Tatianices recomenda [21] — Duolingo

Como professora de um idioma estrangeiro, já ouvi diversas vezes a pergunta “o que você acha do Duolingo?”.

Uma pergunta que, sem sombra de dúvidas, não tem uma resposta simples, ainda que eu logo de cara diga “é uma ferramenta útil para aprender um pouco de vocabulário, mas você não vai efetivamente aprender um idioma através dele”.

Essa é a resposta fácil e óbvia, porém é possível aprofundá-la em alguns aspectos. 

Para iniciar este aprofundamento, contudo, gostaria de deixar clara uma coisa: eu também uso Duolingo, inclusive para línguas que nunca estudei na vida. Então, na contramão do que muita gente pode pensar, não abomino esta ferramenta. Muito pelo contrário.

Não posso deixar, no entanto, de elencar alguns aspectos positivos e negativos do Duolingo, a começar por aquela que considero a maior vantagem: a motivação.

Por ser uma plataforma gameficada, o Duolingo nos ajuda a manter a motivação em alta, seja para subir no ranking, seja para não perder a ofensiva (sequência de dias jogados).

Este segundo elemento inclusive é importante para outro aspecto: a criação do hábito. Como a própria plataforma diz, cinco minutos por dia é mais do que suficiente para fazer uma aula e, um pouco por dia é sempre melhor que nada.

No entanto, o Duolingo está longe de substituir um curso ou mesmo um professor particular por diversos motivos. A começar pelo fato de que as frases vêm fora de contexto (e é bem comum se deparar com frases que você jamais usará na vida real, como “espero que o dragão não assopre o meu café”).

Além disso, os conteúdos não são explicados, apenas aplicados. Se você não sabe o básico da gramática de uma língua e não tem autodidatismo suficiente para estudá-la, dificilmente você vai atingir um verdadeiro nível de proficiência.

Por fim, ainda é possível encontrar diversos erros em muitas línguas, então se você realmente não possui conhecimento algum, pode acabar aprendendo errado ou se confundir.

Em suma, recomendo o Duolingo, mas com ressalvas. Acredito que ele seja um grande aliado na criação do hábito de estar em contato com uma língua estrangeira, além de te ajudar a ampliar o vocabulário, mas não acredito que ele seja suficiente sozinho. 

Por fim, indico este vídeo que vi outro dia e que me motivou a escrever este texto: 

E também este texto que li esta semana, que complementa bem o que trouxe aqui e que vale a (rápida) leitura.

O pequeno livro do TDAH — Alice Gendron

Título: O pequeno livro do TDAH: um manual para enfim entender como sua mente funciona 
Original: The mini ADAH Coach
Autora: Alice Gendron
Editora: Best Seller
Páginas: 208
Ano: 2024 (2º edição)
Tradução: Thaíssa Tavares

Sinopse

É possível ter TDAH e ser uma pessoa focada? Apenas pessoas hiperativas têm TDAH? Ao ser diagnosticada com TDAH, aos 29 anos, a ilustradora Alice Gendron tinha diversos questionamentos como esses. Ela, então, começou a postar no Instagram ilustrações bem-humoradas que retratavam a sua rotina com o transtorno. Gendron logo percebeu que não estava sozinha, e hoje o perfil the_mini_adhd_coach conta com mais de 600 mil seguidores em todo o mundo.

Com uma abordagem leve e bem-humorada, O pequeno livro do TDAH oferece uma perspectiva completa e solidária a respeito da vida com TDAH, abordando os desafios de quem vive com o transtorno e trazendo dicas para ajudar os leitores a procurarem um diagnóstico e organizar melhor a rotina.

Com ilustrações espirituosas e dicas práticas, Gendron rompe com estereótipos a respeito do tema e também compartilha com o leitor insights, entre eles:

  • Como identificar a influência do TDAH na sua rotina, desde dificuldades para administrar o tempo, preparar refeições e lidar com relacionamentos amorosos;
  • Aprender a liar com as emoções que surgem após o diagnóstico;
  • O que significam expressões e palavras como “cegueira” temporal, disfunção executiva e hiperfoco, graças ao seu glossário único sobre o assunto;
  • A importância de aprender a trabalhar com o cérebro, e não contra ele a fim de prosperar tendo TDAH;
  • Enfim entender a si mesmo e como o seu cérebro funciona!

Inclusivo e empático, O pequeno livro do TDAH é uma obra que encoraja a todos com o diagnóstico de TDAH ou que conheçam pessoas com o transtorno, dos mais jovens aos mais velhos, a entender a si mesmos e celebrar as diferenças.

Resenha

O pequeno livro do TDAH simplesmente saltou diante dos meus olhos na última Festa do Livro da USP e não sei exatamente que impulso me fez comprá-lo, mas ainda bem que isso aconteceu.

Esta obra é um abraço e, ainda que ela seja escrita sobretudo para pessoas que têm TDAH, acho que é uma leitura que todo mundo deveria fazer, principalmente pais e professores.

“Este é um livro sobre TDAH, escrito por alguém com TDAH”

Além de nos oferecer uma visão muito clara de como o TDAH pode afetar a vida das pessoas, ele também traz algumas sugestões de como lidar com isso.

“Quando entendemos por que agimos de determinada maneira, encontrar uma solução se torna muito mais fácil”

A obra é dividida em três partes, além de contar com um prefácio, uma introdução (Qual é o meu problema), um guia de como usar o livro e uma conclusão.

A primeira parte do livro chama-se Introdução ao TDAH e nos apresenta – de maneira leve e natural – diversas informações e dados sobre o transtorno.

“Nem sempre é fácil conseguir o diagnóstico de TDAH. Em partes, pela complexidade do transtorno e pelo quanto ele afeta as pessoas de maneiras diferentes, mas também porque outros transtornos mentais podem camuflar os sintomas de TDAH”

A segunda parte, Um dia com TDAH, nos faz enxergar como é o cotidiano de uma pessoa que tem esse transtorno. Sabe aquele seu amigo que nunca responde suas mensagens ou que sempre chega atrasado nos eventos? Pode ser TDAH!

“Sentir-se extremamente cansado o tempo todo não é normal”

Por fim, na terceira parte, chamada Dicas para lidar com o TDAH, a autora oferece uma série de pequenos truques e medidas que podem facilitar o cotidiano de uma pessoa que tem TDAH. 

Em diversos momentos das três partes do livro senti que havia dicas que podem ser úteis também para o cotidiano de pessoas que não têm esse transtorno, mas que por viverem num mundo com um excessivo volume de informações, sentem-se perdidas. 

O livro é extremamente fácil de ler: ele é ilustrado e direto ao ponto. A diagramação também é excelente, clara, e o livro consegue unir informação e sugestões práticas na medida certa.

“Muitas pessoas duvidam do diagnóstico de TDAH depois que finalmente o recebem”

Se você se interessou pela obra, clique abaixo para saber mais sobre ela.

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Citações #92 — O caçador de pipas

Acredito que ler O caçador de pipas ao menos uma vez na vida é essencial. O livro, escrito por Khaled Hosseini e publicado em 2005 tem muito a nos oferecer.

A história nos faz aprender muito sobre uma Cabul que provavelmente poucos de nós conhece (eu, ao menos, não sabia praticamente nada e talvez jamais soubesse sem uma leitura dessas).

“Em Cabul, empinar pipas era um pouco como ir para a guerra”

“Estar de volta a Cabul era como ir ao encontro de um velho amigo que tínhamos esquecido, e ver que a vida não tinha sido boa para com ele; que tinha se tornado um indigente, um sem-teto”

Muito além disso, porém, a escrita nos permite refletir, por exemplo, sobre honestidade.

“— Quando você mata um homem, está roubando uma vida — disse baba. — Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende?”

“Tinha tanta coisa boa acontecendo na minha vida… Tanta felicidade… E fiquei me perguntando se eu merecia isso”

“Perspectivas são um luxo quando se tem um enxame de demônio zumbindo constantemente na cabeça”

Sobre tomar decisões.

“Era minha última chance de tomar uma decisão”

Sobre reputação.

“Mas eu era homem e o único risco que corria era o orgulho ferido. E feridas como essas têm cura. Já as reputações, não. Será que ela ia aceitar o meu desafio?”

Sobre coragem

“Comecei a achar que, em muitos aspectos, Soraya Taheri era uma pessoa melhor que eu. Coragem era apenas um deles”

E também sobre a passagem do tempo.

“Mas o tempo pode ser uma coisa bem voraz — às vezes se apodera de todos os detalhes só para si mesmo”

Por fim, uma temática central é aquela da necessidade humana de contar histórias.

“Bem, as pessoas precisam de histórias para se divertir em tempos tão difíceis como esses”

Se você se interessou por este livro e quer saber mais sobre ele, não deixe de ler a resenha completa. 

Quinze Dias — Vitor Martins

Título: Quinze dias 
Autor: Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Páginas: 208
Ano: 2017 

Sinopse

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática.

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho.

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Resenha

Tem livro que a gente lê e não quer que acabe, mas ao mesmo tempo não quer parar de ler e, inevitavelmente, ele irá acabar. E se isso pode causar uma enorme tristeza, pode igualmente gerar um grande quentinho no coração. 

“Minha vó sempre foi assim. Ela sempre tinha o livro certo para a ocasião certa”

A união desses sentimentos tão contraditórios é ótima para explicar como foi minha leitura de Quinze dias.

“Eu me sinto parte. E esse é um sentimento bom”

Logo de cara recebemos uma informação importante, que está no fio condutor desta história e que afeta diversos acontecimentos: o protagonista narrador, ainda adolescente, é gordo.

“Às vezes tenho a impressão de que a lista de apelidos pra gente gorda é infinita. Claro que isso não quer dizer que seja criativa, mas fico impressionado com a quantidade de nomes que os caras da escola conseguem inventar, quando seria muito mais fácil me chamar apenas de Felipe”

Não é à toa que Felipe espera ansiosamente por suas férias

“Nunca vou entender como uma pessoa que tem metade do meu tamanho consegue fazer com que eu me sinta tão pequeno”

Como sempre, mergulhei nesta leitura tentando saber o mínimo sobre ela e fiquei encantada com o fato do título ser tão simples, mas também tão explicativo. Isso porque os planos de sossego de Felipe vão por água abaixo quando ele descobre que Caio – seu vizinho – passará 15 dias hospedado em sua casa.

“Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara para todo mundo, ela se torna real”

Caio não é um total desconhecido: eles costumavam se dar bem na infância, passando horas e horas se divertindo na piscina.

“Eu não entendia direito o que estava sentindo, mas sei que com doze anos comecei a entrar na piscina sempre vestindo uma camiseta. E depois dos treze, nunca mais entrei na piscina”

Mas claro que a chegada da adolescência muda tudo, e Felipe torna-se cada vez mais alguém que só quer se esconder. Ele tinha, sem dúvidas, muitos motivos para isso.

“O riso tem um som desesperador quando o motivo da piada é você”

Acontece que Caio não é como os outros. E eles não precisavam ter se afastado.

“Porque quem diz a verdade abre caminho para as coisas boas”

O livro é curto e delicioso de ler. Para nós, esses quinze dias passam voando, ao mesmo tempo em que vamos, aos poucos, descobrindo mais e mais sobre seus personagens.

“Eu nunca fui corajoso. Sempre fui do tipo que aguenta calado e finge que nada aconteceu”

São muitos os temas importantes levantados por essa obra: para além da gordofobia, a obra também fala sobre homofobia, bullying, abandono paternal, terapia e a difícil fase da adolescência.

“Acho que eu sempre me mantive tão ocupado tentando não ficar mal, que eu acabei esquecendo de tentar ficar bem”

Um livro daquele que vai arrancar algumas lágrimas, gerar algumas indignações, mas também vai dar quentinhos no coração e vontade de abraçar os personagens incríveis que ele nos apresenta.

“Acho incrível como a terapia sempre faz as coisas mais óbvias parecerem a descoberta do século”

Se você se interessou por Quinze dias, clique abaixo para saber mais e não deixe de acompanhar o autor em suas redes sociais (Instragram | Twitter | Página do autor na Amazon)

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6 conselhos para melhorar seu italiano inspirados em Jhumpa Lahiri [tradução 40]

Introdução 

É evidente que se eu tiver a oportunidade de juntar coisas que eu gosto, juntarei. E este post é exatamente isso: uma tradução que fala sobre um livro e o aprendizado da língua italiana.

Foi um artigo que encontrei por acaso e que já me deixou muito curiosa para ler o livro que ele apresenta.

O texto original você encontra no Blog Italian With Giada e foi escrito por Giada, em 20 de dezembro de 2023. Abaixo você encontra o post.

Vamos à tradução?


Tradução 

Em outras palavras é o primeiro livro escrito em italiano por Jhumpa Lahiri, uma escritora estadunidense, de origem bengalesa, que se mudou para a Itália e agora vive em Roma. O livro fala da paixão pela língua italiana, de sua beleza, do desejo e da dificuldade de aprendê-la e dominá-la, e, em geral, de como alcançar um objetivo na vida.

Aprender italiano pode ser, às vezes, difícil, mas lendo este livro tenho certeza que você se identificará com o amor da autora pela minha língua e pelo seu percurso de estudo. Nas páginas de Em outras palavras, de fato, você encontrará a paixão e a motivação para a sua viagem linguística. 

Neste post, deixo te deixo seis conselhos para melhorar o seu italiano, inspirados no percurso de estudo de Jhumpa Lahiri.

Boa leitura!!

Conselho 1

Mergulhe, jogue-se na língua! No início você terá medo e não deixará a margem, mas para aprender de verdade é preciso atravessar sem o suporte da sua língua mãe, é preciso mergulhar. Em outras palavras começa exatamente assim, com esta imagem do lago (uma língua estrangeira, neste caso o italiano) e as dificuldades de atravessá-lo, de nadar através dele sem suporte (a nossa língua mãe).

Conselho 2

Não faça tudo sozinho(a)! A beleza de aprender uma língua estrangeira está no seu compartilhamento, nas relações que estabelecemos com pessoas que falam aquela língua, em sua expressão e em sua comunicação. A língua não é uma coleção de regras gramaticais ou uma lista de vocabulários para memorizar. Compartilhe a sua paixão com outras pessoas, procure um professor nativo. Se não, como disse Jhumpa, é como estudar o funcionamento de um instrumento musical sem jamais tocá-lo

Conselho 3

Comece a falar em italiano desde o início, mesmo que você não se sinta perfeito(a) ou confortável ou tenha medo da sua pronúncia e de não ser compreendido(a). Principalmente durante suas viagens à Itália, não hesite em falar italiano.

Conselho 4

Para mergulhar ainda mais na língua, comece pela sua literatura! Leia romances italianos em italiano. Jhumpa, em um certo momento da sua vida, resolve se mudar para Roma. O que ela faz para se preparar para a sua viagem? Renuncia sua língua, o inglês, e seus queridos livros ingleses. Começa a ler só em italiano, romances italianos. Para me preparar decido, seis meses antes da partida, de não ler mais em inglês, ela escreve. Claro, não é simples, mas Jhumpa não se deixa intimidar pela língua e pelas palavras que não entende. Não para a cada palavra, anota aquelas que a afetam, procura entender o significado delas pelo contexto.

Conselho 5

O quinto conselho inspirado na viagem linguística de Jhumpa é aquele de escrever em italiano. A escrita na língua que queremos aprender é fundamental para encontrar a própria identidade, a própria voz naquela língua. Quando aprendemos uma língua estrangeira, nos transformamos e nos reinventamos. Escrever ajuda a encontrar essa voz e nos expressar com novas palavras. 

Conselho 6

O sexto e último conselho tem a ver com as palavras. Quando aprendemos uma nova língua, estamos sempre em busca de palavras novas para nos expressarmos melhor. Para memorizá-las e usá-las, ela anota em um caderno aquelas que parecem importantes, bonitas, incomuns, especiais. São palavras importantes para ela, palavras que leu, escreveu, pensou, às vezes esqueceu e relembrou. São listas de palavras vividas e suas. O meu conselho é esse: não se prenda apenas a listas de palavras pré-fabricadas, que encontramos em manuais, ou criadas por outras pessoas. Crie você mesmo(a) essas listas, faça-as suas, brinquem com elas e as leia, use-as, viva-as. Por exemplo, você pode criar listas temáticas sobre o conteúdo de um livro, de um filme, de um artigo de um jornal, de uma conversa… As palavras novas, neste caso, estão inseridas em um contexto, terão um significado particular para você e, provavelmente, será mais fácil lembrar delas e reutilizá-las no momento certo. 

Se você não leu esse livro e ficou curioso(a), pode encontrá-lo em todas as livrarias. Também é possível encontrá-lo em formato áudio, gratuitamente, no YouTube:

Deixo aqui, também, a entrevista da escritora Jhumpa Lahiri, na qual ela descreve a sua experiência como estudante de italiano.



Conclusão 

Como eu disse no começo, este artigo me deixou com muita vontade de ler Em outras palavras, da autora Jhumpa Lahiri

Antes de encerrar, porém, não poderia deixar de fazer uma última observação: no segundo conselho, a autora do livro sugere ao leitor procurar um professor nativo. Já escrevi sobre isso aqui e reitero: o professor não precisa necessariamente ser nativo, mas precisa saber te fazer entender e usar a língua que você está aprendendo.

E você, que conselhos daria para quem está aprendendo uma nova língua?

Novelion: A ascensão de uma estrela — Lucas Lyu

Título: Novelion: A ascensão de uma estrela 
Autor: Lucas Lyu
Editora: Publicação independente
Páginas: 494
Ano: 2019 

Sinopse

Numa sociedade luxuosa e evoluída dividida por signos denominada Novelion, não basta ter nome ou família. Para se viver lá, primeiro deve-se conquistar o direito. Para viver como rei, primeiro você deve servi-los. Para alcançar a ultra-humanização, primeiro você deve vencê-la. E é por isso que a Seleção Ultra-humana existe; para peneirar os mais fortes dos mais fracos. Para desmembrar os pré-evoluídos e impulsionar os evoluídos. Dyllan não queria ser escolhido tão cedo para a Seleção Ultra-humana, mas não teve escolha quando seu nome foi proferido diante do universo inteiro. Então, ele respirou fundo e entrou em Pandora, o túnel que todos os candidatos almejam percorrer desde o dia da transferência. Agora, o garoto do signo de Peixes encontra-se cercado de dois perigos mortais: candidatos que almejam sua morte e uma guerra iminente entre o signo de Peixes e o signo de Libra que se arrasta por todos os lados. Desesperado e agarrado a própria vida, tudo que ele queria era não ser atingido. Mas adivinha?

Inspirado em Jogos Vorazes, Fúria Vermelha, Harry Potter e Guerra dos Tronos.

Gatilhos: Violência Extrema. Palavrões. Ansiedade.

Resenha

Coisa boa é poder aproveitar os encontros que a vida nos oferece e Novelion foi uma grata surpresa propiciada pela Bienal do Livro que aconteceu em São Paulo no último ano.

“Os homens vivem e lutam para que seus nomes sejam proclamados mesmo depois de suas mortes”

Sentada em um dos corredores lotados do evento, comecei a ouvir Lucas Lyu e seu amigo divulgando esta obra com inspiração em Harry Potter, Jogos Vorazes e Fúria Vermelha, além de contar com uma sociedade dividida em signos (e um protagonista de Peixes). Não tinha a menor chance de tudo isso não me convencer a comprar um exemplar da obra.

“As pessoas se simpatizam com a sua causa quando você é simpático”

O livro, claro, acabou furando a fila e não me arrependo de ter feito isso. Pelo contrário, aliás, já quero ler os demais da série.

“Depois disso, eu nunca mais vou ver o planeta Senn de novo. Eu deveria estar feliz, mas não estou”

Quem já leu Jogos Vorazes não terá dificuldade em se ambientar com Novelion e sua crueldade.

“Não há lugar para perdedores no reino de Novelion”

E também não vai estranhar a dureza do terrível processo de ultra humanização (que de humano não tem nada).

“No fundo eu sempre soube que a Seleção Ultra-humana é um banho de sangue e morte. Mas viver isso é totalmente diferente”

Claro que digo isso tendo lido apenas o primeiro volume de Novelion, obra na qual não chegamos ao cerne da seleção, mas onde podemos acompanhar algumas lutas e dificuldades.

“Eu achei que a morte era gélida como a neve. Estou enganado. Não sinto frio. Sinto calor e solidão”

Narrada em primeira pessoa, esta história é capaz de nos enredar, nos deixando curiosos para saber o que vem a seguir e como (ou se) o protagonista vai sobreviver. 

“Eles se esquecem de que um pisciano também luta, provoca, apanha, se vinga e nutre rancor”

Além disso, a história é capaz de despertar no leitor os mais diversos sentimentos: medo, compaixão, raiva, nojo, empatia…

“Esse é o estilo pisciano. A leveza e a doçura levadas em golpes ligeiros, localizados, pré-determinados e com graciosidade”

Sem contar que é uma delícia ver que o autor conseguiu mesclar sua inspiração em histórias diferentes e críticas essenciais sem tornar tudo uma grande e barata miscelânea.

“Nós crescemos e aprendemos com os humanos. Tomamos seus costumes, suas histórias e sua ancestralidade com a nossa evolução. Mas agora eu me pergunto: quando foi que tomamos seu gosto por guerras e destruição?”

O ritmo da história também é bem equilibrado. Por vezes mais rápido; por vezes mais devagar, para nos dar um respiro necessário.

“Uma vez que ela tenha ganhado: uma morte ainda é uma morte, independente de como é conquistada”

Sem dúvidas, há muito a absorver neste primeiro volume de Novelion. Somos apresentados à estrutura da sociedade em que se passa a história, a diversos personagens, a um tempo que é o presente, ao mesmo tempo em que também nos mostra algo do que veio antes.

“Meu lugar é aqui. Definitivamente, é aqui”

Abordando temáticas como alianças, traições, sede de poder e estratificação social, Novelion é capaz de nos fazer desligar da realidade, ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre ela.

“Se houvesse a opção de ajudar, eu ajudaria. Mas estamos na Seleção Ultra-humana. E aqui, todo pedido de ajuda vem com uma faca no pescoço”

Por fim, claro que me diverti vendo a caracterização dos personagens de acordo com seus signos. Uma caracterização que vai muito além do estereótipo, mas que também nos faz entender certos comportamentos, como este da passagem abaixo que, quando li, gritei “PISCIANO!”, porque o protagonista estava viajando na batatinha quando seu nome foi chamado.

“É então que percebo que sou eu”

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Citações #91 — As grandes navegações

As grandes navegações, obra escrita por Gael Rodrigues e publicada em 2023, foi uma grata surpresa para mim no último ano.

Ganhei o ebook da presente da Geovana, do Capítulo 20 e não tinha grandes expectativas sobre a obra, apesar da sinopse ter chamado minha atenção com uma simples palavra: amizade.

“Algo passa a existir para gente depois que o nomeamos. Um desconhecido pega o mesmo vagão do metrô que o seu, todas as manhãs, mas começa a existir apenas depois de ser apresentado numa festa qualquer por um amigo qualquer”

“Recomenda-se compartilhar os sonhos numa mesa de café da manhã, com cheiro de café quente atingindo as narinas, aquecendo os sorrisos”

A história, contudo, vai muito além do tema da amizade, nos fazendo mergulhar num universo novo e encantador, uma vez que se inicia em Moçambique, para, em seguida, trabalhar certo contraste com o Brasil.

“A mulher-insular, agora, era também oca. Sem rumo e sem peso. Nada sentia, lágrima nenhuma corria pelo seu rosto. Oca, oca”

“São Paulo era uma cidade grande, feita para caber mentiras e vidas escondidas”

Outro tema que aparece em diversos momentos da narrativa é a questão da diferença e do diferente.

“Protegia-te e mesmo que não soubesses, eu estava em segurança contigo. Dois diferentes juntos são menos diferentes”

“‘O diferente tem vocação para partir. Seja da casa em que ele nunca teve cômodo próprio. Do grupo de amigos em que, apesar das tentativas, o diferente falhou em se conectar profundamente. Ou de uma torre’”

“Mas é o sonho a casa dos diferentes, e é preciso que eles saibam. Feito abraço quente que nunca houve”

“O homem acordado tem asco à diferença. O homem acordado quer a segurança dos iguais, para não ser surpreendido com a aterrorizante ideia de tomar decisões. De trilhar caminhos novos. De ter à sua frente um alienígena a revelar tanto do que ele tenta esconder”

E destaco aqui outro ponto crucial nesta narrativa: a língua.

“A língua separa, mas também une, ela também dizia”

O que me leva, ainda, a outras temáticas importantes: o contar histórias e o lembrar

“Memória de branco é boa porque eles vivem remoendo o passado”

“A brincadeira de encaixe ensinou Leonildo a ser paciente. Não havia lugar para onde ir, nem a pressa dos que vão. Aprendeu a humildade de desistir de uma conclusão, não se ater ao encaixe mais rápido e fácil. Desconfiar. Foco, mais foco. Voltar à estaca zero e recomeçar”

“Deveria ser algo novo dentro dele a transmutar as coisas todas do mundo em uma determinada pessoa”

“Eu tinha cinco anos e algo se quebrou num lugar tão profundo, impossível de achar”

“Leonildo contava sorridente, como se o passado não tivesse sido difícil, como se o presente também não o fosse”

“A máscara foi embora e Guilherme se deparou com um rosto diferente do que ele imaginava. Ele, como outros, completaram os rostos das pessoas incompletas, dando-se conta depois que haviam errado”

“Às vezes, a gente precisa fingir que está contando outra história para contar o que a gente realmente quer contar”

“Às vezes, ter acontecido é o motivo de não se falar mais da coisa, porque ela ficou completa e enterrada”

Também me chamou a atenção o fato da história, em certo momento, se passar durante a pandemia e nos transportar a algumas dificuldades que este período trouxe.

“Perderam o emprego e não queriam perder a vida, estavam prestes a perder o juízo”

Com tantas temáticas abordadas de maneira quase poética, há uma que não poderia deixar de aparecer: o amor

“Se soubesse, se pudesse, construiria um mundo onde o sol sempre estaria na iminência de se pôr”

“O sorriso dele cedeu a um certo constrangimento, ciente de que o amor é incapaz de tornar um chiqueiro num palácio”

“Eles sorriam, estavam felizes. Eram novos demais, por isso felizes”

“Ainda faltava uma estação e uma eternidade”

Uma história que fala de presente, passado e futuro

“Era como se ela soubesse que o futuro seria brilhante, que precisava aprender desde já como se é feliz”

E que nos lembra que, mesmo diante de toda e qualquer maldade, o que vale é o que temos dentro de nós, principalmente a bondade

“‘Não deixe o medo impedir você de compartilhar o que você tem de bom aí dentro, eles sempre aparecem e fazem a gente desacreditar, perder a confiança, mas nem todos são como eles, confie na sua intuição, e compartilhe o que você tem aí dentro’”

Se você acha que este livro pode te interessar, leia a resenha completa para saber mais e garantir seu exemplar.

Fisiologia do amor — Lyra Rocha

Título: Fisiologia do amor (Ciência do amor - Livro 1) 
Autora: Lyra Rocha
Editora: Publicação independente
Páginas: 268
Ano: 2019 

Sinopse

Nada melhor do que seguir o coração e encontrar sua alma gêmea, não é mesmo? Não para Cecília Perosini. Para ela, encontrar o par perfeito é nada mais do que pura ciência. Coração saltitando, mãos suando e corpo tremendo? Tudo resultado dos hormônios biológicos do nosso corpo. Como professora e pesquisadora da área, Cecília sabe tudo sobre a fisiologia do ser humano durante o amor e, por isso, ela está disposta a usar dos seus conhecimentos para não ter o coração arrancado e quebrado por homem nenhum.

Ela já planejou tudo. O homem perfeito está idealizado em sua mente. Nada de bonitos, atraentes e fortões. Não. A ciência mostra que para um relacionamento dar certo, sua escolha deve ser bem diferente. Por isso, Cecília está determinada a seguir seu plano.

Mas o que acontece quando a vida lhe dá uma rasteira e põe à prova toda a teoria que criou? Depois de conhecer um homem que é exatamente tudo o que Cecília fugiu, ela se vê em uma situação difícil ao tentar seguir o rumo que predeterminou em sua vida e em um embate entre a razão e o coração.

Resenha

Fisiologia do amor é uma obra que beira ao absurdo e que, mesmo assim, nos prende e faz pensar.

“Não é fácil viver a simplicidade quando a sua mente está bombardeada de informações e teorias”

Isso porque a protagonista, Cecília, uma grande pesquisadora, não acredita no amor. Ao menos não no amor que acontece de repente e que pode ter um final feliz.

“O amor podia curar? Remendar a alma? Sim, mas se encontrássemos a pessoa certa”

Para ela, o amor é fruto de nosso hormônios e, assim sendo, pode ser racionalizado, nos fazendo escolher a pessoa certa, no momento certo.

“O amor é superestimado. São apenas reações biológicas do nosso corpo”

Como não poderia deixar de ser, porém, Cecília acaba caindo em tudo aquilo que tenta negar e contradizer, quando esbarra em Bernardo e se vê obrigada a conhecer o rapaz, que não sai de seu pé.

“Claro que já tinha visto homens até mais bonitos antes. Mas esse, em particular, me perturbou e me deixou completamente desconfortável. Primeiros sinais da atração”

Com uma narrativa em primeira pessoa e por meio de uma linguagem simples – mesmo tendo uma cientista caxias como narradora – Fisiologia do amor nos faz querer saber cada vez mais sobre o que vem a seguir e nos faz torcer pelos personagens e pelas situações que se apresentam diante de nossos olhos.

“A teoria do caos diz que uma mudança no início de um evento qualquer, pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro”

A protagonista não é perfeita, como a própria autora explica ao final do livro, e, para muitas pessoas, pode inclusive ser irritante. Ainda assim, a história nos envolve e Bernardo é capaz de derreter o mais duro dos corações.

“A verdade é que Bernardo mexia comigo, muito mais do que eu queria. Porém precisava aprender a lidar com ele de qualquer jeito”

A história se passa sobretudo na Universidade em que Cecília trabalha, alternando entre o laboratório e o restaurante. Além disso, espaços como um shopping, um restaurante e um barzinho também aparecem, indicando que a história se passa em uma cidade cheia de vida.

“— A vida é muito curta para esperar o brigadeiro esfriar. Poderia ser uma frase normal, no entanto havia muita coisa implícita ali”

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Un pomeriggio estivo

Era un pomeriggio estivo, caldo, come ci si aspetta. Ma il sole non c’era più. Anzi: aveva già piovuto un po’.

C’era qualcosa di strano nell’aria. Non era l’umidità e il caldo. Non era l’inquinamento sempre presente in quella grande città. Era tutt’altro. Sembrava la fine del mondo.

Sì, proprio questo: sembrava la fine del mondo.

Era un pomeriggio estivo. Bello. Caldo e umido. La luminosità del giorno lasciava spazio per il buio che, pian piano arrivava.

Era come un presagio, un’ombra sulla città ma, allo stesso tempo, tutti seguivano la vita come se non ci fosse niente. Le macchine ferme nel traffico, i pedoni che camminavano in fretta. Nessuno quasi parlava, c’erano solo i rumori di una città troppo affollata. Si vedeva la stanchezza, lo stress, la paura. Ma nessuno vedeva lo spettacolo che sembrava la fine del mondo.

È difficile spiegare com’era il cielo quel giorno: un miscuglio di grigio e arancione, con nuvole basse che sembravano quasi voler toccare i palazzi. Un’atmosfera irreale, come in un sogno che prelude al risveglio. Solo quei pochi che hanno alzato la testa l’hanno visto. Avranno avuto la mia stessa sensazione? Non lo so. Non lo saprò mai.

Era un pomeriggio estivo e sembrava la fine del mondo. Ma non lo era. Siamo ancora qui. Per quanto tempo? Non lo so. Mi chiedo: sapremo mai riconoscere la fine del mondo quando arriverà.

Em busca de sentido — Viktor E. Frankl

Título: Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração 
Original: trorzdem Ja zum Leben sagen
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes
Páginas: 184
Ano: 2023 (58º edição)
Tradutores: Walter O. Schlupp e Carlos C. Aveline  

Sinopse

O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da logoterapia.

Resenha

Em busca de sentido passou um longo período na minha lista de desejados, pelo simples fato de ser uma obra sobre o holocausto. Isso era tudo o que eu sabia sobre o livro, até iniciar sua leitura que, sem dúvidas, foi uma das melhores e mais marcantes do último ano.

“Nenhum ser humano e nenhum destino podem ser comparados com outros; nenhuma situação se repete”

Dizer que este é “um livro sobre o holocausto”, aliás, é um grande erro. Os horrores do campo de concentração estão aqui, complementando esta obra que, apesar de curta, vai muito além disso.

“Somente aos poucos se consegue levar essas pessoas a reencontrar a verdade, tão trivial, de que ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu injustiça”

Em busca de sentido começa com um prefácio à edição norte americana de 1984, que já me ajudou a perceber que este, apesar de ser um livro um pouco técnico e que aborda um assunto tão difícil, não seria complicado de seguir com a leitura.

“O ser humano é capaz de mudar o mundo para melhor, se possível, e de mudar a si mesmo para melhor, se necessário”

Depois, vem um prefácio do próprio autor e, nele, começamos a adentrar a obra, iniciando no mundo da logoterapia — o verdadeiro tema deste livro —  fundada por Viktor Frankl.

“Pensava que poderia ser útil a pessoas que têm inclinação para o desespero”

O livro, então, é dividido em três partes: em busca de sentido, conceitos fundamentais da logoterapia e a tese do otimismo trágico.

“Chorava o violino — dentro de mim algo chorava junto”

Ao longo dessas três partes, acompanhamos a narrativa do autor enquanto prisioneiro em Auschwitz, bem como seus estudos e a crença de que é preciso encontrar um sentido na vida (e aqui o título passa a ser óbvio) para superar a dor.

“A vida é sofrimento, e sobreviver é encontrar sentido na dor”

Em busca de sentido é tocante e nos faz pensar em nossas vidas, em nossas escolhas e caminhos.

“A preocupação ou mesmo o desespero da pessoa sobre se a sua vida vale a pena ser vivida é uma angústia existencial, mas de forma alguma uma doença mental”

Conhecer esta forma de terapia também amplia a nossa visão sobre como podemos encarar doenças mentais e possíveis tratamentos.

“Nem todo conflito é necessariamente neurótico; certa dose de conflito é normal e sadia. De forma similar, o sofrimento não é sempre um fenômeno patológico”

Chega a ser impressionante pensar que alguém que viveu tudo o que o autor deste livro viveu, consiga escrever uma obra tão fácil de compreender e, ao mesmo tempo, que fala com uma certa leveza (sem leviandade alguma) de assuntos tão pesados.

“A dor psicológica, a revolta pela injustiça ante a falta de qualquer razão é o que mais dói numa hora dessas”

Uma obra que precisa ser lida ao menos uma vez na vida, mas cuja leitura pode ser feita com muita calma e cuidado para não se entrar num turbilhão de sentimentos complexos.

“O alívio psíquico é produzido por ilusões que certamente podem ser perigosas na área fisiológica”

Em seu formato físico, na edição da Editoras Vozes, o livro é pequeno e leve, com uma diagramação bem simples e páginas brancas.

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