Uma casa no fundo de um lago – Josh Malerman

Título: Uma casa no fundo de um lago
Original: A House at the Bottom of a Lake
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 160
Ano: 2018
Tradução: Fabiana Colasanti

uma casa no fundo de um lago

Depois de assistir Caixa de Pássaros (ou Birdbox), fiquei com vontade de ler o livro que dera origem ao filme. Mas antes, ouvi falar de Uma casa no fundo de um lago, e, sendo do mesmo autor, resolvi ler, afinal seria uma história totalmente nova para mim. Infelizmente, porém, fiquei decepcionada!

Eu consigo dividir a minha leitura deste livro em três momentos principais: um começo parado, um meio relativamente instigante (o que me fez prosseguir com a leitura) e um final que me deixou com uma enorme cara de interrogação. Fiquei até pensando se eu que não havia entendido a história, mas comecei a ver que muitas pessoas também ficaram insatisfeitas com essa narrativa (o que também não significa que talvez todos nós não a tenhamos entendido).

“Mas porque a casa já parecia exigir uma consideração mais cuidadosa do que qualquer sorriso simples poderia suprir”

(pg.58)

Neste livro conhecemos James e Amélia, dois jovens de 17 anos apaixonados um pelo outro. Tudo começa quando James decide chamar Amélia para sair. E eles resolvem fazer um passeio no lago. E descobrem um lago escondido. E encontram uma casa submersa no lago escondido.

“E não era só a casa. Não. Era o quarto lago no qual também estavam nadando”

(pg. 60)

Essa tal casa exerce um fascínio não apenas nos jovens, que passam a explorá-la constantemente, mas também em nós, leitores (é aquele meio instigante que mencionei no começo). Mas a história acaba ficando muito nisso, na exploração da tal casa submersa, e pouco se aprofunda (irônico, não?). Ao mesmo tempo, eu senti que a exploração gradual dessa casa escura era como percorrer um caminho de autoconhecimento, como mergulhar em si mesmo. No entanto, essa foi uma interpretação que acabei dando à história, talvez na tentativa de dar um sentido a ela.

Num dado momento da história, Amélia encontra um espelho dentro da casa , numa passagem que me lembrou Caixa de pássaros. Fiquei pensando no quanto o autor dá valor à visão, como um dos nossos sentidos mais poderosos.

“Não se olhe nele”

pg. 48

Mesmo não gostando tanto assim deste livro, eu leria outras obras do autor (além de Caixa de pássaros, que logo terá resenha por aqui também), porque o fato dessa história não ter me agradado tanto assim não significa que o escritor seja ruim (e o sucesso de Caixa de pássaros é evidente).

Se você quer tirar suas próprias conclusões sobre Uma casa no fundo de um lago, adquira seu livro aqui.

Precisamos conversar sobre a Bienal

Precisamos conversar sobre a Bienal

Resolvi adiar todos os posts do Blog pelo “simples” fato de que precisamos conversar sobre o que aconteceu na 19º Bienal do Livro carioca, na última sexta-feira (acontecimento que teve seus desdobramentos sábado e domingo também, últimos dias do evento).

Caso você, leitor deste Blog, viva numa bolha maior que a minha (porque olha, nunca vi pessoa tão desinformada quanto eu!) e não saiba do que estou falando, explico: na sexta-feira (06/09) foi divulgado que na quinta-feira (05/09) o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, havia determinado que “Vingadores, a cruzada das crianças” fosse recolhido por conter a imagem de um beijo entre dois homens (imagem essa que eu talvez nunca tivesse visto se não fosse essa idea babaca, que teve como resultado a veiculação de tal imagem em diversas mídias). No mesmo dia, “fiscais da prefeitura” também foram à Bienal para identificar e lacrar livros “impróprios” (leia-se: livros LGBTQ+). Obviamente houve muita reação a esses absurdos e vale à pena dar uma pesquisada!

Diante de tudo isso eu não poderia ficar calada. Eu precisava ao menos vir desabafar (depois de baixar milhares de ebooks LGBTQ+). Meu último post aqui foi com  indicações de livros que falam sobre suicídio. E nesse post eu comentei que fiz isso porque sei o quanto livros são importantes, o quanto eles podem nos ajudar.

Ora essa, a mesma lógica serve para os livros LGBTQ+! Quantas pessoas que fogem do padrão imposto por uma sociedade retrógrada já não encontraram nos livros um refúgio, uma força pra seguir em frente, um consolo? E quantas pessoas que se encaixam no padrão imposto por uma sociedade retrógrada não puderam aprender com livros desse tipo, passando a respeitar e a ter empatia com os outros?

Vamos dizer que eu faço parte desse segundo grupo (pessoas que se encaixam no padrão imposto por uma sociedade retrógrada). E vamos dizer que eu confesso que, apesar da vontade, ainda não li muitos livros LGBTQ+. Garanto a vocês que um dos livros que mais me marcou na vida foi Menino de Ouro, que fala sobre intersexualidade, um assunto que até então eu praticamente desconhecia. E, além disso, a forma como a história é construída, nos faz pensar muito sobre questões de gênero e identidade. Outra leitura que mexeu muito comigo foi Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo.  Fico pensando quanto mais não posso aprender com outros livros LGBTQ+ que estão na minha lista de desejados (como Um milhão de finais felizes e Conectadas) e com aqueles que não estavam, mas que já adquiri (como No meu lugar e Querido ex,)?

Todo tipo de leitura/literatura é válida e só resta a nós, leitores, apoiarmos nossos escritores (nacionais e internacionais) e contribuir para que a literatura não sucumba à censura.

Aproveito e peço para que deixem nos comentários desse post indicações de livros LGBTQ+ que não podemos deixar de ler!

Entre Girassóis — Juju Figueiredo

Título: Entre girassóis
Autor: Juju Figueiredo
Editora: Publicação independente
Páginas: 69 
Ano: 2019

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Laura ainda era jovem e cheia de sonhos quando seus pais — viciados em jogos — prometeram a mão dela a um velho, como pagamento da dívida que haviam adquirido. Inconformada, Laura não sabia como fugir dessa situação. No dia do noivado, porém, uma salvação: Antônio. Em troca de um favor de Laura ele pagaria todas as dívidas dos pais dela e a libertaria desse casamento forçado. Falando assim, até parece que Entre girassóis se passa no século passado, mas garanto que a ambientação da história é bem atual!

“Mas eles não entendiam, ninguém entendia o que a dor é capaz de fazer com o ser humano, o que o álcool pode fazer com um homem, ele muda a pessoa”

Da amizade entre Laura e Antônio acaba surgindo um amor verdadeiro. E do amor entre eles nasce uma bela menina. Antônio, porém, sofre uma morte precoce, deixando Laura viúva.

“— Vocês não o conheciam, ele tinha seus demônio e tentava lutar contra eles todos os dias”

Depois de perder seu marido, Laura foca em apenas duas coisas: sua filha e sua carreira. O amor, para ela, era algo que ficara para trás, afinal, quem se apaixonaria por uma mãe viúva?

Bem, era isso que Laura se perguntava até que Willian surgisse em sua vida. Um lindo rapaz que não acreditava em amor à primeira vista e nem em almas gêmeas, mas que teve suas certezas abaladas ao conhecer Laura.

A narrativa de Entre girassóis é alternada entre Laura e Willian, com predominância de capítulos escritos pela protagonista. Esse é o segundo livro da Série Recomeços (o primeiro é Simplesmente amor), uma trilogia spin off da Série Envolventes (que logo vai começar a aparecer por aqui!).

Se você quer saber o que acontece entre Laura e Willian, adquira seu ebook aqui.

Leviatã – Boris Akunin

Título: Leviatã
Original: Léviathan
Autor: Boris Akunin
Editora: Objetiva
Páginas: 282
Ano: 2004
Tradução: Adalgisa Campos da Silva

Leviatã blog

Um crime que culminou na morte de dez inocentes — dentre eles o Lorde Littleby — na rua Grenelle, em Paris, no ano de 1878. É assim que começa a história de Leviatã, um livro policial escrito por Boris Akunin.

As investigações de tal crime, contudo, acontecem em um navio — o Leviatã —, mais precisamente na primeira classe do mesmo, devido a uma pista encontrada na cena do crime. Boa parte da narrativa se passa, portanto, no salão Windsor, onde o detetive consegue juntar os suspeitos desse grande crime.

Durante as refeições no salão Windsor vamos conhecendo melhor o detetive Gauche, Charles Reynier (segundo capitão do navio), Milford Stoakes, Gintaro Aono (um samurai japonês), Renata Kléber (uma mulher grávida), Clarice Stamp, Sr. e Sra. Truffo (que são os médicos do navio), Sweetchild (um arqueólogo) e Erast Fandórin (um russo). Pessoas bem peculiares e cheias de mistério.

“Clarice aproximou-se da mesa e, como os outros, contemplou, maravilhada, o pedaço de pano que custara tantas vidas humanas”

(p.269)

O livro é composto por várias formas de texto (narrativo, carta, páginas de um diário) e diversos personagens ganham voz ao longo das páginas. É muito interessante ver como, por vezes, eles mesmos dizem algo que os torna, diante dos nossos olhos leigos, suspeitos desse crime. Além disso, o fio investigativo da história é excelente, nos deixando em dúvida até o último instante sobre o verdadeiro criminoso e também nos surpreendendo com um desfecho incrível.

Eu ganhei esse livro de uma amiga (obrigada, Moni <3) e ficamos curiosas com o título, mas eu não esperava encontrar uma história tão boa. Leviatã faz parte de uma série, e até fiquei com vontade de ler os demais (já providenciei uma parte disso) e foi um livro que todos aqui em casa acabaram lendo!

Por fim, gostaria de comentar que a rua Grenelle realmente existe em Paris (e é extensa) e que, após todos aqui em casa lerem esse livro e estando com uma viagem marcada para a cidade luz, não pudemos deixar de procurar a tal rua por lá… e encontramos:

rua grenelle

Se você ficou com vontade de descobrir o verdadeiro autor deste crime, adquira seu livro aqui.

Miniconto: Protetora — Michelle Pereira

protetora capa

Vocês acreditam que já chegamos ao último miniconto do Arco das Terras Mágicas, escritos pela Michelle? Vai dizer que agosto não passou voando??

Depois de Arvoredo, Chifres e Banho, hoje é a vez de Protetora, um miniconto dolorosamente atual e direto.

Sinopse:

Há um tesouro no interior da floresta e cada uma delas dará sua vida para protegê-lo dos bárbaros.

Protetora é um miniconto do arco Contos das Terras Mágicas, um universo onde mito e realidade se misturam.

Saboreie a rápida leitura de Protetora aqui, de forma totalmente gratuita!

Conto: O servo do rei — Juliana Lima

O conto O servo do rei faz parte da antologia Entre Amigos organizada por Giuliana Sperandio e publicada pela Editora Sinna

O servo do rei

O servo do rei nos traz a história de uma forte e secreta amizade entre dois jovens: o narrador e Dim. Seus nomes verdadeiros, no entanto, são desconhecidos até mesmo entre eles.

“O brilho em seus olhos era diferente da falta de brilho das outras garotas”

Como todo ser humano, porém, eles crescem e isso acaba por afastá-los aos poucos.

“Já éramos melhores amigos desconhecidos”

O amor que o narrador nutre por Dim está claro desde o começo, mas vai ganhando forma e intensidade com o passar da narrativa.

“Não sei o que sentia por ela antes, mas, depois que se afastou, entendi que não era algo bom. Doía — bons sentimentos não devem doer”

Como todo ser humano, também, esses dois jovens (já não tão jovens assim) são surpreendidos pelos acasos da vida.

“Tudo estava certo, menos o que me aguardava naquela tarde”

O servo do rei, além de falar sobre amizade e amor, fala sobre o poder que nos cega, e sobre vingança desmedida. Uma ótima história para nós fazer refletir.

E aproveitando que a Bienal carioca está chegando, se você quiser conhecer a autora Juliana Lima e seu novo livro, Contos de Fadas de Cabeceira, ela estará no estande da editora The Books (Estande R70 – Pavilhão Verde) no dia 07/09, às 13h00 autografando e distribuindo brindes.

 

Miniconto: Banho — Michelle Pereira

banho capa

Depois de Arvoredo e Chifres, essa semana é vez de Banho, um miniconto em que a Michelle narra essa ação tão banal e prazerosa de uma maneira que a torna uma experiência única.

Sinopse:

Para algumas criaturas, o banho é dispensável.

Para essa, ele é especial.

Banho é um miniconto do arco Contos das Terras Mágicas, um universo onde mito e realidade se misturam.

Para ler Banho de maneira gratuita e rápida, acesse: bit.ly/contobanho

 

Simplesmente amor — Juju Figueiredo

Título: Simplesmente amor
Autora: Juju Figueiredo
Editora: Publicação independente
Páginas: 67
Ano: 2019

simplesmente amor blog

Sabe quando sua vida está ótima, caminhando como deveria caminhar e, de repente, tudo fica de pernas para o ar? Pois é neste ponto que começa a história de Júlia, protagonista de Simplesmente amor.

Ela estava começando a faculdade quando seu pai faleceu e sua mãe, profundamente amargurada, se entregou à bebida. Não bastasse isso, Júlia se viu grávida de um rapaz que não assumiria a criança.

“Infelizmente, eu havia perdido minha mãe”

Perdida, Júlia só podia sentir medo: como ela faria para dar uma vida digna a essa criança? Ela algum dia poderia terminar a faculdade dos sonhos?

As coisas só começam a melhorar quando Júlia conhece Fernando, um rapaz que também tem uma história dolorida, mas que se torna um anjo em sua vida.

“Naquele momento eu me senti ainda mais conectada com ele, pois ambos havíamos sofrido perdas irreparáveis e tentávamos, a todo custo, curar as feridas que a vida nos causou”

Fernando ajuda Júlia de todas as formas possíveis, mas é ela quem o salva da amargura total.

Simplesmente amor é uma história linda, que me arrancou muitas lágrimas. Uma história de amor (de aventura e de magia), e também de amadurecimento, medo, perdão. Uma narrativa que, além de tudo, nos mostra como o álcool pode destruir famílias e como o amor pode reconstruí-las.

Quer conhecer mais a fundo as histórias de Júlia e Fernando? Adquira seu ebook aqui.

Bell Tashi — G. Sebem Gugiel

Título: Bell Tashi: o novo mundo
Autor: G. Sebem Gugiel
Editora: Publicação independente
Páginas: 298
ano: 2017

bell tashi blog

Bell Tashi: o novo mundo nos traz um cenário distópico não muito difícil de se imaginar: no ano de 2036 não há mais respeito entre os seres humanos e a guerra sempre parece ser a única saída. Tentando melhorar esse cenário, o grande Conok dá poder a sete seres humanos, que se tornam governantes escolhidos para restaurar a paz neste planeta. Mas a ganância e o orgulho faz com que tudo saia totalmente fora do esperado…

“Dizem que o laço do ódio é quase tão forte quanto o do amor”

Bell e Tashi, dois jovens amigos que são criados quase como irmãos, crescem em um mundo dominado pela fome e pela sede e sem acesso às tecnologias que conhecemos hoje (e talvez outras tantas que já poderiam ter se desenvolvido). Isso porque os sete escolhidos resolvem confiscar tudo do bom e do melhor, ignorando todo o restante da população e de suas necessidades.

“Os perigos do novo mundo desabavam sobre a vila”

Bell é uma garota de cabelos verdes e muito inteligente, que foi criada por Kynaro, seu pai. Tashi é um garoto ruivo, super traquinas e valente e que também foi criado por seu pai, Kyoto. Os quatro habitavam a mesma casa e eram importantes para a manutenção da vila em que viviam e o elo entre Bell e Tashi sempre foi forte e inspirador.

“O destino é curioso. Uniu duas crianças maravilhosas e muito parecidas em seus ideias. Volta e meia isso acontece”

Um belo dia os dois jovens decidem sair em busca de aventuras e acabam se encontrando com Merlim.

“Seus corações se conectaram para sempre, desde o primeiro encontro”

Depois desse encontro, a vida de Bell e Tashi começa a mudar radicalmente: juntos, os três dão início a uma pequena família que quer lutar contra as mazelas desse novo mundo e ao longo de seus caminhos eles vão encontrando outras pessoas dispostas a se juntar a eles, mesmo diante de incontáveis perigos. Pessoas que, assim como eles mesmos, arriscam suas próprias vidas em prol da humanidade.

“Bell e Tashi estavam com os olhos cheios de lágrimas, eles não estavam acostumados com a maldade do mundo”

Além de ser um livros distópico, Bell Tashi: o novo mundo é cheio de ação e aventura (por vezes, até demais). Uma história, portanto, para quem não quer ou não gosta de narrativas paradas.

“Se em nosso caminho salvarmos uma pessoa sequer, terá valido a pena toda a caminhada”

Um livro que fala sobre amizade, amor e sobre acreditar que é possível fazer deste um mundo melhor para todos. Além disso, é uma leitura que pode ser feita tranquilamente por leitores mais jovens também.

“Digo e repetirei no fim, uma luz atrai outras luzes”

Se você acha que Bell Tashi: o novo mundo é para você, adquira o seu ebook aqui.

Miniconto: Chifres — Michelle Pereira

chifres capa

Hoje é dia de apresentar a vocês o segundo miniconto do mês, escrito pela autora parceira Michelle Pereira. Um conto ainda mais instigante que o primeiro, porque ao mesmo tempo que nos deixa querendo mais, nos dá uma sensação ótima de completude. Uma história linda!

Sinopse:

Quando seu cachecol vermelho foi levado pelo vento, ela teve medo de assustar o cavalo branco que observava.

No entanto, isso o trouxe para perto.

Chifres é um miniconto do arco Contos das Terras Mágicas, um universo onde mito e realidade se misturam.

Para ler “Chifres” basta clicar aqui. Lembrando que a leitura é gratuita (e que vale a pena!)