TAG: Livros com as iniciais do seu nome

Que existem livros com os mais variados títulos, isso sabemos bem, mas quando resolvemos brincar de procurar obras com as iniciais de nossos nomes, a tarefa já fica bem mais difícil, não?

Vi essa brincadeira lá no blog da Luana (o Catarina voltou a escrever). Se quiser conferir o post original (bem mais poético e interessante que este), que foi publicado em agosto de 2020, basta clicar aqui embaixo.

Não é a primeira vez que me deparo com esse tipo de jogo, claro, então tenho a resposta para a primeira letra na ponta da língua: Trago seu amor em 3 dias (Mel Geve). Mas também poderia mencionar Troféu (Leblon Carter) ou Tarsila: uma vida doce amarga (Mary del Priore)

Para a letra I, porém, do meu sobrenome do meio, tive que contar com a ajuda da minha lista de livros lidos. E assim encontrei, num primeiro momento — e roubando um pouco — (o) Irlandês (Tayana Alvez). Continuando a busca, contudo, e para ser mais justa, encontrei Irresistível Doutor (Ingrid Sousa).

Por fim, passamos para a letra M, que de saída parecia a mais fácil — até pensei em Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida) — mas queria uma leitura mais recente. Recorri mais uma vez à minha lista e encontrei ali Mocassins e all stars (Clara Savelli). Boa lembrança essa, hein! 

E aí, quais livros você poderia mencionar com as iniciais do seu nome?

Enemies with benetifs — Roxie Noir

Título: Enemies with benefits — Loveless Brothers romance book 1
Autora: Roxie Noir
Editora: Publicação independente
Páginas: 434
Ano: 2019

Sinopse

I don’t love him. I don’t even like him.

I just want him.

Eli Loveless was my nemesis from the first day of kindergarten until we graduated high school. Everything I did, he had to do better – and vice versa. The day he left town was the best day of my life.

Ten years later, the day he came back was the worst.

Now he’s my co-worker.

Grown-up Eli Loveless is sexy as sin. He’s hotter than asphalt in the summer. The irritating kid I once knew is gone, and he’s been replaced by a man with green eyes, perfect abs, and a cocky smile.

It’s bad that I want him. It’s worse that he wants me back.

There are looks. There are smirks. There are smiles that make my panties burst into flame.

And then there’s a shared kiss that leads to the hottest night of my life.

This is no office romance. This is a five-alarm fire.

What’s a girl to do when the man I can’t stand is the one I can’t stop lusting after?

Enter into a friends-with-benefits agreement, of course.

No dates. No relationship. Just blisteringly hot sex, because if there’s one person I could never fall for, it’s Eli….right?

Enemies With Benefits is the first book in the Loveless Brothers series, and can be read as a total standalone. It’s for fans of high-heat, low-angst romantic comedies and anyone who enjoys a rivals-to-lovers story. This book also has tons of sibling banter, a workplace romance that smolders, and a small town with tons of charm and quirk. It’s steamy, hilarious, and of course it’s got a guaranteed HEA. (And yes, it bangs.)

Resenha

A resenha de hoje começa um pouco diferente, com gostinho de celebração: depois de muito tempo ensaiando, concluí a leitura de um livro (ebook) em inglês

Em 2020 eu havia colocado esse item no meu desafio pessoal e foi o único que não concluí. Não é para menos: o livro que terminei agora em fevereiro, foi iniciado em novembro do ano passado! Eu sempre soube que não seria fácil.

Acho importante mencionar isso, porque pode parecer tranquilo ler em outras línguas, mas não é. Em italiano, por diversos motivos, até tenho alguma facilidade, mas em inglês a coisa já fica mais complicada e isso é extremamente normal.

Essa introdução também era necessária porque, não sei se devido à dificuldade, ou se pela história em si, achei o início de Enemies with benefits um pouco arrastado, o que também contribuiu com a demora em terminar a obra.

A narrativa é em primeira pessoa, alternada entre os protagonistas Violet e Eli e uma coisa é muito clara: eles se odeiam e não é de hoje.

Deve ser a primeira vez na minha vida que fico feliz em ver Eli Loveless”

“It might be the first time in my life I’ve been glad to see Eli Loveless”

A história se passa em Sprucevale que, como fica claro mais de uma vez, trata-se de uma cidade pequena, sem grandes atrativos, onde todos se conhecem.

É pequena. É unida. Todos parecem família, para o bem ou para o mal”

“It’s small. It’s tight-knit. Everyone feels like family, for better or for worse”

Mas há algumas grandes diferenças entre Violet e Eli: ela mora num trailer; ele numa casa enorme. Ela praticamente nunca saiu de lá (apenas para fazer a faculdade, ali perto); ele já rodou o mundo.

“Pessoas como ela não ficam numa cidadezinha no meio do nada; pessoas como ela se mudam para grandes cidades, Richmond ou D. C ou até mesmo Nova York, e elas cosneguem trabalhos poderosos e vestem ternos e fazem vídeo-conferências”

“People like her don’t stick around a tiny town in the middle of nowhere; people like her move to big cities, Richmond or D.C. or maybe even New York, and they get high-powered jobs and wear suits and make conference calls”

Só que um não sabe exatamente o que o outro viveu. Os caminhos que percorreram até o reencontro, já na idade adulta. E nós também vamos descobrindo isso aos poucos.

“Pessoas são invariavelmente mais profundas e complexas do que parecem de primeira”

“People are invariably deeper and more complex than they seem at first”

Eles se conheciam da escola onde, fica muito claro, vivam competindo e se destratando. Ambos extremamente inteligentes, tinham tudo para conquistar o mundo. E Eli realmente conquistou, mas preferiu voltar.

“Tudo de uma vez, a enormidade da coisa me atinge. Eli mudou. Ele está diferente. Ele deixou esse lugar e então voltou, e nesse intervalo ele foi chef em Bangkok e bartender em North Dakota e só Deus sabe o que mais, e ele não é mais o mesmo”

“All at once, the enormity of the thing hits me. Eli’s changed. He’s different. He left this place and then came back, and in the interim he was a chef in Bangkok and a bartender in North Dakota and God only knows what else, and he’s not the same anymore”

Violet nunca teve essa mesma oportunidade e aos poucos vamos entendendo o porquê, mesmo sem entrar em tantos detalhes.

“Eu me sinto pequena, imaterial. Eu me sinto enraizada como uma árvore, presa ao chão, condenada a permanecer no mesmo lugar do nascer ao pôr do sol, todos os dias, até eu definhar e morrer”

“I feel small, immaterial. I feel rooted like a tree, stuck in the ground, doomed to stay in the same spot from sunrise to sunset every day until I wither and die”

Desde o primeiro reencontro entre Eli e Violet há um outro elemento que fica muito claro: a tensão sexual entre eles (claro, isso já era esperado).

“Céus, más ideias parecem tão boas”

“God, bad ideas feel so good”

E sim, Enemies with benefits é um hot, ainda que possa demorar um pouco a chegar nas cenas mais quentes. 

“Além disso, céus, Violet é bonita quando ela está brava. Ela é bonita o tempo todo, mas a raiva desperta algo nos olhos dela que faz com que ela se acenda como uma chama, queimando e cintilando de dentro para fora, perigosa e sedutora, tudo de uma vez”

“Besides, dear God Violet is pretty when she’s mad. She’s pretty all the time, but anger sparks something in her eyes that makes her light up like a human flame, burning and flickering from the inside, dangerous and alluring all at once”

A história se passa em alguns meses, quando Eli e Violet têm de conviver por trabalharem no mesmo lugar: uma espécie de hotel fazenda, onde são realizados grandes eventos, principalmente casamentos.

Mas uma série de acontecimentos estão atrapalhando a organização desses eventos e Violet, sempre a melhor funcionária da empresa, acaba precisando da ajuda de Eli para sair de algumas enrascadas.

“Eu nem tenho tempo de pensar no fato de que Eli está sendo gentil”

“I don’t have time to think about the fact that Eli is being nice”

Para além de retratar um ambiente de trabalho nada saudável, Enemies with benefits também nos faz pensar sobre alguns assuntos, como o fato de que em qualquer lugar do mundo mulheres sentem medo de andar sozinhas na rua à noite.

“Que porcaria eu estava pensando, uma mulher andando a noite sozinha?”

“The hell was I thinking, a woman walking alone at night?”

Como os protagonistas se conhecem há muito tempo, outra temática que não poderia ficar de fora é o fato de que as pessoas mudam (ou não) com o tempo.

“Eu deveria saber que as pessoas não mudam”

“I should have known that people don’t change”

Se você se interessou por essa história e também está querendo praticar seu inglês ou ampliar o seu vocabulário de uma maneira leve e divertida, clique abaixo para garantir seu exemplar.

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Citações #81 — Better than revenge

Hoje é dia de compartilhar mais alguns trechos de Better than revenge, de uma autora que quem me acompanha aqui sabe que eu amo: Tayana Alvez.

Esta obra (e todas as da autora) é daquelas que nos prendem do início ao fim, com um delicioso haters to lovers.

“Você enganou quem estava acostumado a enganar todo mundo”

Claro que, sendo esse um dos principais tropes, o amor se faz presente ao longo da narrativa de diversas maneiras. A começar pela vontade de não amar determinada pessoa (afinal, a história começa com protagonistas que são inimigos).

“Eu achava que já tinha superado. Gostaria de já ter superado”

“Existe um milhão de coisas sobre mim que ninguém mais sabe, mas a única que vem à mente é a que não consigo pronunciar”

O que nos leva, também, a pensar sobre a complexidade das relações humanas.

“Amenizar a dor do outro é um combustível muito bom para alimentar a alma dos que sofrem”

“É impossível saber o momento exato que nos apaixonamos por alguém”

“E Alyson estava certa, quando você ama alguém, a pior coisa do mundo é se esconder e se esgueirar”

E sobre como quando amamos de verdade, amamos nos bons e nos maus momentos.

“Porque quando se ama alguém, não dá para escolher ficar só com as partes boas, se agarrar apenas às coisas bonitas ou só lembrar dos acertos”

A história também fala muito sobre erros e culpa, porque há uma questão importantíssima relacionada a isso ao longo do trama.

“É muito mais fácil abstrair a culpa do que lidar com ela”

“— As pessoas erram, criança. Mas isso não é quem elas são. E nós também erramos, então não somos melhores do que elas”

E como os protagonistas são colegas de trabalho, Better than revenge não poderia deixar de falar sobre carreira.

“Em algum ponto da vida normalizamos viver pelo trabalho. Como se ele fosse tudo o que importa e resumisse o que somos”

Agora que você conheceu um pouco mais dessa história, que tal conferir a resenha, se apaixonar de vez e garantir o seu exemplar?

Como me relaciono com os livros?

Introdução

Achei que tinha pensado numa ótima ideia para escrever aqui, mas fuçando o Blog percebi que, para hoje, acabei planejando em minha cabeça um texto muito parecido com outro já escrito. Mas como nem eu lembrava que o texto anterior continha todas essas informações, digamos que o post de hoje é uma versão atualizada.

Isso tudo porque recentemente eu estava conversando sobre o tópico escolhido para hoje e fiquei pensando em como cada pessoa pode ler, manusear e guardar seus livros de maneiras diferentes.

A conversa que gerou este post

Tudo começou com um story da Bárbara, compartilhando alguns livros novos que havia comprado e um hábito que ela herdou da mãe: colocar a data em que comprou/ganhou aquele livro e também uma frase para lembrar do momento em que aquele livro passou a ser dela.

Engraçado que essas são coisas que nunca fiz ou pensei em fazer, mas justamente naquela semana eu tinha recorrido ao meu Instagram para lembrar quem havia me dado um livro (e que eu sabia que tinha postado nos stories).

A Bárbara havia colocado uma enquete no story dela, que eu passei sem responder, porque nenhuma das opções me representava. Mas ela queria muito saber se eu escrevo nos meus livros e aí demos início à nossa conversa.

O livro como algo “sagrado”

Claro que não há um certo ou errado. O importante, apenas, é que os livros tenham espaço em nossas vidas.

Aliás, espaço — em seu sentido literal — é uma palavra importante para o que quero compartilhar hoje. Mas vamos por partes.

Já comentei aqui como tenho a sorte de ter crescido em uma família leitora. E como tive ainda mais sorte de sempre ter tido acesso a livros. Ganhava (ganho até hoje) alguns de presente, ou pegava emprestado na biblioteca da escola ou ainda caçava algum que não fosse meu com outros membros da família (não apenas meus pais e irmão, mas também meus primos e tios).

Até mais ou menos a faculdade, minha relação com os livros era quase como se eles fossem sagrados: eu apenas lia (e às vezes relia), tomando cuidado para deixá-los o mais inteiros possível, sem grifos ou coisas escritas. Também não conhecia ninguém que fizesse isso, então não era uma opção que passava pela minha cabeça.

E há uma explicação muito simples para isso: diversos livros não eram meus, como já dito, e aqueles que me pertenciam, não seriam meus para sempre (e eu sempre tive consciência disso).

A questão do espaço

No começo deste post eu disse que espaço seria uma palavra importante aqui e agora explico isso.

Desde que nasci, moro na mesma casa. E apesar de ser uma casa, meu quarto é o menor cômodo dela. Como sabemos, livros ocupam espaço. A matemática não fecha.

De tempos em tempos, portanto, seleciono alguns exemplares para doar e, assim, abrir espaço para novos livros.

Confesso que nunca tive muito problema com essa dinâmica, principalmente quando percebi que dificilmente iria reler grande parte dos livros (não por não gostar deles, mas porque tempo também é algo escasso por aqui).

Assim, a cada seis meses mais ou menos, faço uma limpa no meu armário e tento tirar alguns livros. Hoje em dia a tarefa parece um pouco mais difícil, pois muitos deles agora têm um quê especial ou são clássicos que acho importante ter em minha pequena biblioteca.

Uma relação mutável

Durante anos, foi por essa dinâmica, e também pela forma como fui criada, que sempre valorizou a conservação das coisas, que não escrevia nos livros. Hoje ainda sigo um pouco nesse ritmo, porque também acabo colocando alguns livros para troca no Skoob e sei que eles precisam estar bem conservados para ter alguma chance de troca.

Claro, porém, que algumas coisas mudaram com o passar dos anos: passei a usar ao menos post its para marcar trechos que gosto (coisa muito útil para as resenhas, por sinal); por duas ou três vezes, escrevi e sublinhei trechos de livros que li pensando em alguém com quem quis compartilhar a leitura (se você achar interessante isso, posso escrever um texto explicando melhor!).

Ainda tomo cuidado com meus livros, mas já não os vejo como um objeto sagrado, que tem de se manter imaculado.

Uma nota, para concluir

Depois de toda essa explicação, aproveito para deixar claro (caso ainda não tenha ficado) que se você por acaso já me deu um livro e um dia descobrir que não o tenho mais, não foi porque não gostei. Pode ser, inclusive, que eu tenha amado a obra, mas em algum momento não havia mais espaço (físico) pra ela.

Eu acho que tudo bem: livros são feitos para circular. Se já não tenho mais alguns (muitos), ao menos sei que eles tiveram um bom destino (com certeza melhor que ficar parado em minha estante, pegando poeira).

E você, o que acha disso tudo?

O “sol” na música

Introdução

Não, este não é um post sobre a nota musical, mas sobre o astro que nos ilumina cotidianamente.

Outro dia, ouvindo um pouco de música brasileira, parei para pensar na quantidade delas que usa o termo “sol” como sinônimo de coisas boas — principalmente esperança e vitalidade.

Nessas letras, mais do que ser o nosso astro rei, o sol funciona como um lembrete de que, mesmo nos momentos mais sombrios, a luz ainda está lá e a paz e serenidade que tanto buscamos há de chegar.

Algumas músicas com “sol”

Garanto que só de ler esses parágrafos iniciais você já conseguiu pensar em alguns exemplos de músicas que serviriam para ilustrar este post. Bem, algumas eu realmente já até apresentei aqui pelo blog, como Enquanto houver sol e Mais uma vez. Mas também consigo mencionar, de cara, músicas como Primeiros erros (Capital Inicial) e, sendo mais óbvia, O sol (Jota Quest).

Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove

(Primeiros erros — Capital Inicial)

Se continuarmos na busca por músicas que tenham o sol como metáfora para as coisas boas já mencionadas, também encontraremos canções como Sol de primavera (Beto Guedes), Consciência (Cidade Negra) e Sol (Vitor Kley). Ou seja, apenas para citar alguns exemplos, músicas para todos os gostos e épocas.

Mas por que o sol?

A pergunta que fica é: por que há tantas e tão variadas músicas que usam da figura do sol para destacar algo positivo, inspirador e que nos impulsiona a seguir em frente?

Esse uso é comum a diversas culturas ao redor do mundo, desde a antiguidade, e podemos apontar variados motivos para isso.

A começar pelo fato de que o sol é fonte de vida e energia. Ao fornecer luz e calor, o astro rei permite o crescimento das plantas, a produção de alimentos e o funcionamento dos ecossistemas e, consequentemente, da nossa existência. 

Ô, sol
Vê se não esquece
E me ilumina
Preciso de você aqui

Ô, sol
Vê se enriquece
A minha melanina
Só você me faz sorrir

(Sol — Vitor Kley)

Mas o sol, com o seu ciclo diário de nascer e se pôr, representa também a renovação, o recomeço. Cada novo amanhecer traz consigo a promessa de um novo começo, independentemente do que tenha acontecido no dia anterior. Vai me dizer que você nunca foi dormir com a esperança de que seus problemas ficassem para traz?

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

(Sol de primavera — Beto Guedes)

O sol também é associado à ideia de iluminar caminhos, trazer clareza mental e revelar soluções porque é ele que dissipa, no mundo concreto, a escuridão da noite e, com ela, passando para o plano da metáfora, as sombras e os medos.

Vamos senti-la bem no fundo do ser
Clara luz do saber
O Sol nascente, o Oriente, a Luz eterna, o ser consciente

(Consciência — Cidade Negra)

Além da importância prática já mencionada, o sol é frequentemente admirado por sua beleza e grandiosidade, inspirando sentimentos de reverência e gratidão, que nos levam a produzir uma arte mais suave, leve e positiva. 

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha sol
É pra lá que eu vou

(O sol — Jota Quest)

Por fim, como não poderia deixar de ser, o sol, em diversas culturas, é visto, por si só, como um símbolo de esperança e otimismo. Sua presença constante, mesmo durante os tempos mais sombrios, representa a crença de que há sempre uma luz no fim do túnel e que dias melhores virão. E sempre vêm, não? 

E aí, que músicas com “sol” você conhece? Não deixe de me contar nos comentários. 

Storia della bambina perduta — Elena Ferrante

Título: Storia della bambina perduta (História da menina perdida) 
Autora: Elena Ferrante
Editora: Edizioni E/O
Páginas: 451
Ano: 2014

Sinopse

Em História da menina perdida, Lenu retorna ao principal núcleo da série: sua amizade com Lina e o bairro onde cresceu. Ao contar a história da maturidade e da velhice de Lenu e Lina, Elena Ferrante nos faz revisitar os dramas que envolvem a busca incessante pelo amor, a maternidade, o machismo, o envelhecimento físico e mental e a máfia.

O embate que as duas protagonistas travaram entre si durante todas as fases da vida segue ainda mais realista. A amizade, ora redentora, ora doentia, torna-se força motriz de todos os passos de Lenu e Lina e de tudo o que as cerca. A dor que permeou os três livros anteriores também continua, e a sensação de que as amigas fizeram os personagens orbitarem ao seu redor atinge também o leitor, que se sente parte desse universo.

História da menina perdida é o final que o leitor esperava, com a dureza e a força que aprendemos a identificar nas personagens de Ferrante ― sem rodeios. O relato da amizade tóxica de Lenu e Lina, que nos engole como um buraco negro, encerra do modo como prevíamos desde o primeiro livro: uma verdadeira obra de arte do nosso tempo.

Resenha

Chegamos ao quarto e último volume da tetralogia napolitana e confesso que não queria me despedir dessa história. Depois de tantos meses — às vezes indo bem devagar, às vezes lendo sem querer parar — acompanhando a Lenù e seus relatos, fica difícil acreditar que cheguei ao último ponto final dessa aventura.

Uma vez mais, ressalto que esta resenha pode conter spoilers, sobretudo dos volumes anteriores. Mas se você não liga para isso ou já leu essa série, não deixe de conferir também as demais resenhas:

Aproveito para lembrar que as citações que você encontrará por aqui foram traduzidas por mim, uma vez que li a obra em italiano. Os trechos originais estarão ao final da resenha, na ordem em que forem utilizados neste post.

Os avisos aí de cima foram de praxe em todos os posts desta tetralogia, mas confesso que hoje eles também me serviram como uma forma de adiar o tão temido momento: falar sobre História da menina perdida.

“Minto, sim, mas porque você me obriga a te dar uma explicação linear e as explicações lineares são sempre mentiras”

É muito difícil falar sobre uma história que a cada página traz uma surpresa e tantos acontecimentos que não estão ali simplesmente para encher o livro de linhas e mais linhas sem sentido. São acontecimentos que fazem parte de todo um emaranhado tão bem construído que, ao final, nos vemos sendo lembrados de acontecimentos de lá do começo da história que ainda ecoam nos personagens e nos lugares.

“Em que desordem vivíamos, quantos fragmentos de nós mesmos voavam como se viver fosse um explodir em fragmentos”

História da menina perdida se passa principalmente em Napoli, pois neste volume, por diversos motivos — possíveis de se imaginar com o final do terceiro livro — Lenù retorna às origens.

“Aquele confronto fora do normal com a minha mãe deve ter revelado a ele sobre mim, sobre como cresci, muito mais do que eu mesma já tivesse contado e ele imaginado”

Voltar ao rione significa estar novamente próxima a Lina, e ver a dinâmica da amizade delas na vida adulta é muito interessante: ainda é uma amizade complicada, com seus altos e baixos, mas talvez um pouco menos tóxica que na infância.

“Eu havia atribuído a ela, desde a infância, um peso excessivo, e agora me sentia aliviada. Finalmente sentia que aquilo que eu era, não era ela, e vice versa”

Os anos longe, as vivências fora daquela realidade, permitiram uma nova visão do todo para Lenù.

“Por alguns segundos, o irmão de Carmen se tornou o ponto de contato entre o seu mundo cada vez menor e o meu mundo cada vez maior”

Essa nova visão, aliás, serve não apenas para sua relação com Lina, mas com todos aqueles que fizeram parte de sua infância, inclusive sua própria mãe.

“Cada relação intensa entre seres humanos é cheia de armadilhas e, se quisermos que dure, precisamos aprender a evitá-las”

A vida adulta também traz uma clareza sobre fatos que sempre estiveram lá e que desde o primeiro livro são descritos, mas talvez de maneira um pouco confusa: a violência, as relações, a política, a máfia.

“Existem momentos em que tudo aquilo que entra em nossa vida e que parece que fará parte dela para sempre — um império, um partido político, uma fé, um monumento, mas também simplesmente as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano — desmorona de maneira totalmente inesperada e bem quando milhares de outras coisas nos pressionam”

A morte ganha ainda mais espaço neste volume, seja porque os anos passaram e as pessoas envelheceram, seja porque a violência, como dito, fica ainda mais clara (e mais forte). Já era de se esperar que muitos personagens morressem, mas, ainda assim, é chocante acompanhar um a um indo embora.

“Queria que ela durasse, mas queria que fosse eu a fazê-la durar”

Com isso, a memória também ganha um peso ainda maior, o que, consequentemente, deixa ainda mais claro que Lenù não é uma narradora confiável: foram quatro volumes de uma história narrada por ela, por aquilo que a memória dela lembrava e por aquilo que ela interpretou de todos os fatos ocorridos.

“Eu havia percebido há tempos que cada um organiza a sua memória como lhe convém, agora me surpreendo a fazê-lo também”

Isso nos leva a outro ponto de extrema importância: o fazer literário. Lenù é, sobretudo, uma escritora. E são diversos os momentos em que se menciona o papel da literatura em nossas vidas.

“Os livros são escritos para se fazer sentir, não para ficar em silêncio”

Do título também pode ser que fique clara uma coisa: a importância do contraste entre o adulto e a criança ao longo deste último volume. Por meio de suas filhas, Lenù (e também os demais personagens de sua infância que se tornam mães e pais) pode enxergar muito daquilo que passara despercebido quando era criança, mas também têm a oportunidade de aprender muito: há lindos diálogos entre elas, que nos fazem refletir um bocado.

“As crianças não têm a nossa rigidez, são elásticos”

O momento em que o título deste volume faz sentido é doloroso, triste, mas importante para marcar mais um ponto de transformação, de amadurecimento e de encaminhamento para a conclusão desta história.

“O que fazer então? Dar razão a ela mais uma vez? Aceitar que ser adulto é parar de se mostrar, é aprender a se esconder até sumir?”

No meio disso tudo, como provavelmente já ficou bem claro, Lenù segue dando peso às relações humanas, sobretudo àquelas românticas (mas não somente), sempre tão complicadas.

“Quantas palavras restam impronunciáveis mesmo entre um casal que se ama, e como é grande o risco que outros a pronunciem, destruindo-os” 

História da menina perdida consegue amarrar as pontas soltas desta tetralogia, ao mesmo tempo em que continua a nos deixar espaço para preencher algumas lacunas necessárias à magia desta narrativa. 

“Nada de estranho, portanto, e nem mesmo de feio. Nino era aquilo que não queria ser e que, contudo, sempre fora”

Trazendo muitas temáticas importantes — para além das citadas aqui, presentes também nos volumes anteriores, a autora ainda nos faz acompanhar os avanços tecnológicos e a aceitação (ou não) daquilo que é diferente para a sociedade — Elena Ferrante conclui a tetralogia napolitana de uma maneira que não decepciona, ainda que eu ache que mais e mais dessa história nunca seria demais.

“Como eu podia pensar em viver com ele se tinha de passar todo o meu tempo vigiando-o?”

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Trechos originais

“Mento, sì, ma perché mi obblighi a darti una spiegazione lineare, e le spiegazioni lineari sono sempre bugie”

“In quale disordine vivevamo, quanti frammenti di noi stessi schizzavano via come se vivere fosse esplodere in schegge”

“Quello scontro fuori misura con mia madre dovette rivelargli di me, di com’ero cresciuta, più di quanto io stessa gli avessi raccontato e lui si fosse immaginato”

“Le avevo attribuito fin dall’infanzia un peso eccessivo e ora mi sentivo come sgravata. Finalmente sentivo che ciò che ero io non era lei, e viceversa”

“Per qualche secondo il fratello di Carmen diventò il punto di contatto tra il suo mondo sempre più piccolo e il mio mondo sempre più grande”

“Ogni rapporto intenso tra esseri umani è pieno di tagliole e se si vuole che duri bisogna imparare a schivarle”

“Ci sono momenti in cui ciò che si colloca ai lati della nostra vita e che pare le farà da sfondo in eterno — un impero, un partito politico, una fede, un monumento, ma anche semplicemente le persone che fanno parte della nostra quotidianità — viene giù in un modo del tutto inaspettato, e proprio mentre mille altre cose c’incalzano”

“Volevo che lei durasse. Ma volevo essere io a farla durare”

“Mi ero accorta da tempo che ognuno si organizza la memoria come gli conviene, tuttora mi sorprendo a farlo anch’io”

“I libri si scrivono per farsi sentire, non per stare zitti”

“I bambini non hanno le nostre rigidità, sono elastici”

“Che fare dunque? Darle ancora una volta ragione? Accettare che essere adulti è smettere di mostrarsi, è imparare a nascondersi fino a svanire?”

“Quante parole restano impronunciabili anche all’interno di una coppia che si ama, e com’è elevato il rischio che altri le pronuncino distruggendola”

“Niente di alieno, dunque, molto invece di laido. Nino era ciò che non avrebbe voluto essere e che tuttavia era sempre stato”

“Come potevo pensare di vivere insieme a lui se dovevo passare il mio tempo a sovergliarlo?”

Citações #80 — Querido ex,

Querido ex foi um livro que começou muito próximo do que eu imaginava que seria essa história, mas que foi se transformando e cujo final — tristíssimo, aliás — me surpreendeu bastante.

Muitos trechos dessa obra ficaram de fora da resenha. Trechos esses que trazem, por exemplo, muito da dor do rompimento de um relacionamento.

“Por hora, tudo que eu sou capaz de fazer é dizer que eu ainda me importo. Eu ainda estou aqui”

“Lágrimas por saber que a pessoa com quem eu compartilhei minha vida, minha família, meus amigos e meu corpo é hoje um estranho”

“Não tenho capital emocional para arcar com os custos de um outro relacionamento. Não agora”

“Engraçado as coisas as quais nos apegamos em momentos de desespero”

“Eu me neguei a entender e perceber que as coisas mudam. As coisas se quebram e jamais voltam a ser como eram antes”

“Você se foi munido de tantas certezas, e eu fiquei para trás com nada além de lágrimas e dúvidas”

Alguns desses trechos também nos mostram que pontos finais são necessários, porque nem tudo que parece bom, realmente o é.

“Parece até que você esqueceu que desgraçou a minha cabeça e pode continuar livre e leve sua jornada pela rua de tijolos amarelos”

“É incrível a nossa capacidade de nos adaptar a tudo, inclusive ao que nos faz mal, não é?”

“Aos poucos eu fui virando sua sombra”

“Estávamos nos afastando. Nem sequer havíamos comemorado nosso ano de namoro na semana anterior”

“Como eu ia saber o que você esperava de mim se a gente mal conversava?”

“O trágico não é um presságio do belo”

“Enquanto estávamos vivendo o que era o presente, eu não percebi o que viria a ser o futuro”

Mas a história também ressalta os bons momentos. Aqueles que não nos deixam enxergar a dura realidade do que está acontecendo bem debaixo dos nossos olhos.

“Meus dias eram resumidos em ansiar pelo verão que sua presença trazia para dentro de mim”

“Naqueles microssegundos eu me senti em casa. Eu me senti feliz”

“A vida sempre guarda surpresas. Mais do que ninguém você é ciente disso. E o incrível é que são justamente essas que tornam tudo inusitadamente divertido”

O livro é composto por cartas escritas pelo narrador para, claro, seu ex. E cartas, como podemos imaginar, são algo muito pessoal. Uma forma de colocarmos para fora tantos sentimentos, tantas palavras que, até então, estavam se acumulando dentro de nós. 

“Aparentemente começar a escrever cartas é também um caminho sem retorno”

Para além delas, ao longo da narrativa, o personagem também encontra outras formas de contar (e expor) a sua história.

“Há algo de muito poderoso em contar a nossa história para todo mundo, em dizer e reconhecer que o que aconteceu com a gente é digno de ser lido, visto ou ouvido por milhares de pessoas”

Querido ex é uma história sobre transformação e sobre deixar o tempo passar para entender o que aconteceu e, assim, seguir em frente.

“E é com dor no peito que eu te digo que hoje entendo que essa busca pela beleza era uma busca por deixar de ser tão preto”

“Eu entendo como, sem aviso prévio, as coisas podem se transformar”

“Não há nada mais pessoal do que o tempo”

Uma história que merece ser lida. E se você quiser saber mais sobre ela, não deixe de ler a resenha completa.

Desenhos invisíveis — Troche

Título: Desenhos invisíveis
Autor: Gervasio Troche
Editora: Lote 42
Páginas: 160
Ano:2014

Sinopse

O livro Desenhos Invisíveis é uma compilação das ilustrações do uruguaio Gervasio Troche, publicadas na internet entre 2009 e 2012. Com extrema sensibilidade e traços singelos, o artista mostra ao longo do livro um conjunto de desenhos lúdicos em preto e branco sem usar palavras.

A linguagem lúdica de cada desenho fomenta múltiplas leituras e interpretações, fazendo de Desenhos Invisíveis um livro que se ressignifica a cada leitura. Como num passe de mágica, basta o tempo passar para o leitor enxergar outras coisas nas mesmas artes.

“Suas histórias não têm diálogo e muitas vezes se resolvem em uma imagem, como “poemas gráficos” que revelam perspectivas inusitadas e mais gentis do cotidiano”, diz o jornal Folha de S. Paulo. Os quadrinistas Fabio Zimbres e Adão Iturrusgarai escreveram os prólogos da edição brasileira da obra.

Resenha

Pode soar estranha a ideia de pegar um livro e saber que não encontrará palavras nele, mas é justamente isso que (não) encontramos em Desenhos Invisíveis.

Contudo, como a própria obra nos lembra, através de uma tirinha do Adão Iturrusgarai, colocada ali no início, “uma imagem vale mais que mil palavras”. E, neste caso, sou obrigada a concordar.

Mesmo sem escrever uma linha sequer, desde a primeira página Troche me colocou para pensar, expandindo minha visão das coisas para novas formas de enxergá-las. Seja na amarelinha que vira caixa, seja na semente música plantada, seja no cometa pipa — apenas para citar alguns exemplos — cada página é um novo mergulho e uma nova descoberta.

As folhas são, em sua maioria, compostas de alguns poucos traços e de muito espaço para que a nossa mente as complete como bem entendermos. Os desenhos não são literalmente invisíveis, mas possuem uma parte invisível para os que não têm a mente aberta.

O traço em preto e branco reforça alguns dos temas que os desenhos evocam: a solidão, os desafios, o silêncio. Mas se fosse preciso escolher algumas palavras para definir esta obra, escolheria perspectiva, equilíbrio, reinvenção

Outro ponto que eu não poderia deixar de mencionar é que por mais silenciosas que sejam as páginas deste livro, é impressionante como a música se faz presente, trazendo uma dimensão ainda mais interessante para a leitura. Música que se faz presente nas suas mais diversas representações, mas sem que haja som algum do livro.

E sim, usei a palavra “leitura” ali em cima, porque apesar de não encontrarmos palavras ao longo das páginas, os desenhos nos inspiram a uma leitura deles e uma nova leitura do mundo em que vivemos.

Desenhos Invisíveis é uma obra para você que quer deixar a mente vagar sem rumo e se inspirar para dar um novo gás aos seus projetos e criações. Além disso, como professora de idiomas, não vou negar que pensei em várias possibilidades didáticas para este livro, que com certeza vai ficar em algum lugar bem acessível da minha estante.

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Se ti penso, ti amo ancora

(Per leggere ascoltando Incancellabile — Laura Pausini*)


Non so se ho già visto questo titolo da qualche parte, ma comunque sia queste parole spesso mi vengono in mente. Probabilmente perché sono, sfortunatamente, vere.

Ci sono momenti in cui sto vivendo normalmente e per qualche inspiegabile motivo la mia mente forma delle immagini che mi trasportano a te. A noi. A quello che siamo stati. Quello che non siamo stati. E anche quello che potevamo essere stati. E che non lo saremo mai.

Ragionevolmente, doveva essere facile lasciarti alle spalle, sia per il tempo, sia per la forma come tutto è finito, sia perché, pensando adesso, non eravamo fatti uno per l’altro. Non per sempre. E, nei momenti di chiarezza, oggi, riesco a vedere questa realtà. Ma non solo di chiarezza si vive.

Il mio cuore non mi lascia mentire: se ti penso, ti amo ancora. E solo io so quello che sento dentro di me. Non riesco a spiegare a nessuno (tanto è vero che questo testo probabilmente sarà un insieme di parole senza senso, senza nesso).

Amarti ancora mi fa male. Provo un dolore difficile da spiegare. Qualcosa che lascia un gusto amaro nella bocca, che mi fa venire la voglia di piangere. Ma che, alla fine, non piango. Solo seguo. Respiro, provo a mettere un sorriso in faccia e seguo. Lascio queste punti dolenti arrivare fino alla pelle e dopo li lascio andare. O non li lascio. E per questo tornano.

Insomma, sono cose che nessuno vede. Che nessun può sentire al posto mio. E che non so se un giorno spariranno (spero sempre di sì, ma ogni giorno ci credo meno).

Volevo amare di nuovo. Non te, ovviamente (anche perché, come detto, ti amo ancora). Amare completamente ed essere amata. A volte credo di meritare questo, anche se non si tratta di una questione di merito. In altri giorni, però, credo di no. Credo soltanto di non essere stata abbastanza e così, dover seguire da sola questa strada, di aver sprecato la mia opportunità.

Comunque sia, seguo. Un giorno alla volta, come in tanti mi hanno detto di fare. E ci sono giorni in cui è possibile, è quasi facile. Alcuni altri, purtroppo no. Ma seguo. E continuerei a seguire. Forse un giorno tutto questo sarà solo passato. Spero


* Lo so, potevo aver scelto tante altre canzoni italiane per illustrare questo testo (e no, in Brasile non conosciamo soltanto Laura Pausini), ma questa canzone la conosco da bambina e, alla fine, è stata sempre lì. Sempre che ho amato, ch sono stata amata e che sono iniziati e finiti i miei rapporti romantici, la canzone era lì. Una delle prime canzoni italiane che ho imparato a cantare intera, perché l’ho cantata a scuola. Anzi, l’ho cantata nell’epoca più importante della costruzione del mio amore per l’italiano e la cultura italiana. Allora, per oggi no, non poteva essere altra che non questa canzone.

Clones de verão — Pedro Henrique

Título: Clones de verão e outras histórias 
Autor: Pedro Henrique (Coisas do Pedro)
Editora: Publicação independente
Páginas: 138
Ano: 2023 

Sinopse

Clones de Verão e Outras Histórias é uma coleção de histórias fantásticas curtas de ficção científica com uma pitada de humor e crise existencial, feitas para você ler, refletir e seguir com o seu dia.

O que aconteceria se pessoas pudessem clonar a si mesmas para faltar ao emprego? E se nosso universo inteiro fosse um trabalho de escola, ou uma molécula de uma sopa da vó Maria?

Clones de Verão e Outras Histórias é a primeira coletânea de contos curtos publicados no blog Coisas de Pedro dentre os anos de 2017 a 2023.

Resenha

Se uma de suas metas para este ano é voltar a ler ou então ler mais, preste atenção a esta resenha, porque aqui está uma obra que pode te ajudar a começar a concretizar esta meta.

“Como grande parte das ideias da humanidade, a ideia era maravilhosa. A execução, nem tanto”

Clones de verão é uma antologia com contos bem curtos, daqueles que a gente lê em um minuto e fica com vontade de ler “só mais um”.

“Os humanos foram ficando mais complicados, meu caro”

Muitos textos retratam um futuro que talvez não seja tão distante assim e que, mesmo assim, continuamos a ignorar.

“Deu um pouco de trabalho, mas, felizmente, vimos nosso apocalipse chegando mais lentamente, e pudemos nos preparar, sentados em nossas poltronas reclináveis de plástico”

Em alguns momentos ficamos reflexivos; em outros, damos uma boa gargalhada. Por vezes, mesmo nas poucas linhas de uma narrativa, sentimos tudo isso ao mesmo tempo.

“Com cervejas e fogos, ninguém sentiu o apocalipse chegando. Os americanos disseram que a melhor vista do fim do mundo foi a deles. Ingleses definiram o evento como “deslumbrante”. A Coreia do Norte declarou não ter nada a ver com o ocorrido. E os australianos disseram que não conseguiram ver nada de lá. Não há notícias, postagens nem notas do evento registradas pelos brasileiros”

Algumas críticas são sutis, outras nem tanto. E, assim, os textos ganham um equilíbrio muito interessante.

“Uma nova variante de Burrice foi detectada, e pode estar circulando no Brasil há mais tempo do que imaginamos”

O conto que mais me tocou foi, sem dúvidas, Utopia. Uma história que vai direto ao ponto, dando aquele necessário choque de realidade em nós.

“Esse alguém, que projetou e imaginou isso tudo, não foi considerado um gênio. Não foi premiado e ovacionado em lugar nenhum”

Clones de verão conta com uma diagramação simples e muito confortável para a leitura. Além disso, como dito anteriormente, os contos são curtos, o que nos permite uma leitura de vários de uma vez, em pouco tempo, ou então uma leitura homeopática: um pouco por vez, sem pressa.

“Porque é sempre assim. Você dá uma solução rápida para quem está incomodado. E ela fica bem até arranjar qualquer outra coisa para reclamar”

Se você se interessou pela obra, clique abaixo para saber mais. Se ainda está em dúvida, conheça o blog Coisas do Pedro, onde você pode encontrar alguns textos e conhecer mais da escrita do autor. Aproveite também e siga o Coisas do Pedro nas redes sociais: Instagram |  Youtube.