Citações #8 — Sonhos em Amarelo

Dia de trazer citações do livro Sonhos em Amarelo, escrito por Luiz Antonio Aguiar e publicado pela editora Melhoramentos. Nesta obra, o autor nos apresenta Camille Roulin, um garoto que esteve perto de Vincent van Gogh no período em que este pintou seus quadros mais famosos. E quem já se interessou minimamente por van Gogh sabe que a vida dele não foi nem um pouco fácil. É por isso que esse livro, por menor que seja, tem tanto a nos ensinar. A começar pelo fato de que…

“Tudo na natureza tem seu tempo” (p.14)

Sim, TUDO tem seu tempo. A gente se estressa, se descabela, chora, quer fugir, mas a realidade é que cada coisa tem seu tempo e o que deu errado hoje pode dar certo amanhã. Por isso, precisamos sempre respirar fundo, levantar a cabeça e seguir.

E sobre dificuldades, aliás, quem não as tem? Mas pior que as ter é guardá-las somente para si e nunca pedir ajuda a ninguém quando, tenha certeza, ao menos uma pessoa ao seu redor seria capaz de te estender a mão.

“Não atino como alguém suportaria ficar olhando para dentro de uma dor dessas, sem tentar escapar” (p.112)

E algo que eu sempre acho bom lembrar é que devemos tomar cuidado com nossas palavras e ações. Nós nunca sabemos exatamente pelo que o outro está passando e o quanto podemos afetar (positivamente ou negativamente) uma pessoa. Palavras e ações matam.

“Talvez alguns de nós é que o tenhamos expulsado de vez desse mundo” (p.124)

Citações #7 — Minha vida fora de série 4

 

E hoje as citações são do meu queridinho Minha vida fora de série 4, escrito pela brasileira Paula Pimenta e publicado pela editora Gutenberg, em 2017. Ao contrário dos 3 livros anteriores, este aqui é narrado por Rodrigo, após o término do namoro dele com a Priscila.

Eles formavam um casal incrível e talvez esse seja um dos motivos pelos quais Minha vida fora de série 4 tem tanto a ensinar. Comecemos pelo fato desse livro nos mostrar que a vida, de alguma forma, segue e nos propicia boas lembranças. Mesmo os acontecimentos mais difíceis nos ensinam algo e, se em um primeiro momento não conseguimos enxergar isso, talvez enxerguemos depois.

“Mas talvez seja verdade que cada pessoa tenha um destino, porque a vida foi me mostrando o que eu deveria fazer” (p.38)

“Ao mesmo tempo que meu mundo desabou, ele se reergueu, de uma forma surpreendente e muito, muito melhor” (p.169)

“Como eu disse, certas pessoas aparecem em nossas vidas por alguma razão” (p.419)

Fica evidente, por esses trechos, como os rumos que a vida toma podem ser inesperados e, ao mesmo tempo, autoexplicativos. E como cada pessoa tem a sua importância em nossas vidas. Essas passagens, aliás, podem dialogar muito com reflexões feitas após a leitura de As cinco pessoas que você encontra no céu, mas em uma história completamente diferente.

Minha vida fora de série (como um todo) também fala muito sobre amor e amizade:

“Eu daria tudo para você ter estado comigo naquele momento, pois no seu abraço os meus problemas sempre pareceram menores” (p.106)

“Como sabíamos que entre nós só havia espaço para a amizade, podíamos agir naturalmente, não precisávamos ocultar nossos defeitos visando uma conquista, nem fazer algo só para agradar” (p.115)

(eu acho essa passagem a mais significativa e impactante de todas. Deveríamos sempre ser nós mesmos. Só podemos conquistar alguém verdadeiramente quando, em princípio, somos verdadeiros também).

“Gostar da companhia da pessoa é bem diferente de se apaixonar” (p.146)

Quando estamos apaixonados por alguém não gostamos apenas da companhia, mas da pessoa como ela é, como ela age conosco. Gostamos de compartilhar momentos, bons ou ruins; palavras e silêncios; planos e medos. Gostamos, acima de tudo, de um ser humano que tem muito a nos ensinar.

Citações #6 — Fahrenheit 451

Para as citações de hoje vamos de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. As páginas são da edição publicada em 2012, pela Biblioteca Azul. Para quem não conhece, Fahrenheit 451 é uma daquelas distopias que a gente não pode deixar de ler. Trata-se de uma história em que as pessoas não possuem livros, pois estes seriam um item ruim para o ser humano. Já pensou que mundo horrível?

“Os livros servem para nos lembrar o quanto somos estúpidos e tolos” (p.111)

Como eu disse, Fahrenheit 451 é um livro muito bom, então, como é de se esperar, ele vai abordando vários assuntos que sempre são válidos em uma roda de conversa (ou ao menos assuntos sobre os quais deveríamos pensar um pouco mais):

“Sempre se teme o que não é familiar” (p.81)

Digamos que essa é uma forma mais bonita de dizer que a gente tem medo do desconhecido. E, convenhamos, temos mesmo. Quantas pessoas vocês conhecem que se arriscam a fazer as coisas sem medo? Que topam mudar seu jeitinho de agir ou, o mais difícil, sua visão sobre a vida e tudo o mais?

“Numa noite está tudo bem e na seguinte estou me afogando” (p.162)

Isso chama-se vida, meus caros. Nem todos os dias serão bons e fáceis, mas se soubermos passar por eles, teremos dias bons. E passar pelos dias ruins é mais fácil se temos com quem contar… Em Fahrenheit 451 uma coisa não muito comum é aquela tal de empatia que tanto ouvimos falar nos dias de hoje…

“Você já notou como as pessoas se machucam entre si hoje em dia?” (p.50)

Justamente quando não há empatia há isso aí: egoísmo, brigas desnecessárias, excesso de opinião e falta de diálogo. A gente machuca os outros não somente fisicamente, mas por meio de nossas palavras e ações (ou falta de ações). E para quê? Para nada!

Com isso, entramos na última citação, que é justamente sobre enxergar o outro e compreendê-lo. Mas dito de maneira bem mais bonita:

“Pois quantas pessoas seriam capazes de refletir a luz de uma outra?” (p.29)

Citações #5 — O sol é para todos

As citações de hoje são do livro O sol é para todos, escrito por Harper Lee. As páginas são da edição publicada em 2016, no Brasil, pela editora José Olympio. Trata-se de um clássico da literatura mundial, sendo narrado por uma criança e falando sobre racismo e injustiça. Temas que ainda precisamos discutir bastante, não? Mas o livro fala sobre muito mais também…

Fala sobre coragem:

“Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo e vai até o fim, apesar de tudo” (p.129)

Sobre força:

“Mas as coisas sempre parecem melhores de manhã” (p.241)

(entendam força como, ao mesmo tempo, saber parar e avaliar uma situação longe do turbilhão que ela lhe provoca e saber que é sempre possível recomeçar).

E sobre carinho:

“Cedo procurei refúgio em seu colo, e seus braços envolveram-me” (p.121)

“Com ele a vida era rotina, sem ele era insuportável” (p.134)

Para terminar, como de costume, uma das passagens mais impactantes para mim e que reflete bem a questão do preconceito e até da injustiça:

“Não, Jem, eu acho que só existe um tipo de gente: gente” (p.256)

Citações #4 — Billy e eu

Billy e eu foi escrito por Giovanna Fletcher e publicado no Brasil em 2014, pela editora Porthe. Trata-se da história de uma jovem que vive em uma pacata cidade, até começar um relacionamento com um jovem e cobiçado ator. Sua vida, sem dúvidas, vira de cabeça para baixo quando ela está com esse rapaz dos sonhos.

“Acho que é engraçado como a vida nos empurra para certos caminhos” (p.78).

Quem nunca foi parar em algum momento ou situação que jamais esperaria viver? Situações estas que podem ser boas ou ruins, nos deixar boas lembranças ou amargos sentimentos…

“Como todo mundo sabe, todas as bolhas um dia explodem” (p.83)

Mas quando falamos de amor… Ah, o amor! Não há sentimento no mundo que se iguale a este. E, em se tratando de um romance, não poderiam faltar belas palavras sobre ele em Billy e eu:

“Gostaria de engarrafar esse sentimento de amor dentro de mim e guardar para os dias sombrios, assim poderia me lembrar da magnitude do amor nos momentos de dúvida” (p.191)

E, para encerrar, uma citação para pensarmos um pouco:

“Você precisa começar a acreditar que você é o suficiente” (p.259)

De verdade, quantas pessoas não precisam ouvir isso? Talvez até mesmo você precise ouvir isso! Pois é, precisamos para de achar que somos nada, que não servimos para nada e começar a acreditar em nosso potencial. Aliás, uma dica que pode ser útil: quando você estiver tendo um bom dia, anote em um papel (ou no seu celular/computador ou onde quiser) tudo o que você já fez de bom e incrível e tudo o que você já conquistou na vida. Você pode se surpreender…

Essa citação, inclusive, me lembra sobre a Síndrome do Impostor. Já ouviram falar sobre isso? Para quem não sabe bem por onde começar a pesquisar, deixo um vídeo da Jout Jout sobre o assunto: Para você que é uma fraude.

Citações #3 — Hamlet ou Amleto?

Vocês já ouviram falar de Hamlet ou Amleto? Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos, escrito por Rodrigo Lacerda? As citações de hoje são dessa obra, publicada em 2015, pela editora Zahar.

Nesse livro o autor vai explicando toda a peça Shakespeariana, de maneira que possamos compreendê-la e admirá-la. Com isso, podemos perceber todo o drama que envolve a história:

“O seu mundo perfeito morreu de forma precoce e nada heroica, durante o cochilo da tarde” (p.31)

E, em se tratando de um drama, não podem faltar lágrimas na história:

“(…) todo mundo aprende a chorar, a vida ensina, é fatal” (p.56)

A vida nos ensina a chorar, seja de tristeza, seja de alegria. Mas vocês já pararam para pensar em como, apesar de tudo, ainda sentimos vergonha disso? Seja por qual motivo for, parece que chorar é sinal de fraqueza, quando na verdade, precisamos de coragem para nos mostrar tão vulneráveis ao outro.

Outra passagem bem interessante do livro tem muito a ver com uma da semana passada (Citações #2 – Pedagogia da Autonomia). Vejam se conseguem perceber de qual estou falando:

“O mundo passou a ser o campo de batalha das percepções individuais” (p.94)

E por falar em nossa sociedade, que vive uma rotina cada vez mais louca, vale lembrar que:

“Até um vilão precisa de um pouco de calma para viver” (p.153)

Ou seja, sempre é válido tirarmos um tempinho para nós mesmos, um descanso, um momento para nos refazermos. Mais do que válido, aliás, é algo realmente necessário.

Para terminar, uma citação bem impactante, que deixarei aqui para que pensemos um pouco sobre ela:

“Você enxergou a verdade, e a verdade é má” (p.234)

Citações #2 — Pedagogia da Autonomia

As citações de hoje são de Pedagogia da Autonomia, escrito por Paulo Freire. As páginas são da edição de 2016, da Editora Paz e Terra. Um livro que, como o próprio título já diz, fala de propostas pedagógicas necessárias à uma educação que construa a autonomia dos estudantes. As citações que escolhi mostram um pouquinho das ideias do autor.

“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (p.25).

Isso quase dá um nó na nossa cabeça, não? Mas é bem simples, se pararmos para pensar: quando ensinamos algo a alguém estamos, ao mesmo tempo, aprendendo melhor aquilo (diz-se que a melhor maneira de aprender algo é ensinando). Por outro lado, a pessoa que está aprendendo, está, ao mesmo tempo, ensinando algo, inclusive, nos ensinando a ensinar. Louco, não?

Há, ainda, outra citação que acho muito importante e que, aparentemente, esquecemos muito nos dias de hoje:

“E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiados certos de nossas certezas” (p.29)

Por que a gente sempre acha que tem que ter razão e que são os outros que não entendem os nossos argumentos? Mais mente aberta e menos briga desnecessária!

“Às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na vida de um aluno um simples gesto do professor” (p.43)

Quem nunca teve um professor que marcou sua vida ou até mesmo que mudou completamente algo em você? Ou ainda, ampliando a citação: quem nunca conheceu alguém que mudou a sua vida? Todos nós temos o poder de transformar, para o bem ou para o mal, a vida daqueles que estão ao nosso redor. Por isso devemos ser cuidadosos com nossas palavras e ações.

Voltando ao Paulo Freire, vamos entender melhor uma parte de sua visão sobre a educação. Para isso, acredito que a próxima citação possa ser de grande ajuda:

“Me movo como educador, porque primeiro me movo como gente” (p.92)

Não importa qual é a nossa profissão, precisamos, em primeiro lugar, sermos humanos uns com os outros. E professores, evidentemente, não ficam de fora dessa, até porque estão constantemente lidando com outros seres humanos, seres que carregam histórias, dores, alegrias. Seres que são sensíveis.

E falando em sensibilidade, para terminar:

“Precisamos aprender a compreender a significação de um silêncio, ou de um sorriso, ou de uma retirada da sala” (p.95)

Costumo ampliar o sentido dessa passagem também, pensando que nós nunca sabemos exatamente o que está se passando na vida das outras pessoas e que, por isso, a compreensão (ou a empatia) é tão necessária para um bom viver em sociedade.

Citações #1 — Fúria Vermelha

Comecarei as citações do blog com frases retiradas do livro Fúria Vermelha, escrito por Pierce Brown e publicado no Brasil pela editora Globo Alt. Trata-se do primeiro volume da série Red Rising e é um romance de ficção científica que se passa em Marte.

É interessante como esse livro fala sobre nosso lugar no mundo e sobre força.

“Não sou tão durão quanto imaginava ser. Nenhum mergulhador-do-inferno de fato é. Nenhum home de fato é” (p.83)

“Nos lugares densos de homens, a humanidade se desintregra com mais facilidade” (p.101)

“O mundo é muito grande e frio. Sou pequeno demais” (p.326)

Fúria vermelha também faz algumas críticas à sociedade e ao poder.

“Vazia é a vida sem liberdade, Darrow” (p.52)

“Vingança é uma coisa vazia, Darrow” (p.89)

(é engraçado perceber como, no livro, essas duas citações estão relativamente distantes uma da outra, mas colocadas assim, tão perto, nos mostra o quão parecidas e complementares são).

“Poder não é uma coisa real. É apenas uma palavra” (p.115)

“Ninguém saca o jogo, porque ninguém conhece as regras. Ninguém segue o mesmo conjunto de regras. É como a vida” (p.365)

Há, ainda, uma forte presença da humanidade, que, contraditoriamente, está muito em falta na história.

“Cansado de ver todos os olhos cheios se esvaziarem” (p.124)

“Ele é feio num mundo onde deveria ser bonito e, por causa de suas deficiências, foi escolhido para morrer. Ele, de muitas maneiras, não é melhor do que um vermelho” (p.289)

“É como se ele fosse tão sensato a ponto de ser inumano” (p.423)