol que me tocou depois de uma longa tempestade”

Um pequeno acidente acaba destruindo a pequena calmaria que se instalara entre o quase casal, afastando-os por medos e inseguranças mil. Aquela velha história: ao invés de conversar, eles preferem fugir

“E isso é uma outra coisa com a qual eu preciso aprender a lidar: alguém que se importa”

Narrado por Lorena, O bebê (quase) inesperado se passa basicamente no Rio de Janeiro, apesar de ficar evidente a paixão da protagonista por São Paulo — mais um de seus sonhos abandonados pelo caminho (e por causa do ex-marido… Não dá para disfarçar o ranço, né?).

“São Paulo acorda cedo demais e dorme muito tarde”

De maneira muito bem orquestrada, essa história fala sobre relacionamentos abusivos, aborto e racismo, sem, contudo, se tornar um texto maçante ou depressivo demais. 

“Racistas podem ser racistas, vítimas de racismo não podem se defender”

Além disso, a narrativa traz um conceito muito interessante, que faz parte da caracterização da personagem: ela é sinesteta.

“Pelos céus, depois que você acostuma com a cor de um som, é fácil agir como se ela fizesse parte da sua vida, porque, de fato, faz”

O bebê (quase) inesperado é o primeiro livro de uma série de histórias independentes, composta também pelas seguintes narrativas:

Grávida do Sargento Brian Maccullum: Série Mães Por Acaso (livro 2) 

A Mãe da Herdeira do CEO Grego: Série Mães Por Acaso (livro 3)  

Grávida do Filho do Meu Chefe: Série Mães Por Acaso (livro 4) 

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