Citações #25 — O pequeno príncipe

Citações #25

Quem costuma acompanhar esse blog deve ter visto que, recentemente, publiquei uma resenha do livro O retorno do jovem príncipe, e que nela eu comentei que acabei relendo O pequeno príncipe também. Depois da resenha mencionada eu ainda trouxe algumas citações da mesma obra e hoje trago a vocês citações de O pequeno príncipe (que acredito ser tão conhecido que me fez dispensar uma resenha mais detalhada).

Algo muito valorizado nessa obra universal e atemporal é o olhar da criança que, em sua inocência, é capaz de usar com muito mais força e desenvoltura sua imaginação.

“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando”

O pequeno príncipe (p.8)

O olhar infantil com relação ao adulto é algo que consegue encantar aos leitores e, ao mesmo tempo, nos fazer refletir sobre nossos comportamentos, ações e prioridades.

“As pessoas grandes adoram números”

O pequeno príncipe (p.17)

E quando eu digo que O pequeno príncipe é atemporal eu estou dizendo que há coisas ali que poderiam ter sido escritas ontem, por qualquer pessoa mais sensível de nossa sociedade atual, uma pessoa que sinta falta de certos sentimentos e costumes.

“Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos”

O pequeno príncipe (p.68)

Mas também podemos pensar que não temos mais amigos porque, por vezes, queremos que todos sejam como nós, que façam o que fazemos, que gostem do que gostamos. Já não ouvimos mais os outros, mas somente aquilo que queremos ouvir e esperamos que tudo e todos sempre atendam às nossas expectativas.

“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei”

O pequeno príncipe (p.38)

O pequeno príncipe também toca em diversas questões inerentes ao ser humano, como vaidade, gostos e nossa felicidade ou infelicidade diante daquilo que vivemos.

” — Nunca estamos contentes onde estamos, disse o guarda-chaves”

O pequeno príncipe (p. 74)

Trata-se de um livro que nos faz refletir, ainda, sobre caminhos e sobre a necessidade de olharmos em toda a nossa volta e não somente para a frente.

” — Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe…”

O pequeno príncipe (p.16)

Os trechos que trouxe aqui são apenas alguns dos que gostei em minha releitura de O pequeno príncipe. Eu seria capaz de trazer páginas inteiras dele para vocês, mas acho que é melhor cada um vivenciar a sua leitura, certo? O que vocês acham desse livro?

E se você ainda não leu O pequeno príncipe, corre para comprar o seu aqui.

 

Citações #23 — O retorno do jovem príncipe

Citações #23

Na minha resenha de O retorno do jovem príncipe (A. G. Roemmers) — publicado em 2011 pela Fontanar — eu comentei sobre o quanto os diálogos do livro nos ensinam sobre a vida. O livro é pequeno, mas cheio de passagens marcantes, muitas das quais deixei de fora da resenha e agora trago a vocês.

“As lembranças agradáveis e as experiências gratificantes podem reconfortar você em momentos de solidão e dificuldade”

O retorno do jovem príncipe (p.56)

E como pode um livro nos ensinar algo sobre a vida se ele não falar majoritariamente sobre sentimentos? Pois isso é o que não falta em O retorno do jovem príncipe. 

“O sentimento de culpa — disse eu — nos paralisa e nos impede de resolver muitos problemas”

O retorno do jovem príncipe (p.22)

Sim, aquele famoso sentimento de culpa paralisante. Mas há também o medo, o amor (ou a falta dele). Tudo abordado de maneira muito atual (ou devo dizer atemporal?)

“Percebi como agimos sob a influência do medo e da desconfiança, em vez de nos deixarmos guiar pelo amor que tantas vezes reprimimos”

O retorno do jovem príncipe (p.50)

E o que significa a falta de amor nesse livro?

“A falta de amor: isso que é o inferno”

O retorno do jovem príncipe (p.92)

Aliás, há outra consideração sobre esse sentimento que considero de grande importância e sobre a qual deveríamos refletir:

“Se os pais se esforçassem para ensinar o amor a seus filhos como se esforçam para lhes incutir disciplina, este planeta seria um lugar muito mais agradável para se viver”

O retorno do jovem príncipe (p.64)

Mas esse livro não fala apenas de amar o próximo, mas também de amor próprio. E de uma maneira muito didática.

” — Como alguém pode amar a si mesmo conhecendo as próprias imperfeições? — questionou o Jovem Príncipe.

— Da mesma forma que podemos amar os outros conhecendo as limitações deles”

O retorno do jovem príncipe (p.80)
Gostou dessas citações? Você pode encontrar esse livro aqui.

O retorno do jovem príncipe – A. G. Roemmers

Título: O retorno do jovem príncipe
Original: The return of the young prince
Autor: A. G. Roemmers
Editora: Fontanar
Páginas: 105
Ano: 2011
Tradução: Paulo Afonso

Retorno do jovem principe

A primeira coisa na qual pensei quando vi a capa de O retorno do jovem príncipe, foi, sem dúvidas, o livro O pequeno príncipe, sem me atentar, no entanto, para a palavra “retorno”, contida no título do livro que hoje resenho.

“Os cegos veem o que ninguém mais ousa ver. Eles devem ser as pessoas mais corajosas de todas”

O retorno do jovem príncipe (p.14)

Só quando comecei a ler O retorno do jovem príncipe foi que percebi que se tratava de uma espécie de continuação, por assim dizer, d’O pequeno príncipe. Senti que a linguagem desse livro, porém, era muito mais simples e acessível. Isso porque li O pequeno príncipe umas duas vezes quando era mais nova, mas sempre senti que não absorvi nem metade do que as pessoas costumam absorver.

“É impressionante como sempre presumimos que os outros seguem a mesma direção que nós”

O retorno do jovem príncipe (p.11)

O retorno do jovem príncipe também é um livro super curto e que narra um encontro inesperado entre um adulto e o pequeno príncipe (que já não é mais tão pequeno assim). O narrador, que nos conta a história em primeira pessoa, está dirigindo por uma estrada deserta da Patagônia quando avista um jovem dormindo à beira dessa estrada. E aí começa esse encontro.

“Por alguns momentos, pensei em como os adultos, com alertas que visam nossa própria proteção, fazem com que nos afastemos das outras pessoas, a ponto de que tocar um indivíduo, ou olhá-lo nos olhos, provoca um desconfortável sentimento de apreensão”

O retorno do jovem príncipe (p.10)

O narrador motorista resolve acolher em seu carro aquele pequeno ser de loiros cabelos. E quando o jovem príncipe acorda, começa a fazer diversas perguntas. Boa parte do livro é construído em cima dos diálogos entre o adulto e o jovem príncipe, que conversam sobre tudo, nos dando uma bela aula sobre a vida.

“Quem era aquele jovem que irradiava inocência e sacudia as bases do sistema de crenças que eu herdara?”

O retorno do jovem príncipe (p.13)

Presume-se que quem lê O retorno do jovem príncipe já tenha lido O pequeno príncipe, pois há diversas referência à história original. Inclusive, uma das lições mais importantes (que, no entanto, pode ser compreendida mesmo por aqueles que não leram O pequeno príncipe) tem a ver com um episódio marcante do primeiro livro.

“Por que tantas vezes preferimos a pessoa que nos desilude àquela que nos oferece uma ilusão?”

O retorno do jovem príncipe (p.44)

É interessante pensar que no plano “concreto”, o narrador e o jovem príncipe estão fazendo uma viagem de carro, enquanto que no plano metafórico eles empreendem uma viagem existencialista ou espiritual.

“As pessoas às vezes são como ostras. Tudo o que temos de fazer é esperar, até que elas entreguem a pérola que trazem no seu interior”

O retorno do jovem príncipe (p.29)

Outro ponto interessante d’O retorno do jovem príncipe é o fato de que como ele está na adolescência, o livro aborda mais essa questão da transição para o mundo adulto, uma transição que, muitas vezes, não é tão fácil.

“Às vezes, sem perceber, nós, adultos, jogamos com os mais profundos sentimentos das crianças e destruímos coisas muito mais valiosas que qualquer objeto que elas possam quebrar”

O retorno do jovem príncipe (p.31)

Ao longo da leitura, meu lado professora ficou ecoando que seria interessante trabalhar esses livros em conjunto. São livros curtos, escritos por autores diferentes, mas que conversam entre si, além de ensinarem muitas coisas e permitirem diversas reflexões. Claro que, depois de concluída minha leitura de O retorno do jovem príncipe fui correndo ler, pela terceira vez, O pequeno príncipe. No entanto, compreendi uma coisa: trata-se realmente de um livro atemporal, que precisamos revisitar de tempos em tempos. Se hoje posso compreender muito mais que antes, daqui uns anos posso ter uma experiência totalmente nova também.

Ficou com vontade de ler O retorno do jovem príncipe? Saiba mais aqui.