Quando é pra ser — Aline Sales

Título: Quando é pra ser 
Autora: Aline Sales
Editora: Publicação independente
Páginas: 250
Ano: 2017

Sinopse

Um amigo. Um acidente inesperado. Desde então, Augusto Caldeira adota uma postura indiferente à vida. Amante do perigo e da adrenalina, o que mais gosta de fazer é testar seus limites na pista de motocross. Entretanto, seu pai o obriga a trabalhar na construtora da família na tentativa de transformá-lo em um homem sério.

E é assim que o jovem, belo e altamente cínico conhece Melissa Andrioni, a analista de T.I. da empresa. A ruiva, apesar de linda e atraente, é o seu oposto, amante de séries, filmes e HQ’S a garota não vê problema em seguir regras. Nerd de carteirinha se sente bastante confortável calçando seu velho all star. A atração e o antagonismo entre eles são imediatos fazendo com que a convivência entre os dois seja sempre regada a brigas e provocações.

Porém, um mal-entendido na empresa os leva a trabalharem juntos para solucionar o mistério. A parceria forçada faz com que percebam que além da atração eles têm mais coisas em comum do que imaginavam. Mas antes de se entregarem a paixão precisam enfrentar velhos fantasmas para conseguirem seguir em frente.

Resenha

No melhor estilo cão e gato, Quando é pra ser é daquelas leituras leves e ideais para passar o tempo.

“Ela era o meu oposto; enquanto eu vivia para quebrar regras, ela parecia viver para segui-las”

Com uma narrativa em primeira pessoa, que se alterna entre os protagonistas, vamos, aos poucos, compreendendo as características de cada um.

“Mas, desde que eu coloquei os olhos na ruiva no elevador, eu não me reconheço, há em mim um desejo incontrolável de me aproximar. Mesmo sabendo que eu destruo tudo o que toco”

O que nos prende às páginas desta obra são, sem dúvidas, dois grandes mistérios. O primeiro deles é mais “simples”, esperado numa narrativa como essa: o que aconteceu no passado de Augusto, o protagonista, que o transformou num bad boy. 

“Ao ouvir aquilo, eu me peguei desejando ser ao menos uma vez o mocinho daquela trama louca chamada vida”

O segundo mistério, contudo, é o que contribui para o desenvolvimento da história em si: uma sabotagem na empresa em que Augusto e Melissa trabalham acaba por unir os protagonistas, mesmo com todas as diferenças que possuem.

“Mas aquilo não era só sobre mim e o marrento do Augusto e a nossa relação de gato e rato mal resolvida”

Melissa é daquelas mulheres lindas que não sabem reconhecer a própria beleza. Mais que isso, porém, ela é extremamente competente e inteligente, o que, apesar de tudo, faz com que ela tenha muita credibilidade diante de seu chefe.

“Eu me sentia frustrada, embora fosse inocente; o que houve me abalou muito”

Augusto, por outro lado, está totalmente desmoralizado diante de seu pai, um dos donos da empresa em que trabalham. Mas é isso que talvez contribua para que ele queira acertar ao menos uma vez na vida, mesmo sem querer abandonar por completo a vida que leva.

“Augusto era uma incógnita que dificilmente faria parte da equação que era a minha vida. Era impossível desvendá-lo”

Em suma, esta é uma leitura para você que está em busca de um romance cão e gato, com uma pitada de mistério e, claro, sem medo de se irritar com um personagem como Augusto.

“Mas eu não podia brincar com fogo, eu a desejava e, bem, ela era quem poderia se queimar, já que eu era mestre em ferir as pessoas à minha volta”

Se quiser conhecer a autora e outras obras escritas por ela, siga-a em suas redes sociais: Instagram.

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