Um fake dating com benefícios — Tayana Alvez

Título: Um fake dating com benefícios — A atriz e o rockstar 
Autora: Tayana Alvez
Editora:  Publicação independente
Páginas:  434
Ano: 2024

(para ler ao som de Quando um certo alguém — Lulu Santos)

Sinopse

Se você é uma atriz famosa, não siga o seu ex (leia-se cantor mundialmente conhecido) no Instagram.

Depois de um longo hiato na carreira, Beatriz está pronta para voltar às telas. Superado o luto, um coração partido e uma pandemia que mudou o mundo, nada pode estragar o seu retorno… Exceto ela mesma.

Ao seguir – acidentalmente – o babaca que a abandonou no pior momento de sua vida, a garota vê uma fofoca comprometer seu grande retorno. E esse furacão promete prejudicar não só ela, mas também Guilherme Almeida, (_leia-se o babaca_) agora um astro internacional, que retorna ao Brasil após anos fora com sua banda, a Vicious Bonds, com o projeto de conquistar os fãs brasileiros — e abalar todas as convicções de ódio que Beatriz tinha sobre ele.

Pressionados pela opinião pública, os dois concordam que apenas uma coisa pode salvar suas reputações: Um namoro falso. Mas uma mentirinha em nome das próprias carreiras pode se transformar em uma montanha russa de emoções, desafiando Beatriz e Guilherme a confrontarem seus sentimentos, destrincharem o passado e redescobrirem o significado de segundas chances.

Resenha

Comecei a leitura de Um faking date com benefícios só esperando quando esse livro ia me pegar de jeito e fiquei feliz que esse momento demorou a chegar. Mas também, veio com tudo.

“Raios caem duas vezes no mesmo lugar, estrelas cadentes não”

E sim, eu sabia que em algum momento essa história cutucaria alguma ferida, porque é isso que a Tayana Alvez sempre faz (e quem acompanha este blog sabe que eu leio todos os livros dela, mesmo que ela não pague a minha terapia depois).

“É fácil esquecer por algumas horas, mas não sei como seria a vida toda”

Como a autora costuma fazer, a obra é narrada, alternadamente, pelos dois protagonistas: Guilherme e Beatriz.

“— Porque eu acho que eu gosto dele.

— Ah, você acha?”

Guilherme mora fora do Brasil e é o vocalista de  uma banda internacionalmente conhecida: a Vicious Bond.

“A Vicious Bonds parece uma daquelas piadas de péssimo gosto que nossos tios favoritos contavam quando éramos crianças: um brasileiro, um francês, um canadense e um inglês entram num bar”

Mais do que uma banda, aliás, eles são uma família que teve a sorte de se constituir e que canta músicas que arrastam multidões de Vagabonders, como são chamadas as fãs deles.

“Assim como as carinhas deles, as músicas são ótimas. A melodia carrega alma, as letras têm dor, paixão, tristeza e amor. É tudo muito intenso”

Beatriz, por sua vez, é atriz e está voltando às telas brasileiras após alguns anos longe delas (anos que incluem a pandemia).

“Apesar da pandemia, apesar do mundo ter virado de cabeça para baixo, apesar de eu ter ficado quase quatro anos sem atuar e ter perdido muito mais do que isso pelo caminho, o céu daqui ainda é azul o bastante, as ondas vêm e vão da mesma maneira que o vento derruba os arbustos na Serra, e as pessoas já não me assustam tanto”

Assim, aos poucos, vamos conhecendo esses dois personagens e, claro, o passado que eles têm em comum e que vem à tona derrubando toda e qualquer crença — deles e nossas.

“Quanto tempo um amor pode fingir que morreu?”

Beatriz e Guilherme se conheceram muito jovens e tiveram um relacionamento daqueles de fazer inveja. Até que, da noite pro dia, Guilherme terminou tudo e deixou o Brasil. Assim, sem mais nem menos!

“O fato de que boa parte dos fãs da GenZ me odeia porque terminei com a Beatriz do nada e fui embora é um assunto sensível”

Isso é muito claro desde o começo, mas leva um tempo para desconfiarmos das motivações de Guilherme e mais outro tempo para termos a nossa confirmação.

“É culpa do destino. E a gente não pode brigar com o destino; eu já tentei, não dá certo”

Até porque, se tem outra coisa que fica bem evidente é que esses dois ainda se amam. E muito. 

“Durante os quatro anos do nosso relacionamento, Beatriz representou tudo o que eu entendia sobre o amor. Depois da minha partida, ela se tornou as verdades não ditas sobre minha aflição. Anos depois, em nosso primeiro reencontro, ela é uma mistura dos dois, e nunca vai saber disso”

Só que a dor da Beatriz que foi abandonada ainda é muito real e, caramba, como doeu ler tudo isso. São tantos pontos de identificação com essa história, ao mesmo tempo que ela é tão única que é até difícil explicar.

“— Queria poder gostar de Guilherme e lutar para fazer dar certo. — afirmo, mais para mim do que para ela. — Mas a partida dele quebrou alguma coisa no meu coração, e deixá-lo entrar de novo desse jeito é injusto com a Beatriz que ele abandonou.

— E talvez, não o deixar entrar seja injusto com todo o resto da sua vida, Beatriz”

O reencontro entre Guilherme e Beatriz acontece porque ela, num momento de stalk e inabilidade com redes sociais, acaba seguindo o ex no Instagram o que acaba levado os dois a ter de fingir, diante da imprensa, que reataram

“Quero que isso seja encenação. Mas também não quero. E não sei exatamente como lidar com essa antinomia”

E o acordo é claro: esse relacionamento de mentirinha vai durar dois meses. O tempo que a Vicious Bond estará no Brasil.

“Demorei demais para me refazer depois dele para deixar tudo desmoronar por causa de um reencontro com data de validade”

A narrativa, então, se passa num intervalo de um pouco mais de dois meses, mas é tanta intensidade, que poderia ser muito mais também. 

“Cada uma dessas palavras foi planejada há meses, agora parecem erradas. Parte de uma mentira que eu não quero mais contar”

Diante de todos esses fatos, é importante destacar que esta história fala muito sobre como as histórias não têm um ou dois lados. Às vezes têm muito mais.

“Mas foi interessante de um jeito estranho saber que, apesar de tudo, há lugar no qual Guilherme escolheu não nos apagar”

E como a culpa é muito mais complexa do que podemos imaginar.

“É difícil ficar sem quem a gente ama. Dói ser esquecido. Mas pior do que todas essas coisas é o fato de que eu sei que a culpa é minha”

Mas também é uma história sobre o poder das amizades e do amor. Aliás, os demais personagens nos encantam (alguns até mais que o próprio Guilherme) e fico feliz em saber que eles ainda voltarão em outros volumes (porque sim, este é só o primeiro…)

“Enfrentei a dor da perda do meu pai segurando a mão da Nina e, mesmo que eu nunca vá conseguir agradecer o suficiente, sei que não estaria aqui se não fosse por ela”

Um fake dating com benefícios também nos faz refletir muito sobre o perdão.

“Se tem uma coisa que eu percebi nos últimos tempos é que é perfeitamente possível você perdoar uma pessoa e amar essa pessoa, de todo o seu coração, e, ainda assim, não conseguir ignorar toda a dor que ela te faz sentir”

E, como sempre, a diagramação do ebook pode ser simples, mas com detalhes que encantam e que tornam a leitura de tudo isso ainda melhor.

Então se essa história é para você, clique abaixo para saber mais e não deixe de seguir a autora em suas redes sociais (Instagram | Twitter)

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3 comentários em “Um fake dating com benefícios — Tayana Alvez

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