Citações #40 — Minhas escolhas

Quando escrevi a resenha de Minhas escolhas, da autora Taynara Melo, acabei deixando alguns quotes de fora e agora apresento-os a você em mais um post exclusivo de quotes literários.

Em se tratando de uma obra que aborda tanto assuntos importantes, era natural que isso acontecesse. Mas os quotes que trago hoje se referem mais a passagens reflexivas da história, falando principalmente sobre o medo, sentimento que a permeia em diversos momentos:

“O medo nos faz estacionar, impede nosso avanço”

Ainda relacionado a esse sentimento, temos também a presença da morte na narrativa:

“A morte é assim, leva embora da terra as pessoas que amamos, enquanto nós temos que continuar a caminhada, até chegar a nossa vez”

E claro que, pelo próprio título da obra, já podemos imaginar que as escolhas estão presentes nos mais diversos momentos, né? Hora porque a protagonista quer mudar de vida, hora porque ela está passando por alguma situação extremamente complicada, o que, por vezes, dificulta a nossa tomada de decisão:

“Sinto-me sem rumo e sem conseguir pensar um pouco mais além”

Partindo desse aspecto, chegamos a outra essencial também, que é o momento em que enxergamos e aceitamos que precisamos de ajuda:

“Eu precisaria de ajuda para tirar esse sentimento de dentro de mim. Eu não conseguiria mais viver com a mente perturbada”

Por fim, uma coisa que aparece realmente bastante, estando por trás de praticamente todos os temas que mencionei até aqui, são as relações entre as pessoas:

“Muitas pessoas passaram pela minha vida ao longo desses 27 anos, mas foram pouquíssimas, que eu trouxe para perto de mim e tratei como família”

E aí, o que achou desses trechinhos? Ficou com vontade de ler Minhas escolhas? Então é só clicar aqui embaixo!

Citações #36 — Céu de menta

Voltei com mais trechos que ficaram de fora da resenha, dessa vez do livro Céu de menta, da autora Camila Martins, uma obra que fala muito sobre demonstrações físicas de afeto, algo um pouco mais difícil para quem é autista:

“O olhar vale muito para ela, ela olha pouco para as pessoas, mas as que ela olha podem ter certeza de que são especiais. As mais especiais do mundo todo!”

“Será ele bobo demais por amar um simples abraço? Bobo é quem não entende o quanto eles são salvadores e poderosos”

Aliás, abraços realmente têm o seu destaque nessa obra!

“Às vezes, o melhor remédio está dentro de um abraço!”

Até porque, Céu de menta é uma obra que fala muito sobre o verdadeiro amor:

“É errado gostar e querer estar perto de quem se gosta? Perto o bastante para sentirem os corações batendo juntos?”

“Amar é bom e torna tudo mais bonito e precioso”

“João sente seu peito inflar de tanto amor. Seus olhos se enchem d’água e ele permite que duas lágrimas serenas desçam, pois é amor transbordando”

E por falar em coisas verdadeiras, o livro também trata das máscaras que nossa sociedade insiste em usar (não as de proteção ao coronavírus, mas as que escondem nosso verdadeiro eu):

“Ela é simples e verdadeira. Não usa máscaras para camuflar defeitos”

E também da falta de afetos que isso gera:

“Assim cresceu Sílvia, cheia de si e vazia dos outros”

O que, ao mesmo tempo, só pode ser curado com afeto verdadeiro (sim, perceba que isso é quase um círculo vicioso):

“Ele é presente até para quem não quer presenças e, principalmente, é presente para quem mais precisa”

“Os idosos têm tanto a ensinar, só os cegos de alma é que não veem isso”

Como comentei na resenha, Céu de menta é uma obra para quem está em busca de protagonismo autista, mas que também quer ler algo leve.

Concluo, aqui, os quotes que eu queria que você conhecesse:

“O infinito é lindo enquanto dura”

E aí, qual foi o seu preferido?

Citações #35 — A bibliotecária de Auschwitz

Eu acabo de descobrir que a última vez que fiz um post de quotes foi em agosto do ano passado. Chocada! Mas senta que hoje temos muitos (muitos mesmo!) trechos de A bibliotecária de Auschwitz, que já apresentei melhor na minha resenha. E a primeira coisa que falei foi que quanto mais leio sobre o holocausto, mais desacreditada fico (ok, não foi bem isso que eu disse, mas serve também).

“Em Auschwitz não há pássaros. Eles morrem eletrocutados nas cercas”

E frases marcantes sobre Auschwitz é o que não falta neste livro. Frases que nos mostram diversas perspectivas do horror que eram os campos de concentração e da (falta de) vida que ali existia.

“Em Auschwitz o tempo não corre, se arrasta”

“Auschwitz não mata só os inocentes, mas também a inocência”

“Assim como as bússolas se desorientam ao se aproximarem do polo Norte, em Auschwitz, os calendários enlouquecem”

“Num lugar como Auschwitz, onde tudo é projetados para fazer chorar, o riso é um ato de rebeldia”

E, como não poderia deixar de ser, há um sentimento que permeia cada página dessa história e que está (ou estava) no coração de cada prisioneiro que viveu esse horror:

“O medo do medo é como correr ladeira abaixo”

“Zombar dos outros é uma maneira de por um esparadrapo nos próprios medos”

Mas não é só o medo que se faz presente. Há também o vazio e o silêncio, sempre à espreita:

“Como o vazio pode ser tão pesado?”

“Nessa noite, milhares de vozes se calam para sempre”

“Quase nunca há algo melhor que o silêncio”

“O mundo fica enorme quando alguém se sente pequeno”

E há, ainda, tudo aquilo que não deixa de existir nem mesmo na pior das condições, ou seja, os mais diversos sentimentos que nós, humanos, sentimos:

“Às vezes precisamos dizer o que sentimos por dentro”

“Enquanto continuarem rindo, nada estará perdido”

“Talvez o amor seja isso: compartilhar o frio”

“Ninguém sabe quanto sofrimento ainda resta aos que ficam”

“Basta ser feliz pelo tempo que um fósforo leva para acender e apagar”

Se você (ainda) não leu a resenha de A bibliotecária de Auschwitz, talvez não saiba que a protagonista é uma jovem. Este livro, portanto, também nos fala muito sobre o que é ser jovem em um campo de concentração.

“Dita suspira agarrada aos livros. Ela se dá conta com tristeza que foi nesse dia e não no de sua primeira menstruação que abandonou a infância, porque deixou de ter medo de esqueletos ou das velhas histórias de fantasmas e começou a temer os homens”

“Na juventude, um ano é quase a vida inteira”

“Ela é jovem demais para entender quão difícil é para uma mãe não poder dar uma infância feliz a um filho”

E, como o título já nos indica, a importância dos livros também se faz muito presente nesta narrativa, nos mostrando como até mesmo no pior dos lugares ele torna-se um salva-vidas e/ou um refúgio.

“Os livros guardam em suas páginas a sabedoria de quem os escreveu. Os livros nunca perdem a memória”

“Embarcara no trem da leitura. Naquela noite, sentiu a emoção de uma descoberta, de saber que não importava quantas barreiras seriam impostas por todos os Reichs do planeta, porque, se houvesse um livro, ela poderia saltar todas”

“Começar um livro é como subir num trem rumo às férias”

“As palavras são importantes”

Em Auschwitz as palavras são importantes não apenas pelas histórias que carregam, mas pelo valor ainda maior que a verdade passa a ter ali dentro. Na realidade, esse bem passa a ser uma raridade dentro dos campos de concentração, onde cada um luta para sobreviver, custe o que custar.

“Ele se levanta satisfeito consigo mesmo. Tão satisfeito quanto pode estar um homem que silencia a verdade”

“A verdade é a primeira vítima da guerra”

“Mais uma vez, a verdade era outra”

Na resenha de A bibliotecária de Auschwitz eu também comentei que esse livro aborda temas importantes, para além do terror do holocausto e da guerra. Destaco aqui dois trechos que podem nos dar uma ideia disso:

“Esse é o problema dos mitos: nunca caem, se derrubam”

“A verdadeira doença é a intolerância”

E por fim, claro, esse livro nos deixa claro as marcas que esse circo de horrores deixou em tantas pessoas:

“Quando estamos num manicômio, o pior que pode acontecer é sermos lúcidos”

“A paz não cura tudo, pelo menos não tão depressa”

Ficou com vontade de ler esse livro? Então vem aqui.

Citações #34 — Eu quero mais

Como sempre acontece quando trago um post recheado de citações como esse, eu espero, antes de tudo, que tenha ficado claro na resenha o quanto eu amei o livro. A obra da autora Tayana Alvez é incrível e nos faz pensar sobre tantos assuntos que somente uma resenha não é suficiente para abarcar essa imensidão!

“Não me encaixo aqui porque nunca fiz parte desse mundo”

Elizabeth é uma mulher que tem muito a nos ensinar, e com a qual também podemos nos identificar em diversos aspectos.

“Todas as vezes que me abri para as pessoas, elas me machucaram”

E claro, ela tem os motivos dela para ser assim. Tem a história dela por trás de tudo.

“Ele partiu você em muitos pedaços”

E todos os personagens, na verdade, são assim nesse livro: cheio de histórias.

“Há um ano ele estava feliz, vivendo um sonho, cheio de planos e agora ele estava perdido”

Isso porém, não justifica certos comportamentos, como o relacionamento abusivo no qual Elizabeth se vê no decorrer da história.

“Quero agradecer por esse ano e por todas as vezes que você engoliu sapos e passou por cima de si mesmo para manter o nosso relacionamento intacto”

E apesar disso, esta é uma obra capaz de nos ensinar o verdadeiro significado de amor.

“É amor, Elizabeth, o amor não é egoísta”

Capaz de nos fazer enxergar a necessidade de perdoar o passado para seguir em frente.

“Se o passado ainda atrapalha o seu presente, ele não foi completamente superado”

E, principalmente, que nos mostra como devemos ser nós mesmos e nada mais ou nada menos que isso.

“Não gosto de te ver se podando por causa dos outros”

Para concluir, claro que um livro incrível desses não poderia deixar de falar também sobre o poder da música, não é mesmo?

“O efeito da música nas pessoas é curioso e inebriante, músicas são capazes de fazer coisas que simples frases soltas não são”

Não deixe de ler Eu quero mais. Um livro que vai te fazer refletir sobre tudo isso que eu mencionei aí em cima e muito mais.

“Sim, mas vivo uma vida de mentira que vai acabar em pouco mais de um ano”