Antologias para quê?

Janeiro foi um mês que acabei falando mais de uma vez sobre antologias, seja resenhando uma, seja trazendo quotes de outra.

A cada vez que leio uma antologia e falo sobre ela, acabo, de alguma forma, destacando o fato de que eu gosto da pluralidade delas, das possibilidades que elas carregam.

Por isso, finalmente resolvi tirar dos rascunhos (mentais, no caso) um texto que há tempos queria escrever, falando sobre os benefícios de uma antologia para todos aqueles envolvidos em uma, de organizadores e escritores até os leitores.

Como leitora, o que mais gosto nas antologias é a oportunidade de, com uma única obra, conhecer diversos autores. Como aconteceu mais de uma vez ano passado, peguei antologias para ler por ter contos de autoras que eu já admirava e, então, conheci outras que passei a admirar também.

Sem contar que, por vezes, a antologia tem um tema em comum, mas traz histórias de gêneros diversos ou o contrário: é de um gênero específico, mas com temas bem variados. O ponto é: dificilmente a gente não se surpreende lendo uma antologia!

Para autores, as antologias também têm os seus benefícios. Ali em cima, comentei como conheci novos autores graças às antologias que li ano passado, o que significa que elas acabam sendo uma boa vitrine para autores, sejam eles conhecidos ou não.

Mais do que isso, porém, como escritora (não que eu seja uma), vejo as antologias como uma oportunidade de exercitar a escrita. Os editais costumam colocar limitações diversas: tema, gênero, limite de palavras/páginas. Pensar em uma boa história que respeite tantos critérios, te garanto, não é nada simples!

Mas e as editoras, onde entram nisso tudo? Por que muitas (principalmente as editoras menores) investem tanto neste tipo de publicação?

Por um lado, a editora, ao organizar uma antologia, tem a oportunidade de mostrar aos autores um pouco do seu trabalho, do seu cuidado (ou não) com os manuscritos recebidos. Além disso, também é uma excelente oportunidade para conhecer alguns talentos que ainda estão escondidos por aí.

Mas há outro ponto que, certamente, torna as antologias tão vantajosas para as pequenas editoras: geralmente os autores acabam pagando para participar delas.

Quando as antologias vão para financiamento coletivo, também acaba sendo mais fácil bater a meta, porque são vários autores interessados nisso e, consequentemente, divulgando a campanha.

Sem contar que, para muitos deles, essa acaba sendo a primeira publicação, então os autores costumam ficar bem empolgados e fazer o possível para o projeto sair do papel.

Infelizmente, porém, é verdade que muitas (principalmente pequenas) editoras acabam fazendo um trabalho não tão bom com relação às antologias, o que acaba contribuindo para o preconceito de muitos leitores (e, às vezes, até mesmo de escritores) com relação a esse tipo de publicação.

Se você der uma procurada aqui pelo Blog, porém, poderá encontrar resenhas de diversas antologias. E a maioria delas eu super recomendo, por sinal.

Além disso, você também pode saber um pouco mais sobre como foi, para mim, a experiência de organizar uma antologia.

Por fim, não deixe de me contar aqui: você costuma ler antologias? O que acha delas?

A vida pelos olhos da guarda real (antologia)

Título: A vida pelos olhos da guarda real
Autor: vários autores
Organização: Naylane Sartor
Editora: Essência Literária
Páginas: 172
Ano: 2020

Quantos de nós, brasileiros, já paramos, alguma vez em nossas vidas, para pensar como seria a vida de um guarda real? Ok, eles são seres humanos como qualquer outro, mas possuem um trabalho extremamente rígido. Será que dá para ser realmente normal com uma rotina dessas?

“Coloquei minha farda acima dos meus sentimentos e me tornei um dos melhores no meu ramo, mas a que preço?”

(Sob a proteção do guarda real — Nathany Teixeira)

A proposta desta antologia é justamente isso: nos fazer embarcar nesse universo e imaginar o que ocorre antes, durante e depois do serviço de um guarda real. E, veja bem, não há guardas reais apenas na Inglaterra não!

Aliás, isso é algo muito interessante deste livro: o tanto que ele tem a nos ensinar. Mesmo para as autoras, foi um desafio escrever as histórias (elas mesmas comentaram isso nesta live) e elas se dedicaram a buscar informações para trazer elementos concretos, que foram muito bem mesclados às narrativas que cada uma criou.

Ao todo, nos deparamos com cinco histórias e, apesar da temática em comum, cada uma delas tem o seu toque especial. O primeiro conto, por exemplo, chama-se “Quebrando regras” e foi escrito pela autora Denilia Carneiro. Só pelo título já dá para imaginar que lá vem confusão pela frente, né?

Trata-se da história de uma irmã da mais nova princesa britânica e, através desta jovem, percebemos como nem todos têm interesse em fazer parte de toda a grandiosidade que a realeza representa.

“Eu gosto de liberdade e ser princesa, de certa forma, te deixa presa”

(Quebrando regras — Denilia Carneiro)

O segundo conto, por sua vez, traz um título que atiça a curiosidade de qualquer um. Trata-se de “O guarda solitário“, escrito por Maya Brito.

A história começa com aquele clichê de uma pessoa (no caso, Theo Truman, um guarda real) que tem o coração fechado e que resiste a se entregar ao amor, mas que, na possibilidade de perder a pessoa que, no final das contas, ama, acaba tomando uma decisão.

“E quando ela saiu do meu quarto e da minha vida, eu me tornei o hipócrita que disse não ser”

(O guarda solitário — Maya Brito)

Esse conto é lindo, como tudo o que a Maya Brito escreve (você pode ler a minha resenha de “A melodia da alma” que está virando livro!).

O terceiro conto, isto é, o conto central da antologia, nos transporta para outra realidade: o convento de Mafra, em Portugal. O título deste é “Certo ou errado” e foi escrito por Mila Paziol. Uma história de amor muito bonita, com uma linda lição de vida.

Em seguida, somos apresentados a Oliver Jones em “Sob a proteção do guarda real“, da Nathany Teixeira. Uma história de vidas que se cruzam de maneiras inesperadas, nos fazendo refletir sobre nossas escolhas e sobre as pessoas que nos influenciam.

“Não pode permitir que alguém escolha qual sonho você deve sonhar”

(Sob a proteção do guarda real — Nathany Teixeira)

Por fim, vem o conto da Naylane Sartor, “Jasper, o corgi cupido“, um conto que consegue dar voz até mesmo a um cachorro! Dei boa risadas com essa história.

A leitura dos contos é leve e rápida, ainda que, em alguns contos, houvesse tantos erros de português que a fluidez da leitura tenha sofrido um pouco. Não costumo comentar sobre isso em minhas resenhas, principalmente de obras nacionais, pois sei o quão difícil é entregar uma obra impecável e que isso, muitas vezes, não depende apenas do revisor, mas, infelizmente, neste caso realmente atrapalhou um pouco a minha experiência de leitura que, se não fosse por isso, teria sido maravilhosa, pois achei a proposta desta antologia realmente muito diferente do que estou acostumada a ver.

Se você quer conhecer este trabalho, clique aqui.

Um amor para chamar de meu — versão física!

Você, leitor que me acompanha por aqui, lembra que este ano participei da organização de uma antologia de romance? Tenho novidades sobre ela, então se liga aqui! Mas antes, deixa só eu falar com quem acabou de chegar por aqui!

Você, leitor que ainda não me conhece, confira a minha resenha, meu post sobre o que aprendi organizando uma antologia e saiba mais também sobre o meu conto A língua do amor e depois volte aqui.

Agora que estamos todos no mesmo barco, continuemos: essa antologia de capa incrível, vai ganhar sua versão física! Mas, para isso, precisamos conseguir vender ao menos 50 exemplares na pré-venda. Parece muito? Minha gente, isso vai é esgotar. Então não deixe de adquirir o seu logo, viu?

Como funciona essa tal pré-venda?

É muito simples: ela estará aberta de hoje (01/07/2020) até o dia 31/07/2020, no site da Editora Lettre. Basta clicar aqui, selecionar a antologia “Um amor para chamar de meu”, adicionar ao carrinho e ir para o procedimento de finalização da compra. Indicamos que a melhor opção é a do próprio site (Wix) — e já vou explicar porque — ou, se preferir, você pode solicitar um boleto comigo (é só deixar um comentário aqui ou entrar em contato pela aba de contato do blog ou, se você já tem meu contato, me chamando direto).

Só isso?

Não não! Tenho uma surpresa para vocês, meus queridos leitores! Antes de finalizar a compra, adicionem no campo de cupom de desconto o seguinte cupom: TATIFRETEGRATIS para ter direito ao querido frete grátis (válido somente para endereços no Brasil). Quem solicitar boleto também terá direito ao frete grátis.

E que garantias vocês tem?

Independentemente da forma de pagamento que vocês escolherem, caso a pré-venda não seja bem sucedida (bate na madeira!) haverá estorno do valor aos compradores. Porém, para aqueles que optarem por pagar através do pag seguro ou mercado pago, há o desconto de administração dessas redes e, portanto, o valor estornado é um pouco abaixo do valor total pago. No caso de compras feito pela própria Wix ou por boleto, será devolvido o valor integral.

E então, o que está esperando para ir lá comprar o seu exemplar?