Verbos “essere” e “avere”

Todo mês tenho tentado trazer um pouco da língua italiana para cá e agora em abril isso quase passou em branco. Mas, como se diz: meglio tarde che mai (ou, em bom português: “antes tarde do que nunca”). E ainda vim aqui para falar deles, os verbos que considero os mais importante do italiano: essere e avere.

E por que esses verbos são tão importantes? Porque além de os usarmos em muitas das informações básicas que damos sobre nós (e você já vai entender melhor isso), eles também costumam ser o verbo auxiliar em tempos compostos (por exemplo, para nos referirmos a uma ação passada, existe um tempo verbal chamado passato prossimo que é formado pelo presente do verbo essere ou avere + particípio passado do verbo principal. Mas isso é coisa para outro momento, ok?).

Abaixo, te apresentarei cada um desses verbos, com alguns exemplos e a conjugação deles no tempo presente. Vem comigo?

Il verbo essere

O verbo essere corresponde aos nossos verbos ser e estar. Vejamos alguns exemplos:

  • Sono Tatiana = Sou a Tatiana.
  • Siamo a casa = Estamos em casa.
  • Siete felici? = Vocês são felizes?
  • Dov’è? = Onde está? / Onde ela/ele está?
  • Sono marito e moglie = Eles são marido e mulher.
  • Quanto sei fortunata! = Como você é sortuda!

Depois de ler as frases acima, talvez fique mais fácil entender que a conjugação do verbo essere, no presente do modo indicativo, é:

PersonaVerbo essere
Iosono
Tusei
lei / lui / Leiè
Noisiamo
Voisiete
Lorosono

Il verbo avere

O verbo avere, por sua vez, significa, ter. Mas atenção: é o ter que usamos no sentido de posse. Vejamos os exemplos:

  • Hanno molti soldi = Eles têm muito dinheiro.
  • Avete pazienza = Tenham paciência.
  • Ho paura! = Tenho medo!.
  • Abbiamo una bella casa = Temos uma linda casa.
  • Hai un minuto? = Você tem um minuto?
  • Ha 30 anni = Ele/ela tem 30 anos.

Assim sendo, a conjugação do verbo avere, no presente do modo indicativo, é:

PersonaVerbo avere
ioho
tuhai
lei/lui/Leiha
noiabbiamo
voiavete
lorohanno

Esses dois verbos, além de importante, são irregulares. Isso porque, quando conhecemos a conjugação de verbos regulares, vemos que há uma regrinha bem simples de seguir, mas que não é possível aplicar em verbos como esses. O jeito é praticar bastante!

E aí, você conseguiria formar frases usando esses verbos? Deixe as suas nos comentários, vou adorar lê-las! E se tiver dúvidas, sinta-se livre para perguntar.

Que material você usa nas aulas de italiano?

Hoje era dia de, antes tarde do que nunca, trazer um post de gramática da língua italiana, como tenho feito ao menos uma vez por mês. No entanto, semana passada, surpreendentemente, várias pessoas entraram em contato comigo, buscando aulas de italiano. E sempre que isso acontece é mais ou menos a mesma coisa: trocamos informações sobre funcionamento das aulas, sobre o que a pessoa busca, disponibilidade de horários, valores e… materiais.

Gosto de deixar claro, desde o início que eu não costumo adotar um livro didático para usar nas aulas. E já sabendo que isso é um pouco assustador para algumas pessoas, porque fomos educados em aulas que sempre contavam com o apoio de um livro, explico os motivos da minha escolha.

Em primeiro lugar, o que pesa é a questão financeira: diferentemente do inglês, no Brasil não temos tanto material de língua italiana disponível e, quando tem, costumam ser caros e não permitem uma continuidade (isto é, pode ser que encontremos o livro 1 e 2, mas não encontremos o 3 e o 4 para dar prosseguimento ao curso).

Para além disso, porém, há a questão didática propriamente dita: os livros didáticos (de qualquer língua) são, em sua grande maioria, pensados para qualquer estudante, isto é, um estudante de qualquer parte do mundo. Acontece que o português e o italiano não são línguas muito distantes o que, em muitos casos, pode ser ótimo, mas em outros, gera confusões bem interessantes. E esses livros dificilmente dão espaço para trabalharmos bem esses aspectos. E já aconteceu, por exemplo, de eu receber alunos que estudaram um pouco da língua sozinhos, ou então fizeram um tempo de curso e pararam, mas que, tendo essa base, precisam de um ritmo diferente nas aulas.

Tá, mas como você faz? Fica tudo solto?

Não exatamente, mas organização ajuda bastante. O que eu faço é disponibilizar um arquivo a cada aula — que poderia ser considerado uma mini unidade didática — no qual estará tudo trabalhado naquela aula em específico. É nesse arquivo que coloco textos, exercícios feitos em aula, explicações gramaticais, resumos, vocabulário… Tudo o que for útil e necessário.

Além disso, tenho sempre trabalhado esse material, buscando deixá-lo cada vez mais fácil de usar e, claro, mais completo. Atualmente, o que tenho feito é colocar sempre o número da aula, a data e os tópicos daquele dia. Mas ainda pretendo montar pequenos livros didáticos para usar com meus alunos, um pouco mais com a cara do que encontramos nas livrarias, evitando inseguranças quanto a isso.

Mas não é como se eu criasse tudo absolutamente do nada, tá? Eu vou comparando explicações de livros que tenho (porque sim, eu tenho alguns livros didáticos de italiano em casa!), buscando explicações na internet e vou condensando a informação, tentando ao máximo deixar tudo o mais claro possível.

Também deixo como opção para os alunos receber exercícios extras, para praticar um pouco mais aquilo que for visto em sala de aula. Esses exercícios, porém, sendo opcionais, são enviados num arquivo já com as respostas ao final e, tendo dúvidas, o aluno poderá tirá-las em sala ou mesmo entrando em contato comigo.

E como eu faço para suprir a falta do conteúdo multimidiático que, geralmente, é disponibilizado com os livros didáticos? De uma maneira bem simples: como tarefa de casa, costumo pedir que meus alunos assistam um vídeo curto, disponível no youtube ou qualquer outra plataforma gratuita. São vídeos que seleciono de acordo com o que trabalharemos na aula seguinte e sempre buscando trazer pessoas diferentes, assim eles podem se acostumar com sotaques e ritmos diferentes de fala. Também gosto muito de usar músicas e tenho tentado aumentar meu repertório, para oferecer conteúdos diferentes e úteis.

Mas veja bem: eu não sou contra materiais didáticos e não vejo problemas em adotar um se algum aluno fizer questão, mesmo depois de apontar todos os pontos que mencionei neste artigo. Para mim, o mais importante é que o aluno se sinta confortável e seguro de que aprenderá como espera.

E aí, você acha que se daria bem com essa metodologia?

Para ler mais conteúdos sobre minha forma de ensinar ou então aprender algumas coisas bem básicas da gramática italiana, clique aqui e confira os posts que já trouxe para o Blog. E se você tiver interesse em aprender italiano, ou conhece alguém que queira, é só clicar aqui.

Que método você usa?

No último post que escrevi para a seção de ensino aqui do Blog, falei sobre o mito do professor nativo. Hoje quero falar um pouco sobre a questão dos métodos de ensino, porque essa é uma pergunta que já ouvi de alguns alunos que buscavam informações sobre minhas aulas: que método você usa?

Confesso que essa pergunta acaba me deixando em uma saia justa. Não porque eu não tenha um método ou por não saber o que estou fazendo, muito pelo contrário: métodos foi uma coisa que estudei bastante na graduação e no mestrado. E é por isso que eu optei por utilizar o pós-método em minhas aulas mas… Quem sabe o que é pós-método?

E bem, tem outra coisa também: quando uma pessoa me pergunta que método eu uso em minhas aulas, fico em dúvida sobre o que, efetivamente, ela está perguntando, uma vez que, para alguns, isto é a mesma coisa que perguntar “que livro você usa para ensinar?”, enquanto outros realmente conhecem alguns dos métodos de ensino que existem.

Antes de mais nada, então, tentarei apresentar (o mais brevemente possível) esses tais métodos e, claro, esse tal de pós-método que eu adotei para as minhas aulas.

Um dos primeiros métodos de ensino de línguas que surgiu foi a Abordagem da Gramática e da Tradução, um nome quase autoexplicativo: consiste no ensino da segunda língua a partir da primeira, ou seja, tudo aquilo que você precisar para entender algo será dado a partir da sua língua materna. Este método tem uma ênfase muito forte (quase exclusiva, aliás) na escrita.

Depois veio a Abordagem ou Método Direto, que, se colocarmos em contraposição à Abordagem da Gramática e da Tradução, também torna-se autoexplicativo: aqui proíbe-se o uso da língua materna, pois tudo deveria ser aprendido e apreendido diretamente na língua alvo. Outra contraposição ao método anterior é que, neste, há mais ênfase na língua oral.

Podemos, ainda, falar da Abordagem Audiolingual, com uma ênfase ainda maior na fala, mas como um conjunto de hábitos, coisa que ainda vou comentar mais para frente neste texto. Outra premissa deste método é que ele considera que uma língua é aquilo que os falantes nativos falam. E é por conta disso que, até hoje, alguns lugares buscam por professores que sejam falantes nativos, como dito em meu último post.

Depois surge a Abordagem Comunicativa, muito conhecida ainda hoje. Com ela, inicia-se uma real preocupação com o que podemos fazer com a língua, ou seja, com a verdadeira comunicação, aquela imprevisível, que vivenciamos em nosso dia a dia.

Muitas escolas de línguas (inglês principalmente, que é o que mais facilmente encontramos), anunciam seus cursos como baseados na Abordagem Comunicativa, mas quando paramos para analisar, utilizam-se do Método audiolingual.

E aqui retomo o que disse anteriormente: no método audiolingual, acredita-se que a língua é um conjunto de hábitos, certo? Isso significa que a repetição é algo muito presente. Vocês provavelmente já fizeram aula nesse esquema: ouve-se um diálogo algumas vezes, até que você consiga repetir perfeitamente cada parte dele.

Na verdadeira Abordagem Comunicativa, porém, considerando que ela se preocupa com a comunicação em si, o aluno tem a liberdade de criar o seu próprio diálogo, de imaginar-se em situações reais de comunicação. Conseguiram perceber a diferença? Neste método há reflexão; no outro, repetição.

E no meio do caminho entre tudo o que já citei até aqui, existem tantos outros métodos! Há, por exemplo, o Sugestopedia, no qual acredita-se que podemos aprender mais rapidamente se o ensino for baseado em técnicas psicológicas de repetição e sugestão, aumentando nossa capacidade de memorização; há, também, o Método Silencioso, que enxerga a aprendizagem como um processo e que, por isso, o professor deve ser o primeiro a falar, até que os alunos sintam-se confortáveis a efetivamente participar da aula; o Método da Resposta Física Total, baseado na forma como as crianças aprendem com seus pais, isto é, através de comandos e com respostas do próprio corpo.

Depois de aprender um pouco mais a fundo sobre cada um desses métodos mencionados, observando seus pontos positivos e negativos, fui finalmente apresentada ao pós-método. E foi aí que todas as minhas concepções caíram por terra. Vejam bem, eu aprendi inglês numa escola que usava (e acredito que ainda usa) o método audiolingual. E isso nunca foi um problema para mim, até que eu finalmente entendesse como funciona o ensino e a aprendizagem de línguas e percebesse que eu talvez não tenha aprendido inglês da melhor forma…

Uma coisa que esqueci de mencionar é que a existência de tantos métodos deve-se, dentre outras coisas, ao fato que estamos sempre em busca de algo melhor. Ora, se eu disse anteriormente que cada um desses métodos têm seus pontos positivos e negativos, o que buscava-se era eliminar esses pontos negativos, até chegarmos a um método perfeito. Mas isso é realmente possível?

Aqui torna-se necessário, portanto, deixar bem claro um ponto: o pós-método não é um método alternativo e também não é uma mistura dos métodos anteriores. Ele é, na verdade, uma nova forma de enxergar o ensino, dando autonomia aos professores (que passam a ser mais responsáveis pelo material usando em sala de aula) e aos alunos (que também tornam-se responsáveis por enxergar, com o professor, o melhor caminho a ser seguido).

O pós-método é regido por três parâmetros:

  • Particularidade: qualquer pedagogia, para ser relevante, tem de ser sensível ao contexto na qual está inserida, levando em consideração todos os elementos que compõem aquele contexto.

  • Praticabilidade: trata da relação entre teoria e prática, isto é, para que uma teoria seja realmente útil e utilizável, ela precisa ser gerada a partir da prática e, portanto, o professor passa a ser um gerador de teoria.

  • Possibilidade: o ensino deve levar em consideração a individualidade de todos os sujeitos que compõem o cenário educativo, pensando, por exemplo, em questões de classe, raça, gênero e etnia.

Ainda que sejam apenas três parâmetros, já percebemos que o pós-método, para ser realmente aplicado, precisaria de muitas mudanças por parte de inúmeras pessoas. E fora que, verdadeiramente aplicá-lo, sem que tudo torne-se uma grande bagunça, é muito difícil. Mas o próprio autor dessas ideias, o indiano Kumaravadivelu, nos apresenta macroestratégias, capazes de nos ajudar a entender o funcionamento de suas ideias, além de microestratégias, que são sugestões palpáveis de como aplicar tudo isso.

Quando eu digo que me utilizo do pós-método em minhas aulas, estou dizendo que busco compreender o que leva o aluno a querer aprender o italiano (que é o que eu ensino) e, a partir disso, saio em busca de materiais que possam realmente interessar e motivar os estudos de tal pessoa. A autonomia do aluno também é algo que me interessa, isto é, como ele pode continuar aprendendo e praticando a língua mesmo sem a minha presença.

Se você quiser entender um pouco mais sobre o pós-método, indico a tese de livre docência da professora Fernanda Ortale. Infelizmente, ainda há pouco material sobre o assunto em português (os próprios livros de Kumaravadivelu ainda não foram traduzidos).

Outro autor que podemos ler, também, para compreender um pouco melhor essa pedagogia é Paulo Freire, uma vez que Kumaravadivelu declaradamente inspirou-se nas ideias dele para criar a sua teoria.

E se vocês quiserem perguntar algo, basta deixar um comentário! Vou fazer o possível para esclarecer o que eu puder.

Como aprender novas línguas

Talvez vocês não saibam, mas desde 2015 dou aulas de italiano. Comecei com um grupo, depois entrei também no mundo das aulas particulares; já dei cursos curtos e de longa duração. E se existe uma certeza é a de que dar aulas é muito bom! Mas, como professora, eu prezo pela autonomia dos meus alunos.

Além de dar aulas de italiano eu também adoro aprender outras línguas. Já estudei inglês, um pouco de francês e agora estou aprendendo libras (quem segue o Blog lá no instagram talvez tenha visto o que postei um dia, no stories, e pretendo fazer posts especiais sobre isso por lá).

Da junção do meu gosto por aprender línguas e da minha vontade de dar autonomia aos meus alunos, busco sempre ferramentas que possam nos auxiliar nessa tarefa. Se você já tem o hábito de aprender um pouco de línguas por conta própria, talvez aqui não surjam grandes novas ideias, mas não me custa nada mostrar o que eu uso e recomendo!

  • Aplicativos

Não poderia deixar de começar essa lista falando sobre aplicativos para aprender línguas. Eles são fáceis de encontrar nas lojas de nossos celulares e são atrativos por serem dinâmicos e exigirem uma participação ativa do usuário. Mas, por vezes, pode ser difícil encontrar um que realmente satisfaça as nossas necessidades. Por isso, vou falar rapidinho aqui sobre três que já usei (com a ressalva de que usei há alguns anos e sabendo que eles mudaram muito de lá para cá):

Duolingo: como todo mundo que já usou ele alguma na vez na vida fala, ele é bom para aprender vocabulário. E é basicamente isso. Porque mesmo as frases que aparecem nele, dificilmente usaríamos no cotidiano. O que eu gostava era que, para o italiano, eu tinha que “aprender” a partir do inglês (o aplicativo trabalha basicamente com tradução de uma língua para a outra), então eu já praticava as duas línguas.

Mensrise: esse eu usei brevemente, porque achava ele um pouco confuso. Mas era melhor que o duolingo, ensinando construções frasais úteis e um pouco de gramática.

Busuu: o meu queridinho entre os três. Cheguei até a pagar para usá-lo (não era um valor absurdo). Nele eu podia aprender vocabulário e gramática, além de fazer exercícios escritos (resposta livre) e orais, que eram corrigidos por falantes daquela língua. E eu também poderia corrigir os exercícios de quem estava aprendendo português, por exemplo.

  • Sites

As indicações de sites para aprender línguas variam de idioma para idioma, mas tem um que vale para muitos deles e que eu amo: Lyrics Training. Qual é a ideia do site? Você escolhe uma música na língua que está estudando, escolhe a dificuldade que quer para o jogo e, conforme vai ouvindo a música, tem de ir completando algumas palavras. É ótimo para treinar o ouvido, mas também um pouco da escrita.

Na categoria sites, indico ainda que você procure dicionários online da língua em questão. Mas não apenas os dicionários comuns, como também os de sinônimos e contrários, para enriquecer o vocabulário.

  • Outras dicas

O que mais eu faço para aprender uma nova língua? Coloco meu celular e redes sociais naquele idioma, procuro vídeos no youtube (e você pode, por exemplo, escolher um assunto que goste e procurar vídeos sobre isso), sigo páginas no instagram que ensinem aquele idioma ou que são de pessoas que falem aquele idioma ou ainda de jornais locais. Também, quando já me sinto um pouco mais segura, me arrisco a ler livros (pequenos, de início) na língua em questão, já que ler é uma das coisas que mais gosto de fazer.

Com relação a livros, porém, fica a ressalva de que é importante prestar atenção a quando o livro foi escrito, para não nos depararmos com uma escrita antiga e ainda mais difícil de compreender, o que só nos frustaria.

Escrever também é uma ótima forma de memorizar o que você está aprendendo, além do clássico falar na frente do espelho para praticar a pronúncia. Experimente se gravar falando, para poder analisar e melhorar a própria pronúncia.

Para quem se interessa pela gramática da língua estudada, também vale a pena procurar por exercícios online, isto é, sites que te dão um feedback automático, assim você pode ter ideia de como está realmente se saindo.

Na minha opinião, porém, nada disso substituiu um bom curso de línguas, seja com aulas particulares ou em grupos. Isso porque quando nos propomos a seguir um curso, temos um professor que nos cobra com relação ao nossos avanços e temos ao menos mais uma pessoa com quem nos comunicar verdadeiramente. Estudar autonomamente exige uma disciplina que muitos de nós não tem.

E você, o que acha sobre isso? Gosta de estudar novas línguas? Como faz para aprendê-las?