Os sete maridos de Evelyn Hugo, da Taylor Jenkins Reid é aquele livro que a gente vê todo mundo comentando, mas que só lendo podemos entender o quanto é realmente bom.
Já postei minha resenha por aqui e agora trago mais alguns trechinhos dessa obra realmente surpreendente. Serão poucos, mas foram passagens que eu gostei e não queria perdê-las de vista.
Como comentei anteriormente, a obra nos apresenta a uma lendária estrela Hollywoodiana e, com isso, nos dá uma visão muito interessante do “por trás das telas“.
“É impossível ter intimidade sem confiança. E seria uma idiotice da nossa parte confiar umas nas outras”
Porém, o que surpreende é que a história consegue ir muito além disso, abordando questões como a homossexualidade (em tempos ainda mais complicados que hoje).
“Ele se revelou para mim, ainda que de forma vaga. E eu reagi com aceitação, ainda que de forma indireta”
O livro também fala sobre violência doméstica e relacionamentos abusivos.
“Com dois meses de casamento, ele começou a me bater”
“Desconfie de homens que precisam muito provar alguma coisa”
E, como não poderia deixar de ser, visto que a protagonista se casou sete vezes, fala sobre o amor, as relações humanas, os laços afetivos (elementos que também permeiam, de certa forma, muitas das passagens já trazidas até aqui).
“As pessoas acham que intimidade tem a ver com sexo. Mas intimidade tem a ver mesmo é com a verdade”
“A decepção amorosa é uma perda. O divórcio é um documento”
Costumo ter em mente que um dos indicadores de que eu amei um livro é a quantidade de trechos dele com os quais me identifico ou que chamam a minha atenção.
Ainda assim, estou totalmente surpresa com o tanto de quotes de Proibida pra mim, da Tayana Alvez, que tenho para trazer aqui. Provavelmente deixarei alguns de fora, porque é realmente muita coisa. Mas não era para menos: o livro é realmente ótimo, além de relativamente extenso.
“E, pela primeira vez em anos, isso lhe traz esperança em vez de a assustar”
Na resenha, comecei destacando Lavínia, a protagonista desta obra. Mesmo assim, muitas coisas ficaram de fora, então aqui vão alguns trechinhos a mais para conhecê-la melhor, ressaltando o fato dela tentar ser fria e forte, mas, ainda assim, não conseguir lutar e acreditar em coisas boas para si.
“É, você tem um pedacinho de coração em algum lugar aí”
“— Quando a Lavínia precisa de alguém, não é porque ela está machucada, é porque ela quebrou, Mandy”
“Eu gostaria que você lutasse mais pelas coisas, minha filha”
Também mencionei como é difícil não se identificar em alguma medida com esse furacão chamado Lavínia.
“Lavínia traz uma cor diferente à sua vida, e o que mais o surpreende é que, antes dela chegar, ele nem tinha percebido o quão preto e branco era”
“Só alguém que guarda todos os pesos do próprio mundo consegue ler outra pessoa na mesma situação com facilidade”
“Cair, agora, seria mais do que o fim de um amor, seria o fim de todas as pontes que ela construiu, de todas as permissões que ela deu a si mesma, e ela não se sente nem um pouco preparada para isso”
“Os primeiros meses do ano sugaram toda a sua energia vital e, agora, ela precisa de calmaria e solidão para recarregar suas baterias”
Como boa apaixonada por romances que sou, não poderia de ter amado esse livro pela boa dose de sentimentos e reflexões sobre o amor que ele carrega.
“Beijar Lavínia era como saltar de paraquedas para um viciado em adrenalina, e ele poderia fazer aquilo por horas”
“Ah, pelo que ele fala as coisas não deram certo; mas pelo que ela fala, eles estudavam juntos, se apaixonaram e viveram um grande amor… Até que acabou”
“Uma mulher muito sábia disse um dia que um amor verdadeiro não precisa ser o único. Que um amor verdadeiro significa amar de coração, amar por inteiro”
O amor resiste a muita coisa, minha filha, mas se tem uma coisa que o amor é incapaz de superar é um ego”
“Amar é uma coisa esquisita. Você não controla nada do que sente nem do que pensa. E, por mais que essa sensação ainda incomode Lavínia, não há mais nada que ela possa fazer agora”
“Se o coração de Daniel estivesse inteiro, ele teria se partido com essas palavras”
“Nada nela é apenas dela agora, e isso é desesperador”
“Amar uma pessoa e não poder estar com ela é pior do que não amar ninguém”
Devo admitir, porém, que o que torna esta obra tão sensacional são os tapas na cara (sutis ou não) que ela nos dá.
“E você está se formando aos vinte e quatro, tendo conhecido doze países. Acho que você está em vantagem, embora a vida não seja uma competição”
Quando você opta por ser um pai ausente durante anos, a sensação é de que você vai estar sempre em falta, o que é, além de uma sensação, uma verdade”
“Quero que sejamos honestos um com o outro, sobre tudo, mesmo sobre o que você não consegue sentir”
“Porque nem todos os amores são eternos”
“— Não é porque a sociedade decide que existem idades para fazer as coisas que essas idades são reais, tá bem?”
“Talvez a gente tenha se apegado à pessoa errada e virado as costas para quem estava gritando por socorro. — E assim você acaba de definir a adolescência”
Mas o melhor de tudo é pegar esses quotes e perceber como alguns que já faziam sentido, podem fazer ainda mais com o tempo.
“Contudo, ainda que o coração dissesse o tempo inteiro que ela precisava se manter firme em suas decisões, quando se escolhe priorizar os desejos daqueles que se ama, sofrer ao ver tudo dar errado é uma das possibilidades mais reais”
E, para encerrar, algo para nunca nos esquecermos:
“Todo mundo está passando pelo próprio processo e enfrentando os próprios preconceitos, não dá para a gente exigir que os outros tenham a nossa mesma maturidade”
Algum trecho despertou sua curiosidade? Então não deixe de ler o livro inteiro e encontrar as suas próprias passagens preferidas.
Por mais que eu goste de um conto, é difícil sobrarem trechos dele que eu achei interessante e destaquei ao longo da leitura, mas que não usei na resenha. Isso ocorre, principalmente, devido à curta extensão deles.
No entanto, após a resenha de O baú do Zumbi Gelado, escrito por Rafael Weschenfelder, ainda fiquei com alguns quotes que gostaria de trazer para vocês e fico feliz em ter mais uma oportunidade de falar sobre esta obra sensacional!
“Sabe quando você está falando e a palavra certa foge?”
Na resenha eu comento sobre o quanto esse conto surpreende, ainda que haja elementos que — espero eu — podem se tornar marca registrada do autor.
“— Não estou jogando enquanto espero ele acordar. Estou jogando para ele acordar”
É o que acontece, por exemplo, com a naturalidade de Rafael em criar histórias que incluem conhecimentos interessantes, mesmo quando se referem a coisas um pouco mais técnicas, como já comentado na resenha.
“Um dos grandes charmes de Zumbizeira é a inteligência artificial dos NPCs. Com respostas infinitamente mais sofisticadas — e hilárias — que as da Siri da Apple e da Alexa da Amazon, conversar com eles se transformou numa espécie de passatempo para os jogadores”
Ou então com a facilidade que ele tem para criar um humor gostoso de ler.
“Se recuperou o senso de humor, está curada”
Além, claro, do fato dele inserir discussões importantes em suas histórias aparentemente despretensiosas.
“— O mundo te deu as costas. Nada mais justo que dar as costas para o mundo”
Outra característica que adoro encontrar nas histórias que leio e que apareceram muito bem inseridas em O baú do zumbi gelado são elementos do cotidiano, da cultura na qual estou inserida, da realidade em que vivo.
“Nos filmes de terror, sempre tem um cara que não acredita em fantasmas: o cientificozão, que faz piada com o sobrenatural e finge ter sido possuído quando o grupo resolve usar um tabuleiro Ouija para se comunicar com o além. Geralmente é o primeiro a morrer”
Depois de tudo isso, claro que é difícil não querer indicar a leitura de O baú do Zumbi Gelado para todo mundo, né? Então, de novo, se você ainda não leu, fica aqui o meu convite para que você conheça essa história.
“Nos encaramos por um instante. Um equilíbrio prestes a se romper”
Algumas pessoas têm um enorme pé atrás com antologias, coisa que eu até posso entender, mas não concordo. Elas são uma excelente forma de conhecer novos autores, além de carregarem muitas histórias e escritas diferentes em uma única obra.
“Mas ela ainda tinha que me dar uma chance”
O peso da coroa — Laura Machado
Uma das melhores antologias que li ano passado foi Se essa coroa fosse minha. Clicando aí no título você pode ler a resenha que eu escrevi (caso ainda não tenha lido) e entender porque gostei tanto.
“Acho que, nesse momento, todo mundo desse salão se apaixonou um pouco por Alaska. Isso é fácil. Difícil seria não se apaixonar”
Se não a coroa cai — Maria Freitas
Apesar da relativamente extensa resenha e dos vários trechos que coloquei nela, muitas outras passagens maravilhosas dessa obra ficaram de fora e agora é o momento de apresentá-las a você.
“Se eu fizesse as escolhas certas poderia fazer alguma diferença no mundo”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
Como tentei deixar claro ao longo da resenha, essa é uma obra diferente, que vai muito além de qualquer senso comum, falando sobre uma realeza que não estamos acostumados a imaginar.
“Mas sou uma princesa. Serei uma rainha. Não tenho direito a ter sentimentos”
Adoro um amor inventado — Lyli Lua
“Quem era essa garota com quem eu teria que conviver por tempo indeterminado? E do que ela tanto fugia? Seria realmente algo tão perigoso assim?”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
“Quem iria querer o prolongamento de uma guerra civil só para ficar próximo da garota que gosta?”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
Não só por falar em sentimentos tantas vezes, mas também por trazer relacionamentos que fogem à heteronormatividade.
“Como é possível que a sociedade tenha evoluído tanto a ponto de um simples toque de dedo na têmpora poder transferir meus pensamentos para quem eu quiser, e tão pouco a ponto de forçar jovens como eu a um casamento que eles não desejam?”
Se não a coroa cai — Maria Freitas
Além disso, essa antologia aborda diversas perspectivas das relações familiares.
“Meu irmão me mostra que a vida ensina muito mais do que qualquer sala de aula”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
“Penso no meu pai. No homem que eu nunca conheci. No espaço vazio que permaneceu em mim até que minha mãe conhecesse Sandro e ele me ajudasse a fechar aos poucos”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
“Tudo o que importa é que eu ganhei uma avó. E eu sinto que as lacunas que eu sentia haver na minha história agora estão perfeitamente preenchidas”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
“Ele queria ser mais presente na sua vida, mas tinha um trabalho a fazer”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
E, sem dúvidas, fala muito sobre amor.
“No fim, acho que sentir falta de Drika foi o que mais nos uniu”
Se não a coroa cai — Maria Freitas
“Amar alguém é uma coisa engraçada, só de vê-lo já me sinto melhor, segura e mais feliz”
Insubmissos, Incurvados, Inquebráveis — Tay Alvez
“O que lhes faltava em dinheiro, sobrava em amor e isso sempre foi tudo de que preciso”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
“Me incomoda você ter passado tanto tempo achando que isso me impediria de me apaixonar por você”
O peso da coroa — Laura Machado
“Eu já quis te dar todas as chances do mundo e achava que você nem me enxergava”
Adoro um amor inventado — Lyli Lua
Outra coisa que eu adoro encontrar nas histórias que leio e que aparece ao longo desta obra é o peso das palavras que dizemos.
“Palavras têm poder, e tronos já caíram por menos”
O peso da coroa — Laura Machado
“Eu talvez tivesse esperado ouvir algo assim a minha vida inteira”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
“— A gente já perdeu tempo demais com medo, entalando palavras na garganta, você não acha?”
Se não a coroa cai — Maria Freitas
E consequentemente, como já deu para perceber, o peso dos silêncios que optamos por fazer também.
“As palavras que eu não falo ainda estão presas na minha garganta”
Se não a coroa cai — Maria Freitas
“Olho nos seus olhos e naquele momento percebo que há muito mais do que uma coroa em questão, mas também sei que não devo me meter nesse assunto”
Não pedi pra ser princesa — Letícia Rosa
“Na verdade, ela se isolou completamente, do mundo e de mim”
Adoro um amor inventado — Lyli Lua
Aliás, há diversas passagens que revelam alguma angústia ou dor, tornando os personagens ainda mais reais.
“Pela primeira vez o mar de seu lar não foi o suficiente para aliviar o aperto em seu coração”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
“Eu odiava ser vista como coitada. Não aceitava ser definida por essas coisas que aconteceram comigo. Meus traumas nunca seriam maiores do que eu”
Paixão de Ori — Camila Cerdeira
“Era apenas uma moeda, cinco míseros centavos, mas pesava uma tonelada em meu peito que me impedia de olhar para qualquer outro lugar”
O peso da coroa — Laura Machado
Por fim, um trechinho para nos lembrar de sempre fazer o nosso melhor, mesmo que ele pareça pouco (porque se é o seu melhor, nunca é pouco!):
“Era tudo que eu tinha, e faria o melhor que podia”
A essa altura do ano, difícil não olhar para trás e pensar em tudo o que li ao longo de 2021. Porém, ainda mais difícil seria escolher a minha leitura preferida, afinal, uma vez mais, tive a sorte de me deparar com ótimas histórias ao longo deste ano. E uma dessas histórias, sem dúvidas, foi o conto E se eu pudesse voltar no tempo?, da autora Marie Pessoa.
“Mas minhas amigas achavam apenas que eu não havia encontrado a pessoa certa”
Como costumo fazer, coloquei alguns trechos ao longo da resenha, mas outros ficaram de fora e eu não poderia deixá-los de trazer aqui.
“Existem poucas coisas piores do que perder uma pessoa amada sem ao menos poder se despedir”
Esses trechos reforçam, claro, alguns dos pontos que mencionei na resenha, como o fato de Clarice — a protagonista — ter passado por algumas tantas dificuldades ao longo de sua vida.
“Eu havia desistido da vida, mas poderia ao menos proporcionar melhores dias para a mulher que nunca se permitiu descansar pelo bem do meu futuro”
Dificuldades essas, porém, que são muito reais e que nos rodeiam.
“Nosso elo era tão fraco para que qualquer ruptura pudesse ser indolor a ela?”
Além disso, o conto aborda a questão dos padrões estéticos impostos pela sociedade.
“Era bom me sentir linda enquanto tanta gente tentava provar o contrário”
E também a importância do amor próprio.
“Mas eu estava tão errada que o simples fato de entender que meu corpo era meu, somente meu, e que ele era lindo independente de qualquer padrão, me emocionava”
Porém, um dos pontos principais da história não deixa de ser a perda. Em seus mais diversos e profundos sentidos.
“Ela sentia a dor da amiga que enterrara a única filha, e chorava em todo canto porque aquilo nenhuma mãe deveria passar”
Novamente, deixo a minha forte indicação para que você conheça essa história — caso ainda não se tenha feito esse enorme favor.
“Foi naquele exato momento que o pressentimento ruim e a realidade me lembraram do que aconteceria a seguir”
Você leu a resenha que escrevi com muito carinho sobre a obra Querida Quarentena, disponibilizada gratuitamente pela autora Grazi Ruzzante? Se ainda não leu, passe lá para conferir, pois eu menciono que esta é uma obra que retrata muitas dúvidas e angústias que podem ser meus, seus e de quem quiser, principalmente por não estarem relacionadas a um único aspecto de nossas vidas.
Neste post eu vou trazer mais alguns trechos dessa obra, para que você possa saborear e se convencer a ler o livro todo logo. Começarei justamente com algumas passagens que retratam as tais dúvidas e angústias que mencionei.
“Será que eu confundi minhas vontades e necessidades a vida toda?”
“Eu precisava da força que ele me dava ou da força que eu não enxergava em mim?”
“Ok, está tudo desmoronando lá fora. Mas isso quer dizer que preciso me envolver a ponto de me destruir ainda mais aqui dentro?”
“Será que eu ainda sou uma boa filha? Eu me fiz essa pergunta muitas vezes na minha vida”
Outro fator que torna ainda mais fácil a nossa conexão com essa narrativa é o fato dela ser extremamente atual, não somente por ter sido lançada em 2020, mas também por retratar exatamente o que estávamos vivendo naquele momento.
“Mas o isolamento questiona tudo”
Também tem o fato da história nos apresentar uma dor tão forte e que parece única, mas que, no fundo, sabemos que estamos sujeitos a sentir (isso se já não tivermos sentido — algumas vezes inclusive).
“Tem coisas que nem açúcar conseguiria adoçar”
“Mesmo sem sentir um fim, estamos acabados”
“Porque é triste esperar que o mundo me dê algo tão básico quanto o amor, quando eu não sou capaz de dá-lo a mim mesma”
Na resenha eu comentei sobre o quão palpável Bia é, bem como a questão do término ali apresentado.
“Vai ver ele também sente minha falta. Vai ver não tem como deixar de gostar de ninguém assim tão rápido”
“Mas precisar dele também teve um preço”
“E eu acreditei que seria para sempre”
E também comentei sobre as mudanças pelas quais ela passou (como todos nós passamos, em qualquer momento da vida).
“Eu achava que sabia o que queria”
Por fim, ressalto o quanto é difícil não trazer para dentro de nós tudo aquilo que está descrito come se fosse apenas a história de uma personagem qualquer, representada pela Bia.
“Minha hiperatividade nunca soube a hora de parar”
“Algo sempre estava errado. Algum mal-entendido sempre acontecia”
Você chegou a ler minha resenha de O que restou de mim, do autor Abraão Nóbrega? Se não leu ainda, não deixe de passar lá! Mas se você ainda está em dúvida se vale a pena saber mais sobre esse livro, trarei aqui os trechos que não couberam na resenha. Depois disso tudo, duvido você não querer mais.
“Tudo ficou perdido num espaço entre o passado e o presente”
Apesar de retratar muito bem as dores e os sentimentos do fim de um relacionamento, O que restou de mim não se resume a isso.
“Espero que tuas estradas te guiem para a felicidade, pois, embora tenha partido o meu coração, nunca quis que partissem o teu”
“Você me abraçou como ninguém nunca o fez e, por um momento, fomos a fortaleza um do outro”
Este é, também, um livro sobre força.
“Em algum momento deixará de doer como agora”
“Os machucados ainda estão todos aqui. Uns mais recuperados que outros, porém nunca me abandonaram de fato”
Mesmo carregando, em suas palavras, uma profunda tristeza.
“Faz muito tempo que estou no escuro. E ele é assustador”
“Não sabia como lidar com aquela tempestade e com a dor que não era sua, mas que você tinha deixado para mim”
A verdade é que esse um livro palpável, sincero.
“Eu te amei achando que seria para sempre, e talvez realmente venha a ser. Mas um amor solitário, partido. Como uma chave quebrada que não abre caminho”
“Se você não tivesse desistido de mim, quem sabe o que eu poderia ter feito?”
Retrata sentimentos que qualquer pessoa que ama, em algum momento e medida, está sujeita a sentir e viver.
“Eu já não amo você. Amo a dor que me deixou”
“Pois, se há uma coisa certa, é que / só morrendo para se despedir de um grande amor”
Eu gosto do impacto que a poesia do Abraão tem, tornando impossível não querer destacar todo o livro.
“Tudo o que eu conheço é a dor, a minha dor, e já não tenho memórias do mundo sem ela”
“Como ficaria bem se uma parte de mim quebrou inteiramente?”
E gosto ainda mais pelo fato desse ser um livro extremamente contemporâneo e por falar das saudades que sentimos hoje.
“Eu sinto saudades, ah, como eu sinto. De quando eu não temia o dia de amanhã, de quando eu não temia uma dor de cabeça qualquer, ou de quando eu não temia sair de casa”
“Eu sinto saudades, em todos os dias dessa nova vida. De quem eu era e podia ser. De quem eu amava e podia amar. E de como eu vivia e podia viver”
Enfim, O que restou de mim é um livro realmente lindo, com um projeto gráfico maravilhoso, pensado nos mínimos detalhes. Você pode adquirí-lo na versão física, diretamente com o autor, ou então aqui (ebook).
Quando escrevi a resenha de Minhas escolhas, da autora Taynara Melo, acabei deixando alguns quotes de fora e agora apresento-os a você em mais um post exclusivo de quotes literários.
Em se tratando de uma obra que aborda tanto assuntos importantes, era natural que isso acontecesse. Mas os quotes que trago hoje se referem mais a passagens reflexivas da história, falando principalmente sobre o medo, sentimento que a permeia em diversos momentos:
“O medo nos faz estacionar, impede nosso avanço”
Ainda relacionado a esse sentimento, temos também a presença da morte na narrativa:
“A morte é assim, leva embora da terra as pessoas que amamos, enquanto nós temos que continuar a caminhada, até chegar a nossa vez”
E claro que, pelo próprio título da obra, já podemos imaginar que as escolhas estão presentes nos mais diversos momentos, né? Hora porque a protagonista quer mudar de vida, hora porque ela está passando por alguma situação extremamente complicada, o que, por vezes, dificulta a nossa tomada de decisão:
“Sinto-me sem rumo e sem conseguir pensar um pouco mais além”
Partindo desse aspecto, chegamos a outra essencial também, que é o momento em que enxergamos e aceitamos que precisamos de ajuda:
“Eu precisaria de ajuda para tirar esse sentimento de dentro de mim. Eu não conseguiria mais viver com a mente perturbada”
Por fim, uma coisa que aparece realmente bastante, estando por trás de praticamente todos os temas que mencionei até aqui, são as relações entre as pessoas:
“Muitas pessoas passaram pela minha vida ao longo desses 27 anos, mas foram pouquíssimas, que eu trouxe para perto de mim e tratei como família”
E aí, o que achou desses trechinhos? Ficou com vontade de ler Minhas escolhas? Então é só clicar aqui!
Muito foi dito na resenha da antologia Amor através do tempo, um lindo projeto literário que reuniu quatro autoras para que elas contassem histórias de amor — das mais variadas — em períodos diferentes da história. Mas mesmo tendo dito tanto, foi enorme a quantidade de quotes que tive que deixar de fora e que agora trago aqui.
“Palavras às vezes machucam mais profundamente que qualquer lâmina”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
“Suas palavras deveriam ter chegado aos meus ouvidos, mas elas foram direto para o meu coração”
(Amor através da dor – Tay Alvez)
Quando digo que é uma obra que reúne histórias de amor variadas estou me referindo a amores entre homem e mulher, entre mulher e mulher, amores felizes e amores infelizes (para citar o mínimo do mínimo dessa obra).
“Louise era sempre cega ao amor oferecido a ela”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
“É normal ter tanto carinho assim por alguém que viveu o mesmo inferno que você, certo?”
(Amor através da Guerra – Beatriz Cortes)
E claro que, com tantos amores e desamores, essa obra nos faz sentir uma infinidade de coisas (nos fazendo, inclusive, chorar um pouquinho, porque ninguém é de ferro, né?).
“Nunca fora tão sincera com ninguém antes. Sentia como se tivesse se jogado de um prédio sem saber se tinha asas para voar”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
“A vida nos obriga a conviver com algumas pessoas, a sobreviver sem outras, e seguir a jornada”
(Amor através da Guerra – Beatriz Cortes)
“Então, quando você disse aquilo, eu quis morrer, porque não era possível que você tivesse mudado tanto. Tivesse se perdido tanto. Mas, você tinha”
(Amor através da dor – Tay Alvez)
Fazer essa viagem no tempo acompanhada de tantos sentimentos também é algo que enriquece muito a obra. Poder perceber tensões diferentes a cada guinada temporal é muito interessante.
“Ela cresceu ouvindo que seria apenas uma coisa, mas as mulheres deveriam poder ser quem quiserem ser sem ser julgadas por isso”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
“A bomba nos deixou bem mais do que cicatrizes”
(Amor através da Guerra – Beatriz Cortes)
“Alguns discursos que fazemos na vida são lindos, mas não passam de discursos”
(Amor através da dor – Tay Alvez)
E não ache que acabou! O tanto que essas histórias nos fazem refletir é até difícil de explicar.
“Mas ela aprendeu cedo que estar cercado de pessoas não te faz menos solitário”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
“Mas saiba que, se a guerra chegar até você mesmo sem sua permissão, você pode sobreviver a ela”
(Amor através da Guerra – Beatriz Cortes)
“O amor é formado por detalhes e é preciso ter coragem para amar, mas vi você se tornando um covarde e as coisas que formavam nosso amor, morrendo”
(Amor através da dor – Tay Alvez)
Cada história, a seu modo, nos transmite um pouco de força, de esperança e até de crença na humanidade.
“Às vezes, as pessoas não estão destinadas a passar a eternidade juntas. Às vezes, vidas se cruzam como estrelas cadentes em um vasto universo, juntas por um instante efêmero para criar beleza. Certas pessoas aparecem em sua vida não para ficar, mas para te transformar, para te levar onde você precisa ir”
(Amor através da liberdade — Camila Dornas)
Já fiz minha recomendação para que você leia essa obra, na resenha, e reforço aqui o convite. Mas prepare-se para sentir muito, viu? O ebook está disponível na Amazon.
“Por que doamos tanto de nós mesmos para quem não nos dá nada em troca?”
Falei sobre L’ultimo arrivato (Marco Balzano) recentemente, mas, como acaba acontecendo quando gosto muito de um livro, diversos quotes ficaram de fora da resenha.
Por ser uma obra italiana, farei o que costumo fazer: vou colocar os quotes em português (tradução livre, feita por mim) e, ao final, os originais, na ordem em que aparecerem aqui, para quem quiser dar aquela espiadinha nessa língua maravilhosa.
A história de L’ultimo arrivato é forte e nos faz refletir sobre aspectos bem diversos de nossa existência, como, por exemplo, amizades e preconceitos:
“Amigos verdadeiros me parece que só se pode ser quando pequenos, quando somos limpos por dentro e não fazemos cálculos de interesse nem outras obscenidades.
E ainda nesse caminho dos preconceitos — e coisas que precisamos desmitificar —, há uma passagem que chamou minha atenção, falando sobre o choro:
“Vendo-me chorar, ficou de boca aberta e me disse que chorar é a última coisa que devemos fazer neste mundo, porque não serve para nada”
Esse trecho chamou minha atenção porque eu sou muito a favor do choro livre, por quem for! (O que não significa, necessariamente, que você vai me ver chorando tão facilmente assim… hahahahah).
E há, ainda, uma passagem sobre a nossa história, o nosso passado e aquilo que, por vezes, não queremos que ninguém veja, porque talvez ninguém seja capaz de compreender:
“Sim, porque os desconhecidos, isso eu entendo quando sento no banquinho frio dos jardins, não têm nada para te perdoar. Nada para esquecer”
O que me faz pensar que o passado de Ninetto, protagonista desta história, não foi nem um pouco fácil, sendo marcado por uma migração forçada e solitária:
“O trem que desce não é o mesmo que sobre. É outra história”
Mas, antes dessa migração, já havia um grande distanciamento da mãe, doente e incapaz de cuidar de seu filho, mas a quem ele ama muito:
“Até o fim, a mudez foi o seu modo de se defender. Da sujeira, dos médicos, da solidão”
Até porque, em sua vida, Ninetto teve poucas pessoas e, menos ainda, pessoas que lhe fossem importantes e cuidassem verdadeiramente dele:
“É uma pena ser filho único. Falta uma palavra importante em seu vocabulário: irmão”
Mas eu estava falando sobre o passado de Ninetto e, ao longo da história, também vamos percebendo que ele carrega mais sombras do que pode parecer em um primeiro momento, o que também lhe causa certa amargura:
“Eu nunca fui uma referência”
Mas essas sombras também são fruto de um erro cometido por ele, um erro gravíssimo:
“Para certos erros não se pode pedir desculpas”
Tal erro faz com que ele seja preso, e a prisão também o transforma muito:
“O cárcere te desabitua inclusive à civilidade. Você esquece dela porque naquela imundície ela é inapropriada”
E é por tudo isso que o início e o fim da vida de Ninetto são tão parecidos: solitários, reflexivos:
“O cárcere cavou um fosso tão profundo que, ao meu lado, sobrou apenas Maddalena”
Eu disse na resenha e reforço aqui: L’ultimo arrivato é um soco no estômago. Uma história inventada, mas que foi real para muitos. Uma história para aprendermos.
E, como prometido, os quotes originais:
“Amici veri mi sa che si può essere solo da picciriddi, quando si è puliti dentro e non si fanno calcoli di interesse né altre oscenità”
“Vedendomi piangere rimase a bocca aperta e mi disse che piangere è l’ultima cosa che bisogna fare a questo mondo perché non serve mai a niente”
“Sì perché gli sconosciuti, lo capisco quando mi siedo sulla panchina fredda dei giardinetti, non hanno niente da perdonarti. Niente da dimenticare”
“Il treno che scende non è lo stesso che sale. È un’altra storia”
“Fino alla fine il mutismo fu il suo modo di difendersi. Dalla sporcizia, dai medici, dalla solitudine”
“È una disdetta essere figli unici. Ti manca una parola importante del vocabolario, fratello”
“Io non sono mai stato un punto di riferimento”
“Per certi sbagli non si può chiedere scusa”
“Il carcere ti disabitua pure alla civiltà. Te la scordi perché in quel luridume è inappropriata”
“Il carcere ha scavato un fossato così profondo che dalla mia parte è rimasta solo Maddalena”