Que material você usa nas aulas de italiano?

Hoje era dia de, antes tarde do que nunca, trazer um post de gramática da língua italiana, como tenho feito ao menos uma vez por mês. No entanto, semana passada, surpreendentemente, várias pessoas entraram em contato comigo, buscando aulas de italiano. E sempre que isso acontece é mais ou menos a mesma coisa: trocamos informações sobre funcionamento das aulas, sobre o que a pessoa busca, disponibilidade de horários, valores e… materiais.

Gosto de deixar claro, desde o início que eu não costumo adotar um livro didático para usar nas aulas. E já sabendo que isso é um pouco assustador para algumas pessoas, porque fomos educados em aulas que sempre contavam com o apoio de um livro, explico os motivos da minha escolha.

Em primeiro lugar, o que pesa é a questão financeira: diferentemente do inglês, no Brasil não temos tanto material de língua italiana disponível e, quando tem, costumam ser caros e não permitem uma continuidade (isto é, pode ser que encontremos o livro 1 e 2, mas não encontremos o 3 e o 4 para dar prosseguimento ao curso).

Para além disso, porém, há a questão didática propriamente dita: os livros didáticos (de qualquer língua) são, em sua grande maioria, pensados para qualquer estudante, isto é, um estudante de qualquer parte do mundo. Acontece que o português e o italiano não são línguas muito distantes o que, em muitos casos, pode ser ótimo, mas em outros, gera confusões bem interessantes. E esses livros dificilmente dão espaço para trabalharmos bem esses aspectos. E já aconteceu, por exemplo, de eu receber alunos que estudaram um pouco da língua sozinhos, ou então fizeram um tempo de curso e pararam, mas que, tendo essa base, precisam de um ritmo diferente nas aulas.

Tá, mas como você faz? Fica tudo solto?

Não exatamente, mas organização ajuda bastante. O que eu faço é disponibilizar um arquivo a cada aula — que poderia ser considerado uma mini unidade didática — no qual estará tudo trabalhado naquela aula em específico. É nesse arquivo que coloco textos, exercícios feitos em aula, explicações gramaticais, resumos, vocabulário… Tudo o que for útil e necessário.

Além disso, tenho sempre trabalhado esse material, buscando deixá-lo cada vez mais fácil de usar e, claro, mais completo. Atualmente, o que tenho feito é colocar sempre o número da aula, a data e os tópicos daquele dia. Mas ainda pretendo montar pequenos livros didáticos para usar com meus alunos, um pouco mais com a cara do que encontramos nas livrarias, evitando inseguranças quanto a isso.

Mas não é como se eu criasse tudo absolutamente do nada, tá? Eu vou comparando explicações de livros que tenho (porque sim, eu tenho alguns livros didáticos de italiano em casa!), buscando explicações na internet e vou condensando a informação, tentando ao máximo deixar tudo o mais claro possível.

Também deixo como opção para os alunos receber exercícios extras, para praticar um pouco mais aquilo que for visto em sala de aula. Esses exercícios, porém, sendo opcionais, são enviados num arquivo já com as respostas ao final e, tendo dúvidas, o aluno poderá tirá-las em sala ou mesmo entrando em contato comigo.

E como eu faço para suprir a falta do conteúdo multimidiático que, geralmente, é disponibilizado com os livros didáticos? De uma maneira bem simples: como tarefa de casa, costumo pedir que meus alunos assistam um vídeo curto, disponível no youtube ou qualquer outra plataforma gratuita. São vídeos que seleciono de acordo com o que trabalharemos na aula seguinte e sempre buscando trazer pessoas diferentes, assim eles podem se acostumar com sotaques e ritmos diferentes de fala. Também gosto muito de usar músicas e tenho tentado aumentar meu repertório, para oferecer conteúdos diferentes e úteis.

Mas veja bem: eu não sou contra materiais didáticos e não vejo problemas em adotar um se algum aluno fizer questão, mesmo depois de apontar todos os pontos que mencionei neste artigo. Para mim, o mais importante é que o aluno se sinta confortável e seguro de que aprenderá como espera.

E aí, você acha que se daria bem com essa metodologia?

Para ler mais conteúdos sobre minha forma de ensinar ou então aprender algumas coisas bem básicas da gramática italiana, clique aqui e confira os posts que já trouxe para o Blog. E se você tiver interesse em aprender italiano, ou conhece alguém que queira, é só clicar aqui.

Pronúncia da língua italiana

Conheço muitas pessoas que, assim como eu, decidiram estudar a língua italiana por achá-la bonita (no meu caso, este não foi exatamente o único motivo, mas um deles). E uma das coisas que torna esta língua tão bela é a sonoridade dela.

Hoje, portanto, vou comentar um pouco sobre a pronúncia do italiano, mostrando alguns elementos que nós, falantes de língua portuguesa, precisamos prestar atenção.

Vogais (le vocali)

Para começar pelo mais simples, é importante destacar que a vogal “a” é sempre bem aberta no italiano (o que provavelmente contribui para o estigma de que italianos falam gritando) e que não existem sons nasais nesta língua. Por exemplo, a palavra “mamma” (mamãe), se pronuncia “mámma” e não “mãmma“.

Também é muito importante que as vogais finais sejam bem pronunciadas e de acordo com o que está escrito. Isto é: se a palavra termina em “e”, devemos pronunciar “e” e não “i”, e assim por diante.

Consoantes (le consonanti)

Aqui as coisas ficam um pouco mais difíceis, principalmente quando vamos ler uma palavra escrita em italiano e acredito que você vai entender isso quando eu terminar de mostrar as especificidades da língua.

Tentarei colocar entre parênteses como você deve pronunciar as palavras mencionadas, mas a minha sugestão é que você busque cada uma delas no Google tradutor (ou similares) para ouvir a pronúncia.

O encontro entre “ce” ou “ci” é pronunciado praticamente da forma como pronunciamos palavras com “t” em grande parte do Brasil: cinema (tchínema), certo (tchérto). Uma palavra que nos ajuda a lembrar desta regrinha, por ser muito usada aqui no Brasil também, é cappuccino!

Por outro lado, “che” e “chi” têm o som do nosso “que” e “qui”: macchina (máquina), pacchetto (paquêto).

Aqui no Brasil, em algumas palavras, o nosso “d” sai quase com o som de “g” (pense em como você pronuncia “dia”). No italiano, porém, isso não pode ocorrer, o “d” tem que ter exatamente o som dele. A mesma coisa acontece com o “t”, que aqui no Brasil tem um som quase de “ts”. No italiano, esqueça esse chiado.

Mas, ainda pensando na palavra “dia”, sabe como chegamos ao som desse nosso “d” em italiano? Usando “gi” ou “ge”: giorno (dgiorno), agenda (adgênda).

Se você se deparar com “ghe” e “ghi”, em italiano, não se assuste com esse “h” e pense no nosso “gue” e “gui”. Sabe aquele macarrão, espaguete? Em italiano, ele é escrito assim: spaghetti. Duas escritas bem diferentes, mas uma pronúncia igual! Só tome cuidado, no italiano, para não pronunciar um “e” inexistente no início da palavra: você deve começar pronunciando o som do “s”.

Agora dois encontros consonantais que nos confundem bastante: “gli”, em italiano, tem o som do nosso “lh”: foglia (fôlha); maglia (málha). E “gn” tem som de “nh”. Mas aqui, você pode lembrar de outra massa: o nhoque, em italiano, se escreve gnocchi (e, mais uma vez, a pronúncia é quase a mesma, apesar de escritas tão diferentes). Outro exemplo: prugna (prunha).

Mas uma boa notícia: assim como em português, a letra “h” (chamada acca) não tem som no italiano. A palavra “hotel” continua sendo pronunciada “otel“, por exemplo.

E se por acaso você se deparar com “sci” e “sce”, não se assuste: eles têm um som muito parecido com o nosso “ch”: sciopero (chiópero), viscere (víchere).

Letras duplas (le doppie)

Talvez, ao longo dos exemplos acima, você tenha se questionado “mas esses dois ‘c’?”, “e esses dois ‘t’ juntos?”. O que acontece é que, na língua italiana, diversas palavras são escritas com as tais letras duplas.

E o que elas representam?

Em tese, elas indicam que aquela sílaba é um pouco mais longa (o que também contribui para uma certa musicalidade da língua). Mas por que “em tese”?

Porque para nós, brasileiros, é muito difícil perceber esse tal alongamento. Se para muitos italianos a diferença é óbvia, para nós, brasileiros, ouvindo uma conversa normal, é praticamente impossível notar a diferença sem fazer um esforço muito grande. Mas saiba, ela existe!

E outra coisa: você notou que quase não há acentos (gráficos) nas palavras italianas? Pois é, eles usam bem menos que nós. Inclusive, não existe circunflexo e til em italiano. Isso, por vezes, nos dificulta um pouco na hora de saber qual é a sílaba tônica de cada palavra. Mas nada que a prática não resolva.


Está gostando desses posts? Então tenho novidades: estou montando um grupo (de no máximo 4 alunos) para aulas online, às terças e quintas, das 19:30 às 20:30. Neste formulário você encontra as informações de duração do curso, bem como o valor. E também é nele que você pode fazer sua pré-inscrição!

Mas, se você prefere fazer aulas particulares, também deixo este formulário, com algumas informações importantes.

Formalidade e informalidade na língua italiana

Confesso que estive te preparando nos últimos tempos. E também estive me preparando, claro.

Fiz um post sobre como aprender novas línguas; outro sobre o mito do professor nativo. Também escrevi sobre métodos de ensino e, por fim, dei dicas (gratuitas) de materiais de italiano.

Mas agora chegou a hora de colocar a mão na massa (com o perdão do trocadilho em relação a um dos principais pratos da culinária italiana).

Hoje eu dou início a uma série de posts com uma parte do conteúdo que apresento em minhas aulas de italiano. E uma das primeiras coisas sobre a qual eu falo é sobre a questão da formalidade e da informalidade na língua italiana.

Nós, brasileiros, costumamos ser mais informais. Tem gente inclusive que se ofende em ser chamado de “senhor” ou “senhora”, respondendo coisas do tipo “senhor está no céu” ou “senhora é mãe”. Em outros países, porém, esse tipo de tratamento é um indicativo de educação e respeito.

Como ser formal na língua italiana?

A verdade é que existe mais de um elemento na frase que indica essa tal formalidade na língua italiana.

Para entender isso, porém, precisamos começar pelos pronomes pessoais (i pronomi personali).

Calma, sei que essas nomenclaturas são um pouco chatas, mas isso nada mais é do que:

PORTUGUÊSITALIANO
euio
tutu
ele/elalui/lei/Lei
nósnoi
vósvoi
eles/elasloro

Você notou que “ele” e “ela”, em italiano, vira “lui”, “lei” e “Lei”? Por que isso acontece?

“Lui” é o nosso “ele” e “lei” é o nosso “ela”. Mas “Lei” (sim, escrito sempre com L maiúsculo) é o tal do tratamento formal. E o tratamento informal é caracterizado pelo “tu”, que ao contrário do que acontece com grande parte do português brasileiro, é utilizado na língua italiana (o “tu” seria o nosso “você”).

Então basta eu usar sempre “Lei” com as pessoas que estarei sendo formal?

Infelizmente, não é tão simples assim.

Como eu disse ali em cima, o “tu” caracteriza um tratamento informal e o “Lei” um tratamento formal. Ao escolher entre um e outro, você também deverá construir toda a frase baseada em sua escolha. Ou seja: você vai ter de usar os demais pronomes e verbos de acordo com a sua escolha.

Difícil? Um pouco, talvez. Mas nada que a prática não resolva, não é mesmo? Vamos ver isso com dois exemplos, para tentar entender um pouco melhor.

Imagina que você está na Itália e acaba de conhecer uma pessoa. Se ela tiver mais ou menos a sua idade ou for muito mais nova, você pode até arriscar um tratamento informal. Caso contrário, opte sempre pelo tratamento formal. A primeira pergunta provavelmente será “Qual é o seu nome?” que, em italiano, pode ser:

  • Come (Lei) si chiama? (formal).
  • Come (tu) ti chiami? (informal).

Você notou que, de uma frase para outra, eu tive de mudar duas coisas? Primeiro foi o pronome “si”, que virou “ti” e depois o verbo “chiama”, que virou “chiami”.

Outro exemplo (com uma pergunta não tão recomendada assim, mas que faz sentido em alguns contextos): “Quantos anos você tem?”, em italiano, pode ser:

  • Quanti anni (Lei) ha? (formal)
  • Quanti anni (tu) hai? (informal)

Neste caso, a única coisa que muda é o verbo: ha (formal) ou hai (informal).

E você viu que, como o verbo e outros elementos da frase mudam, você não precisa ficar usando “Lei” e “tu” em tudo. O próprio verbo usado (na conjugação certa, claro), já vai indicar para a pessoa que você está adotando um tratamento formal ou informal.

Possiamo dare del tu?

Por fim, apenas a título de curiosidade: pode acontecer de você optar por usar um tratamento formal (repito: comece sempre por essa opção) e a pessoa te perguntar “possiamo dare del tu?“. Isso significa que ela prefere ser tratada de maneira informal, isto é, usando o “tu”. E, claro, não há problema algum nisso, apenas demonstra que ela está dispensando as formalidades que você inicialmente usou.

Dicas de materiais de italiano

Alguns posts atrás eu falei sobre como aprender novas línguas, trazendo indicações de aplicativos e sites para te motivar a estudar de maneira autodidata, além de dar algumas outras dicas que considerei úteis.

Hoje, porém, resolvi ser um pouco mais específica e indicar alguns sites que costumo recomendar para meus alunos ou que ao menos tenho sempre ao alcance das mãos para escolher as melhores formas de explicar cada conteúdo. E assim surgem as minhas dicas de materiais para aprender/estudar italiano.

Minha primeira indicação, principalmente para quem quer tentar começar a aprender sozinho, são os cursos online Dire, Fare, Partire e Dire, Fare, Arrivare. Esse é o material mais completo que tenho para indicar.

Trata-se de um curso básico de italiano (nível A1), com uma pequena história para assistirmos, explicações de gramática (também em vídeo), exercícios com feedback automático (isto é, que você tem a possibilidade de saber se acertou ou não) e todo o conteúdo transcrito. Este é um material pensado por especialistas e voltado para o público brasileiro. A única coisa que vai fazer falta, claro, é a possibilidade de praticar a conversação em italiano.

Depois, eu indico o canal Italica. Quem fizer os cursos acima verá que o Tarcísio, da historinha, é o Darius, do canal. E o Darius também é especialista em língua e cultura italianas e nessa área de ensino, e por isso indico demais, não apenas o canal, como também as redes sociais deles, sempre cheias de ótimas dicas.

Seguindo na linha de canais do youtube, tem também o LearnAmo, com ótimas dicas e com um site no qual você pode encontrar a transcrição dos vídeos e exercícios com feedback automático. Acho esse canal bem didático.

E por falar em didático, ainda tem outros três canais que meus alunos costumam gostar — e até mesmo descobrir por conta própria —: Sgrammaticando, Vaporetto italiano e Learn Italian with Lucrezia.

Bom, a verdade é que, procurando, existem milhares de canais possíveis no youtube, cada um explicando de uma forma, dando exemplos diversos. Esses são alguns dos que conheço/gosto.

Eu não sou muito de ouvir podcasts, mas sei que também é outro mundo possível de descoberta do idioma. Para níveis mais básicos acho vídeos mais interessantes porque tem a possibilidade do visual ajudar a escuta. E aí sugiro que a passagem de vídeos a áudios seja feita através de vídeos como os Ted Talks, que ainda têm uma parte visual que pode ajudar, mas em escala menor.

Mas voltando a um material mais básico, um aluno meu também me indicou, outro dia, um site chamado The Italian Experiment, com histórias infantis para ler e ouvir, além de bastante vocabulário divido em categorias, para ouvir e aprender.

E vocês que estudam outras línguas, costumam encontrar bons materiais por aí?

O mito do professor nativo

Como professora de idiomas, mais de uma vez me deparei com vagas que buscavam somente falantes nativos para dar aula. Confesso que sempre fiquei bem confusa com isso e este post é justamente para mostrar como não faz sentido exigir (somente) que a pessoa seja nativa.

Para começo de conversa, ensinar uma língua requer muito mais que meros conhecimentos linguísticos. Caso contrário, bastaria que eu nascesse no Brasil para poder sair dando aulas de português por aí, certo? Você sente que é capaz de dar aulas de português para um estrangeiro? Pois é, a tarefa já começa bem mais complicada do que parece.

Além disso, não se trata apenas de saber bem determinada língua, trata-se, também, de ter didática. Você pode até se sentir apto a ensinar uma língua a outra pessoa, mas você saberá fazer isso didaticamente, ou seja, de maneira clara e coerente? Aqui a coisa começa a ficar ainda mais complicada!

Para unir os elementos que apresentei até aqui o ideal é que, em primeiro lugar, o professor tenha formação na área de ensino de línguas, isto é, que tenha feito um curso superior (Licenciatura em Letras). Claro que, o curso por si só não costuma ser suficiente, então esse professor terá de se dedicar horas e horas à língua, para chegar a um patamar mais elevado de conhecimento (na verdade, professores estão constantemente aprendendo).

Isso significa, portanto, que se o professor for formado em Letras e for nativo, ele será o professor perfeito? Também não necessariamente! Já tive aulas com professores nativos, formados em Letras e que, ainda assim, não se deram bem com o público brasileiro. É que aqui entra um terceiro fator: choques culturais. Isto é, um professor, se for nativo, além de realmente ter um bom conhecimento da língua e didática para ensiná-la, precisará, também, estar aberto à outra cultura e à forma como as pessoas daquela cultura lidam com o aprendizado (e com todo o resto que nos cerca).

Outro mito que circunda o professor nativo é a questão do sotaque: “ah, mas se eu tiver aulas com um professor nativo, eu vou falar a língua dele sem sotaque algum”. Gente, que país no mundo não tem sotaque? Em que país toda a população fala igualzinho? Eu não conheço nenhum…

Agora, uma coisa que realmente pode ser uma vantagem nas aulas com um professor nativo é poder ter um contato mais próximo com uma cultura diversa, isto é, ter alguém a quem perguntar diretamente “como funciona” algo em determinado país. Ainda assim, temos de ter em mente que teremos a visão de uma pessoa e que ela não necessariamente representa toda uma cultura local.

Aliás, aprender línguas nos abre portas para conhecer novos mundos, novas formas de pensar. E essa experiência pode ser ainda melhor se aprendermos com alguém realmente qualificado para tanto, não é mesmo?

Então, ao procurar um professor de línguas, mais do que perguntar se a pessoa é nativa, pergunte quais as qualificações dela e, muito importante, como ela trabalha (eu até poderia usar o termo “método” aqui, mas essa também é uma discussão para outro post…).

E antes de concluir, gostaria de indicar esse texto que encontrei enquanto pensava no que escreveria aqui e que achei bem interessante (e bem pertinente com o que eu trouxe): O mito do “professor nativo” no ensino de línguas estrangeiras.