Título: Catarina: bolos, amores e outras delícias. Autora: Bruna Paquier Cestari Editora: Publicação independente Páginas: 32 Ano: 2021
Sinopse
Catarina era uma garota como todas as outras. Ou pensava ser até o dia em que os sentimentos começaram a crescer em seu peito e ela precisou tomar uma decisão sobre aquela garota. É claro que o melhor jeito de tirar tudo isso à limpo era com morangos, conversas e muitos deslizes. Não tinha como dar errado… tinha?
Resenha
Qualquer pessoa que conviveu minimamente comigo no último ano deve desconfiar porque eu não poderia deixar de me interessar por esse título.
Comecei a leitura, porém, sem saber muito o que esperar. E me surpreendi com uma leitura rápida e leve, ainda que tenha seus momentos de tensão e traga uma temática nem sempre fácil de retratar.
“Não havia dúvidas, Catarina tinha o pior dos males”
Catarina, como qualquer adolescente, só queria ser uma garota normal. Mas nada em sua vida era simples assim. Nem mesmo sua casa era exatamente uma casa: Catarina vivia em um abrigo.
“No fim, Catarina só queria ser normal, tirar notas boas como seus colegas, brincar na quadra antes de voltar para casa e, principalmente, gostar de algum menino”
O seu maior problema (e medo), no entanto, foi perceber que gostava de meninas. Mais do que isso: que sentia algo por Nina, a linda garota que sentava atrás dela na escola.
“Aqueles sentimentos a levaram para a beirada de um poço profundo de mágoas”
Sem saber se era correspondida ou não — e tendo quase certeza de que não — um dia Catarina reuniu toda a sua coragem — e um punhado de morangos — e decidiu falar com Nina.
“Mas ao mesmo tempo era bom, era muito bom. Queria continuar, queria se jogar naqueles sentimentos, mergulhar nas cores, se pintar de todas elas”
Mas claro que as coisas não poderiam ser fáceis e essa conversa foge totalmente do esperado por Catarina, ainda que ela nem sonhasse em esperar o melhor.
“Agora a menina que inspirava todas aquelas cores, trazia o cinza e o preto”
Como eu disse, a história é bem curtinha (na medida certa), mas escrita de maneira que nos aproxima da protagonista e seus (confusos) sentimentos.
“Já tinha doído muito e temia que fosse doer ainda mais”
Com uma narrativa em terceira pessoa e uma diagramação lindinha, a leitura é bem agradável e vai te propiciar uma boa horinha literária.
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Título: MY WAY TO YOU: As cenas deletadas de Novato e Pimentinha e Golden Boy e Baixinha Autora: Tayana Alvez Editora: Publicação independente Páginas: 26 Ano: 2023
Sinopse
Bem-vindas de volta, Marias Pit Stop!
– Nesse livreto você vai encontrar uma cena deletada de cada um dos seus romances de automobilismo favoritos!
– Novato e Pimentinha aquecem nosso coração uma vez mais, e Baixinha e Bad boy prontos para nos deixar bem na porta da terapeuta.
Aproveitem esse presente e Feliz Natal
Resenha
Não basta a Tayana Alvez ser uma escritora maravilhosa, ela ainda tem que presentear seus leitores!
Em My way to you temos a oportunidade de ler duas cenas deletadas: uma de O caminho que me leva até você e outra de Better than revenge, os dois livros lançados pela autora em 2023, com Fórmula 1 de pano de fundo e muitos, muitos sentimentos envolvidos.
Mas atenção: se você ainda não leu nenhum desses dois livros, está correndo o sério risco de se apaixonar e ir correndo querer ambos (e a Tayana não paga a sua terapia, vale lembrar!).
“A verdade é que as coisas que acontecem com você não definem quem você é”
E se você já leu… Por que não matar um pouco da saudade, né? Nunca é demais!
Se bem que, devo confessar, essas 26 páginas ainda deixam gostinho de quero mais… Quero muito mais!
“Então guardo tudo para mim, mesmo sabendo que ser uma pessoa que agrada todo mundo é, no mínimo, cansativo”
É impressionante com em tão poucas páginas a Tayana consegue entregar tanto. E se você não acredita nas minhas palavras, é só clicar abaixo e conferir com os seus próprio olhos!
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Fã e Ídolo – Age Gap – Vingança – Haters to Lovers
Aqui vai uma notícia sobre anéis de papel: eles são frágeis e ingratos — não resistem ao fogo, à água ou a mentiras.
Multicampeã do cenário automobilístico, Alyson Sawyer precisa agora se provar digna das pistas de Fórmula 1. Com uma boa relação com o chefe e uma equipe preparada para o campeonato, não deveria ser tão difícil — se não fosse pela existência de Juan Hernandez, seu companheiro de equipe e uma parte crucial de um passado que ela gostaria de manter morto e enterrado.
Focado em conquistar o seu tricampeonato, Juan não contava que a presença de Alyson – por quem ele jurava de pé junto nutrir apenas ódio e desinteresse – fosse o desestabilizar tanto. Atormentado pelas lembranças do passado e por sentimentos conflitantes, Juan está disposto a fazer o necessário para se vingar da “Mentirosa Desgraçada” que quase acabou com sua carreira seis anos antes — Alyson, no entanto, não está disposta a tornar isso fácil.
Convivendo como fogo e gasolina, e prestes a entrar em combustão em meio a uma temporada eletrizante, a disputa entre os dois deixará as pistas e alcançará espaços que deveriam manter-se esquecidos, reacendendo uma chama que os fará questionar se existe algum sentimento mais forte do que o desejo de vingança.
Resenha
Para fãs de Taylor Swift e/ou de Fórmula 1, este livro é um prato cheio. Mas se você, assim como eu, não liga muito para uma coisa nem outra, não se preocupe: este livro também pode ser para você.
“E bem, na minha história, eu sou a vilã”
O livro se passa no presente e no passado e é narrado de maneira alternada, em primeira pessoa, pelos dois protagonistas: Alyson e Juan.
“Esse é o ponto engraçado sobre as memórias, você nunca se lembra das coisas que aconteceram, só se lembra de como acredita que elas aconteceram”
Já no prólogo, conhecemos a Alyson do presente e descobrimos que desde a adolescência ela sonha em pilotar carros de Fórmula 1. E que aquele é o momento dela realizar o seu quase impossível — e a história nos mostra todos os porquês — sonho.
“Vou ser a primeira mulher a pilotar um carro realmente competitivo de Fórmula 1”
Em seguida, temos a oportunidade de conhecer um pouco do Juan de hoje. E então fica ainda mais evidente um detalhe: ele e Alyson têm algum problema um com o outro e essa história não é de hoje.
“Não existe ‘um passado’ quando se trata de vocês. Nem aqui. Nem lá fora. E, principalmente, não para a mídia”
É claro que queremos muito entender o que aconteceu no tal passado desses dois, mas também é evidente que a autora não nos entregaria essa informação de bandeja.
“Por mais que eu saiba que algo está acontecendo dentro de mim, não vou deixar Alyson me quebrar de novo. Ainda assim, talvez ela mereça saber”
De qualquer forma, a leitura nos enfeitiça não apenas por esse detalhe, mas também por ser — como sempre — maravilhosa. Leve e tensa na medida certa. Cheia de altos e baixos, de sentimentos, de detalhes que surpreendem.
“Você não pode ter amigos na Fórmula 1 e não pode contar com ninguém de dentro do esporte, nem mesmo com o seu chefe”
As informações que tanto queremos nos vão sendo dadas aos poucos e o quebra-cabeça, pouco a pouco, vai se formando diante de nós. Além disso, é muito interessante como, quando recebemos uma resposta, milhares de outras questões se formam e não nos resta alternativa a não ser seguir lendo.
“Relembrar esse momento, esse pedacinho de vida tão mágico e tão meu, traz à tona aquela ínfima parte de mim que nunca vai se arrepender de ter se apaixonado por ele, e isso dói”
As músicas da Taylor não estão ali meramente para abrir os capítulos: elas fazem parte da narrativa construída e são uma parte importante da Alyson também.
“Minha coisa favorita sobre Alyson Sawyer é como ela me trouxe de volta à vida”
Por falar na Alyson, apesar de ser uma pessoa toda cheia de luz, toda iluminada e toda conquistadora de seus sonhos, ela ainda é um ser humano como qualquer outro e comete erros. Inclusive aquele de seis anos antes.
“Das três pessoas sentadas ali, eu era a última a querer pensar no que aconteceu naquele inverno”
Contrariando muitas expectativas, Juan, apesar de ser o bad boy da história, é a pessoa que, nesta narrativa, erra, mas também sofre imensamente com os erros dos outros. O cara com um coração imenso, com uma família linda, com sonhos fofos.
“Porque bad boys até superam, mas não perdoam”
E assim vamos nos apegando a esses dois que, cada um a seu modo, são encantadores, reais e inesquecíveis.
“Me odeio pelo dia que o deixei entrar na minha cabeça, no meu coração, no meu corpo”
Com eles, viajamos por diversos circuitos de Fórmula 1 e aprendemos um pouco mais sobre o funcionamento desse universo, sobre suas dificuldades e também sobre suas alegrias.
“Estar aqui é um sonho, porque a gente sempre é incentivado a chegar aqui”
Claro que a Alyson também nos faz refletir sobre a presença feminina em esportes automobilísticos, ainda tão dominados pelo machismo.
“Onde homens dominam, caras medíocres valem mais do que mulheres incríveis”
E sobre sonhos e suas realizações.
“O que você diria para um jovem que tem um sonho muito maior do que as perspectivas permitem?”
Por outro lado, Juan tem muito a nos mostrar sobre vulnerabilidade.
“Preciso não estar sozinho agora. Não ser a única pessoa no mundo que sofre ou carrega uma dor”
E sobre as mais diferentes formas de amar.
“Mas ela não faz ideia do quão insuportável é se esforçar para odiar alguém que você já amou”
A diagramação da obra torna a obra ainda melhor: ela é simples, mas pensada em cada detalhe e possibilitando uma legibilidade confortável e agradável.
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Título: A vingança é verde esmeralda Autora: Renata De Luca Editora: Publicação independente Páginas: 240 Ano: 2023
Sinopse
“Eu morri! Por isso, vocês estão assistindo a este vídeo. E não tenho dúvida, embora não possa provar, de que fui assassinada pelo meu marido.”
A mulher que acusa o marido de feminicídio é a Princesa Nabilah, jovem esposa do bilionário Sheik Raed. O vídeo viraliza na internet e se transforma num escândalo planetário.
Mas onde está o corpo? E se ela não morreu, como e por que sumiu levando uma esmeralda rara? A busca por Nabilah — viva ou morta — e pela joia valiosíssima é o fio condutor da história que tem como pano de fundo a violência contra a mulher.
Raed, o marido poderoso, nega as acusações, diz que é vítima da mente doentia da esposa. Jamile, tia da Princesa, tenta provar o contrário. Para isso, se une ao detetive Michel Blum (que está de olho na esmeralda) e Simone, influencer com milhões de seguidores.
A trama viaja pelo Oriente Médio, Europa e Brasil num enredo cheio de reviravoltas, em que os personagens usam a imprensa e as redes sociais para criar fatos e desenvolver estratégias.
Resenha
Você já ouviu falar na Estrela do Cerrado?
Trata-se de uma jóia raríssima e extremamente cobiçada, que pertencia a Luli de Almeida Leal, até o seu roubo milionário, contado nesta história aqui, que se passa no Carnaval de 2014.
Em A vingança é verde esmeralda, a tal joia entra em cena novamente, numa narrativa ainda mais eletrizante, que envolve a fuga de uma princesa, a acusação de violências cometidas por um sheik e muita sede por justiça.
“O Sheik não seria eternamente dono da minha vida e, muito menos, senhor da minha morte”
Logo no início desta narrativa ficamos sabendo que a princesa Nabilah fugiu de seu marido, o sheik Raed. E ainda lançou um vídeo bombástico que o acusa de mata-la, após toda a violência já sofrida durante o casamento deles.
“Era melhor arriscar ser pega do que aceitar morrer em vida, um pouquinho a cada dia”
Assim que descobre a fuga, Raed e Khalil — seu primo, chefe de guarda e fiel escudeiro — iniciam as buscas por Nabilah — viva ou morta —, para que toda essa história acabe e o sheik recupere o seu status (e a sua tão preciosa joia).
Mas os dois jamais poderiam imaginar que Nabilah e sua tia Jamile seriam capazes de uma fuga tão bem arquitetada e que, mais ainda, elas encontrariam pelo caminho pessoas dispostas a salvá-las da garra do sheik.
“A cada dia que passa Raed fica mais perplexo com o nível de sofisticação da esposa vingativa”
É assim que entram em cena, aos poucos, personagens conhecidos a quem já leu A estrela do Cerrado.
“É incrível como a Estrela do Cerrado acaba sempre cruzando o seu caminho num emaranhado de coincidências e mulheres extraordinárias”
Em A vingança é verde esmeralda reencontramos Simone, Michel, Jean-Luis, Danilo e outros tantos personagens, cuja aparição aqui não será muito detalhada para evitar spoilers.
“O fato é que o limite entre informação relevante ou não se estreitou bastante”
As aventuras e desventuras desta narrativa nos levam a alguns países europeus, ao Oriente Médio e, claro, ao Brasil.
“— Às vezes as coisas ficam nebulosas, incompreensíveis mesmo. Mas nem por isso devemos abandonar o nosso caminho”
Numa trama repleta de altos e baixos, é difícil não ficar com o coração na mão: a história coloca em evidência assuntos como a violência sofrida por tantas mulheres, a ganância do ser humano e também alguns assustadores momentos do início da pandemia do coronavirus.
“Esse é um dos muitos problemas dessa doença perversa, menina, ela pode matar ou dar uma derrubadinha. Nunca se sabe, é aleatória e apavorante”
O ritmo da história é intenso, uma vez que além de trazer cenas dignas de thrillers cinematográficos, os acontecimentos duram cerca de uma semana. Não há tempo a perder, em nenhum dos lados desta narrativa.
“Percebe a urgência e a apreensão; sente a fragilidade do ser humano diante do inesperado”
Além disso, contando com tantos núcleos e personagens importantes para o desenrolar dos fatos, A vingança é verde esmeralda é narrada em terceira pessoa, nos possibilitando enxergar o todo dos acontecimentos.
A diagramação é bem simples, mas sequer conseguiríamos prestar atenção nela, uma vez que a história nos coloca em uma espiral de acontecimentos que nos suga para muito além das linhas dispostas no papel (ou melhor, na tela do leitor digital).
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Título: Como se fosse a casa (uma correspondência) Autores: Ana Martins Marques e Eduardo Jorge Editora: Relicário Páginas: 48 Ano: 2017
Sinopse
Durante um mês, a poeta Ana Martins Marques alugou o apartamento do amigo e também poeta Eduardo Jorge, que viajara para a França. O imóvel fica na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. Enquanto viveu ali, a inquilina trocou e-mails com o locador. As mensagens, de início, abordavam questões meramente práticas. Mas, depois, se converteram em uma troca de poemas sobre o permanecer e o partir, o morar e o exilar-se, o familiar e o estranho. Um dos méritos do livro está no fato de que ambos os poetas, apesar de escreverem a partir das provocações e evocações poéticas apresentadas pelo outro, não estabeleceram uma relação simbiótica, de perda da identidade em direção a uma linguagem comum e a uma síntese estilística. Ao contrário, a singularidade de cada um foi plenamente mantida, percepção confirmada pelo poeta Ricardo Aleixo, autor do texto de orelha da obra: “Ana e Eduardo conseguiram a proeza de compor uma obra que não apaga nem relativiza as diferenças estilísticas entre ela (sua rara aptidão para o manejo da camada fônica da palavra, com especial destaque para a composição de frases de diferentes extensões) e ele (a imageria algo desorbitada e o gosto pelas ousadas torções sintáticas)”.
Resenha
Há um ditado popular que diz que os menores frascos guardam os melhores perfumes. O que será que guardam os menores livros?
Difícil fazer generalizações, ainda mais quando falamos de literatura, mas livros pequenos podem conter grandes histórias , reflexões, aprendizados.
“Duas pessoas dançando
a mesma música
em dias diferentes
formam um par?”
Como se fosse a casa nos traz uma troca de correspondências entre dois poetas: Ana Martins Marques e Eduardo Jorge.
Troca essa que podemos notar não apenas pela própria diagramação da obra, que utiliza cores de página diferentes para cada um, mas também pelo estilo de escrita deles.
“Ensinam algo
as estrelas
sobre a distância
algo sobre o pequeno atraso
a pequena demora
que é a leitura”
Um livro pequeno, fino, extremamente leve e de leitura confortável. Diagramação simples (o que não significa que não tenha sido extremamente pensada) e conteúdo complexo.
“Devem existir palavras apropriadas
para cada lugar”
Sem palavras rebuscadas, os versos contidos nesta obra nos transportam por uma deliciosa viagem entre o mundo palpável e aquele das ideias.
“(Conhecerão também as coisas
o cansaço?)”
Essa é uma daquelas leituras para se fazer quando precisamos desacelerar e, ao mesmo tempo, necessitamos de algo com qualidade, quando buscamos leveza e beleza.
“A cura está no tempo, dizem,
mas, ela pensa, por que não
no espaço?”
Uma obra que em sua breve extensão nos fará transitar entre duas cidades não necessariamente nomeadas e as quais, aos poucos, vão se tornando também nossas.
“moro na cidade explicada
em várias línguas
muitas delas não latinas”
Por fim, gostaria de destacar alguns versos que, infelizmente, ainda são muito atuais e que deixo aqui como uma importante reflexão da necessidade do mundo ainda funcionar assim.
“penso que só sabe da casa
quem precisa atravessar
rapidamente uma fronteira
quem fez sua casa
num país que não o quer”
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Título: Troféu
Autor: Leblon Carter
Editora: Se Liga Editorial
Páginas: 208
Ano: 2023
Sinopse
ELES TERÃO QUE COMPETIR POR UM TROFÉU.
Breno é o gerente de uma pizzaria no shopping; Oswaldo, de uma hamburgueria. Inimigos declarados há muito tempo, eles terão que competir por um troféu durante a semana do consumidor. Enquanto descobrem, em meio a uma guerra de comida, fantasias engraçadas e MUITA tensão sexual, uma paixão reprimida.
Resenha
QueTroféuera um enemies to lovers (ou seja, inimigos que se apaixonam), eu já sabia. Mas não esperava encontrar um protagonista tão reclamão e um “antagonista” tão querido (mesmo o livro sendo narrado em primeira pessoa, o que obviamente significa um olhar enviesado, mas que, por incrível que pareça, não foi tão negativo assim com relação ao coitado).
“Ou o Oswaldo era a pior pessoa que eu conhecia ou era a melhor. Não havia meio termo”
Breno acaba de ser promovido à gerência do Pizza Peels, pizzaria em que trabalha, na praça de alimentação de um shopping, e o momento mais aguardado do ano também chegou: a semana do consumidor.
Nesta semana, as lojas desse centro comercial fazem de tudo para vender muito e, assim, conquistar o troféu oferecido pelo shopping.
E claro que Breno, querendo mostrar serviço e honrar o seu novo cargo, vai fazer realmente de tudo para se sair vencedor.
“Eu queria aquele troféu e vencer a semana do consumidor. Só não queria ter que passar por cima dos meus sentimentos por causa disso”
O problema é que, bem ali, de frente para a pizzaria, está a hamburgueria que Oswaldo gerencia a Queen Burger.
E a rixa da história não é apenas entre Breno e Oswaldo: as chefes deles já possuem uma briga muito mais antiga e esse é um mistério que nós também acabamos querendo entender melhor, o que contribui para não largarmos o livro.
Ainda que se passe praticamente dentro do shopping, Troféu não deixa de nos lembrar que a cidade de fundo é São Paulo, o que pode arrancar boas identificações para quem conhece bem essa metrópole.
“Morar em São Paulo é entender que, a qualquer horário, de qualquer dia e em qualquer parte da cidade, vai haver dezenas de pessoas desse jeito: se apertando dentro de um ônibus, esperando na fila do banco ou tentando vaga em alguma padaria da Zona Sul”
A história se passa praticamente em uma semana, mas ela é bem intensa. Não só pela competição mencionada, mas também pelos sentimentos que vão aflorando e ganhando vida entre os dois personagens.
“Mas o fato de eu odiar clichês era porque nunca imaginei que fosse acontecer comigo, sabe? O romance fofo, a leveza nos diálogos, as brigas que, geralmente, acabavam em risadas”
Li esta história na edição física, publicada pela Se Liga Editorial e a diagramação dela é simples, mas extremamente confortável de ler e bonita.
Além disso, o volume conta com o conto Troféu de Natal ao final, o que é uma delícia para quem, assim como eu, ainda não queria se despedir dos personagens.
No conto, vemos a situação de Breno e Oswaldo já resolvida e temos a oportunidade de passar um natal com eles. Mas será um natal tranquilo? Só lendo para saber!
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Título: Tarsila: uma vida doce-amarga
Autor: Mary del Priore
Editora: José Olympio
Páginas: 143
Ano: 2022
Sinopse
A premiada historiadora Mary Del Priore apresenta aqui uma biografia breve de uma das artistas mais geniais do modernismo: Tarsila do Amaral. Criadora de pinturas icônicas, que se confundem com uma estética canônica da representação do Brasil – a paisagem, a gente, as festas, o trabalho e os costumes –, Tarsila é um dos nomes mais aclamados na história da arte brasileira e, ao mesmo tempo, um vulto cuja vida íntima é pouquíssimo conhecida.
Criada em uma família conservadora, dona de terras no interior de São Paulo, Tarsila rompeu, no início do século XX, as barreiras do moralismo de sua época para se tornar uma artista mundialmente conhecida. Engana-se, porém, quem acha que ela teve uma vida apenas gloriosa. Desilusões amorosas e traições, ataques à sua arte e à sua honra, julgamentos reacionários à sua tentativa de romper com a vida burguesa e até mesmo acusações de que seria colaboradora da polícia política de Getúlio Vargas são indicações da coleção de infortúnios que a assombraram em vida.
O estilo de escrita de Mary Del Priore nos aproxima de Tarsila de forma ímpar. A narração desta biografia alia o lirismo da contação de histórias ao rigor da pesquisa em arquivo, e vai trazendo, aos poucos, sabores que sustentam um perfil incomum da grande modernista – tanto na revolução iconográfica que suas imagens representaram quanto na invenção de uma nova posição para a mulher na sociedade paulistana.
Tarsila: uma vida doce-amarga é uma oportunidade única de conhecer de perto uma das artistas mais queridas pelo público, em uma leitura prazerosa, repleta de revelações. E ricamente ilustrada por dois cadernos de imagens com fotos raras de Tarsila e os principais destaques na imprensa sobre sua produção.
Resenha
A cada dia torna-se mais óbvia, para mim, a importância da arte em nossas vidas e, sobretudo, a importância de se aprender sobre arte na escola.
Quando ainda estava na pré-escola, me lembro de ser apresentada a Tarsila do Amaral. Chegamos (os alunos, no caso), inclusive, a pintar o Abaporu.
Desde então, passei a admirar esta pintora, que só depois vim a descobrir que nascera na mesma cidade de meu pai.
“Em carta à família, datada de 19 de abril de 1923, Tarsila declarava: ‘Sinto-me cada vez mais brasileira: quero ser pintora da minha terra”
Tarsila, uma vida doce-amarga foi um livro emprestado por minha tia e sobre o qual eu não sabia o que esperar. Assim, não haviam expectativas sobre ele, só a curiosidade de poder saber mais sobre essa artista que tanto gosto.
Escrito por uma historiadora, o livro não está dividido em capítulos: é um único texto, que pode ser lido em um fôlego só (não é um livro tão longo assim), ou, como fiz, aos poucos, cabendo ao leitor o momento certo de fazer uma pausa.
“Não cabe ao historiador julgar a obra pictórica de Tarsila. Há outros especialistas para fazê-lo. Mas é ao historiador que cabe interpretar os longo anos em que ela ficou esquecida e ignorada”
Apesar de não ser um texto literário e eu ter algumas ressalvas a ele (sim, cabe uma leitura com certo olhar crítico), a leitura foi muito gostosa. Para além de saber mais sobre uma de minhas pintoras favoritas, também me deparei com tantos outros nomes conhecidos, como Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Brecheret, Drummond… Sem contar a oportunidade de visitar uma São Paulo antiga, dominada pelos barões do café e grandes casarões.
“No saguão, os quadros de Anita e as esculturas de Brecheret. No ar, poemas de Manuel Bandeira e música de Heitor Villa-Lobos, ambos recebidos com vaias”
O título da obra foi certeiro: ao longo das páginas sentimos alegrias e tristezas vividas por Tarsila. Os bons momentos e aqueles mais difíceis. Uma história tantas vezes esquecida ou mesmo desconhecida.
“Tarsila sofreu a intolerância de uma sociedade que vivia de aparências. Hipócrita. De homens e mulheres machistas. Gente que só reconheceu seu talento e suas qualidades depois que ela sorveu os frutos mais amargos da vida”
Isso me lembra, inclusive, que este ano tive a oportunidade de visitar o Cemitério da Consolação e um dos primeiros túmulos que busquei por lá foi o de Tarsila. Não encontrei. Não havia nada, uma plaquinha sequer, que indicasse que ali estava enterrada esta grande pintora.
“Conta-se que ela vivia no mundo da lua e se refugiava na música”
Uma leitura interessante para quem quer conhecer um pouco mais sobre Tarsila do Amaral e seu tempo, mas ressaltando que, apesar de escrito por uma historiadora, há pontos que deixam a desejar quanto às informações trazidas. Um livro para ser lido com um olhar crítico e ser usado como uma entrada nesse universo tão vasto.
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Título: Querido ex, (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade)
Autor: Juan Jullian
Editora: Galera Record
Páginas: 181
Ano: 2020
Sinopse
“Querido ex conta em primeira mão os relatos de um jovem cuja vida está sendo definida por um catastrófico acontecimento: seu ex-namorado virou, da noite para o dia, a maior celebridade do país”
A única coisa pior e mais desastrosa do que levar um pé na bunda, é levar um pé na bunda e ver seu ex se tornar a maior subcelebridade do Brasil. Não só isso, mas assistir em tempo real enquanto ele se apaixona por outro cara em TV nacional. Poucas palavras conseguem expressar esse nível de decepção amorosa. Nem mesmo Taylor Swift seria capaz de entender.
Mas é justamente a tentativa de colocar a dor em palavras, reunidas em cartas para o maldito ex, que faz com que nosso protagonista repense algumas coisas. Entre crises de luto e saudades, existem festas anuais do dia dos ex-namorados com todas as suas amigas que o seu ex detestava. Existe a vida que você deixou para trás enquanto amava alguém que agora é somente um estranho com milhões de seguidores. E talvez por trás daquele amor existisse também um tanto de controle, de gaslighting, de codependência.
Além de abordar de forma sensível, irônica e crua as diferentes nuances de um relacionamento abusivo, Querido ex também traz questionamentos sobre os preconceitos sociais que jovens negros e gays estão sujeitos em nossa sociedade. Publicado originalmente de forma independente, o livro vendeu mais de 20 mil exemplares e ficou mais de 100 dias seguidos no 1° lugar dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon.
Resenha
Pensei que a leitura de Querido ex, pudesse ser catártica e, de início, realmente foi, mas depois percebi que algumas histórias são muito mais complexas e dolorosas e que, portanto, não tenho como me identificar com elas (ainda bem?), apenas compreendê-las.
“Escrever estas cartas é minha última tentativa de superar tudo o que passou, uma última tentativa de deixar para trás você por inteiro”
A ideia do livro é muito interessante: após um término difícil de superar, o protagonista decide escrever cartas aos seu ex, numa tentativa de colocar em palavras aquilo que está dentro de si e de compreender o que ele está vivendo.
“Eu tentei parar de pensar em você, parar de pensar em nós, parar de sentir. Mas nesses meses sem você eu corri uma maratona sem nunca sair do lugar. Estou exausto, estagnado”
Por meio dessas cartas, conhecemos melhor o protagonista. O de hoje, o que namorou o tal ex, e o de antes desse relacionamento.
“Passei dois anos tentando me encaixar em você, na sua vida, nos seus planos, nos seus desejos, e do que adiantou?”
Antes de namorados, os personagens foram bons amigos. Mas relacionamentos podem nos mostrar facetas de uma pessoa que antes não imaginávamos existir.
“Nos tornamos menos que amigos. Nos tornamos estranhos”
Aos poucos vamos recebendo mais detalhes sobre essa amizade e sobre o relacionamento que ela gerou, além de conhecer melhor as características de cada um dos personagens, o que levanta uma questão importante para a obra: o racismo.
“E por que será que você se preocupava tanto com a impressão alheia sobre nossa imagem como casal? Por eu ser preto e ter um cabelo maravilhosamente crespo, enquanto você ostenta sua pele pálida, um corpo magro definido por horas diárias de crossfit e cachos”
Mas a distância (física e emocional) também faz o protagonista perceber o quão abusivo era aquele relacionamento, narrando inclusive episódios que podem ser gatilho para algumas pessoas.
“Não. Independentemente do que viesse a acontecer, eu não conseguiria esquecer”
Mesmo com a história sendo contada por apenas um dos lados, porém, é possível perceber como nenhum deles (afinal ambos são humanos) tem total razão: o narrador assume alguns de seus erros ao longo das cartas e é interessante poder ver também essa sua faceta ao longo do livro.
“E eu pedi desculpas. Desculpas por tudo que eu não fui, por tudo que eu não fiz”
O fato da história ser composta por cartas, além de alguns outros acontecimentos ao longo deste livro, nos lembra de uma coisa muito importante: o poder da escrita, principalmente como uma forma de compreender nossa história e nossos sentimentos.
“Uma narrativa tem o poder de agregar pessoas, de fazer com que problemas sejam amenizados através da identificação mútua, de superar a solidão e de nos ajudar a encontrar a libertação”
A necessidade de se reencontrar também se faz presente, como não poderia deixar de ser em uma história como essa. O autor inclusive nos lembra da importância de nos conhecermos melhor antes de entrar em um relacionamento.
“E eu me perdi no meio desse caminho. Só que estou começando a me achar”
O tempo é bem marcado pela data das cartas, claro, mas mesmo os acontecimentos anteriores que nelas são contados também seguem uma ordem cronológica fácil de acompanhar.
“Eu deveria ter respeitado meu tempo. Eu deveria ter crescido antes de engatinhar na sua direção”
O final me surpreendeu. Não sei bem o que eu estava esperando dele, mas com certeza não o que veio. Um final que choca (mas, infelizmente, não surpreende).
“Olhando para trás agora, eu deveria ter notado que o fim era somente uma questão de tempo”
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Título: Storia di chi fugge e di chi resta: tempo di mezzo
Autora: Elena Ferrante
Editora: E/O Edizioni
Páginas: 382
Ano: 2013
Título em português: História de quem foge e de quem fica: tempo intermédio
Sinopse
A continuação do aclamado A amiga genial. No terceiro volume da série napolitana, Lenù e Lila partem para os embates da vida adulta. Numa sequência angustiante e sem espaço para a inocência de outrora, Elena Ferrante coloca o leitor no meio do turbilhão que se forma das amizades, das relações sociais e dos interesses individuais. História de quem foge e de quem fica é uma obra de arte a respeito do amor, da maternidade, da busca por justiça social e de como é transgressor ser mulher em um mundo comandado pelos homens.
Resenha
Concluída a leitura de mais um volume da tetralogia napolitana, tudo o que consigo pensar é “caramba, não é a toa que isso aqui fez/faz tanto sucesso”.
Antes de continuar com qualquer comentário, porém, gostaria de lembrar que, em se tratando de uma resenha do terceiro volume de uma série, as chances deste post conter spoilers são altas, então prossiga na leitura por sua conta e risco.
Também aproveito para relembrar que li a história em italiano e que os trechos em português que aparecerem ao longo desta resenha foram traduzidos por mim, estando os originais ao final do post, na ordem que forem utilizados por aqui. E se quiser ler minhas resenhas anteriores, basta clicar aqui e aqui.
Agora sim: vamos ao que interessa!
Neste terceiro volume, temos uma Elena mais madura e, devido ao distanciamento (principalmente físico) de Lina, mais livre das influências (que ainda não vejo com bons olhos, mesmo que agora a Lina esteja levemente menos impalatável para mim) da amiga.
“Sabia com clareza, agora, que cultivar a nossa amizade só era possível se segurássemos nossas línguas”.
Ainda assim, é notável a dependência que nossa autora protagonista tem com relação a esta personagem e o quanto isso molda seu caráter e suas ações.
“Aceitar que eu era uma pessoa mediana”
Os assuntos abordados neste volume não são menos pesados que os vistos anteriormente, se fazendo ainda mais presente as questões políticas da época.
“Bons ou maus, os homens acreditam que cada tarefa deve colocá-los em um pedestal como São Jorge matando o dragão”
Consequentemente, se discute muito sobre máfia e fascismo e o quanto as relações sociais e políticas estão à mercê de forças violentas como essas.
“Quantas pessoas que foram crianças conosco não estavam mais vivas, desaparecidas da superfície terrestre por causa de doença, porque os nervos não aguentaram a dureza dos tormentos, porque o sangue delas foi derramado”
O medo também não poderia deixar de se fazer presente em um contexto tão duro. Lenù teme pelas pessoas que ama, de diferentes formas. Teme por Pietro, por suas filhas, por seus amigos e parentes, por si mesma.
“Assim que eu descia do trem, me movia com cautela nos lugares em que cresci, tomando o cuidado de falar sempre em dialeto, como se para mostrar ‘sou uma de vocês, não me façam mal'”
Ah, sim, nossa protagonista se casa e se torna mãe ao longo deste volume. Também com medo, não só pelas violências, mas por aquilo que ela se tornará a partir do momento em que passar a viver na pele este novo papel: o que ela terá de deixar de lado? O que será da vida dela dali para frente? Ela está pronta para isso?
“Era urgente que eu me habituasse, portanto, àquele novo pertencimento, em especial eu deveria ter consciência dele”
E a solidão bate forte à sua porta. Um retrato fiel do que significa ser mãe para muitas mulheres, ainda hoje.
“eu estava grávida pela segunda vez e, no entanto, vazia”
Inclusive quase não há personagens novos neste livro, ainda que (ou justamente por isso) Lenù viva boa parte da história longe de Napoli.
“Me sentia frágil e sozinha”
Em Storia di chi fugge e di resta continua a se fazer central as relações sociais e os laços que fazemos e desfazemos ao longo da vida.
“Mas o costume de fazer confissões tão bem articuladas, nós duas, com quase vinte e cinco anos, não possuímos”
Este volume começa com a lembrança de que toda a história foi escrita anos depois dos acontecimentos narrados, a partir de um desaparecimento de Lila. Mas ao longo dessas páginas, que logo voltam ao passado que nos está sendo apresentado, percebemos diversos outros momentos de aproximação e afastamento entre Lila e Lenù e também entre outros personagens da série.
“Que lembrança conservava do nosso amor, admitindo que conservasse alguma?”
Em vários momentos somos relembrados, também, do papel central que os estudos têm nesta história. Sua importância para que a protagonista possa ir muito além, o que inclusive dá vida ao título deste livro.
“O essencial era sair de Napoli”
Ao mesmo tempo, porém, há uma forte crítica à “hipocrisia acadêmica”, ao fato de que muito se fala, muito se teoriza, mas pouco há de concreto ali para uma sociedade regida pela violência.
“Vocês professores insistem tanto no estudo porque com isso ganham o pão, mas estudar não serve para nada, nem mesmo nos melhora, pelo contrário, nos torna ainda mais malvados”
E, como não poderia faltar, ainda mais no momento em que Lenù se torna realmente adulta, deixa suas origens, se casa, tem filhos e redescobre o amor, Storia di chi fugge e di chi resta faz boas críticas à sociedade machista em que vivemos.
“Uma comunidade que acha natural sufocar com o cuidado dos filhos e da casa tanta energia intelectual feminina, é inimiga de si mesma e nem mesmo percebe”
Se você se interessou por este livro, adquira sua edição em português clicando no link ao final deste post. Antes, porém, deixo aqui os trechos originais das passagens usadas ao longo da resenha:
“Sapevo con chiarezza, ormai, che coltivare la nostra amicizia era possibile solo a patto che tenessimo a freno la lingua”
“Accettare che ero una persona media”
“Buoni o cattivi, gli uomini credono tutti che a ogni loro impresa devi metterli su un altare come san Giorgio che ammazza il drago”
“Quante persone che erano state bambine insieme a noi non erano più vive, sparite dalla faccia della terra per malattia, perché la nervatura non aveva retto alla carta vetrata dei tormenti, perché era stato versato il loro sangue”
“Appena scendevo dal treno, mi muovevo con cautela nei luoghi dove ero cresciuta, badando a parlare sempre in dialetto come per segnalare sono dei vostri, non mi fate male”
“Era urgente che mi abituassi dunque a quella nuova appartenenza, soprattutto ne dovevo avere consapevolezza”
“Ero per la seconda volta pregna e tuttavia vuota”
“Mi sentivo fragile e sola”
“Ma la tradizione per confidenze così articolare noi due, a quasi venticinque anni, non ce l’avevamo”
“Che memoria conservava del nostro amore, ammesso che ne conservasse ancora una?”
“L’essenziale era andarmene da Napoli”
“Voi professori insistete tanto sullo studio perché con quello vi guadagnate il pane, ma studiare non serve a niente, e nemmeno migliora, anzi rende ancora più malvagi”
“Una comunità che trova naturale soffocare con la cura dei figli e della casa tante energie intellettuali di donne, è nemica di se stessa e non se ne accorge”
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O post de hoje não é exatamente uma resenha, apesar de trazer alguns aspectos sobre uma série de livros. Um pouco confuso, eu sei, mas o ponto é: este é um post relativamente diferente do que costuma aparecer por aqui, mas que acabei me animando a fazer e que trata de livros e ensino de línguas.
Há algum tempo, meu irmão me deu de presente diversos livros da coleção Portfolio SBS. Para quem não sabe, a SBSé uma Livraria Internacional que existe no Brasil desde 1985 e que é líder em distribuição de livros e materiais para o ensino de idiomas, materiais didáticos e afins.
Os volumes desta coleção são livrinhos pequenos e fininhos, mas que trazem muito conteúdo.
O trarei aqui não é uma resenha de cada um dos volumes que ganhei, mas uma apresentação desta coleção, além de compartilhar um pouquinho a maneira que tenho realizado a leitura desses exemplares.
Os livros possuem uma estrutura similar, variando apenas seu conteúdo. A estrutura é a seguinte: um prefácio dos editores da série, seguido por uma introdução do autor, com uma apresentação da temática do livro e um resumo do que será abordado em cada capítulo, que costumam ser entre quatro e seis em cada volume. Ao fim, encontramos as referências bibliográficas e indicações de leituras suplementares e, por fim, os apêndices, que geralmente são atividades ou dados apresentados e mencionados ao longo dos textos.
Como ensinar é uma coisa que eu adoro e quem ensina está em constante aprendizado, resolvi que a melhor forma de encarar estas leituras seria de maneira ativa, isto é, grifando e fazendo anotações. Por isso, sempre que eu pegava um dos volumes desta coleção, já pegava também um lápis e lia as partes teóricas e práticas buscando refletir sobre o que estava sendo dito.
Para quem já tem certo contato com as teorias de ensino de línguas, nem tudo ali é novidade, claro. Inclusive sinto que algumas coisas já estão um pouco ultrapassadas. Mas o ensino também tem dessas: precisa acompanhar o desenvolvimento humano e de suas tecnologias e livros sobre o assunto tendem a logo perderem a sua atualidade.
Mas o bacana de ler sobre ensino é que sempre haverá algo do qual podemos extrair alguma lição. Ou algo que nos dará uma luz. Por isso um lápis foi meu fiel escudeiro ao longo desta leitura. Algumas páginas ganharam, além de grifos, anotações de ideias que me sugiram e que eu não poderia perder.
Atualmente estou lendo O ensino comunicativo de línguas estrangeiras (Jack C. Richards) — Portfolio SBS 13. Este talvez seja um dos mais relacionados à minha pesquisa de mestrado e é interessante ver como apesar de conhecer sobre o tema, há muitos estudiosos diferentes daqueles que pesquisei.
Aliás, se você quiser saber um pouco mais sobre a minha pesquisa e sobre o que eu conheço e uso nessa área de estudos, indico a leitura dos posts Que método você usa? e Que material você usa?, além do post que coloquei aí em cima, no qual apresento a minha pesquisa de mestrado.
Mas, voltando à coleção da SBS, ainda vou ler também os seguintes livros:
Estou bem curiosa com eles e não vejo a hora de poder dizer que concluí a leitura desses livros, mesmo sabendo que isso não acabará por aqui e que ainda voltarei inúmeras vezes a eles.
Também fazem parte do portfolio SBS os seguintes volumes:
Se você quiser conhecer de perto esta coleção, basta clicar aqui ou nos livros listados acima.
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