TAG literária musical — Parceiros da autora Maya Brito

Já faz um tempinho que sou parceira literária da autora Maya Brito e outro dia ela propôs à todas as parceiras que montássemos uma TAG e assim nasceu esta que agora apresento a vocês.

Mas antes, os perfis que colaboraram com esta brincadeira são: @mayabrito.escritora, @exposta_em_um_livro, @carlaisantoro, @fernandajesusrevisora, @mari_stories_and_advice, @realidadesdeleitor, @estrela_leitura, @capitulo_20, @lendoentreamigas, @leia.bon.livros e eu, @tatianices_blog. Aproveite para conhecê-los!


A TAG que elaboramos mistura dois elementos que eu adoro: músicas e livros. Cada uma de nós escolheu uma canção e atribuiu a ela um tipo de livro para mencionarmos em nossas respostas. O resultado disso é o que você encontra aqui embaixo!

1. As long as you love me (Backstreet Boys): um personagem com um passado misterioso e sombrio que você ama

Impossível não pensar no Guto, de Irresistível Doutor (Ingrid Sousa).

2. Llévame Despacio (Paulina Goto): um livro com o romance dos sonhos

Como “romance dos sonhos” não significa um romance perfeito — já que isso não existe — escolho O irlandês (Tayana Alvez).

3. Várias queixas (Gilsons): um personagem que por mais que seja chato, você não consegue deixar de amar

A Lara, de Sandália Virada (H. L. Amaral) não é exatamente chata, mas talvez um pouco mimada e exagerada. Ainda assim, um amor de garotinha, que a gente só quer proteger!

4. Just a kiss (Lady Antebellum): um personagem que você gostaria de dar um beijo ao luar

Que personagem que nada, gostaria de dar um beijo ao luar no meu namorado mesmo! Hahahahaha (mas sério, não consigo pensar em nenhum personagem).

5. A Thousand Years (Christina Perri): um livro que você leria por mil anos

O livro Comédias para se ler na escola (Luis Fernando Veríssimo), que sempre me faz rir e pensar.

6. Me espera (Tiago Iorc e Sandy): aquele livro que você espera ansiosamente a continuação

Tô aqui só no aguardo da continuação de O despertar da profecia, viu, dona Ingrid Sousa??

7. Era uma vez (Kell Smith): um livro que te marcou na infância

sempre cito esse: A princesinha (Frances Hodgson Burnett).

8. My heart will go on (Céline Dion): um livro que está eternamente no seu coração

Um livro que li para a escola e que adoro até hoje: Cuidado, garoto apaixonado (Toni Brandão).

9. Home (Gabrielle Aplin): um livro que faz você se sentir em casa

Os livros da Pipi Meialonga (Astrid Lindgren), apesar de fazer anos que não os leio.

10. Scarborough Fair (Aurora): um livro que te fez ir a outro mundo

Os livros do Ciclo da Herança (Christopher Paolini).

11. Aquarela do Brasil (Ary Barroso): aquele livro nacional inesquecível

Maldade citar apenas um aqui (detalhe que fui eu quem sugeriu essa)! Mas vou de O demônio no campanário (Michelle Pereira).


E as suas respostas, quais seriam? Sinta-se livre para participar também!

Ah, e os títulos mencionados nesta TAG e que se encontram em vermelho são livros já resenhados aqui no Blog.

A vida pelos olhos da guarda real (antologia)

Título: A vida pelos olhos da guarda real
Autor: vários autores
Organização: Naylane Sartor
Editora: Essência Literária
Páginas: 172
Ano: 2020

Quantos de nós, brasileiros, já paramos, alguma vez em nossas vidas, para pensar como seria a vida de um guarda real? Ok, eles são seres humanos como qualquer outro, mas possuem um trabalho extremamente rígido. Será que dá para ser realmente normal com uma rotina dessas?

“Coloquei minha farda acima dos meus sentimentos e me tornei um dos melhores no meu ramo, mas a que preço?”

(Sob a proteção do guarda real — Nathany Teixeira)

A proposta desta antologia é justamente isso: nos fazer embarcar nesse universo e imaginar o que ocorre antes, durante e depois do serviço de um guarda real. E, veja bem, não há guardas reais apenas na Inglaterra não!

Aliás, isso é algo muito interessante deste livro: o tanto que ele tem a nos ensinar. Mesmo para as autoras, foi um desafio escrever as histórias (elas mesmas comentaram isso nesta live) e elas se dedicaram a buscar informações para trazer elementos concretos, que foram muito bem mesclados às narrativas que cada uma criou.

Ao todo, nos deparamos com cinco histórias e, apesar da temática em comum, cada uma delas tem o seu toque especial. O primeiro conto, por exemplo, chama-se “Quebrando regras” e foi escrito pela autora Denilia Carneiro. Só pelo título já dá para imaginar que lá vem confusão pela frente, né?

Trata-se da história de uma irmã da mais nova princesa britânica e, através desta jovem, percebemos como nem todos têm interesse em fazer parte de toda a grandiosidade que a realeza representa.

“Eu gosto de liberdade e ser princesa, de certa forma, te deixa presa”

(Quebrando regras — Denilia Carneiro)

O segundo conto, por sua vez, traz um título que atiça a curiosidade de qualquer um. Trata-se de “O guarda solitário“, escrito por Maya Brito.

A história começa com aquele clichê de uma pessoa (no caso, Theo Truman, um guarda real) que tem o coração fechado e que resiste a se entregar ao amor, mas que, na possibilidade de perder a pessoa que, no final das contas, ama, acaba tomando uma decisão.

“E quando ela saiu do meu quarto e da minha vida, eu me tornei o hipócrita que disse não ser”

(O guarda solitário — Maya Brito)

Esse conto é lindo, como tudo o que a Maya Brito escreve (você pode ler a minha resenha de “A melodia da alma” que está virando livro!).

O terceiro conto, isto é, o conto central da antologia, nos transporta para outra realidade: o convento de Mafra, em Portugal. O título deste é “Certo ou errado” e foi escrito por Mila Paziol. Uma história de amor muito bonita, com uma linda lição de vida.

Em seguida, somos apresentados a Oliver Jones em “Sob a proteção do guarda real“, da Nathany Teixeira. Uma história de vidas que se cruzam de maneiras inesperadas, nos fazendo refletir sobre nossas escolhas e sobre as pessoas que nos influenciam.

“Não pode permitir que alguém escolha qual sonho você deve sonhar”

(Sob a proteção do guarda real — Nathany Teixeira)

Por fim, vem o conto da Naylane Sartor, “Jasper, o corgi cupido“, um conto que consegue dar voz até mesmo a um cachorro! Dei boa risadas com essa história.

A leitura dos contos é leve e rápida, ainda que, em alguns contos, houvesse tantos erros de português que a fluidez da leitura tenha sofrido um pouco. Não costumo comentar sobre isso em minhas resenhas, principalmente de obras nacionais, pois sei o quão difícil é entregar uma obra impecável e que isso, muitas vezes, não depende apenas do revisor, mas, infelizmente, neste caso realmente atrapalhou um pouco a minha experiência de leitura que, se não fosse por isso, teria sido maravilhosa, pois achei a proposta desta antologia realmente muito diferente do que estou acostumada a ver.

Se você quer conhecer este trabalho, clique aqui.

A melodia da alma — Maya Brito

Título: A melodia da alma
Autora: Maya Brito
Editora: Publicação independente
Páginas: 44
Ano: 2019

melodia da alma

A melodia da alma foi aquele livro que, antes de mais nada, me conquistou pela capa. Eu não posso ver uma história relacionada à música que eu já quero ler. E esse foi meu ponto fraco com relação à história, mas vamos à resenha para explicar melhor isso.

Quem nos conta sua própria história é Eliza, uma mineira que, de uma hora para outra abandona sua vida e sua música em Minas e se muda para São Paulo, onde dá início a uma nova vida, trabalhando com consultoria.

A narrativa começa doze anos depois desse episódio e os detalhes desse passado são revelados bem aos poucos, o que nos prende à leitura, porque estamos sempre querendo compreender o que há por trás dessa mulher que viveu uma mágoa tão grande que foi capaz de fazê-la mudar de rumo e se fechar a tudo e a todos.

“E ali estava ele pintando meu apartamento para trazer vida a ele, para tirar dele o que o fazia tão meu… O vazio”

Um dia, porém, o passado bate à porta de Eliza (quase que literalmente, digamos) e a vida de nossa protagonista vira de cabeça para baixo. Para nós, leitores, as peças do quebra-cabeça vão se encaixando e é praticamente impossível não ficar com um nó na garganta e lágrimas nos olhos.

“Perder pessoas importantes e, ao mesmo tempo, perder a música que preenchia nosso ser era uma dor absoluta. E eu a conhecia muito bem”

Em tão poucas páginas, Maya consegue nos falar tanto! Em A melodia da alma somos presenteados com uma história que fala sobre amor, amizade, traição, erros, recomeços e perdão. E não estou exagerando ao listar tudo isso (ainda correndo o risco de ter deixado importantes lições de fora).

Logo depois de terminar a leitura dessa obra, tive a sorte de poder conversar pessoalmente com a Maya e comentei como fui abalada por essa linda história e ela me respondeu que não esperava isso, que não imaginava que faria seus leitores chorarem. Mas, como disse meu namorado, um escritor não tem como saber o quanto irá mexer com seus leitores: ver Eliza abandonar seus sonhos, sua paixão, foi doloroso. E, depois, descobrir os motivos que a fizeram tomar tal decisão, é ainda mais triste. Mas a história é linda e nos enche de esperança. E terminamos (ao menos eu terminei) com um sorriso no rosto.

Você também quer conhecer a história da Eliza? Então corre aqui!